Publicidade e Propaganda

22

Jul

Plataformas veem social commerce como porta para a experiência

Por Giovana Oréfice:

Do escambo e da criação de moedas tendo metais como base à Revolução Industrial, a prática milenar de compra e venda de itens ganhou novos intermediários com a tecnologia. Longe de servirem apenas com a finalidade de manter relações sociais, as plataformas vêm se tornando também uma nova extensão do social commerce.

Tendo crescido durante o período de pandemia, a atividade vem fazendo com que empresas como Meta – detentora do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger –, Pinterest e Twitter deem atenção especial a esse segmento e direcionando investimentos para enriquecer a experiência do usuário. No mês passado, o Twitter anunciou uma funcionalidade que notifica os consumidores da plataforma sobre lançamentos futuros de marcas. Ainda em fase de testes nos Estados Unidos, o Product Drops permite que os tweets das marcas sejam curtidos, retuitados, marcados como favoritos e compartilhados, segundo informações do The Verge.

No Facebook, a evolução de produtos anunciados em grupos recebeu a adição de recursos como lojas – o que também foi levado para o Instagram –, e mensageria como WhatsApp Business e Messenger, permitindo que as empresas tenham um canal direto de comunicação com os consumidores não apenas para atendimento, mas de venda, conforme relembra André Sabioni, head de indústria da Meta. “Foram as pessoas que definiram o ‘social commerce’, inicialmente postando fotos de itens que tinham em casa em seus próprios feeds com a legenda ‘à venda’”, diz o executivo. “Ao longo dos anos, a família de aplicativos da Meta tornaram-se ferramentas essenciais para que as empresas transformassem a jornada de compra do consumidor em algo mais dinâmico e principalmente personalizado”, acrescenta.


Ainda que as plataformas não cobrem taxas ou recebam porcentagem sobre as vendas realizadas, a relevância do serviço é traduzida em novas possibilidades para o marketing e eficiência para as empresas, sobretudo as de grande porte. Sabioni comenta que pessoas e marcas querem construir uma relação, contudo, isso não é possível só com um grande anúncio: “Quando ajudamos as marcas de todos os tamanhos a criar relações com clientes, se conectar com quem se interesse pelo que elas oferecem e vender mais, a experiência para o usuário é positiva”.

Um exemplo da funcionalidade dos serviços de compra e venda pôde ser visto no estudo Facebook IQ, realizado pela Meta para o Dia dos Pais. O relatório constatou que 60% dos respondentes apontaram que os aplicativos da companhia os auxiliaram na descoberta de um produto que poderia ser um presente para celebrar a data. Além disso, metade dos entrevistados disseram que os aplicativos da Meta têm relevância na decisão de compra.

União estável: inspiração e compra

Para além da busca por referências e inspiração, o core do Pinterest, a integração de ferramentas de social commerce à plataforma ressignificou a experiência do usuário dentro do aplicativo. Entre outubro e novembro do ano passado, a companhia apresentou ao mercado a funcionalidade orgânica de shopping, abrindo as portas para uma agenda de investimentos para lançar novos produtos e refinar a experiência do, agora, comprador.

André Loureiro, diretor geral do Pinterest na América Latina, conta que a ferramenta de shopping chegou como uma resolução a uma dúvida frequente dos usuários: onde encontrar os itens que apareciam nos feeds. “Em geral nossos usuários vinham ao Pinterest com esse objetivo de buscar referência, se inspirar, sempre tendo uma intenção por trás”, cita, salientando o planejamento para a realização de compras e refinamento de busca que a plataforma permite.

“Conectar essa experiência de busca de referência e inspiração com a capacidade das pessoas de realizarem e poderem comprar, acharem marcas e produtos de uma maneira mais fluida foi uma resposta natural para um anseio dos nossos usuários, e isso vem ganhando mais força conforme a gente vem conseguindo integrar essa experiência de uma maneira ainda mais rica”, declara Loureiro. Por meio de sua competência central, o Pinterest se propõe a oferecer a experiência em diversas categorias enquanto endossa a importância desta etapa para o início da jornada de consumo, uma vez que conduz o cliente à compra.

Assim como as demais plataformas de redes sociais que contam com a vertente de social commerce, o Pinterest também vê o lucro de compra e venda de produtos sendo revertido em oportunidades estratégicas para a empresa, inclusive sobre o pilar de anúncios. “A partir do momento em que há uma experiência mais rica e sólida, há uma dinâmica mais orgânica e isso potencializa a atração de marcas e investimentos para que as marcas construam seus espaços e vitrines dentro da plataforma”, pontua o diretor geral.

O ponto de vista de experiência é reforçado por André Sabioni, da Meta: “Enquanto acessam Feed, Stories, Reels e tantos outros formatos de conteúdo que disponibilizamos nas nossas plataformas, as pessoas estão naturalmente em modo de descoberta – a compra é uma etapa integrada ao acesso a um conteúdo de interesse das pessoas”, afirma.

Colaboração e evolução em pauta

As parcerias são investidas também em criadores de conteúdo. Durante o Festival de Cannes Lions 2022, o Pinterest introduziu uma solução voltada para criadores de conteúdo. Uma estratégia parecida será adotada pelo YouTube. Na última terça-feira, 19, a empresa anunciou uma parceria com o Shopify, que permitirá que creators comercializem produtos por meio de ferramentas de compra ao vivo. A plataforma já é conhecida pela realização do chamado live commerce. Nos últimos meses, o YouTube realizou seu Festival de Beleza anual, por exemplo, com itens disponíveis para compra em tempo real.

