Jornalismo

3

Abr

Jornalismo

Inscrições abertas para oficina de jornalismo investigativo na área de alimentação

Estão abertas as inscrições para o segundo treinamento de jornalismo investigativo na área de alimentação, promovido pela ACT Promoção da Saúde e pelo site O Joio e o Trigo, em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

A oficina será on-line, no dia 27.abr.2021, das 10h às 12h. O investimento é de R$ 10 para estudantes e de R$ 20 para profissionais. Também serão aceitas doações de qualquer valor para a campanha Tem Gente com Fome. Serão 30 vagas, e para participar é preciso preencher este formulário até 09.abr.2021. Os selecionados serão informados no dia 16.abr.2021.

Se no curso de 2019 o foco foi nas formas de investigar a indústria de alimentos ultraprocessados e sua relação com a elaboração de políticas públicas de saúde, a segunda edição abordará como empresas que fabricam produtos causadores de doenças crônicas estão lucrando com a pandemia.

“E como isso acontece? Enfraquecendo políticas públicas, ocupando o vácuo deixado pelo Estado para conquistar afeto e admiração, moldando leis e decretos, a indústria de alimentos avança num momento em que deveria estar sob críticas”, comenta João Peres, do site O Joio e o Trigo. 

Relações de poder e alimentação: o lobby da indústria de alimentos em tempos de pandemia” também vai mostrar a experiência de outros países e como o tema se insere na discussão mais ampla sobre reforma tributária. 

Peres, cofundador do site brasileiro que investiga exclusivamente a alimentação e suas implicações políticas, lembra que doenças crônicas não transmissíveis representam sete entre as dez maiores causas de morte no mundo. 

“No Brasil, enfermidades cardiovasculares e diabetes estão presentes na maioria dos casos graves e de mortes por covid-19. Nem sempre foi assim: esse avanço se deu de maneira drástica nas últimas duas décadas. A alimentação é um fator central para entender por que isso acontece”, destaca. 

Para a Anna Monteiro, Diretora de Comunicação da ACT, o jornalismo pode ter um papel fundamental na exposição dos problemas de saúde relacionados à alimentação. 

Cristina Zahar, secretária-executiva da Abraji, ressalta que a iniciativa do treinamento cumpre um dos pilares da organização, que é promover a elevação da qualidade do jornalismo por meio do aprimoramento profissional dos jornalistas e da difusão dos conceitos e técnicas da reportagem investigativa.

Bolsas para reportagens

Os participantes da oficina vão concorrer a duas microbolsas no valor de R$ 8 mil cada. A ideia é encorajar a realização de apurações originais, de alto impacto, abordando temas relevantes para a sociedade. As regras serão conhecidas no próprio encontro. 

23

Mar

Jornalismo

Estudo revela que não há negros no comando dos maiores veículos de comunicação do Brasil

Levantamento divulgado no último domingo, (21) revela como negros estão distantes dos postos de comando nas Redações. Dados do Reuters Institute for the Study of Journalism mostram que apenas 15% de 80 editores que dirigem veículos de prestígio em cinco países do mundo são não-brancos. No Brasil, segundo o estudo, a disparidade é expressiva. Enquanto cerca de 57% dos brasileiros se declaram pretos e pardos, nenhum negro lidera os maiores jornais, portais e emissoras. A pesquisa foi publicada para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. 

relatório “Race and Leadership in the News Media 2021: Evidence from Five Markets” analisou o perfil de editores no comando dos 100 maiores veículos jornalísticos (on-line e off-line) em quatro continentes: Brasil, Alemanha, África do Sul, Reino Unido e os Estados Unidos. É possível perceber um descompasso entre a maioria da população e quem está no topo da carreira nas Redações. 

No texto, os especialistas usaram o termo “não-branco” para descrever o universo pesquisado. No Brasil, o IBGE faz pesquisas sobre cor ou raça da população brasileira com base na autodeclaração: as pessoas são perguntadas sobre sua cor de acordo com as seguintes opções: branca, preta, parda, indígena ou amarela. 

Segundo o Instituto Reuters, ancorado na Universidade de Oxford, não há não-brancos no mais alto cargo das Redações no Brasil, na Alemanha e no Reino Unido. Nos Estados Unidos, são apenas três editores-chefes. Na África do Sul, a falta de representatividade na imprensa chama atenção: negros são 92% da população, mas a maioria das empresas jornalísticas delega aos brancos o maior cargo dos veículos (60%).

Critérios metodológicos

O estudo, assinado por Craig T. Robertson, Meera Selva e Rasmus Nielsen, foi realizado em jan.2021 a partir dos números sistematizados pela última edição do Digital News Report, de 2020. Os especialistas ressaltam que “posições mais altas nas Redações são importantes praticamente e simbolicamente":

“Esses cargos são importantes porque esses chefes são figuras que estão na liderança e na direção das Redações. O perfil deles importa quando analisamos, de um modo geral, como essas empresas são vistas pelo público.”

Esse primeiro levantamento faz parte de uma pesquisa maior, em andamento, sobre diversidade nas Redações, à luz da perspectiva de gênero e raça.

Abraji conversou com Meera Selva, coautora do documento, para descobrir os desafios metodológicos. Ela explica que, em algumas ocasiões, até havia negros em posições-chave, mas, na realidade, quem decide é uma pessoa branca, geralmente o diretor-executivo. “Por isso, confirmamos os dados para melhor traduzir o resultado de quem detinha, em mãos, os espaços do poder”.

Os números do Brasil foram recebidos com preocupação. Os negros – que o IBGE define como a soma de pretos e pardos – são a maioria da população brasileira. E essas vozes não se refletem nas Redações:

“Os dados impactam na credibilidade da imprensa. Primeiro, como a maioria da população pode acreditar em veículos que não refletem essa diversidade? Segundo, as histórias são contadas a partir de narrativas de brancos. E, por último, quais as prioridades das pautas?”.

Foram consideradas na amostra as fontes de informação mais citadas pelos brasileiros do Digital News Report: TV Globo, TV Record, SBT, GloboNews, Rádio e Band News, Rede TV, CNN, TV Brasil, emissoras comerciais, jornais O Globo, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Extra, os portais UOL, G1, BBC News, Yahoo, MSN, Poder 360, Buzz Feed, O Antagonista, Rede Brasil Atual, Diário do Centro do Mundo e Brasil 247. A pesquisa não cita diretamente quais foram sites on-line regionais.

