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11

Ago

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Comportamento: o tipo de máscara revela o perfil do consumidor brasileiro?

Por Stella Kochen Susskind*

Em um mundo anterior à pandemia, quando o cliente entrava em um estabelecimento comercial, atendentes mais atentos e experientes seriam capazes de fazer uma leitura rápida do perfil desse consumidor. De objetivos a indecisos, passando pelos que estão sempre em busca de produtos singulares, essa identificação do comportamental sempre foi essencial para proporcionar uma experiência de compra alinhada à expectativa de cada comprador. Em um cenário no qual as máscaras que protegem também escondem intenções e desejos de consumo, como lidar com essa nova realidade? O sorriso – parte do atendimento acolhedor tão valorizado pelo brasileiro – está comprometido, mas será que o relacionamento de compra e venda ainda pode ser salvo? Acredito que sim.

Há mais de três décadas atuo com pesquisas conduzidas por clientes ocultos. Com eles, aprendi que a expectativa de compra, sempre está condicionada à personalidade do consumidor. Ou seja, a forma de comprar é uma extensão da personalidade do comprador. Hoje, não conseguimos sequer nos nortear pelo estilo de roupa, já que estamos todos de moletom! Nessa perspectiva e diante da impossibilidade de ler a expressão do cliente e identificar o perfil de consumo dele, penso que temos uma outra forma de leitura. A máscara, que se tornou o símbolo da pandemia e que se correlaciona com os sentimentos que temos nesse momento. Tenho visto que a escolha da máscara facial que nos protege da covid-19 aponta a “identidade secreta” desse consumidor. Nesse exercício de revelar e classificar o humano por trás da máscara, tracei cinco tipos de clientes que mostram o aspiracional de personalidade.

Perfil #1 | Muito preocupado

Esse consumidor estará usando uma máscara de tecido branca ou de cor clara; por cima dessa, uma segunda proteção acrílica transparente ou a máscara profissional N95. A leitura que temos é de uma grande preocupação em se contaminar ou contaminar alguém. Essa pessoa tanto pode ser um trabalhador da área da saúde, como uma pessoa que está muito assustada com a possibilidade de contrair o vírus. Sair de casa para fazer uma compra é um exercício complexo para esse consumidor, portanto, cada minuto é precioso no atendimento.

Dica. O atendente tem que ser bastante objetivo; optar por um cumprimento simples (bom dia, boa tarde, olá); e ir direto ao ponto. Não procure fazer vendas casadas distantes do produto que esse cliente pediu ou iniciar conversas sobre a pandemia. A expectativa desse cliente é sair do estabelecimento o mais rápido possível para não se expor tempo demais a um vírus mortal – e a boa experiência de compra dele depende dessa capacidade da equipe da loja.

Perfil #2 | Engajado

Esse consumidor opta por uma máscara associada a alguma campanha ou mobilização. Produzida por alguma comunidade específica; comprada para auxiliar alguma causa socioambiental, a máscara representa a sua adesão a algo maior; à resistência humana a um vírus. Claro que esse consumidor está atento e engajado em cumprir todas as normas de segurança, mas ele está preocupado em auxiliar a retomada da economia. Voltar a comprar de maneira presencial é a forma de mostrar esse compromisso com a vida, a economia e a humanidade.

Dica. O atendente deve passar otimismo na voz, já na hora do cumprimento. É importante mostrar que a loja está atenta a todas as normas sanitárias e pronta para oferecer a maior segurança possível para que a experiência de compra seja segura. Se a loja tiver algum produto ou campanha social é muito importante que o vendedor fale sobre a iniciativa, de maneira rápida e assertiva. Esse cliente está aberto para uma venda adicional, desde que faça sentido – que seja mais do que a aquisição de um produto, mas que seja um item que dialogue com o momento.

 Perfil #3 | Desencanado

Esse consumidor opta pelas máscaras de tecido com temas fofos ou divertidos ou neutros (bege, branca). Ele está informado sobre o risco e – por uma demanda social e por acreditar na lógica por trás da orientação de uso –, está usando a máscara. O que isso significa? Esse consumidor não quer que uma máscara defina um estado de espírito abalado e amedrontado. Ele quer dizer ao mundo que está tranquilo; consciente e à altura do desafio que enfrentamos. Está muito interessado em retomar, na medida do possível, uma rotina anterior à pandemia; acredita na transitoriedade da situação. As compras não terão tanta ligação com os itens mais comprados na fase de distanciamento social; ele está propenso a comprar itens de moda, por exemplo. Vai reagir bem à oferta de um item adicional – que não tenha necessariamente nada a ver com a compra principal – e topa uma conversa descontraída enquanto compra.

Dica. Não direcione o assunto para o medo da covid-19 ou questionamentos sobre a vacina. Fale sobre o produto, pergunte sobre cores e modelos. O vendedor tem que estar sensível ao estado de espírito do desencanado. Para ele, sair de casa e comprar é retomar a vida que tinha. É essa experiência que ele espera ter.

Perfil #4 | Poderosa

Essa consumidora – sim, elas são a maioria desse perfil – opta por olhos bem marcados; milimetricamente maquiados e ressaltados com sombras e esfumaçado. Estará com uma máscara de grife, ostentando uma marca e mostrando sedução no olhar e no gestual. Embora sejam facilmente encontradas em lojas de luxo, esse perfil não está atrelado à classe social, mas ao comportamento resistente e sedutor. Aceitam que têm que usar a máscara para a dupla proteção – proteger a si e aos outros –, mas adota essa prática de maneira fashion e personalizada. Ou seja, não quer que a máscara esconda a sua forma de enfrentar a vida.

Dica. Elogie a máscara ou o olhar – claro, se for genuíno – antes de qualquer coisa. A proposta é mostrar que você percebe a pessoa que está por trás da máscara; que esse consumidor conseguiu expressar a sua individualidade em cada detalhe. Não tenha pressa, nem force um atendimento descuidado, rápido. Dê a esse consumidor o tempo que ele precisa, porque essa pessoa está profundamente interessada em ter uma experiência de compra – não apenas comprar um item.

Perfil #5 | Negacionista

Esse consumidor estará com a máscara no queixo ou pendurada no bolso. Quer dizer ao mundo que não é vulnerável e que não está com medo do vírus. Então, o lojista ou gerente – preferencialmente, aliás – tem que ser muito firme e solicitar a colocação da máscara. É bem possível que esse cliente se negue. Então, é a sua vez de entender que nem todas as vendas podem ser feitas. Mas, que todas as vidas devem ser preservadas.

Dica: Peça, delicadamente, que esse possível cliente saia da loja.

Uma última dica que dou aos vendedores e gerentes é que pensem no espaço da loja como um ambiente que precisa passar segurança e harmonia. Então, não basta adotar as diretrizes sanitárias previstas por lei, precisamos mostrá-las. Faça com que essas normas e equipamentos sejam visíveis; que haja organização e beleza no ambiente. Flores e pequenas delicadezas que tornem a loja acolhedora. Uma excelente experiência de compra, hoje, depende de pequenos detalhes que fazem grandes diferenças. 

*Pioneira na América Latina na metodologia de pesquisa mystery shopping(cliente secreto), Stella é considerada uma das mais importantes experts da temática no mundo. Autora do livro Cliente Secreto, a metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor (Primavera Editorial), a especialista é palestrante internacional, tendo ministrado palestras em Barcelona, Estocolmo, Amsterdã, Londres, Atenas, San Diego, Chicago, Las Vegas, Malta, Belgrado, Algarve, Split e Buenos Aires. Empreendedora desde a década de 1980, fundou em 2019 a SKS CX Customer Experience Consultancy; a consultoria é focada em experiência e satisfação do consumidor.

8

Ago

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[ARTIGO] Nome limpo ajuda brasileiro a respirar nessa pandemia

*Por Dilson Sá

Não há no Brasil ou no mundo pessoa que goste de ter dívidas. Ninguém quer se endividar. Mas algumas são necessárias e fazemos porque precisamos ampliar o negócio, investir em máquinas, equipamentos. Outras, para pagar tratamentos hospitalares, comprar um carro maior e que acomode o aumento da família ou mesmo para apostar em uma roupa bacana para uma entrevista de emprego. São infinitos os motivos que levam as pessoas, e me incluo nessa categoria, a se endividarem. Seja no cartão de crédito, boleto, cheque especial, ter uma dívida é sempre um desconforto. Pior, claro, quando não conseguimos arcar com o compromisso.

Começa então aquele festival de ligações de cobrança. Uma atrás da outra, a qualquer hora do dia e da semana. Um movimento invasivo, agressivo e que intimida o consumidor. A vida do inadimplente vira um inferno. Não bastasse a pressão interna, a cobrança pessoal para dar conta de todos os boletos, tem sempre aquele telemarketing ameaçando sujar o nome do consumidor. E os credores sujam. O que já era ruim, fica pior. O crédito some e a solução fica mais distante a cada dia. 