Inevitavelmente, os próximos passos do social commerce são guiados pela evolução tecnológica. Para o head de indústria da Meta, o metaverso para o comércio é uma forte tendência do segmento para os próximos anos. “Ele vai ser imersivo, é interconectado, permite que pessoas transitem entre plataformas e entre os mundos real e virtual. A previsão é que mais de um bilhão de pessoas poderão estar neste universo dentro dos próximos 10 anos”, declara Sabioni. “O metaverso trará uma infinidade de oportunidades para os negócios, onde compradores e vendedores vão se conectar de uma nova maneira com marcas e produtos – físicos ou totalmente digitais”, frisa.

Ainda que a implementação completa do metaverso demore mais alguns anos para acontecer, já é possível experimentar alguns artifícios tecnológicos que se integram com a vida real, como filtros de realidade aumentada disponíveis no Facebook e Instagram que realizam a projeção de elementos virtuais. No Pinterest, por exemplo, o avanço do desenvolvimento de AR e machine learning gera oportunidades para que a plataforma evolua suas ferramentas de compra e venda por meio da integração on-line e off-line.

Contudo, as relações do mundo real não podem ser deixadas de fora: “Nós somos uma plataforma onde as pessoas vêm para buscar, nas mais diferentes vertentes, inspiração e referência, e é esse tipo de ecossistema que estamos construindo do ponto de vista de conteúdo, além de, por outro lado, reforçar nossas alianças com os e-commerces, lojas, varejistas, e fazer com que a gente tenha um mix mais rico possível de produto”, complementa o diretor geral do Pinterest.

Fonte disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/07/21/plataformas-veem-social-commerce-como-porta-para-a-experiencia.html

22

Jul

Sindicato das Agências de Propaganda do RN (Sinapro) reúne filiados e apresenta Agenda de Eventos para o mercado local

O presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro), Odemar Neto, conduziu, nesta quinta-feira (21), uma reunião-almoço com as agências filiadas para apresentar Agenda de Eventos do segundo semestre desse ano e discutir a retomada de eventos que marcaram a história da propaganda no RN, como do Prêmio Bárbaro de Publicidade e Propaganda. Participaram da reunião-almoço as agências: AAgência Digital, Waws Co, Dois A, Adhead, Art&C, Criola, Execom e Plano B. O encontro foi no Restaurante Marechal Steak House, em Natal.

A reunião teve como principal pauta a apresentação de três eventos programados para o segundo semestre: o Seminário Transforma, o Cannes Lions Road Show e um encontro com nomes nacionais do Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário (CENP). E, além disso, tratou de dois novos seminários que estão sendo programados para as agências, dando sequência aos workshops de treinamento iniciados nesse ano. As próximas áreas que devem passar por cursos de aprimoramento devem ser as de atendimento e os setores criativos das agências, em dois encontros nos próximos dois meses. 


Com relação ao Prêmio Bárbaro de Publicidade e Propaganda, Odemar Neto relembrou tratar-se do principal prêmio do segmento no Rio Grande do Norte, cuja última edição foi realizada em 2012. “Nosso objetivo foi discutir com a diretoria do Sinapro e agências filiadas uma gama de ideias para retomar o evento, mas adequando o formato ao novo momento da publicidade, sem perder a marca de maior festa da propaganda potiguar. Estamos alinhando juntos essa retomada”, destacou Odemar. 

Programação intensa

Conforme detalho o presidente do Sinapro/RN, o Seminário Transforma é voltado para os gestores das agências e enfocará nas transformações que vêm ocorrendo na Comunicação e como isso atinge as agências e também os clientes. Na oportunidade, um consultor apresentará uma pesquisa de mercado com modelos atuais de agência, demonstrando novas tendências e comportamentos. 

O Sinapro/RN também está preparando para esse segundo semestre a realização de mais uma edição do Cannes Lions Road Show, oportunidade na qual serão exibidas as produções vencedoras do mais importante e prestigiado festival de comunicação mundial. É um evento voltado a todo o mercado publicitário, incluindo estudantes, agências, veículos e todos os interessados em Comunicação. O Cannes Lions Road Show já foi realizado em Natal em duas outras oportunidades anteriores, no Arena das Dunas e na Universidade Potiguar, todas duas com sucesso de público. 

"O Sinapro quer retomar esse evento, que já virou uma tradição no calendário, agora nessa nova fase-pós pandemia para poder mobilizar o mercado da Publicidade nos seus mais diversos stakeholders: alunos, professores, agências, clientes e veículos", adiantou o presidente Odemar Neto.

18

Jul

Pesquisa aponta dificuldade do mercado publicitário em receber críticas

O desafio da indústria publicitária em relação ao recebimento de críticas por parte de seus integrantes é o tema da Pesquisa “A publicidade aceita crítica?”, fruto do trabalho acadêmico de doutorado do publicitário Lucas Schuch. De acordo com o estudo, agências, veículos e marcas ainda não são considerados pelos profissionais espaços seguros para esse tipo avaliação.

O levantamento aponta que – mesmo que 73% dos profissionais entrevistados se sintam confortáveis para criticar a indústria de publicidade como um todo – somente 47,3% dizem ter confiança para comentar sobre o próprio local de trabalho. Grupos virtuais fechados (42,4%) e conversas em ambientes externos (32,7%) são os locais preferidos para debater os problemas da área.

Além disso, os dados mostram que 85% dos profissionais de publicidade já sentiram medo de postar algo em suas redes que pudesse comprometer seus empregos. Devido ao medo de retaliações, apenas 26% dos entrevistados afirmaram já ter tomado alguma iniciativa frente aos problemas da publicidade.

Schuch considera que, assim como em outras áreas profissionais, é urgente a necessidade de criação de espaços abertos para os debates internos no setor publicitário. “Não vamos ver as mudanças necessárias com pensamentos convergentes. É a crítica que leva à transformação, mas estamos diante de um mercado que não aceita bem esses assuntos. Então, é um pouco contraproducente”, defende.