Clique aqui para ler o estudo  na íntegra. Os organizadores farão uma apresentação dos dados no webinar marcado para segunda-feira, 22.mar.2021, às 10h, pelo horário do Brasil.

Na Bahia, uma mulher negra no comando

Por causa da metodologia adotada pelo Instituto Reuters, o levantamento internacional não menciona uma exceção à regra brasileira. Linda Bezerra, do Correio, tornou-se editora-chefe do jornal baiano em set.2016. Foi a primeira vez que isso aconteceu em Salvador, cidade composta por mais de 80% de negros. “Não tenho conhecimento de casos similares, ao menos no Nordeste”, diz.

Ela afirma que sempre o jornal sempre teve diversidade na Redação, especialmente de gays. Mas, aos poucos, a branquitude precisava ser vista com atenção. 

“O fato de ter sido escolhida me deixa com o dever moral de refletir essa diversidade no conteúdo”, diz a jornalista. Um dos primeiros desafios foi repensar os processos de seleção. Antes das cotas raciais estabelecidas nas universidades públicas, não havia, por exemplo, muitos estudantes negros nos cursos de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia, que reunia candidatos de formação mais sólida. 

A decisão do jornal foi mudar o programa de estágio: metade das vagas passou a ser destinada aos alunos UFBA e a outra às faculdades de desempenho inferior.  “É necessário você ter um olhar cuidadoso de abrir portas para dar oportunidades porque a gente sabe que, em muitos casos, o desempenho está ligado à falta de oportunidades mesmo”.

Bezerra afirma que, na liderança, está atenta à palavra diversidade em um escopo maior, estimulando contratações de pretos e pardos, mas também de outros grupos marginalizados e pessoas com deficiência. “É fazer uma comunicação cuidadosa, que não te fere, com amplitude de perfis, ter atenção na forma de falar as coisas, e ouvir as pessoas”. 

A mudança no critério de seleção nos jornais já está acontecendo no Brasil. A Folha de São Paulo mudou o seu Programa de Treinamento em Jornalismo Diário, que, desta vez, será destinado apenas a profissionais negros. A Redação mexeu nos critérios de aprovação para poder avançar na representatividade, excluindo, por exemplo, a exigência de um idioma estrangeiro, abrindo a competição àqueles que não tiveram a chance de ter domínio do inglês.

O jornal digital e independente Nexo lançou, no início de mar.2021, um programa de diversidade racial, com previsão de bolsa mensal, além de aulas de inglês, português, novas tecnologias e temas relevantes sobre o Brasil e o mundo.

The Intercept Brasil também desenvolveu iniciativa de inclusão. A Énois criou o projeto Diversidade nas Redações, que promove treinamento e intercâmbio entre Redações e repórteres com foco em produção diversa e representativa.

Fonte: Abraji. Foto de Linda Bezerra: arquivo pessoal cedida para a Abraji.

15

Mar

Jornalismo

Jornalista vencedora do prêmio Comunique-se estreia na TV com salário de um real

Uma jornalista e influenciadora digital prepara-se para encarar um novo desafio profissional. E a remuneração mensal para isso será de apenas R$ 1. Isso mesmo: um real. Com esse “salário”, Nathalia Arcuri foi anunciada nesta sexta-feira, 12, como a mais nova apresentadora da Rede TV.

Na emissora de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, Nathalia apresentará o talk show ‘Me Poupe Show’. No estúdio, ela receberá convidados e irá interagir com a audiência online da atração, que promete tratar de forma bem-humorada assuntos relacionados à educação financeira. Por ora, a data de estreia do programa não foi anunciada, assim como sua periodicidade — diária ou semanal, por exemplo.

nathalia arcuri - um real - talk show na rede tv - prêmio comunique-se

Sobre o conteúdo do projeto, a mais nova contratada da Rede TV sabe da missão que assumirá em breve. “O principal desafio será aproximar o público da TV de um tema que ainda é restrito a uma pequena parcela da população”, conta Nathalia Arcuri, conforme divulgado por sua equipe de comunicação. “O ‘Me Poupe Show’ vem para democratizar ainda mais a educação financeira no Brasil”, reforça.

Salário de um real

Nathalia Arcuri aproveita o acerto com a Rede TV para demonstrar que entende do que irá falar para o público do canal. Isso porque, ela garante que, por há anos conseguir alcançar a própria independência financeira, o dinheiro em si tornou-se mero detalhe para a sua carreira na comunicação. Por isso, o acordo pelo “salário” de um real pelo trabalho com o talk show.

“Não trabalho por dinheiro há três anos”

“Não trabalho por dinheiro há três anos, quando alcancei a minha independência financeira”, enfatiza a jornalista. “Estamos vivendo um momento em que todos precisamos fazer o que está ao nosso alcance para colaborar com os brasileiros que perderam empregos e a renda durante a pandemia”, explica a missão da futura produção televisiva. “O programa terá cotas de patrocínio e, se forem vendidas, ficarei com uma parte do sucesso”, prossegue Nathalia, demonstrando que, além do salário de um real, poderá ganhar comissões atrelados ao eventual sucesso do talk show.

Nathalia Arcuri na TV

Essa não será a primeira experiência de Nathalia Arcuri na televisão. Criadora do canal ‘Me Poupe’, que conta com 5,8 milhões de inscritos no YouTube e detém o título de maior projeto virtual de educação financeira do mundo, ela comandou o reality show ‘Me Poupe — Dívidas Nunca Mais’. A atração foi ao ar na Band no fim do ano passado. “Um caminho sem volta pra quem diz que não é possível fazer TV de qualidade, ter audiência e dar dinheiro”, comemorou a apresentadora na ocasião.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), de São Paulo, Nathalia Arcuri havia trabalhado na televisão antes de se destacar com o seu projeto na internet. Ela somou, por exemplo, passagens por SBT e Record TV. Em ambos os canais, atuou como repórter na capital paulista.

Jornalista e influenciadora digital premiada

Com o seu trabalho de educação financeira no YouTube e outros canais onde a marca Me Poupe se faz presente, Nathalia Arcuri tem recebido reconhecimento no decorrer dos últimos anos. Nesse sentido, foi a vencedora do Prêmio Comunique-se 2018 na disputa em ‘Economia – Mídia Escrita’. Na ocasião, não escondeu a alegria em levar para casa um troféu do “Oscar do Jornalismo Brasileiro”. “Para mim é uma honra. Sou jornalista e cresci ouvindo falar sobre este prêmio, imaginando que um dia eu pudesse estar aqui”, afirmou durante a festa.