Durante a pandemia da Covid-19, percebemos que muitos consumidores correram para conseguir limpar o nome ou porque acharam que estar com o “CPF Regularizado” era estar com as contas em dia para receber o auxílio emergencial, ou são pessoas que, de uma forma ou de outra, já sentiram na pele que ter o nome limpo melhora a oferta de crédito. Além, claro, de trazer benefícios como redução de problemas familiares e um sono mais tranquilo. A saúde agradece.

Só para ilustrar, segundo dados de uma empresa de renegociação de dívidas, entre dia 16 de março e 15 de junho foram fechados 924.640 acordos totalizando mais de R$ 319 milhões e mais de R$ 382,8 bilhões em descontos. Benefício para os endividados e também para credores. Dinheiro que volta a circular. Importante notar que, mais de 50% dessas dívidas tinham valores que variavam de R$ 50 a R$ 250 e muitas destas pessoas nem sabiam que estavam com o nome sujo.

Uma pesquisa realizada em maio com um pouco mais de 4.900 pessoas, apontou que 42,6% achavam que não conseguiriam pagar suas dívidas durante a pandemia. Um percentual alto e que demonstra um descrédito e desânimo com a recuperação da economia no curto, médio e longo prazo. Parte dos entrevistados, 32%, disse acreditar que acesso ao cartão de crédito pode ajudar a diminuir o impacto financeiro causados pela Covid-19.

São pessoas preocupadas, realistas e com um olhar atento ao complexo cenário econômico que temos pela frente. Eles já perceberam que limpar o nome lhes dará mais acesso ao crédito e será um respiro para suas famílias. Renegociar dívidas, diminuir juros, alongar prazos até que a situação financeira volte ao normal. Estamos lado a lado nessa missão, juntos, vamos atravessar este período difícil.

Sobre a Acordo Certo:

Acordo Certo é uma fintech de soluções voltadas para o bem-estar financeiro dos consumidores, possibilitando a renegociação de dívidas de forma 100% online, com uma abordagem humana, acolhedora e  empática. Fundada em 2013, possui mais de 30 empresas parceiras, entre elas varejistas, bancos, financeiras, empresas de telefonia e grupos educacionais, como Santander, Itaú, Porto Seguro, Claro entre outros. Conta com uma base com mais de 10 milhões de usuários cadastrados e mais de 3 milhões de acordos fechados pela plataforma. Com um time de mais de 50 Acorders (apelido carinhoso dado aos colaboradores), a empresa já passou por programas de aceleração como Escale Up da Edeavor, QuintessaboostLAB do BTG Pactual, além de conquistar o selo GovTech da Brazil LAB.

Por Dilson Sá é CEO da Acordo Certo

1

Ago

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[ARTIGO] 10 erros que você não deve cometer no marketing digital B2B

Por Ricardo Martins 

Sabemos o quanto o marketing digital é fundamental em um negócio. Imagine, então, em tempos de crise. Agora precisamos avaliar os cenários, ter prioridades e identificar oportunidades.

Lembre-se: o primeiro passo é identificar o que não deu certo mesmo antes da crise. Aprimorar as estratégias é fundamental. É preciso conhecimento e crítica para abandonar modelos que não foram eficientes.

A empresa deve agir de maneira planejada e eficiente. Um equívoco pode proporcionar estragos financeiros e manchar a reputação de uma marca. Pensando nisso, listei 10 erros que você não deve cometer no marketing digital B2B.

1 - Esse erro está em primeiro lugar e não é à toa. Tudo começa com o investimento. É onde sua empresa se embasa. Antes de começar a pensar nas estratégias, é preciso analisar como foi aplicado o dinheiro e qual o retorno conquistado em cada estratégia. Depois desta análise, vamos ao erro mais comum: insistir em investir no que não traz resultado. Esqueça! Se não está dando certo, mude seus investimentos e estratégias. Não fique preso no que está dando errado.

2 - Se seu conteúdo não engaja com seu público, não adianta manter a abordagem. Diversifique e busque encontrar o melhor modelo para sua empresa. É necessário manter um conteúdo ativo, mas se ele não funciona, não está ajudando seu negócio a alcançar bons resultados. Existem muitas possibilidades e formatos diferentes, um deles vai ajudar a alavancar sua marca.

3 - Se no ano que passou sua empresa não investiu em estratégias a longo prazo, este erro pode ser caro agora. As campanhas de ativação são muito importantes, mas não mantém uma saúde financeira. É preciso parar de insistir nesse erro e já adicionar estratégias no seu plano.

4 - Se sua empresa ainda não está construindo uma presença nas redes sociais, está cometendo um grande erro. Mesmo para o mercado B2B, as empresas estão cada vez mais envolvidas com Facebook, Instagram, LinkedIn e Pinterest. Comece a usá-las e veja em qual o seu público-alvo está mais ativo e procurando por suas soluções. As pessoas estão cada vez mais conectadas e no B2B não é diferente. Construa seu diferencial pela rede social.

5 - Grande parte das empresas acredita que seu site está ótimo e que não precisa ser atualizado. Isso pode até ser verdade, mas estamos evoluindo para a versão mobile. Se seu site não está otimizado para uma versão mobile first, é possível que você esteja perdendo negócios. Portanto, mesmo para o mercado B2B, não deixe de atualizar sua plataforma. Ela será seu cartão de visita na internet.

6 - Não usar anúncios no Google, Facebook e LinkedIn é um erro que muitas empresas no mercado B2B cometem por achar que não trarão resultados. Mas da mesma forma que é preciso construir uma presença orgânica, estar nas plataformas com anúncios é importante para alcançar quem não conhece sua marca. Portanto, se você não usa a publicidade digital, comece a fazer um pouco em cada plataforma e veja qual a melhor para sua empresa.

 7 - Ignorar comentários e feedbacks nos canais digitais é um erro que não atrapalha apenas a sua reputação, como também prejudica outros setores da empresa. Seu público é quem pode falar melhor sobre seus produtos ou serviços. Então, não ignore as mensagens. Se fizer, você está ignorando seu potencial de crescimento. Por isso, ouça mais e busque sempre ajudá-los a sanar as dúvidas e resolver os problemas.

8 - Não seja repetitivo nas redes sociais! Cada canal tem suas características e particularidades, por isso usar o mesmo conteúdo em todas as redes podem afastar o seu público ao invés de aproximá-lo. Aprenda mais sobre os seus canais e saiba usá-los ao seu favor.

9 - Não estabelecer metas parece simples, mas muitas empresas não as traçam para suas estratégias, e assim não tem como se apoiar nos números para saber o que está dando certo e o que não está. É possível montar as estratégias sem ter metas, mas é como um barco sem rumo, você pode até chegar a algum lugar, mas pode ser em um local onde não queira estar.

10 - Não procurar especialistas para ajudar a sua empresa é um erro e pode ser o que faz com que sua marca cometa todos os outros citados. Sem ajuda para organizar e montar suas estratégias, é mais fácil errar. Sempre busque por quem entende do mercado B2B e que é parceiro de grandes empresas do mercado. Assim fica mais difícil sua empresa ficar em apuros em algum momento.


Ricardo Martins - CEO e principal estrategista da TRIWI
Especialista em marketing digital, é graduado em Marketing pela Escola Superior Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e concluiu Master em Marketing pela ESPM, em São Paulo. Durante os 20 anos de trajetória na área, atuou em companhias que se destacam no mercado, como Polishop, XP Investimentos, TOTVS e CNA Idiomas. Como consultor, atendeu organizações em diversos segmentos, incluindo Lupo, BM&FBOVESPA e Multilaser.

28

Jul

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[ARTIGO] Por que as marcas estão indo para o TikTok?

Por Thaís Monteiro*

“Roi…, anunciantes né?” Se esse bordão não chegou aos seus ouvidos — ou à sua timeline — isso significa que você não está a par do que acontece no TikTok, aplicativo chinês de vídeos curtos. O “roi” com seguido de um nome feminino é uma abordagem de Mário Júnior, influencer no TikTok, que virou meme e fez sucesso em diversas plataformas com seus vídeos no estilo POV (“point of view”) em que fala com a câmera coisas ele acredita que garotas de sua idade (20 anos) gostariam de ouvir. Depois de estourar em meados de junho, Mário Júnior estreou uma ação publicitária para Leite Moça. Ele é um dentre milhares de exemplos de TikTokers que ganharam repercurssão para além da rede social e, assim, atestaram o potencial de viralização do ambiente dominado, em sua maioria, pela geração Z e millennials.

No entanto, não são só os criadores de conteúdo que estão na mira das marcas. Na última semana de junho, o aplicativo da chinesa Bytedance anunciou o TikTok for Business, uma plataforma cujo objetivo é auxiliar agências e anunciantes a produzir e gerenciar publicidade na rede com cinco modalidades de inserção de marca: Top View, anúncio exibido quando o usuário inicia o aplicativo; Brand Takeovers, publicidade em vídeo ou imagem de 3 a 5 segundos; Feed Videos, vídeos de até um minuto inseridos no feed de publicação; Hashtag Challenges, que permite que as marcas criem desafios para os usuários; e o Branded Effects efeitos criados pelas marcas em 2D, 3D e, agora, também em realidade aumentada, que podem ser usados pelo público em seus vídeos.