Para o publicitário, as discussões sobre o assunto não devem se restringir ao ambiente das agências, mas o processo deve ser sistêmico. “Enquanto as marcas não forem mais vocais sobre os problemas que elas financiam dentro das agências, o problema será bem maior. Essas instituições precisam ser mais vocais sobre essas questões”, acrescenta.

Para romper com esse ciclo e, de fato, criar espaços melhores para todos os integrantes do mercado, Schuch defende a união entre os diferentes cargos. Dessa forma, os profissionais que fazem parte das camadas mais baixas correm menos riscos de serem penalizados ao expressarem opiniões divergentes.

“Para não cairmos em uma crítica imobilizadora, é importante que essa união dos querem a transformação, tanto os que fazem parte da base quanto os que integram a liderança. Para que a base não seja fragilizada, o ponto é encontrar os líderes certos, porque alguns também querem essa melhoria”, salienta.

Agências

Vivian Vaz, creative talent director da Leo Burnett Tailor Made, concorda com a pesquisa e diz que o mercado ainda não debate de forma transparente esse e outros problemas, como carga horária, preparação de lideranças e urgências de prazos. Ela afirma que o tema saúde mental é uma das prioridades na agência. Internamente, a empresa investe, dentre outras coisas, em encontros entre colaboradores e gestores; processo formal de feedback; e grupos de afinidade.

“Outra prioridade nossa é o desenvolvimento de lideranças. Essas ações atreladas ao respeito à carga de trabalho, equilíbrio e bem-estar do time ajudam a resolver boa parte das nossas dificuldades. Mas é preciso reconhecer que temos que pensar em como acelerar a mudança. Vale reforçar que ela está acontecendo, principalmente quando falamos sobre assédio e diversidade. Quanto mais evoluirmos, mais as pessoas se sentirão seguras”, fala.

O CEO da agência Propeg, Vitor Barros, acredita que conversas abertas sobre a indústria da propaganda são necessárias dentro e fora da agência. É dessa forma que, segundo ele, serão construídos ambientes mais saudáveis. “Na publicidade, precisamos pensar juntos. É importante que o profissional enxergue o mercado e o local de trabalho como um espaço de aprendizagem, se faz essencial o espírito de respeito, colaboração e humildade em toda a indústria”, finaliza.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2022/07/18/pesquisa-aponta-dificuldade-do-mercado-publicitario-em-receber-criticas.html

12

Jul

Estudo aponta que a publicidade em vídeo em ambientes nativos supera as mídias sociais quando o assunto é reconhecimento de marca

Taboola (Nasdaq: TBLA), líder global em recomendações e descoberta de conteúdo para a open web, ajudando as pessoas a descobrir coisas de que podem gostar, anunciou hoje os resultados de um estudo independente Multichannel Brand Impact da Kantar, empresa líder mundial em dados, insights e consultoria.

Previsões de inúmeras consultorias e órgãos de pesquisa mundo afora mostraram que os gastos com anúncios digitais ao redor do mundo irão crescer cada vez mais, podendo chegar a marca de mais de U$450 bilhões em 2023, em todo mundo, de acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia da PwC (2021-2025). E uma coisa é certa, o vídeo desempenhará um fator significativo nesse total – mais da metade dos profissionais de marketing citam o vídeo como seu formato de anúncio mais valioso.


O estudo Multichannel Brand Impact da Kantar mediu a eficácia da publicidade em vídeo em ambientes nativos em relação a outros ambientes, no que se refere a ajudar a alcançar as metas de impacto e reconhecimento da marca. As principais descobertas incluem:

Anúncios em vídeo nativos na open web têm um impacto mais forte na preferência e reconhecimento de marca do que plataformas sociais ou de vídeo. 59% dos participantes do estudo que foram expostos a um anúncio de vídeo nativo expressaram posição a favor da marca, em comparação com 50% para exposições em plataforma social e 51% para exposições de plataforma de vídeo.

O reconhecimento de marca melhorou 26% ao adicionar anúncios em vídeo nativos na open web a um mix de marketing. Quando os participantes do estudo viram anúncios em vídeo nativos, 33% exibiram reconhecimento instantâneo de marca – em comparação com apenas 14% do grupo de controle. Quando os anúncios em vídeo nativos foram combinados com os anúncios em vídeo de plataformas sociais, o reconhecimento instantâneo subiu para 49%.

“Anúncios em vídeo continuam sendo valiosos para as marcas, especialmente porque os dólares da TV estão migrando para o digital”, apontou Adam Singolda, CEO e fundador da Taboola. “Com as estimativas da indústria indicando que a publicidade em vídeo nos EUA atingirá quase US$ 50 bilhões este ano, as marcas têm muitas oportunidades de influenciar seus clientes, desde que escolham as plataformas certas e a combinação de plataformas para transmitir suas mensagens. O que o estudo da Kantar e o trabalho de nossos clientes destacam é que os anúncios em vídeo nativos na rede da Taboola são uma parte essencial de um mix de mídia bem-sucedido. Fornecemos ambientes editoriais em que as pessoas confiam, em grande escala, para que as marcas possam ampliar seus esforços.”

Sobre o estudo Multichannel Brand Impact da Kantar

A Kantar testou o impacto da exposição a um anúncio de vídeo online em diversos canais de mídia digital: uma plataforma de publicidade nativa, uma plataforma social e uma plataforma de streaming de vídeo.