O vínculo de Nathalia Arcuri com eventos organizados pelo Grupo Comunique-se não param por aí. Ela tem relação direta com o Prêmio Influency.me, iniciativa criada em 2018 com o objetivo de prestigiar os produtores de conteúdo que se destacam com a oferta de material relevante nas plataformas de redes sociais. Na primeira edição, ela foi finalista na categoria ‘Negócios’. Nos dois anos seguintes, 2019 e 2020, superou os demais concorrentes e foi a vencedora da disputa.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/vencedora-do-premio-comunique-se-estreia-na-tv-com-salario-de-um-real/#:~:text=Uma%20jornalista%20e%20influenciadora%20digital,nova%20apresentadora%20da%20Rede%20TV.

22

Fev

Jornalismo

Jornal libanês mistura sangue com tinta para imprimir edição especial dramática

O jornal libanês Annahar publicou uma edição especial com sangue de verdade misturado à tinta da impressão. Chamada Bloodline Edition, a edição teve como objetivo levar uma mensagem de amor e resistência ao público, num tributo a todo o sangue derramado na luta por justiça no país.

A tinta usada para imprimir o jornal foi feita com amostras de sangue libanês. A primeira página especial do jornal trazia uma árvore de cedro, símbolo do país presente em sua bandeira, crescendo de um coração anatômico. O desenho também enviou uma mensagem sobre o colapso social, injustiças e política que estão em andamento no país.

“Esta é uma homenagem a todo o derramamento de sangue ao longo de nossa luta por justiça e uma oportunidade de nos perguntar se ainda amamos nosso país, apesar do colapso atual. É também uma mensagem crucial de resistência: acabe com o sangramento”, dizia o texto do jornal.

A ação, produzida em conjunto com a agência Impact BBDO, também busca incentivar os libaneses a expressarem seu amor pelo país através do endthebleed.org.

 


 

A ideia da ação já foi vista outras vezes. Em 2007, a campanha “Bonded by Blood”, da TBWA/Whybin para a Adidas, apresentou uma série de posters impressos também com sangue misturado à tinta. No caso, os sangues eram de amostras dos jogadores do All Black, time de rugby da Nova Zelândia patrocinado pela marca. A campanha inclusive foi destaque no Cannes Lions daquele ano, vencendo na categoria Promo.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/139259/jornal-libanes-mistura-sangue-com-tinta-para-imprimir-edicao-especial-dramatica/ 

22

Fev

Jornalismo

Diretor do LAIS é eleito um dos 100 mais influentes da década na área da saúde no Brasil

O diretor executivo do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN), professor Ricardo Valentim, está entre as 100 personalidades mais influentes da saúde na década (2011-2020), no Brasil. O reconhecimento foi conferido pelo Grupo Mídia, responsável pela organização do prêmio desde 2013. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 7 de abril, em São Paulo, em um evento fechado somente aos eleitos, diante do contexto de pandemia vivenciado atualmente.

A indicação do professor Ricardo Valentim foi comunicada ao LAIS/UFRN na última semana. Em sua trajetória está a criação e implementação do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde, na UFRN, que ao longo de seus 10 anos, vem atuando diretamente para a melhoria da qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS), seja por meio da qualificação para profissionais da saúde – através de cursos de capacitação disponibilizados gratuitamente no AVASUS (Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de Saúde) – ou da implementação de tecnologias inovadoras que possam melhorar o atendimento ao paciente.

Na opinião do professor Valentim, receber um prêmio como este é uma responsabilidade muito grande. É também um reconhecimento de todo o trabalho social que o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN vem realizando em toda a sua trajetória. “É muito importante estarmos entre os mais influentes da década, justamente nessa hora de pandemia. Há um ano que o LAIS/UFRN, com sua equipe de pesquisadores – hoje são mais de 450 e estão em todo o Brasil e em outros lugares do mundo – desenvolveu soluções tecnológicas e deu resposta à sociedade, promovendo e induzindo resiliência no sistema de saúde do Brasil”, argumentou.

Valentim ainda reforçou que este não é um reconhecimento apenas seu, mas de toda a equipe do LAIS/UFRN. “Tenho a honra de compartilhar com cada um dos nossos pesquisadores, dos nossos alunos, dos nossos professores e também com todas as instituições que cooperam com o LAIS/UFRN. Tudo isso tem uma simbologia muito significativa, que nos coloca numa posição de mais responsabilidade no enfrentamento das demandas sociais, por inovação e tecnologia, visando transformar e melhorar a vida da população e a qualidade dos serviços de saúde ofertado”, finalizou.

Sobre a premiação
Criado em 2013, o prêmio “Os 100 mais influentes da Saúde” terá uma edição especial neste ano, premiando os nomes mais importantes do setor da última década. Para chegar aos ganhadores, o conselho editorial baseou-se em duas fontes de pesquisa: pesquisa aberta pelo site da HCM e pesquisa de mercado.

Os eleitos serão anunciados na cerimônia de premiação que será realizada no Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, no Hotel Renaissance, em São Paulo, com transmissão ao vivo para todo mercado. A solenidade histórica, que se repetirá apenas daqui há 10 anos, presta tributo a empresários, pesquisadores, executivos, autoridades públicas e profissionais que fizeram a diferença no setor.

A lista também será divulgada na revista Healthcare Management, edição especial 100 Mais Influentes na Saúde da Década, que será lançada durante o evento e posteriormente distribuída para hospitais, clínicas, operadoras, laboratórios e associações de Saúde e autoridades públicas. Além da tiragem de 12 mil exemplares, a Healthcare Management também está disponível gratuitamente em formato digital.

O presidente do Grupo Mídia, Edmilson Jr. Caparelli, explica que o 100 Mais Influentes da Saúde traz os nomes de poderosos líderes que atuam no setor e se destacam pelos esforços e comprometimentos para colocar a Saúde brasileira como importante agente no desenvolvimento do país. “Centenas de personalidades foram premiados nos últimos dez anos. Mas agora, é hora de prestar tributo aos maiores dos maiores”, ressaltou.