Por enquanto, o TikTok for Business não está disponível no mercado brasileiro e a empresa afirma que não tem ainda mais detalhes para compartilhar no momento. No entanto, a criação de um ambiente propício aos anunciantes é um grande passo para a consolidação da plataforma como mídia. Até mais recentemente, o TikTok não comercializava formatos publicitários, o que dificultava a relação com marcas interessadas em anunciar na plataforma. A partir do início deste ano, algumas marcas começaram a comunicar parcerias com a rede para a criação de perfis, lançamento de desafios para os usuários replicarem e parcerias com criadores de conteúdo nativos da rede.

Conforme Rodrigo Barbosa, community manager do TikTok no Brasil, explicou naquele momento, cada acordo firmado entre marca e plataforma é personalizado para cada parceiro. A equipe da rede oferece curadoria para ensinar o tipo de conteúdo e linguagem que melhor funcionam e incentiva o anunciante a criar challenges, incentivar a criatividade do usuário e interagir com os criadores de conteúdo. Para os parceiros de conteúdo, a empresa diz que oferece suporte, treinamento e dicas sobre o que funciona melhor na plataforma.

“Anteriormente, a falta de estrutura local para atendimento e criação de campanhas acabava por deixar o canal de lado dentro dos pensamentos estratégicos de mídia e conteúdo. A ausência de suporte local para resoluções de problemas, tirada de dúvida e suporte em ativações e ações poderia tornar o processo mais demorado, dispendioso e pouco atrativo. Com a implementação e facilidade prometida de anunciar no canal, começa-se a ver com maior facilidade a consideração no ponto de vista de agilidade e otimização necessárias em uma operação de mídia”, opina Arnold Oliveira, head of Ombudsman and Insights da Peppery.

De acordo com Rodrigo Barbosa, atualmente o TikTok se concentra em continuar a criar a melhor experiência de plataforma possível para seus usuários, com novos recursos divertidos e emocionantes, a fim de manter a nossa comunidade motivada a criar e compartilhar conteúdo da maneira mais criativa possível. O executivo destaca que a plataforma está empolgada com a resposta e tendência contínua de crescimento no Brasil, que representa um mercado importante para a empresa. “À medida que nossa comunidade de usuários continua aumentando, buscamos fortalecer nossa presença local, apoiar nosso crescimento e promover a incrível criatividade da comunidade TikTok brasileira”, afirma.

Histórico
Apesar da alavancada nos últimos meses, o TikTok está no mercado desde 2016. Em 2017, a Bytedance adquiriu outro aplicativo semelhante que já era popular no Brasil: o Musical.ly, e assim unificou algumas funções e base de usuários em 2018. O interesse maior das marcas em se fazerem presentes no aplicativo ganhou força e, 2019, quando criadores de conteúdo de outras plataformas começaram a embarcar com mais peso na rede social. Suas atualizações foram chamando mais atenção e os vídeos virais dentro do app começaram a ser compartilhados em outras redes sociais, principalmente no Twitter, e as coreografias e dublagens no Instagram, YouTube e WhatsApp.

Para Andreza Aguiar, diretora de conteúdo da Leo Burnett Tailor Made, além de já começar com uma base grande do Musical.ly, o TikTok se destacou por sua usabilidade fácil, o foco no público jovem e o tipo de conteúdo: entretenimento com ênfase em música. Foi o brasileiro que deu o toque de humor que hoje caracteriza a plataforma no País, diz Oliveira: “O sucesso e crescimento do TikTok não se dá apenas pela tecnologia oferecida, mas com a criatividade e habilidade do brasileiro em fazer meme com tudo. Parece que o TikTok era o que faltava para firmar essa característica própria local, tanto que parte dos vídeos mais compartilhados são exatamente os que retratam memes (áudios) já conhecidos do público”.

As medidas de isolamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus contribuíram para o crescimento da plataforma, tendo em vista que a relação do público com o tempo e a sua necessidade de contato e interação foi alterada — e isso trouxe mais pessoas À plataforma, criando conteúdo e dedicando parte do seu tempo à interface customizada com base em algoritmos do TikTok. Dessa forma, na opinião da executiva da Leo Burnett, a pandemia fez com que as marcas olhassem mais para o digital. “Quem já fazia um trabalho consistente pensou em como ampliá-lo e quem ainda era tímido entendeu que, no meio da pandemia, as redes sociais são uma ótima opção para continuar falando com o seu target e aprofundar o relacionamento”, descreve.

O estilo caseiro e amador da plataforma também se mostrou útil para usuários e marcas durante a pandemia, porque não dependem de muita produção para se fazer presente nela. “O TikTok é uma plataforma que depende 100% de creators e eles não precisam sair de casa para criar conteúdo que seja relevante para a sua audiência e para o público que as marcas querem alcançar. Dessa forma, marcas que queiram estar no TikTok não dependem de grandes produtoras e produções externas para criar conteúdo, só precisam de uma estratégia de conteúdo e influência que seja eficaz para seu objetivo”, diz Roberta Barreto, diretora de mídia da W3haus de São Paulo.

“Mais do que nunca, as famílias estão recorrendo a plataformas online como o TikTok para se manterem entretidas, informadas e conectadas. Isso já vinha acontecendo antes da Covid-19, mas se intensificou desde o início da pandemia, com as famílias expressando sua criatividade, compartilhando suas histórias. O TikTok é uma plataforma positiva e inclusiva que promove um forte senso de comunidade e pertencimento, onde todos são incentivados a serem autênticos. Nesse período de isolamento social, onde as pessoas estão mais em casa, elas precisam mais de diversão, e é isso que elas conseguem assistindo e postando vídeos no TikTok”, justifica Rodrigo Barbosa.

Dublagem dos anunciantes
Marcas de diferentes segmentos já se encontram presentes na plataforma, como Corinthians, NBB Caixa, Guaraná Antárctica, Amaro, Vivo e Kit Kat. Na opinião da executiva da Leo Burnett, o TikTok é estratégico para marcas que falam com o público jovem e utilizam o humor, música e entretenimento para criar conexões e o anunciante pode fazê-la em seu perfil ou usando influenciadores.

Um case recente da W3haus é a entrada do Santander na plataforma, inicialmente para conversar diretamente com o jovem. Para isso, são comunicados planos para o futuro, bolsas de estudo e finanças pessoais, com engajamento orgânico e cocriação com criadores consagrados na plataforma e com os usuários. Hoje a agência já percebe que o público do TikTok está mais diverso, incluindo outras gerações e profissionais de diferentes áreas de atuação, o que permite mais diversidade de temas para as marcas abordarem. “O TikTok é uma plataforma interessante para as marcas se aproximarem de públicos mais jovens ou entrarem em um ambiente naturalmente mais descontraído. É uma plataforma, essencialmente, de entretenimento, podendo divertir, mas também chamar atenção para causas ou temas mais sérios de maneira leve”, justifica Barreto.

Atualmente, a Peppery trabalha ações do Palmeiras, que vai estrear na plataforma a convite do aplicativo chinês. De acordo com Arnold Oliveira, a agência está estudando essa entrada com muita atenção por saber que é uma rede diferentes das demais tanto na forma como opera quanto olhando para o demográfico, que é formado por usuários mais jovens. A ideia é trazer o público mais próximo do clube. A agência e time quer trazer conteúdo extra com mascotes do clube, os jogadores e viagens com os recursos de edição e efeitos especiais próprios do TikTok, indo além da cobertura de treinamento e conteúdo factual que o público já conhece. “As pessoas seguem seu time do coração não apenas para demonstrar seu apoio e amor irrestrito, mas também para estarem mais próximos dele. Então, é sobre contar histórias mas se aproveitando dos recursos nativos do app e engajando os usuários que estão habituados com aquele formato de conteúdo”, conta.

Transição mais longa
O fato de a plataforma ter recursos originais próprios e tendências dos usuários que fazem sentido no próprio ecossistema do TikTok deve ser um ponto de atenção, aponta o executivo da Peppery. Segundo Oliveira, pensar o TikTok como mais um canal de divulgação é um tiro no pé, pois as pessoas exigem conteúdo pensado no formato que estão acostumadas: vídeos curtos, editados com fundo verde, áudios famosos e música, tutoriais e efeitos de realidade aumentada. Ele ainda ressalta a importância das marcas colocarem um rosto ou identificação à comunicação. “Em um canal onde as pessoas são o centro do conteúdo – tudo o que é compartilhado tem o rosto, a voz e a expressão facial de alguém, como uma marca sem rosto pode se apropriar do movimento e engajar as pessoas?”, questiona.