Para fazer isso, o estudo usou o Kantar Context Lab, uma das soluções de medição de eficácia de anúncios da Kantar. Vários grupos similares de adultos foram expostos ao mesmo anúncio em vídeo, cada grupo em um canal e plataforma digital específicos. Dois grupos de entrevistados foram expostos ao anúncio em vídeo em várias plataformas, um grupo com uma combinação de exposições nativas e sociais e outro grupo com uma combinação de plataformas nativas e de vídeo para medir também o impacto das exposições combinadas. Um grupo de controle correspondente não foi exposto ao anúncio em vídeo na pesquisa e serviu como base de referência.

O estudo mensurou três tipos de reconhecimento da marca:

Reconhecimento de marca instantâneo: A marca vem à mente primeiro quando se pensa em empresas de sua categoria?

Reconhecimento total sem auxílio: A marca vem à mente quando se pensa em empresas da mesma categoria?

Percepção de anúncios online: O participante se lembra de ter visto o anúncio?

Kantar então comparou as diferenças de consciência e predisposição em cada grupo exposto versus o grupo controle. Isso revelou o impacto da exposição do anúncio em vídeo em cada canal e plataforma digital.

8

Jul

Instituto Neoenergia vai premiar mulheres que apoiam iniciativas de Arte e Cultura com R$ 140 mil

O Instituto Neoenergia vai premiar com R$ 140 mil dezesseis mulheres que lideram há pelo menos um ano projetos de Arte e Cultura em áreas de vulnerabilidade no Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Trata-se do Prêmio Inspirar 2022, iniciativa realizada em colaboração com as distribuidoras da Neoenergia e parceria técnica da Baluarte Cultura, que tem como objetivo valorizar o protagonismo da mulher e vai celebrar as histórias de transformação social em três categorias:

  • -Pessoa Física/MEI - Microempreendedora Individual;
  • -Coletivos ou Grupos não formalizados;
  • -Produtoras Culturais ou Organizações da Sociedade Civil.

As inscrições serão abertas nesta sexta-feira (8) e se estendem até o dia 5 de agosto no site do Instituto Neoenergia (www.institutoneoenergia.org.br).

Três vencedoras serão definidas pelo Comitê Externo de Especialistas do prêmio, por mérito cultural, e as outras 13 serão escolhidas por votação popular.

Segundo Renata Chagas, diretora-presidente do Instituto Neoenergia, a premiação cumpre um papel fundamental para dar visibilidade ao protagonismo feminino na promoção de atividades artísticas e culturais.

“Reconhecer essas mulheres é uma forma de potencializar os resultados das suas ações, mostrando que elas fazem a diferença nas comunidades onde atuam e contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e grupos em vulnerabilidade social. Além de agentes de mudança, elas têm uma representatividade muito forte, que inspira a sociedade a construir um futuro melhor”, afirma Renata Chagas.

6

Jul

Pesquisa: cerca de 43% dos brasileiros já realizaram compra recomendada por celebridade ou criador de conteúdo

Um estudo conduzido pela plataforma CupomValido.com.br com dados da Statista e da HootSuite revela que o Brasil é o país mais influenciável globalmente. No País, os influenciadores são mais relevantes na decisão de compra pelos canais digitais.

Cerca de 43% da população já adquiriu produtos ou serviços influenciado por um criador de conteúdo, ocupando a primeira posição do ranking, que é seguido por China (34%), Índia (33%), Itália (21%), Coréia do Sul (20%), Rússia (18%), Estados Unidos (17%), Alemanha (15%), Reino Unido (15%) e França (12%). O estudo argumenta que a China se encontra na segunda posição pelos seus avanços em social e live commerce.

O relatório ainda lembra que o Brasil tem uma das menores rendas per capita em comparação com os demais países que integram o ranking, mas é um dos maiores usuários da internet. São 150 milhões que usam redes sociais, cerca de 70% da população, que gastam, em média, mais de três horas diárias nas plataformas, consolidando-o no terceiro País que mais usa redes sociais, depois da Filipinas e Colômbia.

Das redes sociais mais utilizadas estão YouTube, WhatsApp (segundo país que mais usa o app), Facebook (quarto país com mais usuários na plataforma), Instagram (terceiro país com mais usuários na plataforma) e Twitter.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/07/05/brasil-lidera-no-poder-dos-influenciadores-sob-decisao-de-compra.html

5

Jul

Estudo: busca por habilidades tecnológicas na publicidade cresce 47%

Dados do LinkedIn apontam que as prioridades na contratação de profissionais para a área de publicidade estão mudando. De acordo com a rede social profissional, cresceu em 47% a demanda por habilidades tecnológicas nos últimos cinco anos. Em paralelo, a busca por competências criativas diminuiu 17% no mesmo período. Ainda assim, entre 2015 e 2021, a proporção entre as funções criativas contratadas em comparação com as funções técnicas teve aumento de 25%.

De acordo com a análise da plataforma, ainda que pareçam pequenos, quando os dados são ampliados para o total de funções e empresas, indicam que a composição do setor está passando por uma transformação. Nesse sentido, o mercado publicitário está investindo nas transformações digitais e tecnológicas, inclusive, na contratação de seus profissionais.

Outro destaque dos dados divulgados pela plataforma diz respeito ao futuro do setor. Nos últimos cinco anos, a publicidade perdeu 5,5% mais pessoas do que ganhou. No fim do ano passado, a Robert Half, empresa de recrutamento especializado, realizou uma pesquisa sobre a fuga de talentos. No estudo, 49% dos profissionais ouvidos disseram que pretendem buscar novas oportunidades em 2022. Ao serem questionados sobre a motivação, 61% querem mudar de empresa, mas permanecer na mesma área. Os outros 39% afirmam ter interesse em uma nova área, segmento ou profissão.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2022/06/30/busca-por-habilidades-tecnologicas-na-publicidade-cresce-47.html

1

Jul

Investimento no digital chega a R$ 30,2 bilhões; serviços e comércios seguem sendo os setores que mais apostam nesse tipo de publicidade

Assim como em 2020, o investimento de anunciantes em mídia digital seguiu em crescimento em 2021. Segundo o Digital AdSpend 2021, estudo realizado pelo IAB em parceria com a Kantar Ibope Media, ao todo, R$ 30,2 bilhões foram investidos em publicidade digital no ano anterior, um aumento de 27% em relação a 2020.