19

Fev

Jornalismo

Folha de S.Paulo comemora os 100 anos de fundação

Nesta sexta-feira, 19, a Folha de S.Paulo completa 100 anos de existência. Para celebrar a data, nos próximos dias o jornal anuncia uma série de iniciativas: lança a nova edição do Manual da Redação, ampliada, acrescida de trechos sobre liberdade de expressão, diversidade, mobilidade e assédio sexual e moral; a coleção 100 Anos de Fotografia, com dez livros que reúnem imagens raras do acervo do jornal; a cátedra Otavio Frias Filho, na USP, voltada aos estudos sobre jornalismo, diversidade e democracia; anuncia o acordo da Folha com o Público, um dos principais jornais de Portugal, que cria um intercâmbio de publicações entre os dois veículos, levando reportagens da Folha para os leitores portugueses e trazendo para os brasileiros matérias do Público; parceria com a produtora Conspiração para uma coluna semanal, com ensaios pessoais sobre situações em que acontecimentos casuais mudaram vidas.

Outra novidade é o lançamento de um programa de treinamento para jornalistas negros, o que demonstra a atenção cada vez maior do jornal para a diversidade na redação e nas pautas produzidas por ela. Em 2019, a Folha criou a editoria de Diversidade, dedicada à publicação de conteúdo que reflita a variedade da sociedade brasileira. Além disso, desta sexta, 19, ao final do mês, a Folha apresentará uma série de conteúdos inovadores em diversas plataformas. Nos meses seguintes, sempre no dia 19, haverá a publicação de um projeto especial. Nos últimos meses, o jornal criou a editoria de Newsletters, que envia a assinantes e-mails com uma seleção de artigos e notícias sobre economia, política, Justiça e cultura; aumentou o número de podcasts, liderados pelo Café da Manhã, com novo episódio em todos os dias úteis; ampliou a atuação do núcleo de jornalismo de dados, o DeltaFolha, que, ao lado de outros veículos, vem tendo papel decisivo no consórcio da imprensa sobre dados da Covid-19.

A Folha também encerra a década como o jornal com mais assinantes do país, como mostram os dados consolidados sobre 2020 recém-divulgados pelo IVC Brasil (Instituto Verificador de Comunicação). O primeiro lugar na circulação dos jornais foi assumido em 1986 e nunca mais perdido pelas mais de três décadas seguintes entre os jornais de prestígio, exceto em alguns meses. No ano passado, segundo o IVC, a Folha registrou a maior média mensal de pagantes entre os veículos, na soma de suas versões digital e impressa. No cálculo geral do ano passado, foram 337.854 exemplares diários pagos por mês, crescimento de 3% ante média de 2019.

O veículo foi o primeiro jornal a ter um site de notícias em tempo real, em 1995; a unificar suas redações digital e impressa, em 2010, e a operá-la plenamente integrada dois anos depois. Em 2018, a Folha anunciou que deixaria de publicar conteúdo no Facebook, após diminuição da visibilidade do jornalismo profissional e alta do alcance de notícias de teor duvidoso. Anos depois, após escrutínio maior de governos e anunciantes, a rede social anunciou medidas para controlar as notícias falsas na plataforma. Assim, com a transformação digital, iniciada há uma década, a Folha foi pioneira também no modelo de negócio, em 2012, ao implementar no Brasil o chamado paywall poroso (muro de pagamento). O formato de cobrança de conteúdo no ambiente online perdura até hoje e foi adotado por outros veículos.

Com tal modelo, o crescimento das vendas de assinaturas digitais foi de 200% durante a cobertura da pandemia do coronavírus. No período, o jornal lançou uma oferta de seis meses de assinatura gratuita para profissionais da área da saúde —meses antes, já havia criado a assinatura para advogados, em parceria com a OAB. Em abril de 2020, outro marco foi anotado: recorde de audiência. A Folha somou 73,8 milhões de visitantes únicos, segundo dados do Google Analytics. Esses internautas realizaram 176,9 milhões de visitas e clicaram em 428,4 milhões de páginas.

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/19/folha-comemora-os-100-anos-de-fundacao.html

18

Fev

Jornalismo

Google e News Corp fecham acordo para pagamento de notícias

A editora News Corp anunciou nesta quarta-feira, 17, que fechou um acordo de três anos com o Google, no qual, a gigante das buscas pagará à companhia pelas notícias produzidas por seus veículos jornalísticos. Em comunicado, Robert Thomson, executivo-chefe da News Corp, disse que o acordo teria “um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo, pois estabelecemos firmemente que deveria haver um prêmio para o jornalismo premium”.

Em comunicado, a News Corp revelou que o acordo ainda prevê o desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo pelo YouTube, bem como compartilhamento da receita de anúncios por meio dos serviços de tecnologia de anúncios do Google. “Esta tem sido uma causa apaixonada para nossa empresa por mais de uma década e estou grato que os termos de troca estão mudando, não apenas para a News Corp, mas para todos os editores”, reforçou Thomson.

Liderada pelo presidente executivo Rupert Murdoch e Thomson, a News Corp tem sido a voz mais alta entre os editores que desejam ser pagos pelo Google e pelo Facebook pelos direitos de hospedar artigos em plataformas sociais e de busca. Esse impulso se tornou mais urgente à medida que o Google e o Facebook conquistaram uma fatia maior do mercado de publicidade digital, espremendo os meios de comunicação que dependem dessa receita para sustentar o jornalismo.

Batalha australiana

O Google vem lutando contra uma proposta de lei australiana, que a News Corp apoia, que forçaria a gigante das buscas e o Facebook a pagar aos editores pelo valor que suas histórias geram nas plataformas digitais das big techs. O Google até ameaçou fechar seu mecanismo de busca na Austrália se a proposta virar lei. A Microsoft, dona do Bing, concorrente do Google, disse que os EUA deveriam adotar sua própria versão da proposta de lei australiana.

Com objetivo de ajudar os editores a recuperar parte dos dólares perdidos para o Google e o Facebook, a News Corp lançou um site chamado Knewz.com no ano passado como alternativa à busca do Google. Porém, alguns usuários de mídia social zombaram de seu nome e reclamaram de seu design amarelo estourado.