Roberta Barreto, da W3haus de São Paulo, aponta que a migração dos investimentos publicitários para o TikTok ainda pode demorar a decolar até as marcas aprenderem e adquirirem mais segurança para se apropriar da rede. Ela questiona ainda que tipos de dados e orientações estarão disponíveis na plataforma para agências e marcas, além das políticas de segurança e contra discurso de ódio. “ Ainda não é sabido a quais dados os anunciantes terão acessos na versão for Business para análise de desempenho da campanha e entendimento do comportamento de seu público. Terá métricas similares a outras plataformas do mercado? Ela permitirá ser auditada por terceiros? Teremos possibilidades de instalação de pixel? São algumas das dúvidas que ficam. Além disso, não sabemos as políticas da plataforma sobre conteúdos que podem ser antidemocráticos, motivo pelo qual outras plataformas vêm sofrendo pressão de anunciantes”, pontua.

*Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/07/28/por-que-as-marcas-estao-indo-para-o-tiktok.html

26

Jul

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[ARTIGO] Como será o profissional pós pandemia?

*Por Tathiane Deândhela

Vivemos em um tempo de mudanças bruscas na relação com as pessoas, na relação profissional, familiar, ambiental, enfim, estamos mudando radicalmente conceitos pré-estabelecidos por décadas.

Essas mudanças nos fazem enxergar sobre outra ótica os planejamentos para o futuro. Como será o novo perfil profissional nas empresas? Começaremos a trabalhar sem conhecer fisicamente as instalações do empregador, que podem até não existir mais, e consequentemente nem conhecer pessoalmente a equipe de trabalho? Teremos que ser auto gerenciáveis, controlar nossas ações, nossos resultados e principalmente nosso tempo?

Adaptar-se é o primeiro ponto a ser destacado. Trabalhando em casa, tendo por perto diversas obrigações e distrações, como filhos, família, televisão, atrativos, interrupções, cama, geladeira, etc., como manter o foco e ainda assim ser produtivo?

Objetivos claros, flexibilidade e metas precisam estar na lista de prioridades. Imaginar que vamos trabalhar como se estivéssemos no ambiente de trabalho físico, porém em casa, exige estabelecimento de horários, roupas de trabalho adequadas e ambientes calmos e funcionais para manter a concentração, já que a rotina em casa pode interferir na produtividade.

Portanto, temos que prevenir desgastes emocionais e físicos, planejando ações imediatas, ou seja, vivendo o presente. Não adianta sofrer pelo que não existe. Não é mais plausível criar um planejamento detalhado, a longo prazo, porque as chances de seus planos se tornarem ultrapassados em quinze dias serão enormes. Para se tornar produtivo, o novo profissional deve focar no que interessa para empresa agora. Se focar no problema, ele se tornará maior; se focar na solução, várias possibilidades criativas surgirão. Essa forma de pensar e agir é libertadora!

Outro ponto que destaco é a resiliência. É fundamental ter resiliência. Mesmo sem encontrar respostas para alguns problemas, temos que encontrar soluções imediatas e mesmo que não as encontremos imediatamente, precisamos agir, compartilhar, amadurecer e exercitar a criatividade.

O profissional passa a exercer sua função na linha de frente, muitas vezes com contato direto e frequente com o cliente. Por isso, deve levar aos seus superiores mais de uma possibilidade de ação, com clareza de atitudes e habilidades comportamentais, sem medo de expor seus pensamentos e com resultados satisfatórios.

Adaptabilidade, resiliência, calma e foco passam a ser naturais nesse perfil e geram mais entusiasmo e criatividade, melhorando a eficiência e a qualidade da entrega e da performance.

Ser produtivo não é apenas alcançar bons resultados, mas também ter comunicação, colaboração, empatia, abundância e otimismo. Produtividade representa liberdade, definindo os rumos de nossas vidas e negociando o melhor para nós e para os outros.

*Tathiane Deândhela é escritora e  palestrante. É autora do best seller Faça o tempo trabalhar para você, 5ª edição e Faça o tempo enriquecer você, lançado em 2020.

26

Jul

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[ARTIGO] Cinco recursos indispensáveis para inovar

*Por Alexandre Pierro

Inovação é o tema do momento. Empresas de todos os portes e segmentos já entenderam que é hora de fazer diferente. Mas, para inovar de forma focada na realização de valor, é preciso disponibilizar recursos importantes para garantir o sucesso dessa empreitada.

A ISO 56002, norma de gestão da inovação publicada em 2019 e que já tem cerca de 100 empresas certificadas em todo o mundo, aponta para a necessidade de criar estruturas de suporte para a inovação. Entre os recursos apontados, estão:

Pessoas: Embora a inovação deva acontecer em todas as esferas da empresa, é imprescindível termos pessoas totalmente focadas nas estratégias da empresa. Se a tarefa de inovar for apenas mais uma dentre tantas outras que um profissional já tem, dificilmente será possível privilegiar o tema e dar toda a atenção que ele requer. Portanto, uma estratégia de inovação que se preze, deve ter pessoas com dedicação integral.

Tempo: Assim como as pessoas, é preciso haver tempo para inovar. A empresa precisa levar em consideração que as mais promissoras iniciativas de inovação raramente são rápidas. Muitas ideias precisam ficar incubadas por um tempo e é preciso avaliar o timing certo para cada coisa. Então, é preciso fazer um bom gerenciamento do tempo para garantir que a empresa não perca oportunidades e nem que apresente soluções que as pessoas ainda não desejam.

Finanças: Inovar não custa tão caro quanto muitos pensam, mas, obviamente, é preciso destinar recursos financeiros para os projetos de inovação. A empresa precisa definir, inclusive, qual é a sua apetite ao risco. Cabe destacar que, em inovação, não se acerta sempre. Muitos erros podem acontecer até termos um grande acerto. É preciso estar preparado e, principalmente, estabelecer limites para não comprometer a saúde financeira da empresa.

Conhecimento: De nada adianta termos pessoas, tempo e dinheiro, se não tivermos conhecimento suficiente para gerar a inovação. Por isso, a empresa precisa investir constantemente na busca por conhecimentos, que podem ser advindos da participação em eventos, leituras de livros, treinamentos, cursos ou mesmo da conexão com startups e universidades. O conhecimento é o oxigênio da inovação.

Infraestrutura: Não estamos falando pura e exclusivamente de laboratórios de inovação cheios de pufs e post-its coloridos. A inovação vai muito além de tudo isso. Por infraestrutura, entende-se recursos físicos ou virtuais, que garantam o suporte necessário para que a inovação aconteça. Podem ser tecnologias, ferramentas, métodos ou processos que deem base para as iniciativas de inovação. A infraestrutura é o alicerce.

Agora que você já sabe quais são os requisitos mínimos para uma empresa inovar, comece a estruturar seus objetivos para a inovação. A sua empresa deseja atuar em novos mercados, criar novos produtos ou melhorar o que já tem? Definir onde se quer chegar é o primeiro passo no caminho para a inovação.

*Alexandre Pierro é sócio-fundador da PALAS e um dos únicos brasileiros a participar ativamente da formatação da ISO 56.002, de gestão da inovação.

23

Jul

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[ARTIGO] Crise da pandemia testa poder de liderança nas empresas

*Por Hamilton Ibanes

O contexto atual exige de todos os líderes algumas características importantes, para que possam conduzir empresas e pessoas no desafio de atravessar uma crise severa e profunda. Desafios não aparecem somente em momentos de crise, mas são o combustível de avanços humanos e um agente revelador de lideranças.

Para avançar neste tema pode-se iniciar questionando: “Quem é líder?” A isto muitos responderão que líderes são os chefes! Mas, quando ainda projetos de vida no ventre materno, quem nos orientou como ajeitar-se, respirar, livrar-se do cordão umbilical no pescoço, entre outras tarefas necessárias ao desenvolvimento de nossa vida? O ato de nascer tem o impulso vital de ação à frente, de romper o status quo, de projetar o futuro, de lançar-se no desconhecido. Estes são alguns dos atributos da liderança e neste sentido todos iniciamos a viver como líderes.

Tendo isto como pano de fundo e nos transpondo para o âmbito de uma empresa, a crise pode ser definida como um momento perigoso ou difícil, com alcance para afetar processos de evolução ou continuidade, que pode ser classificada nas seguintes categorias: Familiar, Mão de Obra, Ética, de Imagem, Econômica e Política.

Como numa gestação, cabe à liderança estabelecer a direção, estimular a si mesmo e outros a agir do modo correto, fazer a coisa certa, para seguir em frente. Para possibilitar isso tem que criar, motivar e inspirar as pessoas a alcançarem a visão de futuro da empresa.

E quais são os desafios da liderança nos momentos de crise? Mais do que em situações tranquilas, o bom líder deve preocupar-se com três condições primordiais: motivação, alinhamento e realização.

A motivação, pode ser definida como propulsora para ação, e depende muito da vontade própria e do ambiente. O líder sabe que criar condições que estimulem a motivação é mais importante do que recuperar os desmotivados. Ouvir a todos, cumprimentar e ser respeitoso com as pessoas, são atos simples que impulsionam o ambiente motivador. Por outro lado, gritar, ignorar as pessoas, viver de cara amarrada, são comportamentos que tornarão o ambiente propício à desmotivação. Portanto, vale ficar atento às atitudes que promovem colaboração, empatia, autoconfiança.