O período também registrou um crescimento de 30% no número de anunciantes digitais. O setor que mais contribuiu para essa elevação foi o de casa e decoração, que teve 83% mais anunciantes em relação a 2021, seguido de bens e serviços industriais (79%), minas e energia (69%), construção (59%), telecomunicações (53%), comércio (47%), escritório e papelaria (46%), higiene e beleza (42%) e higiene doméstica (41%).

Os segmentos que aumentaram enquanto clientes podem ter sido casa e decoração e bens e serviços industriais, mas as categorias que mais investiram em publicidade digital foram serviços (26%) e comércio (24%), representando metade do investimento total de 2021.

Plataformas e formatos

A redes sociais foram o destino de 54% do montante de investimento. Segundo o relatório, o aumento da participação de mobile no share de dispositivos — alcançando 76% –também contribui para o aumento das apostas em redes sociais.

Entre os formados, vídeo foi predominante. Recebeu 37% dos investimentos, principalmente do setor de serviços, comércio, financeiro, telecomunicações e eletrônicos e informática.

Imagem (banners, headers, gifs etc) recebeu investimentos de serviços, comércio, financeiro, telecomunicação e mídia, totalizando 33% do investido.

Já os anúncios em sites de busca (30%) foram os formatos eleitos pelo comércio, serviços, eletrônicos e informática, financeiro e turismo.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/07/01/investimento-no-digital-chega-a-r-302-bilhoes.html

20

Jun

Pesquisa: para brasileiros, mulheres ainda são retratadas em papéis tradicionais na mídia

Apesar de apresentar avanços significativos nas últimas décadas, a igualdade de gênero parece ainda caminhar em patamares lentos para a importância da pauta na atualidade. Em parceria com a Johnson & Johnson, Kantar, Procter & Gamble e Unilever, a ONU Mulheres realizou um levantamento sobre o tema em 20 países e constatou que, ainda que a população reconheça o significado da evolução do assunto em suas nações, pensamentos contrários também prevalecem, como resultado de uma regressão, concomitante com a pandemia da Covid-19.

Intitulado The Levers of Change: Gender Equality Attitudes Study 2022, os resultados do estudo foram divulgados durante o Festival Cannes Lions.

Em alguns âmbitos, o recorte brasileiro mostra uma percepção positiva: 86% dos respondentes acreditam que a equidade de gênero é algo essencial no tratamento de homens e mulheres. Em relação ao trabalho, 80% concordam com o fato de que um bom salário é a melhor forma de mulheres serem independentes, mas a crença de que homens devem receber mais que mulheres em um mesmo posto e de que elas não devem ganhar mais que seus maridos ainda existe para, respectivamente, 12% e 13,2% dos entrevistados. 

37% afirmam que elas devem trabalhar menos para se dedicarem à família e 19% apontam que o papel da mulher é cuidar de assuntos de casa enquanto homens devem ser os provedores financeiros. Nesse sentido, mais da metade (54,7%) dizem que, quando as mães trabalham para ganhar dinheiro, as crianças sofrem, enquanto em relação ao pai, a porcentagem cai para 29,9%. Contudo, 94,5% indicam que, no futuro, deverá importar a equidade de pagamentos, a despeito do gênero do colaborador. 

A percepção pode ser vista na mídia. Quase 77% acham que a mídia brasileira retrata o papel feminino em termos tradicionais, como mães, esposas e cuidadoras, e homens em situação de poder, sendo representados como provedores, líderes e executivos – este sendo o discernimento de 72,5% da amostragem ouvida pela pesquisa. 

O caso não é uma exclusividade brasileira: a média global se mantém em 68% acerca da percepção de que mulheres ainda são retratadas de maneira tradicional, o que representa um aumento de 14 pontos percentuais em relação ao resultado obtido em 2018. O pensamento em relação ao papel do homem em posições de poder fica em 72%, alta de 20 pontos percentuais quando comparado também ao estudo realizado há quatro anos.

A pesquisa também refletiu sobre segurança e liberdade sexual. Cerca de 40% das mulheres declararam se sentir inseguras em casa, e mais de 50% têm o mesmo sentimento no que diz respeito a espaços públicos. A ONU Mulheres alerta para o fato de que a porcentagem é alta em relação aos demais países consultados. Já no que diz respeito a relações sexuais, o levantamento mostra que 10% não concordam que mulheres devem ser livres para recusar relações com seus maridos ou parceiros e a mesma quantidade diz que existem circunstâncias aceitáveis ​​para que haja agressão de cônjuges ou parceiros.

Em âmbito mundial, a porcentagem para este último quesito fica em 19%, com destaque para a Índia, Suécia e Estados Unidos. A disparidade se coloca com aumento de dois pontos comparado a 2018.

Traçando um panorama para o futuro, grande parte acredita ser importante que mulheres tenham mais oportunidade no mercado de trabalho e na política (93,6% e 89,3%, respectivamente). Um alto contingente, de 92,6% e 95%, tem a crença de que deverá haver mais acesso de mulheres à educação superior, bem como mais respeito a elas em todas as áreas. 