Enquanto isso, o Google lançou o Google News Showcase, que permitirá aos veículos de notícias empacotar suas histórias — assim como vídeos e áudios — no Google News. Com US$ 1 bilhão para os primeiros três anos do programa, o Google assinou acordos com mais de 500 publicações em todo o mundo, de acordo com Don Harrison, presidente de parcerias globais da empresa.

Entre as publicações da News Corp que farão parte do Google News Showcase, estão: The Wall Street Journal, Barron’s, MarketWatch e New York Post, dos Estados Unidos; The Times e The Sunday Times e The Sun, do Reino Unido; e uma variedade de plataformas de notícias da Austrália, incluindo The Australian, news.com.au, Sky News e vários títulos metropolitanos e locais.

Em 2019, o Facebook anunciou acordos para pagar a alguns editores para compartilhar histórias em uma seção de notícias dedicada de seu aplicativo principal. O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, comunicou o plano em um evento em Nova York com Thomson, da News Corp.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/17/google-e-news-corp-fecham-acordo-para-pagamento-de-noticias.html

6

Fev

Jornalismo

Abraji lista oportunidades de bolsas e microbolsas para jornalistas

Bolsas para investigar acesso à internet no Brasil, ameaças aos oceanos, o impacto da covid-19 nas crianças ou identificar iniciativas de governo que se enquadrem como tecnoautoritarismo. Instituições brasileiras e estrangeiras estão com inscrições abertas para diversos programas de aperfeiçoamento e financiamento de reportagens especiais. A Abraji identificou dez delas que estão selecionando candidatos entre fevereiro e março.

Para se inscrever é necessário estar muito atento aos processos de aplicação, requisitos e deadlines. A Journalist Fellowship, do Reuters Institute for the Study of Journalism, em Oxford, no Reino Unido, exige que os inscritos tenham pelo menos cinco anos de experiência profissional. Além disso, é necessário enviar declarações que, em geral, vão demandar do candidato acionar a empresa em que trabalha e também outras referências de sua carreira. Em um programa tão amplo como o da Reuters, é preciso pensar muito no projeto, como mostra o jornalista Murillo Camarotto nesta reportagem.

Já a bolsa da Earth Journalism Network incentiva a inscrição de jornalistas iniciantes e seniores que tenham vontade de investigar ameaças à conservação dos oceanos. Stefano Wrobleski, coordenador de geojornalismo da organização, diz que é importante dar oportunidades para jornalistas menos experientes:

“Ajuda a trazer novas perspectivas para os temas que financiamos e apoia quem esteja começando a cobrá-los para seguir numa área que é rica em pautas, mas que não tem tantos profissionais dedicados.”

O coordenador considera fundamental que os jornalistas interessados leiam a proposta com antecedência para conseguir passar as ideias para o papel de forma clara. “Vale resumir o problema do qual você quer tratar como se estivesse apresentando para alguém que não o conheça, mostrando domínio no assunto e garantindo que a equipe de seleção esteja a par da questão”, aconselha Wrobleski. Por fim, ele sugere transparência nas respostas e deixar claro se a pessoa tem vontade de continuar investigando o tema.

Inscrições 

Abraji detalhou os requisitos, processos e deadlines de cada bolsa e microbolsa. O objetivo é que jornalistas possam ter uma visão rápida sobre qual oportunidade melhor se encaixa com sua realidade profissional e aspirações.

1. Microbolsas Acesso à Internet - Agência Pública

Descrição: A oportunidade é destinada a repórteres interessados em explorar pautas que abordem os diferentes aspectos do acesso à internet no Brasil, como falta de acesso a dispositivos, falta de infraestrutura, políticas públicas de acesso à internet, práticas abusivas e pouco transparentes de empresas de telecomunicação, desinformação, entre outras. Serão ofertadas quatro microbolsas de sete mil reais para a produção da reportagem. Esta é uma parceria da Agência Pública com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Requisitos: Jornalistas profissionais, diplomados ou não, com comprovada experiência em realização de pautas de maneira independente.

Deadline: 5 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui.

2. Journalism Fellowship - Reuters Institute for the Study of Journalism

Descrição: O programa dá a jornalistas de todo o mundo a oportunidade de pensar criticamente o mundo do jornalismo e trabalhar em um projeto sob a supervisão de um profissional especializado na área. A bolsa pode ser de três ou seis meses e as despesas dos jornalistas selecionados são totalmente cobertas pela instituição.

Requisitos: Ter no mínimo cinco anos de experiência no jornalismo e conhecimento avançado na língua inglesa.

Deadline: 8 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui.

3. Reporting Fellowship: Desigualdade e Covid-19 no Brasil, Venezuela e Colômbia - Universidade de Columbia

Descrição: O Dart Center for Journalism and Trauma, um projeto da Escola de Jornalismo da Universidade Colúmbia, em Nova York, oferece uma fellowship virtual baseada em projeto para jornalistas sediados no Brasil, Venezuela e Colômbia. O foco será os efeitos da pandemia do novo coronavírus no crescimento, desenvolvimento e bem-estar das crianças. Se aceito, o candidato receberá uma bolsa de 1,5 mil dólares para investir em seu projeto. 

Requisitos: Qualquer jornalista que viva e trabalhe no Brasil, Colômbia e Venezuela. Fluência em Português e/ou Inglês.

Deadline: 9 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui

4. Bolsa para reportagem literária - Universidade de Nova York

Descrição: O Prêmio Matthew Power de Reportagem Literária, oferecido pelo Centro de Jornalismo da Universidade de Nova York (Arthur L. Carter Journalism Institute) é uma bolsa de 12,5 mil dólares para apoiar o trabalho de um escritor iniciante de não-ficção que investigue verdades sobre a condição humana. O vencedor terá um documento de identificação e total acesso à Universidade de Nova York. 

Requisitos: Os candidatos devem ter se formado na faculdade pelo menos dois anos antes do processo de inscrição. Fluência em Inglês.

Deadline: 16 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui

5. Bolsas Ocean Story Grants - Earth Journalism Network 

Descrição: De modo a captar a importância e a urgência das ameaças contra os oceanos, a EJN apoiará histórias que procurem investigar questões emergentes e de longo prazo sobre a conservação e utilização sustentável dos mares. A organização destaca que dará preferência a propostas que incidam sobre tópicos ou histórias que até agora tiveram pouca cobertura mediática. Quatro a seis bolsas serão concedidas, com valor de mil a dois mil dólares.