Outro aspecto a considerar é o alinhamento. A frase tão usual “estamos todos na mesma página”, que tem servido para exemplificar o alinhamento entre as pessoas, pede cuidado em sua aplicação. Estamos na mesma página, mas de que livro? Estar na página 3 ou 4 - ou qual seja - em livros distintos, ou parecidos, não significa que estamos todos alinhados. A clareza de onde estamos e da nossa direção, têm que ser exaustivamente discutida, para efetivamente estarmos todos na mesma página do mesmo livro.

Finalmente, precisamos manter firme o propósito de realizar o que nos comprometemos, seja a receita oriunda das vendas, os custos e despesas planejados, bem como o resultado positivo para dar sustentação aos negócios. A realização exige foco, trabalho em equipe e persistência, para que as metas sejam atingidas.

Jamais nos esqueçamos que a liderança pode conduzir vários passageiros, como numa viagem de carro, mas para liderar pessoas precisamos, antes de tudo, saber dirigir nosso próprio veículo pela estrada da vida.

*Hamilton Ibanes é consultor da MESA Corporate Governance

21

Jul

Artigos

[ARTIGO] Medicina digital e segurança da informação

*Por Carlos Roberto Fortner

Saúde digital, medicina digital, telessaúde, teleconsulta, atendimento virtual, cibermedicina, teleatendimento, telediagnóstico, e-saúde... Não são mais apenas palavras que um dia projetaram o futuro em um mundo remoto, tema de algum seriado de ficção científica. Hoje são definições incorporadas ao vocabulário da mídia, às práticas diárias dos profissionais de saúde e à rotina de cada vez mais pacientes.

São conceitos que equivalem a uma verdadeira revolução nos hábitos seculares no campo da medicina e representam um desafio para a gestão de operadoras de saúde, hospitais públicos e privados, clínicas e consultórios e para as políticas públicas. Quebram-se paradigmas, rompem-se barreiras, derrubam-se muros.

Se tamanha transformação na área médica já interfere no currículo das universidades, estimulando a discussão sobre a gestão da informação em saúde, por outro lado, também acende o alerta a respeito da segurança da informação no atendimento médico ou farmacêutico, e mais, quanto à própria privacidade dos dados de prontuários e sigilo de diagnósticos.

Enquanto isso, a telemedicina evolui a passos largos em um cenário de intenso tráfego e processamento de informações digitais em absolutamente todas as áreas, inclusive, como resultado do momento atual em que o mundo vive e se reinventa. Quanto maior o fluxo de informações no ambiente virtual, maior é a necessidade de garantir um ambiente seguro e confiável para o tratamento de todo o processo. Informação é documento e memória, e demanda preservação, especialmente no ambiente virtual.

O Brasil tem hoje, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, 739 operadoras de saúde em atividade e 46.829.760 usuários. Há 50 hospitais universitários, vinculados a 35 instituições federais de ensino, conforme dados da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - Ebserh.

De acordo com o estudo Demografia Médica - 2018, publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), existem em nosso país 289 escolas de medicina que oferecem mais de 20 mil vagas. São apenas alguns números de um universo muito maior, mas que exemplificam quem pode e deve se adaptar ao novo modelo de gestão de saúde digital.

Além disso, lembro que o Pacote de Ferramentas da Estratégia Nacional de e-Saúde publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Internacional das Telecomunicações (UIT) demonstra a importância do desenvolvimento das estratégias nacionais de e-Saúde. O documento tem como objetivo oferecer diretrizes para a prestação de cuidados de saúde em todo o mundo para a manutenção de sistemas de saúde mais eficientes e mais reativos às necessidades e expetativas das populações.

O governo federal incrementa a gestão da saúde pública com a adoção de sistemas, aplicativos e formatos de atendimento digital por meio do Saúde Digital que usa recursos de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) para produzir e disponibilizar informações sobre saúde a todos os integrantes do sistema.

E, evidentemente, quando falamos de um novo mundo digital, é indispensável inserimos a certificação digital. O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI, dentro de seu escopo e papel social, desenvolveu no primeiro semestre deste ano o Validador de Documentos Digitais, um site oficial, único e gratuito que permite que médicos, pacientes e farmacêuticos mantenham o relacionamento de forma 100% online e com total segurança no trânsito de seus documentos.

O objetivo do site é validar a assinatura digital do profissional de saúde em uma prescrição médica ou atestado de afastamento, bem como, o registro do profissional no respectivo conselho.

A tecnologia dos certificados digitais no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil integra a estratégia do validador de documentos digitais, que tem versão mobile e a cada dia recebe mais funcionalidades e usuários.

O site é uma parceria entre os Conselhos Federais de Medicina e de Farmácia. Além da agilidade e de toda a tramitação online, o portal inibe a fraude e o uso indevido de atestados e medicamentos, uma vez que todo o processo de validação fica armazenado, de forma segura e sigilosa.

*Carlos Roberto Fortner é Diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI, engenheiro civil, da Escola Politécnica da USP, atuou na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos como presidente, vice-presidente de Finanças e de Operações. Foi diretor de Gestão e Tecnologia da Informação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração no Ministério da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações.

19

Jul

Artigos

[ARTIGO] Os editores de livros e escritores serão substituídos por robôs?

*Por Tania Lins

Shelley escreve contos de terror. Aliás, já criou mais de 140 mil histórias do gênero, que foram publicadas em um fórum do Reddit. Entretanto, ela não é uma escritora no estrito sentido da palavra. Em homenagem a Mary Shelley, autora do clássico Frankenstein, profissionais do Laboratório de Mídia do MIT — os pós-doutores Pinar Yanardag e Manuel Cebrian sob orientação do professor doutor Iyad Rahwan — criaram uma inteligência artificial capaz de escrever textos com certa proficiência. A notícia dos êxitos literários de Shelley não é recente. Ano após ano, vemos redes neurais desenvolvendo atividades tipicamente humanas. Em 2019, a editora inglesa Springer Nature lançou o primeiro livro escrito por inteligência artificial; a obra fornece uma visão geral das pesquisas mais recentes sobre baterias de íons de lítio. Será, então, que a criatura está superando o criador? Até que ponto as profissões de editor e autor estão ameaçadas pela máquina?

Antes de responder às questões, gostaria de falar sobre algo que me é cotidiano. Ser editor de livros é buscar as respostas que o autor nem sequer pensou que podiam ser dúvidas; é ajudá-lo a se libertar de ideias e conceitos que só têm respaldo, muitas vezes, no senso comum; é ampliar as possibilidades da obra, tornando-a mais acessível e compreensível. É questionar certezas frágeis, argumentos rotos, que se perdem na primeira reflexão do leitor. Há a tendência, principalmente na cultura nacional, de imaginar que os livros nascem prontos, com um enredo indefectível, no qual o autor optou pelo narrador adequado, e o caminho entre o início e o fim está bem traçado, sem ajustes, à prova do crivo da razão. Mas não é bem assim.

Como as pessoas, os livros também vão se moldando durante a jornada, enveredando por novos caminhos, suscetíveis ao próprio livre-arbítrio. E, antes que alguém diga o contrário, não. O editor de livros não é um censor, ele é um profissional que desenvolveu um olhar aguçado, crítico, mas amoroso, pois entende que está diante da criação de outrem e deseja apenas destacar os pontos fortes da narrativa, propondo mudanças, às vezes estruturais ou apenas pontuais, mas sem intenção de descaracterizar a obra. A voz do autor deve ser sempre respeitada. Aliás, essa voz dos escritores nos transporta para diferentes lugares; desperta nossa capacidade de abstrair; torna o conhecimento algo que pode ser compartilhado por pessoas de diferentes culturas. Escrever é uma nobre arte, algo essencialmente humano.

Diante de um mundo tecnológico — e com máquinas lançando livros — não é difícil chegarmos à conclusão de que tudo pode ser automatizado. Ledo engano. Algumas profissões sempre necessitarão do olhar humano, que máquina alguma é capaz de substituir. Os editores e autores pertencem a essa categoria. Sagazes, esses profissionais dão alma a uma boa história, fazem um best-seller acontecer.

Um bom livro — fruto do trabalho e talento do escritor e do editor — proporciona emoção, paixão, conhecimento, drama, reflexão. São tantas sensações singulares. Ao abrir um livro, parece que o leitor está diante de uma janela, por onde pode observar o mundo. Aos poucos, com uma dose de coragem e curiosidade, ele se debruça na janela. E, quando percebe, já está com o corpo todo para fora, prestes a se atirar. Não há volta. O mundo do lado de dentro até pode ser mais seguro, mas não é tão fascinante. Então, qual é o papel do editor e do autor? Criar boas narrativas e fazer a manutenção dessa “janela”, checar as dobradiças, a solidez da estrutura, assegurar que o leitor terá uma experiência única.