A reflexão acerca de tempos de crise também gera surpresas. Nos 20 países consultados pela ONU Mulheres e pelas companhias participantes, 25% concordam que em tempos de escassez de alimentos, a prioridade deve ser dada aos homens. O percentual é ainda maior quando o tema muda para a falta de trabalho, para 31%, o maior direito às vagas também deve ser direcionado à força masculina.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2022/06/20/para-brasileiros-mulheres-ainda-sao-retratadas-em-papeis-tradicionais-na-midia.html

18

Jun

E-commerce: estratégias de marketing para promover aumento de vendas

Nos últimos anos, o crescimento do e-commerce no Brasil deu um salto. Pressionadas pela quarentena, as empresas precisaram se reinventar e a entrada no universo digital foi questão de sobrevivência.

De acordo com uma pesquisa realizada pela NielsenIQ Ebit em parceria com a Bexpay, o e-commerce brasileiro teve um crescimento em 2021 de 27% comparado a 2020. De acordo com o relatório, foi gerado um total de R$182,7 bilhões de reais em vendas.

o primeiro trimestre de 2022, segundo o índice MCC-ENET, desenvolvido pela Neotrust em parceria com a camara-e.net, o setor teve alta de 12,59% nas vendas, comparado ao mesmo período do ano passado.

Trabalhar com estratégias de marketing é uma opção para aumentar a eficiência das campanhas, pois, de acordo com o especialista em Growth, Ricardo Nazar, no mercado atual, não se disputa espaço apenas com os concorrentes direto. As mídias sociais, por exemplo, trazem distrações de diversos tipos para brigar com um anúncio. É preciso uma estratégia forte para envolver o cliente desde o topo do funil até a fidelidade da marca.

A praticidade das compras on-line parece ter conquistado os clientes. De acordo com o relatório Global Payments Report, divulgado em março desse ano, as vendas no e-commerce no Brasil devem crescer 95% até 2025. Uma empresa que busca o crescimento precisa estar preparada para acompanhar o mercado. E isso envolve estratégias e marketing para e-commerce, como o tráfego pago e técnicas de SEO.

Marketing Digital como diferencial para o crescimento

Segundo a pesquisa Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil, feita no ano passado, 94% das empresas entrevistadas escolheram o marketing digital como estratégia para crescimento e 67% delas consideram eficientes as estratégias já usadas.

Com o crescimento e amadurecimento do mercado não ter planejamento é sinônimo de ficar para trás. Para Nazar, o primeiro passo é promover ao usuário uma boa experiência de navegação, facilidade para encontrar o que busca e boas opções para pagamento.

O segundo passo é evidenciar os diferenciais de cada empresa. Conhecer as métricas dos anúncios patrocinados é fundamental para saber o melhor canal para investir e escalar.  “Bons criativos elevam as métricas do e-commerce. Por exemplo, se a loja tem preços atrativos, usar criativos com esses valores em destaque costuma ser uma ótima opção”, explica.

Ainda de acordo com a pesquisa Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil, 35% das empresas entrevistadas não costumam metrificar as ações de marketing. "Além de medir, é fundamental acompanhar o desenrolar dessas ações para ajustar o necessário e continuar com o processo de crescimento", finaliza Nazar.

Fonte: Bem Paraná, disponível em: https://www.bemparana.com.br/noticia/e-commerce-estrategias-de-marketing-para-promover-aumento-de-vendas-275662#.YqyV-XbMLcc

17

Jun

Campanha alerta sobre a importância de rótulos adequados para escolha de alimentos mais saudáveis

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) lança campanha nacional sobre a importância de os rótulos alertarem sobre produtos ultraprocessados com quantidades excessivas de nutrientes prejudiciais à saúde.


A ação dá destaque para três produtos conhecidos dos consumidores brasileiros: iogurte, macarrão instantâneo e biscoito água e sal, que podem conter excesso de açúcar, gordura saturada e sódio, respectivamente. 


As peças também informam que a partir de outubro deste ano, os alimentos receberão a nova rotulagem, o que contribuirá para que as pessoas saibam exatamente o que estão consumindo. 


As primeiras peças da campanha serão divulgadas nas redes sociais, em jornais impressos e spots de rádio. Na sequência, a campanha será veiculada em podcasts, comerciais de TV e espalhada em locais públicos de várias cidades brasileiras. 


Janine Coutinho, coordenadora do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto, explica que escolhas mais saudáveis dependem de informações claras e adequadas sobre os produtos. 


“A rotulagem adequada permite que o consumidor tome decisões conscientes sobre o que comer de acordo com suas preferências e ao mesmo tempo avalie qual o impacto negativo daquele alimento para a sua saúde”, destaca.


De acordo com especialistas, pesquisadores e organizações da área da saúde, o consumo de ultraprocessados é um dos principais responsáveis pelo aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e até depressão. 


Também assina a campanha a coalizão Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, formada por mais de 50 organizações da sociedade civil, associações, coletivos, movimentos sociais, entidades profissionais e pessoas físicas.


Mudanças a caminho


Em outubro deste ano, entra em vigor o novo padrão de rotulagem nutricional de alimentos, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2020, após um longo período de debates e participação social. A partir dessa data, os alimentos terão um selo em formato de lupa na parte da frente da embalagem para indicar quando houver quantidades excessivas de açúcar, gorduras saturadas e sódio.


Para saber mais sobre a campanha do Idec, acesse: deolhonosrotulos.org.br.

6

Jun

Os desafios de publicidade e mensuração dos podcasts

Cada vez mais presente no fone de ouvido dos brasileiros, os podcasts passaram a ser um gênero interessante também para as marcas entrarem em contato com seu público-alvo. A pesquisa “A influência da publicidade no universo dos podcasts”, realizada no ano passado pelo IAB-Brasil em parceria com a Offerwise, mostrou que 76% dos internautas brasileiros ouviram algum podcast em algum momento de 2021. Em 2019, a mesma pesquisa apontou que esse índice era apenas de 40%.