Requisitos: Fluência em Português e/ou Inglês ou disponibilidade de tradutor para comunicação com a equipe e tradução da reportagem.

Deadline: 25 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui

6. Bolsa para reportagem sobre Agronegócio e Meio Ambiente em tempos de Covid - Joio e Trigo

Descrição: O Joio e O Trigo, em parceria com Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), convidam repórteres para investigar as estratégias corporativas no período de pandemia e como estão afetando o direito à alimentação, ampliando problemas socioambientais, como desmatamento em terras indígenas, invasão de terras públicas, tentativas e lobbies para enfraquecimento de políticas públicas. As duas bolsas oferecidas terão o valor de 6,5 mil reais cada. 

Requisitos: Nenhum. O Joio e O Trigo dará prioridade a candidatas e candidatos socialmente sub-representados nas categorias de gênero e étnico-raciais do país. 

Deadline: 26 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui

7. Bolsa Joan Shorenstein Center - Universidade de Harvard

Descrição: A Kennedy School of Government da Universidade de Harvard oferece a oportunidade para jornalistas compartilharem, expandirem e pesquisarem sobre políticas públicas e assuntos políticos. A bolsa, que normalmente é residencial, será on-line devido à pandemia. Para a inscrição, é necessário enviar uma carta, um formulário de inscrição preenchido, uma proposta de projeto de pesquisa, currículo e recomendações. 

Requisitos: Os candidatos devem ser jornalistas, acadêmicos ou formuladores de políticas ativos na imprensa, política e políticas públicas, ter pelo menos cinco anos de experiência na profissão e comprovação de fluência na língua inglesa através do TOEFL ou IELTS.

Deadline: 01 de março de 2021.

Mais detalhes aqui

8. Bolsas para reportagens sobre tecnoautoritarismo - The Intercept Brasil

Descrição:  The Intercept Brasil, em associação com a Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, oferece bolsas para repórteres que tenham vontade de reportar iniciativas em todas as esferas do governo que se enquadrem como tecnoautoritarismo. As organizações buscam jornalistas que investiguem a forma como prefeituras, governos estaduais, governo federal e empresas privadas estão usando inteligência artificial, câmeras, bases de dados, redes sociais e outras ferramentas para violar e ameaçar direitos fundamentais da população. Serão quatro bolsas, no valor de 4,5 mil reais cada

Requisitos: Relevância jornalística, ineditismo, existência de documentação que comprove a denúncia e viabilidade de execução.

Deadline: 01 de março de 2021.

Mais detalhes aqui

9. Bolsa de trabalho na Alemanha para jovens jornalistas - DW Akademie

Descrição: A DW Akademie disponibiliza oportunidades para seu programa de Estudos de Mídia Internacional, em Bonn, Alemanha. Os alunos que concluírem com êxito o programa de quatro semestres receberão diploma de mestrado. Dez bolsas integrais são oferecidas a candidatos da África, Ásia, América Latina ou Europa Oriental. 

Requisitos: Os candidatos devem ter diploma de bacharel e pelo menos um ano de experiência profissional em um campo relacionado com mídia, além de bom conhecimento de inglês e alemão.

Deadline: 31 de março de 2021.

Mais detalhes aqui

10. Escuela de Periodismo UAM - El País

Descrição: Os candidatos selecionados para o Mestrado de Jornalismo da UAM passam por um ano de treinamento nas empresas do grupo PRISA, holding que controla o jornal El País. Nos outros dez meses, os alunos têm aulas e oficinas práticas na Universidade Autônoma de Madrid (UAM). As bolsas são oferecidas pela Fundação Carolina da Espanha.

Requisitos: Ter um diploma de faculdade em qualquer carreira, saber escrever e falar perfeitamente em Espanhol e saber se comunicar em Inglês.

Deadline: 31 de maio de 2021 para residentes da América Latina. 

Mais detalhes aqui.

Fonte: Abraji

5

Fev

Jornalismo

New York Times alcança 7,5 milhões de assinaturas

Apesar da pandemia e da agitação social trazida pelos protestos pelas questões raciais e pela eleição presidencial nos Estados Unidos, o The New York Times teve em 2020 o seu melhor ano em termos de conquista de novos leitores. De acordo com relatório divulgado pela The New York Times Company, o jornal registrou um acréscimo de 2,3 milhões de novas assinaturas digitais no ano passado.

Com isso, o veículo norte-americano ultrapassa a marca de 7,5 milhões de assinantes, considerando as plataformas digitais e o impresso. Os maiores ganhos de novos leitores aconteceram em dois períodos do ano, segundo o jornal: em abril, quando os estadunidenses vivenciaram a rotina de quarentena e home office, o NYT agregou 669 mil assinantes digitais. Depois, no quarto trimestre, no período das eleições presidenciais, o jornal registrou 627 mil novas assinaturas digitais.

O NYT também alcançou dois importantes marcos em 2020. Pela primeira vez a receita digital ultrapassou a impressa e o mesmo aconteceu com a receita das assinaturas digitais, que já representam a maior parte do negócio. De acordo com a CEO do New York Times, Meredith Kopit Levien, esses dois feitos marcam o fim da primeira década da transformação do New York Times para um veículo digital first.

No quarto trimestre, a receita com assinaturas digitais alcançou o montante de US$ 167 milhões, valor 37% maior do que o registrado no último trimestre de 2019. Considerando todo o ano, a receita com assinaturas digitais foi de US$ 598,3, milhões um aumento de 30% na comparação com 2019. A receita de total de assinaturas, considerando todos os produtos, inclusive o impresso, foi de US$ 1,195 bilhão, representado um aumento de 10% em comparação com o ano anterior.

Publicidade

O bom desempenho das assinaturas, no entanto, não se repetiu na área de publicidade. A retração dos investimentos dos anunciantes provocada pela pandemia afetou o desempenho do veículo, causando uma queda de 26% na receita publicitária no ano, que ficou em US$ 392,4 milhões. A receita de publicidade no impresso teve um recuo de 39%.

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/04/new-york-times-alcanca-75-milhoes-de-assinaturas.html

5

Fev

Jornalismo

Centro de Ciências da Saúde da UFRN oferta serviço de teleatendimento nutricional para crianças com microcefalia

Promover o acompanhamento do estado nutricional de crianças com microcefalia causada pelo vírus Zika. É com essa finalidade que o serviço de Teleatendimento Nutricional está disponibilizando vagas para auxiliar mães e prestadores de cuidados de saúde a cuidar da alimentação e nutrição dessas crianças. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone e whatsapp (84) 99229 6458.