Será que a inteligência artificial pode substituir esse fator humano essencial à criação de um produto cultural que desperte nossas emoções? Da minha parte, não acredito nisso. E não estou sozinha nessa crença. O romancista de ficção cientista, Satoshi Hase, esteve na banca de um prêmio literário japonês, cujo regulamento permitiu a inscrição de obras idealizadas por máquinas; dos 1.450 livros inscritos, 11 foram redigidos por um programa. Segundo ele, ainda que os romances “escritos por máquinas” fossem bem estruturados, as descrições dos personagens deixaram a desejar. Aliás, esse é um problema que um editor de carne e osso pode, naturalmente, apontar, sugerir e auxiliar o autor humano a solucionar. 

Tânia Lins é formada em Administração de Empresas e pós-graduada em Língua Portuguesa, Comunicação Empresarial e Institucional e Jornalismo Digital. Atua há mais de dez anos na área editorial, com experiência profissional e acadêmica voltada à edição, preparação e revisão de obras, gerenciamento de produção editorial, leitura crítica e coaching literária. Atualmente é coordenadora editorial na Editora Vida & Consciência.

 

19

Jul

Artigos

[ARTIGO] Os 3 princípios do marketing efetivo

*Por Alex Compri

Para muitas empresas, marketing efetivo se resume a geração de leads. Embora essa seja uma métrica importante para medir a efetividade das atividades dessa área, está longe de esgotar o que essa área tem para oferecer. Gerar resultados por meio de estratégias que geram impacto nos negócios tem sido determinante para as empresas. Mas para chegar nesse estágio é necessária uma mudança drástica na cultura organizacional e revisão de processos tradicionais. Você está preparado?

O ponto inicial para realizar essa mudança é unir efetividade dos canais ao framework de Growth Hacking. E aqui não estamos falando de startups que se tornaram unicórnios, mas de estratégias que podem ser utilizadas no mercado b2b para gerar melhores resultados. 

O ponto de partida do marketing efetivo é revisar todos os modelos tradicionais de comunicação e relacionamento da sua empresa para criar um novo mindset de trabalho. Para isso, deve-se trabalhar com ciclos curtos para entender cenários, testar hipóteses, aprender e replicar ações mais efetivas para gerar resultados. O foco nas entregas ficou no passado. A chave para o sucesso agora é focar em processos ágeis para gerar crescimento.

Mas crescimento e efetividade são palavras permitidas nesses tempos de crise de coronavírus? A tendência é que sim. É só olhar para dois exemplos do varejo, como Marisa e Méliuz, que colocaram em práticas ideias escaláveis de venda por indicação ou referência. Então, esse é o momento de promover mudanças radicais no marketing da sua organização, com a finalidade de não ser esmagado pela concorrência, e as recomendações abaixo podem ajudar a sua empresa nessa transição.

Aprender com as lições do passado. Esse é um exercício essencial se você deseja ser realmente ser efetivo. No meio corporativo, é quase impossível não cometer falhas. O segredo, nesse caso, é aprender com os erros para superá-los tão logo e sempre com objetivo final.

Olhe para trás e faça uma análise criteriosa para identificar quais foram os canais com melhor performance ou canais em crescimento para começar a fazer melhorias agora!

Desburocratizar processos dentro da empresa é o primeiro passo para ser efetivo no seu trabalho. O problema da burocratização é a falta de padronização, que afeta diretamente na produtividade e na criatividade da equipe. Por isso, é fundamental investir em processos ágeis, onde é possível arquitetar uma forma rápida de gestão e validação de hipóteses e com um time empoderado para tomar decisões baseadas em dados. 

Investir em ciclos curtos de crescimento pautados por métricas únicas. Acompanhar os resultados é uma parte fundamental do trabalho de qualquer profissional de marketing. Mas com a enorme quantidade de possibilidades de mensuração que temos disponíveis, o importante é ter bem definida quais são as suas metas. Para isso, o ideal é usar o método SMART, que usa 5 fatores para definir metas que sejam específicas (S), mensuráveis (M), atingíveis (A), relevantes (R) e temporais (T). Um bom exemplo de metas SMART: aumentar em 20% as vendas no mês de novembro (durante a Black Friday) em relação ao mesmo período do ano passado.

Seguir essas recomendações de métricas únicas e ciclos curtos, vai lhe permitir falar diretamente com o seu ICP (Ideal Customer Profile), criar processos bem definidos para fazer mapeamento de metas, cronograma, status, além de poder repensar seu negócio. Ser mais efetivo ajuda também a resolver outro problema antigo dentro das organizações: integração de departamentos. Há uma resistência em boa parte das empresas de colocar na mesma página os times de marketing e vendas. Segundo uma pesquisa da consultoria Kantar, um quarto dos profissionais da área ainda não conseguem integrar suas atividades. Essa é a grande oportunidade para unir as duas áreas em busca de melhores resultados.

Esse conjunto de ações também coloca em cheque os modelos tradicionais de marketing e abre espaço para processos ágeis dentro das empresas. Com o crescimento das organizações e as cobranças diárias por resultados, surgiram novos desafios no campo da gerência de projetos. É premissa de todo gestor que visa entregar valor para a empresa e responder de forma rápida às mudanças do negócio e, ao mesmo tempo, reduzir o CAC (Custo de Aquisição de Cliente). Por esse motivo, é necessário ter uma gestão ágil para eliminar o risco de incertezas, manter o foco em métricas que realmente importam para responder com rapidez as dores dos clientes. Isso é o que chamamos de “casa de ferreiro, espada ninja na vitrine”.

Os tempos são outros. A pandemia serviu para mostrar que é possível sim ser efetivo em uma estratégia de marketing. O próximo passo agora é colocar essas recomendações em prática para trazer melhores resultados para o seu negócio. 

*Alex Compri é Head de Growth da BRSA – Branding and Sales

18

Jul

Artigos

[ARTIGO] O futuro: Um mundo veloz!

*Por Celso Braga

Se você me perguntar sobre o que vem pela frente, sobre qual será o nosso futuro, eu vou te responder com facilidade: será um tempo no qual tudo será mais veloz.

E o que isto significa?

Que estaremos mais apressados? Que teremos que aprender mais rápido a lidar com o desconhecido? Que as comunicações serão tão velozes que não teremos tempo para ver tudo? Que poderemos ter que tomar cada vez mais decisões sem ter a visão de todos os detalhes?

Sim, é tudo isto que vai acontecer!

Já é certo que viveremos num mundo veloz.

E sim, já ficamos ansiosos só de pensar, tentando antecipar tudo que virá, desejando estar à frente de outras pessoas e empresas para demonstrar que somos competentes. Síndromes de burnout à vista para um maior número de pessoas, aumento de pessoas com depressão e angústia. Tempos difíceis para os aspectos emocionais dos indivíduos...

Será que você está nesta condição agora? Pode ser que sim. Está sem paciência e mais crítico com o que está ao seu redor, quer que as perguntas sejam respondidas com rapidez e, além disso, não para de ter um turbilhão de pensamentos sobre tudo o que ainda está sem resposta. Dor nas costas, dor de cabeça, noites sem dormir direito e talvez com os nervos à flor da pele por semanas a fio.

A notícia é interessante, o mundo não vai desacelerar, e viveremos neste futuro cada vez mais veloz.

Se quer lidar com este futuro de uma maneira melhor, posso lhe convidar para algumas reflexões. Talvez lhe dê um pouco mais de conforto com os desafios da velocidade para “Minds & Hearts”.

Então vamos lá, desacelere!

Até que ponto precisamos nos manter tão acelerados? Utilize a regra 70/30 entre acelerado e contemplativo. Cada um pode impor um tempo para ficar em estado de velocidade e outro para parar e ver que não será o dono do mundo.

Assim começa a compreensão de que podemos ser mais conscientes do que fazemos!

Precisamos resolver os problemas com a velocidade, e isso significa levar em conta o conceito de agilidade, que diz que tem de ser no tempo necessário para que algo chegue lá. Não dá para fazer um bolo com menos de 40 minutos de forno, nada fará ele assar mais velozmente, então ágil é fazê-lo neste tempo. Não dá para ser mais veloz.

Por que será que você acha que deve tomar qualquer decisão já, imediatamente, para ser veloz? Às vezes você precisa esperar o tempo de “forno” para ser realmente ágil, ao invés de apressado, com as coisas que precisam ser resolvidas.

Se trata de buscar o tempo certo para cada decisão, para cada aprendizado, para poder responder cada desafio. E veja, não quero dizer com isto que é um exercício fácil. Você vem no embalo e sai fazendo, decidindo, avançando sem freio, porque esta forma retira um pouco da sua percepção de ansiedade e assim parece que resolve – ufa – com mais velocidade as situações. Além disso, dá a sensação que será visto melhor como pessoa ou como profissional, não é mesmo?

Não. É hora de chegar lá percebendo o tempo que cada situação precisa ter para ser respondida e manter uma velocidade constante, sem parar, até resolvê-la. Afinal quanto tempo o tempo tem? Para o bolo, 40 minutos; para você decidir algo com grande impacto, talvez um dia; para mudar algo que te incomoda emocionalmente, uns 100 dias; para conversar sobre as situações mais profundamente, pode ser já!

É preciso olhar para o tempo identificando como vai lidar com ele para entender o que será veloz, ágil de fato, e assim se sentir melhor com seu ritmo.