Com tantos consumidores de podcasts – e tantos projetos de áudio sendo lançados dia a dia – a indústria da comunicação passa a ter no formato uma oportunidade de levar sua marca para um grande número de ouvintes. Para isso, é preciso que agências e anunciantes estejam cientes do potencial do meio tenham e acesso à métricas e informações a respeito do alcance dos podcasts, além do conhecimento dos formatos publicitários que ali cabem.

Na opinião de Cris Camargo, CEO do IAB-Brasil, um dos pontos principais da evolução do segmento é o investimento de grandes empresas em podcasts. Essas companhias não apenas passaram a construir um vasto portfólio de podcasts, como apostaram em conteúdo proprietário, abrindo novas frentes especializadas e passando seus canais de mídia para promover o cardápio de programas em áudio digital. “Todo esse contexto atrai novos criadores de conteúdo, narrativas e, consequentemente, as marcas ganharam mais esse excelente espaço para construírem boas relações com seus consumidores”, opina Cris.

Para auxiliar a indústria da comunicação a melhor aproveitar o potencial dos podcasts como mídia, o IAB-Brasil lançou, nos últimos dias, dois documentos para orientar agências, anunciantes e outros players: o Guia de Podcast Advertising 2022 e as Diretrizes Técnicas para Medição de Podcasts 2.1.

O Guia é uma atualização do material lançado pelo IAB em 2019 e, na nova edição, apresenta atualizações sobre formatos de anúncios e dados sobre o meio. Já o documento de Diretrizes Técnicas foi elaborado pelo IAB Tech Lab e traduzido pelo Comitê de Áudio e Voz do IAB Brasil e visa reduzir as discrepâncias que ainda existem no meio em relação às métricas de mensuração.

Dificuldades de mensuração

No que diz respeito às métricas, ainda há algumas questões que precisam ser melhor resolvidas. Rodrigo Tigre, presidente do comitê de Áudio e Voz do IAB Brasil e country manager da Cisneros Interactive, lembra que, apesar de ser um formato digital, os podcasts muitas vezes são consumidos off-line, mediante downloads. “Além disso, estamos falando de um áudio que muitas vezes é consumido sem uma tela na frente. Isso faz com que as medições tradicionais de banner e vídeo, como viewability, clicks e CTRs não existam no áudio e, à primeira vista, pode dificultar a mensuração e avaliação de uma campanha”, destaca.

Tigre lembra, contudo, que os primeiros e grandes investimentos em podcasts foram justamente empresas de produtos e serviços mais voltadas para performance e que, com códigos de descontos e URLs personalizadas, vêm conseguindo gerar vendas por meio dos podcasts.

“Ainda temos um grande caminho a seguir com o áudio e os podcasts, mas vendo o constante interesse das marcas e as tecnologias e formatos evoluindo, temos certeza que seguiremos no Brasil o mesmo crescimento acelerado que acompanhamos lá fora”, aposta.

O presidente do Comitê de Áudio e Voz do IAB-Brasil cita o último relatório feito pelo IAB dos Estados Unidos, que reportou um investimento de mais de US$ 1,4 bilhão em publicidade em podcasts em 2021. A previsão é que, em 2024, a publicidade no formato ultrapasse a marca de US$ 4 bilhões naquele país. O que vem acelerando esse crescimento por lá, na visão de Tigre, são os anúncios dinâmicos, principalmente inseridos logo no início do programa, com até 30 segundos. “Desta forma, temos uma entrega de mídia mais parecida com a da rádio e se aproveita da escala de ter uma comunicação única rodando em vários programas diferentes”, diz.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em:https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/06/06/os-desafios-de-publicidade-e-mensuracao-dos-podcasts.html

26

Mai

Estudante do IFRN participará de acampamento da Nasa

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) vem estreitando suas relações internacionais e abrindo caminhos para que estudantes ultrapassem o limite da educação brasileira. Ações sistêmicas - a exemplo de intercâmbios, orientações e parcerias entre o IFRN e instituições internacionais desenvolvidas a partir da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) - criam possibilidades para todas as pessoas envolvidas. Gabriel Teixeira, discente do Campus Parnamirim, é um dos estudantes que vivenciam a internacionalização do Instituto através de um projeto que partiu da Proex. O aluno foi um dos 24 jovens selecionados em todo o mundo para o Space Camp Nasa, acampamento científico que acontece na capital estadunidense, Washington, DC.

Seleção

O aluno - do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio e que está no 4° ano da formação - participou de um processo seletivo para conquistar a vaga na atividade. A seleção foi conduzida pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e dividida em três etapas: a primeira etapa foi a indicação de alunas e alunos por parte do corpo docente das instituições brasileiras e seus projetos de atuação na área espacial; a segunda fase, previa o envio de um vídeo gravado em língua inglesa sobre a atuação no projeto cadastrado e uma carta de recomendação, também em Inglês, escrita pelo professor orientador. A última etapa foi uma entrevista, novamente em língua inglesa, realizada com a embaixada brasileira dos Estados Unidos.


“Depois de alguns dias saiu o resultado e eu fiquei muito feliz em saber que havia sido aprovado”, afirma Gabriel. O jovem conta que seu coração 'bateu mais rápido' antes de verificar o resultado, mas que, com a aprovação, ficou “muito feliz, muito feliz mesmo”. Gabriel participou, ainda no Ensino Fundamental, do projeto Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT Espacial) "Augusto Severo", parceria do IFRN com a Agência Espacial Brasileira antes de entrar no Instituto. O professor orientador do estudante, Credson Santos, afirmou que essa conquista proporcionará um crescimento pessoal importante, destacando características do jovem: “Gabriel consegue atrelar o conhecimento técnico da área espacial e das Tecnologias da Informação e Comunicação com o bom domínio da língua inglesa”, declarou. 