O Teleatendimento Nutricional é um serviço oferecido pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Departamento de Nutrição (DNUT) e do Núcleo Integrado de Atendimento Nutricional (NIAN). Os atendimentos são quinzenais e acontecem às sextas-feiras, pela manhã, por meio da plataforma Google Meet. A ação visa à comunidade interna e externa à UFRN.

Por meio dessa assistência remota é possível realizar avaliações nutricionais, fornecer orientações e fazer a entrega do plano alimentar. Dessa forma, o serviço busca favorecer uma alimentação adequada para o crescimento e o desenvolvimento neurológico e cognitivo de crianças com microcefalia, ao suprir pais e cuidadores com informações especializadas sobre nutrição para esses pacientes. O Teleatendimento Nutricional foi implementado em conformidade com as normativas do Conselho Federal de Nutrição, que autorizou as consultas on-line nesse contexto de pandemia de covid-19.

23

Jan

Jornalismo

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo abre vaga temporária para jornalista de dados

O projeto CruzaGrafos, desenvolvido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) em parceria com a Brasil.IO, vai contratar um(a) jornalista de dados para atuar na equipe. A jornada de trabalho é de 20 horas semanais e as inscrições vão até 4 de fevereiro somente por meio deste formulário.  Para sanar dúvidas envie email para cruzagrafos@abraji.org.br

A iniciativa é um trabalho de mais de um ano realizado pela Abraji e pelo programador e ativista de transparência Álvaro Justen, o Turicas, com o apoio da Google News Initiative.

Em poucas palavras, o CruzaGrafos é uma ferramenta gráfica de software livre para verificações cruzadas e investigações avançadas de dados, ao possibilitar a visualização de relações em grafos, que permitem interligar diversas informações em uma espécie de teia. O jornalista pode, por exemplo, estabelecer diversas conexões entre empresas e políticos. Saiba mais sobre como o projeto se diferencia de outras técnicas de investigação aqui.

A pessoa selecionada será treinada pela equipe da Abraji e do Brasil.IO. Álvaro Justen indica esse curso sobre jornalismo de dados e SQL para quem se interessar pela vaga, com vídeos linkados. E o CruzaGrafos também tem um curso on-line disponível.

Responsabilidades

Realizar análises exploratória de dados em diversas bases de dados de interesse público; Colaborar na criação coletiva de projetos de análises, programação e visualização de dados; Criar relatórios sobre investigações jornalísticas atuais no noticiário baseadas em dados e evidências; Redigir textos descritivos e tutoriais sobre investigações jornalísticas baseadas em dados e evidências; Realizar checagens de cruzamentos de bases de dados.

Condições

A contratação terá duração de 4 meses, com possibilidade de uma renovação. Isso será feito para que pessoas diversas possam ter acesso à vaga ao longo do ano; Todos os currículos enviados nesta seleção serão também avaliados nas futuras seleções de 2021; Somos uma organização que valoriza a diversidade e encorajamos pessoas LGBTQ+, mulheres e pessoas pretas, pardas e indígenas a concorrer neste processo seletivo; Remuneração a combinar.

Requerimentos

Ter muita vontade de aprender; Experiência com jornalismo de dados; Domínio de planilhas eletrônicas; Conhecimento de linguagens de programação preferível (uma ou mais: SQL, R ou Python).

Diferenciais

Gestão e redação de newsletters; Participação em hackathons e/ou eventos relacionados a técnicas de análises de dados, como seminários, workshops etc; Familiaridade com a Lei de Acesso à Informação (LAI); Conhecimento sobre a organização do poder público e mecanismos de controle nos diferentes poderes e níveis federativos.

Local de trabalho

A Abraji está localizada em São Paulo, capital, mas por imposição da pandemia do novo coronavírus este trabalho pode ser realizado remotamente.

21

Dez

Jornalismo

Abraji lança em 2021 Centro de Proteção Legal para Jornalistas

A organização internacional de direitos humanos Media Defence, com sede em Londres, vai apoiar financeiramente a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) na criação do Centro de Proteção Legal para Jornalistas. A ideia é custear processos movidos contra profissionais de imprensa no Brasil. O anúncio coincide com o aumento do assédio judicial contra repórteres e comunicadores, conforme dados denunciados pela Abraji e outras organizações.

Centro de Proteção Legal para Jornalistas tem como objetivo apoiar jornalistas e comunicadores freelancers que trabalham fora dos grandes centros urbanos e que não contam com o apoio jurídico de veículos. Profissionais que queiram processar autoridades públicas também estão no radar do projeto, assim como possíveis casos de litigância estratégica.

Na prática, os casos serão pré-selecionados e avaliados pela equipe da Abraji, com aval da diretoria. Se o caso cumprir os requisitos do convênio, a Abraji buscará um profissional para atender o jornalista e acompanhar o caso até a sentença final. "Queremos que o jornalista se sinta amparado e que tenha o direito de buscar reparação na Justiça quando se sentir atacado injustamente. O mesmo se aplica caso ele esteja sendo acusado e queira se defender, mas não tenha condições para isso", explica o presidente da Abraji, Marcelo Träsel.

Além de contratar o advogado, a Abraji seguirá de perto o caso e produzirá reportagens sempre que necessário, para publicizar o andamento do processo. O objetivo é desencorajar ataques intimidatórios, principalmente por parte de autoridades públicas, que visem jornalistas e comunicadores. O convênio entre Abraji e Media Defence começa em fevereiro de 2021 e vai até janeiro de 2022.

15

Dez

Jornalismo

Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas lança campanha Caixa Preta de Natal

Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, coordenado pela Transparência Brasil e do qual a Abraji faz parte, começa, com o apoio do Laboratório Anticorrupção da Purpose, a campanha Caixa Preta de Natal, que reivindica mais transparência do Ministério da Saúde (MS) sobre a pandemia de covid-19 no Brasil. Além de cards que já começam a circular nas redes sociais, a ação envolverá o engajamento de vários influenciadores digitais e convoca para um tuitaço com a hashtag #FalaPazuello, das 13 às 14h de quinta-feira (17.dez.2020).