Considere o tempo como seu aliado, pare durante a jornada, seus 30% para contemplar, olhar para as pequenas coisas como presentes, para suas decisões que deram certo e para as que deram errado. Cultive o hábito saudável de desacelerar para poder depois lidar com os outros 70% acelerados que vai precisar para viver no futuro.

Leia as mensagens com calma, um minuto para pensar, vai fazer você responder mais assertivamente 99% das vezes. Pare para ouvir atentamente e fique em silêncio um minuto, sua comunicação vai melhorar efetivamente e você poderá ser mais empático. Escreva em um minuto o que pretende fazer e releia, vai melhorar suas decisões de forma efetiva simplesmente porque investiu um minuto a mais.

Entenda também que você vai errar, não é preciso acertar todas. Você toma decisão com o que está a sua frente agora, mas amanhã pode chegar uma informação nova que muda tudo, volte atrás e leve um minuto a mais explicando o que mudou para as pessoas a seu redor. Você será, melhor compreendido. Acredite!

Se você realizou estes exercícios de “um minuto” e as coisas deram errado, saiba que faz parte da vida, uma sucessão de erros leva ao acerto e esse exercício pode ser um prazer. Olhe para uma criança que começou a andar, por exemplo, ela cai e se levanta diversas vezes, e para cada coisa que faz a primeira vez que erra, ela continua, erra novamente, para então acertar. É um jogo divertido para as crianças e deve ser para nós também, numa vida de constante descobertas e aprendizados.

O futuro será veloz, mas pode ser igualmente leve. Tudo depende do nosso aprendizado ao longo do caminho!

*Celso Braga - Sócio-diretor do Grupo Bridge, empresa especializada em desenvolvimento humano há mais de 25 anos. Celso também é Psicólogo e Mestre em Educação, pós-graduado em Psicodrama Sócio Educacional pela ABPS, Professor supervisor pela FEBRAP. Acumula experiência de mais de 25 anos em desenvolvimento humano e projetos de conexões educacionais e inovação. É autor de mais de 10 livros, entre eles ‘A Jornada Ôntica’ (2013), ‘O Hólon da Liderança’ (2015), ‘Inovação: diálogos sobre a prática’ (2016), ‘Inovação: diálogos sobre colaboração produtiva’ (2017), A Magia dos Sentimentos: 27 emoções para transformar sua vida e em 2019 lançou os livros em versão digital; Lifelong Learning - Aprender para a Vida e Empowerment, uma liderança que inspira. Celso Braga é coautor do livro ‘Educação para Excelência’ (2010). 

17

Jul

Artigos

[ARTIGO] Judiciário virtual: o jurislog e o futuro

*Raimundo Carlyle de Oliveira Costa

**Heitor César Costa de Oliveira

Muito já se escreveu sobre o "novo normal" vivido em tempos de pandemia da Covid-19. O Judiciário brasileiro não escapou ileso a partir do estabelecimento do "plantão extraordinário" pelo Conselho Nacional de Justiça e, principalmente, com o deslocamento logístico de equipamentos e trabalho de magistrados e servidores para suas casas (home office).

Tínhamos um quadro jurídico em transição de uma moldura tradicional para a digital e, de repente, a chave foi girada para um mundo freneticamente digital. O jurislog mudou. O uso das ferramentas virtuais e plataformas digitais para a realização dos atos processuais passou à ordem do dia.

Nesse contexto, com o prosseguimento das atividades apenas, ou quase integralmente, no ambiente virtual, abriu-se uma grande janela de oportunidade para tornar o Judiciário mais célere e econômico.

Por qual motivo gastamos com tantos espaços físicos? Por que nos fóruns físicos da Justiça não há apenas equipes de suporte para garantir o funcionamento das atividades remotas ou para atendimentos presenciais em circunstâncias especiais ou extraordinárias? Em meio à crise econômica resultante da pandemia em todas as áreas, esse olhar logístico, que chamamos jurislog, acentuou-se profundamente, e no Judiciário não foi diferente.

O ponto principal da logística é o tempo e a discussão de melhorar a cadeia de valor na coleta, processamento e entrega de produtos e serviços. Na área criminal, por exemplo, o jurislog que sempre chamou a atenção foi a condução de presos ao fórum e a intimação de testemunhas para audiências presenciais.

A expansão da videoconferência, agora reforçada e amplamente exigida, traz a novidade de uma inteligência artificial capaz de sinalizar ao juiz, no vídeo, pelos movimentos faciais, se a pessoa está rememorando algo ocorrido ou criando fato inexistente. Os movimentos involuntários da pupila podem ser percebidos por um olho não humano, tornando segura a coleta desse tipo de prova.

No novo mundo jurídico, parece que será preciso superar o viés intimidatório de inquisidor do juiz criminal que, ao olhar para a testemunha, impõe que ela prometa dizer apenas a verdade, sob pena de ser presa e processada. Excepcionalmente, é claro, as provas poderiam ser coletadas presencialmente, quando alguns dos atores judiciais não dispusessem dos meios tecnológicos para a participação nos atos processuais virtuais, como previsto em ato do Conselho Nacional de Justiça.

Nesse "novo normal digital", os indicadores de processamento, resultado, qualidade e impacto ganharam o palco. Aferir o tempo e quantidade de entrega do produto (sentença, alvará etc.); medir a qualidade do serviço (embargos acolhidos; agravos etc.); avaliar a quantidade e velocidade da movimentação processual (termodinâmica da atividade jurídica); aumentar a disponibilidade da plataforma virtual utilizada (acessibilidade segura à plataforma); existência de infraestrutura tecnológica para o usuário (acesso à infraestrutura); tudo isso reforçou o check do ciclo PDCA, concebido por Walter A. Shewhart e amplamente divulgado por Willian E. Deming.

Uma das lições que essa abordagem de uma jurislogística sofisticada promoverá será em relação às comunicações processuais para todo o ecossistema judiciário. Elas tendem a ser mais precisas, seguras e ágeis, com todas as citações e intimações por meio virtual, como já funciona no processo judicial eletrônico (PJe) para os advogados das partes.

Além disso, a interdependência de órgãos externos de coleta, entrega e retorno de documentos serão minimizadas. Também trará ao mínimo necessário o consumo de papel, impressões de atos judiciais, e reduziria o custo com a mão-de-obra interna para citação e intimações pessoais por oficial de Justiça.

Não é um futuro utópico ou distante. Atualmente, a maioria das penhoras é online, por meio de sistemas como o Bancenjud e o Renajud, sem falar que os arrestos de bens veiculares, por exemplo, são do interesse da própria autoridade de trânsito em cumprir tais mandados.

Na onda do jurislog, os cartórios extrajudiciais também poderão sofrer uma nova divisão geográfica, tornando-se inteiramente digitais, evitando-se assim o deslocamento às suas instalações físicas para validação dos atos da vida civil (registros de nascimento, casamento, óbitos, contratos, autenticação de documentos etc.).

Essa realidade do jurislog no Judiciário também já pediu licença e se sentou, silenciosamente, nos gabinetes e assessorias dos magistrados. Já se visualiza, nas próximas versões do PJe, entre outras melhorias, o acoplamento do sistema sinapses, que é uma plataforma para desenvolvimento e disponibilização em larga escala de modelos de inteligência artificial, o que possibilitará um salto logístico temporal na elaboração de minutas de documentos, decisões de casos mais simples, rapidamente, em uma escala além da capacidade humana.

A inteligência artificial será acoplada nativamente ao sistema. A eficiência operacional na produção de minutas de documentos chegará a patamares jamais vistos e o juiz poderá julgar mais rapidamente os casos mais simples, poupando tempo para utilizar em casos complexos.

Nesse jurislog de transformação digital abrupta, novas competências serão requeridas a todos, em especial, na lógica do pensamento tecnológico. Surgem, então, para reflexão, a ideia de forças antagônicas que visam, de um lado, defender o avanço da superdependência do judiciário à tecnologia, transformando o objeto em sujeito, e do outro, ponderações para que a tecnologia permaneça como objeto sob o controle do sujeito. Os dois extremos nesse mundo parecem ser irreconciliáveis?!

No meio de tudo, temos os intrapreneurs desenvolvendo suas próprias ideias sobre como deve ser o jurislog, porém sofrendo a parametrização de regras e metas estabelecidas pelo CNJ e pelos tribunais.

Enfim, vivenciamos um momento histórico na forma de prestação jurisdicional. A pandemia da Covid-19 sacudiu o Judiciário brasileiro como um gigantesco tsunami. A partir de agora, devemos observar se as forças de manutenção do status quo recolocam o Judiciário no passado, ou se serão convencidas, e convertidas, à visão da janela de oportunidade para que se escreva de forma pioneira a transformação digital de todo um poder.

Como toda mudança vigorosa traz em seu bojo riscos e ameaças ao status quo, uma das maiores preocupações é possibilidade dessa revolução produzida pelo jurislog acarretar a exclusão digital dos stakeholders do Judiciário, principalmente advogados, Ministério Público, sistema prisional, polícia, partes, que não sejam afeiçoadas ou não disponham dos equipamentos e acesso aos sistemas operacionais eletrônicos utilizados.  