CVT e Space Camp Nasa

Space Camp Nasa é um acampamento de aprendizagem promovido pela agência do governo federal dos Estados Unidos responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial (National Aeronautics and Space Administration - Nasa). Além das atividades em Washington, também haverá ações na Academia Espacial Avançada, que fica no Centro Espacial e de Foguetes dos Estados Unidos, localizado em Huntsville, no estado do Alabama. 

Já o Programa de Educação Continuada do Primeiro Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT-Espacial) do Brasil, inaugurado em novembro de 2017, tem foco na aplicação de conceitos e técnicas inerentes a atividade espacial, de forma que alunos e professores, da rede pública ou privada, bem como trabalhadores locais ganhem capacitação tecnológica através da reprodução de missões espaciais e realização de outras atividades inerentes ao setor. O CVT-Espacial está instalado nas dependências do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e já atendeu mais de três mil estudantes. Suas instalações permitem a realização e planejamento de missões espaciais simuladas, construção, teste, lançamento e operação de pequenos artefatos espaciais. Além disso, inúmeras atividades educacionais podem ser executadas, tais como, competições de espaço-modelismo, de foguete-modelismo e, principalmente, cursos de capacitação, workshops e oficinas na temática espacial.

19

Abr

[ARTIGO] Educação abraça o metaverso, mas não contempla quem mais necessita dele

Por Cesar Silva* 

 

Discutir o impacto de mecanismos de realidade virtual na educação brasileira se tornou pauta comum entre profissionais e entusiastas da área e, recentemente, fui convidado a refletir sobre seus benefícios. A aplicação real dessas ações também levanta questionamento, devido a eterna desconfiança sobre o que funciona ou não no Brasil.  A resposta é que há, sim, a presença do chamado metaverso em diversos modelos de educação e capacitação profissional. 

 

Os treinamentos em ambientes de simulação, já existentes para cursos de operadores de máquinas, de veículos de carga e tipos de soldagem em materiais, por exemplo, estão em operação desde o início deste século e asseguram uma primeira etapa de aprendizagem. Uma iniciativa que valoriza os conceitos fundamentais da operação, testando os alunos, para, aí sim, mais preparados, serem submetidos a operações reais, com mais riscos e que incorrem em custos de combustível, materiais e insumos bem caros. 

 

Em outro exemplo, dentro dos cursos de medicina das principais instituições particulares do país, os alunos têm a oportunidade de desenvolver casos clínicos desde os primeiros meses de aulas, atendendo robôs que apresentam sinais vitais que indicam disfunções a serem diagnosticadas pelos estudantes a partir de conceitos desenvolvidos nos seus programas de formação. É a residência virtual, no início dos programas, que traz a prática de maneira antecipada e sem riscos inerentes aos erros em saúde. 

 

Muitos métodos existem há décadas, como já dito, e a necessidade imposta pelo isolamento social e a evolução cada vez mais rápida do universo digital os tornaram mais aprimorados.


Mas um fato que muita gente esquece – ou ignora –, porém, é a dura realidade da grande massa de estudantes, jovens ou não, que não é contemplada por essas necessárias ferramentas. A tecnologia existe e está implantada em bolhas, clusters de estudos especializados, mas, a realidade da escala, de um país com dimensão continental e diverso, é muito distante do metaverso. Nunca o virtual foi tão distante do real. 

 

O impacto negativo dessa diferença de oportunidades pode ser visto diretamente na avaliação da educação pública brasileira como um todo. Após dois anos de pandemia, retornamos a patamares de qualidade escolar bem abaixo de 2019. Temos mais de 55% dos alunos com deficiência em língua portuguesa e 95% com deficiência em matemática. 

 

Na outra ponta, professores com aulas atribuídas faltam constantemente. Por terem que se deslocar de grandes centros para as periferias, preferem se dedicar a outras atividades não relacionadas à educação, deixando turmas de alunos com substitutas sem qualquer qualificação para os conteúdos essenciais. 

 

Não aprendemos quase nada com a necessidade. Se o delivery cresceu e se estabeleceu, o uso de tecnologias para estimular e motivar os alunos em paralelo com o presencial não teve o mesmo efeito. 

 

A realidade virtual expressa pelos gestores públicos de educação – em todas as esferas municipais, estaduais e federal – destoa da realidade verdadeira e sofrida das escolas sem recursos básicos para receber alunos e que possibilitem o aprendizado contínuo e progressivo. 

 

Foram 4 ministros de educação em 3 anos e meio, sem qualquer proposta de política pública consistente para a pasta. Da mesma forma, vimos a maior parte dos estados correr atrás de uma estratégia para manter os alunos ativos durante a pandemia, mas nada se fortaleceu como sistema após a volta às aulas presenciais. 

 

A educação pública vive, sim, o metaverso, mas com um viés patético e ilusório. 

 

*César Silva é especialista em gestão educacional, atual presidente da Fundação FAT 

17

Abr

Inscrições para Effie College 2022 estão abertas

O Effie College iniciou o processo de inscrições das universidades e faculdades para a quinta edição do evento, que premia trabalhos publicitários desenvolvidos por estudantes de comunicação ou administração. A cerimônia de premiação do evento deste ano acontece em 8 de novembro no Hotel Unique, em São Paulo.

Para participar, o coordenador da universidade deve enviar um e-mail para o Meio & Mensagem (lramalho@grupomm.com.br) até 30 de abril.

As instituições de ensino são parte fundamental do processo, já que, para participar, os grupos de alunos precisam contar com a supervisão de um tutor acadêmico.

Já os alunos, têm entre um e 19 de agosto para realizar a inscrição da equipe.