A campanha dá continuidade a uma ação que começou na quinta-feira passada (10.dez.2020), com a divulgação de uma nota técnica cobrando transparência ao Ministério da Saúde. O documento denuncia a falta de atualização de boletins epidemiológicos e atrasos na divulgação de dados sobre a doença e sobre iniciativas para mitigar seus efeitos, como números de leitos, distribuição de testes e de medicamentos hospitalares. E cita ainda as estratégias usadas para prejudicar a cobertura jornalística da maior crise sanitária da história recente e a ausência do ministro Eduardo Pazuello em entrevistas.

“Caixa Preta de Natal: Mais transparência nos dados da covid” parte do princípio que, neste Natal, o presente do Ministério da Saúde para os cidadãos brasileiros não é a transparência, mas o silêncio. A falta de informações confiáveis, estáveis e suficientes sobre o vírus e o tratamento dispensado à imprensa estão no centro da campanha.

O Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas convida entidades a compartilharem os cards da campanha para fazer as reivindicações da campanha ecoarem na sociedade ao longo da terceira semana de dezembro.

Para Renata Ilha, campaigner do Laboratório, é desolador que em meio à iminência de uma segunda onda da covid na maior parte dos estados brasileiros, não tenhamos informação acurada sobre a pandemia no Brasil.

“São essas informações que permitiriam ao Estado produzir políticas públicas eficientes e que, no limite, salvam vidas. E é ainda mais preocupante porque não temos dados sobre as populações mais vulneráveis ao vírus, como a negra, indígena, quilombola e ribeirinha. A falta de transparência, aqui, reforça uma política excludente”, explica.


Agravamento da pandemia no Brasil

A campanha coincide com o aumento de casos da doença: o número de óbitos (4.495) na semana concluída no sábado (12.dez.2020) foi 18,6% maior do que no período anterior (3.789), de acordo com dados do Brasil.IO. E também com outra ação mais ampla, o Dezembro Transparente, que clama por envolvimento em ações anti-corrupção e o direito de acessar dados.

“Para informar corretamente quais são os planos do governo, quando teremos vacina e qual será a parcela da população a ser priorizada durante a imunização, os jornalistas precisam ter espaços de diálogo tanto com a equipe técnica do ministério quanto com o ministro da Saúde”, afirma Marina Atoji, coordenadora do Fórum. Ela acrescenta que a atualização periódica de dados detalhados é fundamental para a sociedade ter clareza sobre o alcance da pandemia e para a produção de estudos e análises que podem ajudar na contenção do vírus.

Desde março, Estados como Pernambuco e Espírito Santo publicam dados pormenorizados por raça, gênero e etnia sobre as vítimas da covid. Mas nos painéis do governo federal, onde a maioria da população acessa as informações atualizadas sobre a disseminação do novo coronavírus, não há sequer menção a esses recortes.

Os jornalistas que acompanham o MS também pedem acesso às informações do sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) que centraliza todos os registros de testagem no Brasil. Essa base de dados possibilitaria dimensionar com mais precisão o avanço ou controle da doença em nível nacional, segundo setoristas que cobrem a pandemia de perto.

Sobre as denúncias feitas pelo Fórum, o Ministério da Saúde informou ao Jornal Nacional “que a situação epidemiológica da Covid é atualizada diariamente nos portais do ministério e que faz prestações de contas semanalmente, em entrevistas coletivas on-line. O ministério disse ainda que avalia constantemente seus processos e que vai avaliar o pedido das entidades para aprimorar a governança e a comunicação”.

Com informações da Abraji

4

Dez

Jornalismo

Estudantes da Uern são finalistas em prêmio de jornalismo no Pará

As estudantes do curso de jornalismo da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Luíza Gurgel e Louise Penélope integram a equipe produtora do documentário “Afreekanas”, finalista do Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo, promovido pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Pará. O documentário foi produzido durante o projeto Geração Futura – Juventudes, do Canal Futura em parceria com a Uern e outras universidades. A produtora audiovisual Wigna Ribeiro, egressa do curso de Comunicação Social da Uern, também integra a equipe finalista.

O documentário “AfreeKanas” mostra as vivências e posicionamentos de três pesquisadoras que se definem não como brasileiras, mas como “Mulheres africanas em diáspora”. No minidoc, elas (uma professora, uma psicóloga e uma escritora) falam sobre ancestralidade, afrocentricidade e repensam as noções de uniliderança, destacando uma visão pluriversal.

O documentário está disponível no FuturaPlay (globosatplay.globo.com/futura/v/8980961/). Os integrantes da equipe produtora são: Joana D’arc (UFPI), Jordan Navegantes (UFPA), Louise Penélope (UERN), Luíza Gurgel (UERN), Wigna Ribeiro (Buraco Filmes), Ronaldo Cézar (Unisc), Larissa Chaves (UFOP), Lucas Vilella (Univates), Thomaz Ferreira (UESC) e Uriel Silva (UFOP).

29

Nov

Jornalismo

Universa lança manual de conduta para cobrir violência contra a mulher

A Universa, plataforma feminina do UOL lançada em 2018, publicou uma cartilha sobre como cobrir casos de violência contra a mulher. O manual de conduta, que pode ser baixado aqui, orienta repórteres sobre como abordar familiares da vítimas de feminicídio, qual foto deve ser usada para denúncias de assédio e como evitar que uma mulher “reviva um trauma durante uma entrevista”.

“Culpabilizar a vítima, mesmo que indiretamente - por exemplo, ao descrever a roupa que ela estava usando ao sofrer uma violência sexual -, reforça a ideia de que a responsabilidade pelo crime que sofreu é dela, quando não é”, informa o comunicado oficial do projeto no UOL.

Segundo Dolores Orosco, editora-chefe de Universa, o objetivo da publicação é que as histórias de vítimas de feminicídio sejam contadas pela imprensa à luz de dois elementos fundamentais: empatia e justiça. “Para que durante as apurações sobre esses e outros crimes contra a mulher, os jornalistas estejam atentos aos estereótipos sexistas que permeiam até a fala de juristas renomados, transformando vítimas de violência em rés", explicou Orosco no texto de lançamento.

Participaram do projeto Tatiana Nobrega Schibuola, Lola Ferreira, Marina Bessa e Deborah Faleiros. A consultoria foi feita pela AzMina e pelo Instituto Patrícia Galvão.

Com informações da Abraji