Outra área de preocupação é o ensino jurídico. As instituições de ensino superior precisarão adequar suas grades curriculares para abarcar a aprendizagem teórica e prática das novas tecnologias utilizadas pelo Judiciário, sob pena de termos mais nômades digitais do que nativos virtuais.

Esse também é um momento vibracional que favorece o aparecimento das verdadeiras lideranças digitais no seio do Judiciário, abandonando o modelo tradicional. A Associação Brasileira de Magistrados (AMB) tem sido um bom exemplo de adaptação aos novos tempos digitais no Judiciário, adotando uma linha de comunicação efetiva com os magistrados, tribunais, poderes e sociedade. Outras pandemias virão... A questão primordial é saber onde estará posicionado o Judiciário em cada uma delas.

* Raimundo Carlyle de Oliveira Costa é juiz de Direito, mestre em Direito (UFCE), MBA em Gestão Judiciária (FGV-Rio) e preceptor nos cursos de Formação Inicial de Magistrados na Escola da Magistratura do RN.

**Heitor César Costa de Oliveira é doutorando em Administração na UnP, aluno especial do doutorando em Administração da UFRN e especialista em Gestão Pública.

Publicado originalmente no Portal Conjur

12

Jul

Artigos

[ARTIGO] A pandemia vai mudar a cultura do micro apartamento?

*Por Wanderson Leite

Dormir e acordar no trabalho se tornou a realidade de boa parte das pessoas nos últimos meses. Com a pandemia, o home office se tornou tendência e, hoje, realizamos praticamente todas as nossas atividades em casa. Se antes, casas e apartamentos eram vistos por muitos como apenas um dormitório, agora temos que nos readaptar a novas formas de praticar exercícios, ter momentos de lazer e consumir entretenimento.

O novo normal mudou também a maneira como as pessoas enxergam e convivem com suas residências, e isso certamente terá impacto nas expectativas dos clientes em relação às construtoras e imobiliárias. Imóveis com localização privilegiada, perto de estações de metrô, deixam de fazer sentido quando estamos impossibilitados de sair de casa. Morar perto do trabalho, quando se tem a oportunidade de permanecer em home office, também. E, assim, as principais certezas das empresas da área começam a cair por terra. Será preciso entender os desejos de um novo mundo.

Entre elas está a cultura do micro apartamento. Pequenas caixas empilhadas de 40, 30 e até irrisórios 15 metros quadrados incomodam quem tem que ficar o dia todo em casa, por mais bem localizados que sejam. Para famílias com crianças, não ter um espaço em que elas possam brincar, correr e se divertir é ainda pior. Um levantamento do Imovelweb, por exemplo, apontou que, em maio, houve um crescimento de 19% na busca por imóveis com quintais e de 20% com varandas, quando comparado a abril, o que demonstra justamente essa necessidade de ampliar o ambiente. Algumas pessoas tiraram móveis para se exercitar, reorganizaram os espaços – muitos, inclusive, para ajudar a mente a entender onde começa o trabalho e o lar.

Não que as pessoas não tivessem noção de que seus apartamentos poderiam ser maiores, mas foi justamente a convivência que acentuou essa necessidade. As pessoas começaram a dar mais valor para suas casas e organizar melhor os espaços: uma área para lazer, uma para dormir, outra para trabalhar. O bem-estar virou item básico nas residências. Acredito que a questão não seja o tamanho do espaço em si, mas como ele é pensado e distribuído para atender tudo o que precisamos.

A pandemia também atrapalhou quem fazia planos de se mudar. Quem ainda pesquisava o imóvel ideal se deparou com visitas online e contratos virtuais, que ainda deixam muitas pessoas desconfortáveis, preferindo conhecer o local pessoalmente, à moda antiga. Os que estavam para fechar negócio se viram ameaçados pelas perspectivas econômicas negativas no país, medo de perder o emprego e do que ainda está por vir.

Por enquanto, ainda é difícil prever quais mudanças serão permanentes quando pudermos retomar a vida ao normal, mas o home office já é dado como certo por muitos especialistas. Acredito, então, que devemos começar a repensar a relação entre trabalho e moradia o quanto antes. Morar em grandes centros durante a pandemia não fez diferença alguma. Com as pessoas trabalhando em casa, tanto faz morar perto do trabalho. Ou seja, morar longe dos grandes centros, pagando menos, se tornou uma opção bastante viável.

Além disso, as construtoras deverão olhar com mais atenção para cada imóvel. Pensar que esse espaço, por menor que seja, tem que ser agradável e projetado de modo a aproveitar ao máximo o espaço. Uma alternativa é pensar em configurações personalizadas, que busquem atender a necessidade de cada morador, sempre pensando em conforto e lazer. As pessoas querem circular, ter um espaço útil maior. Caberá às empresas do setor entender e se adaptar a todas as transformações advindas da pandemia

*Wanderson Leite é formado em administração de empresas pelo Mackenzie e fundador das empresas ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais, ASAS VR, startup que leva realidade virtual para as empresas e escolas; e Prospecta Obras, plataforma de relacionamento do segmento de construção civil.

7

Jul

Artigos

[ARTIGO] Os perigos da retomada: o que você precisa saber sobre saúde e segurança antes de voltar ao trabalho?

Por Alexandre Pierro

A flexibilização da quarentena já é uma realidade para muitos locais no país. Cidades da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, reabriram o comércio nesta semana – inclusive, com alguns já registrando aglomerações. Pouco a pouco, vamos voltando a sentir o gosto do que conhecíamos como normal, ainda que o dia a dia nas ruas ainda esteja cheio de restrições.

Para as empresas que estão planejando a volta ao trabalho, porém, ainda há muitas dúvidas. Mesmo com a liberação das atividades, é preciso estar atento às recomendações do poder público, além de organizações como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Questões de saúde e segurança no trabalho nunca estiveram tão em voga, principalmente depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) considerou a Covid-19 como uma doença ocupacional, o que, na prática, representa que as empresas podem ser auditadas caso seja comprovado um risco de contaminação no local de trabalho.

Hoje, a principal recomendação é evitar aglomerações. E, para isso, algumas medidas devem ser levadas em consideração. A primeira delas é entender que o trabalho não começa só quando o colaborador chega na empresa, mas desde o momento em que ele sai de casa. Todo o trajeto deve ser considerado.

Neste momento, é importante verificar se é possível flexibilizar as jornadas de trabalho, permitindo o trabalhador realizar suas atividades em casa e ir até o escritório somente em alguns dias da semana e evitando que os colaboradores utilizem o transporte público em horários de pico, se expondo ao risco de contaminação. Isso também permite distribuir de uma maneira mais organizada as entradas e saídas de funcionários, sem que haja muitas pessoas ao mesmo tempo nas empresas.

Alguns cargos administrativos, por exemplo, não precisam estar todos os dias no trabalho. Muitas empresas, principalmente na Europa, já adotavam medidas como essa justamente por entender que não é necessário ir trabalhar todo dia fisicamente. Se nada disso for possível, há casos de empresas que contrataram vans para garantir o deslocamento dos funcionários com segurança. O custo desses serviços costuma ser equivalente ao que ela desembolsaria com vale-transporte.

Outra ponderação é em relação a organização dos espaços de trabalho, com mesas a pelo menos dois metros de distância umas das outras. A higiene pessoal também precisa estar alinhada à higienização do posto de trabalho, equipamentos como mouse, notebook e itens de uso compartilhado. Isso sem falar no uso de sanitários compartilhados, cuja limpeza deve ser feita com mais frequência. Empresas que possuem refeitórios precisam reorganizar o espaço e os horários das refeições, de modo a evitar aglomerações.

A ventilação dos espaços deve ser uma prioridade. Não adianta ter um distanciamento considerado adequado se o ar condicionado do escritório não estiver com os filtros limpos e não houver troca de ar, ainda mais porque fica cada vez mais evidente que a Covid-19 é transmitida pelo ar. Recentemente, um grupo de 239 cientistas afirmou que partículas do novo coronavírus permanecem no ar em ambientes fechados, com capacidade de infectar as pessoas.

Especialmente em momentos como este, a análise e gestão de riscos podem contar com o auxílio de uma consultoria especializada, que saberá traçar os planos de implementação de mudanças alinhados à cultura da empresa. Além disso, empresas certificadas pela ISO 45.001 possuem métricas para avaliar tudo que diz respeito a saúde e segurança ocupacional de seus funcionários. Isso ajuda em momentos como esse porque permite atuar com a prevenção e não com a reação a eventos adversos.

O momento pede ação e planejamento. Não é possível expor os colaboradores a um risco ainda maior do que eles já enfrentam no dia a dia. É hora das empresas praticarem o zelo e a empatia, buscando minimizar o contágio entre funcionários e, inclusive, clientes. A PALAS conta com um programa de consultoria chamado Cuidar em que desenvolvemos estratégias de retomada para as empresas com base na ISO 45.001 e nas recomendações da ANVISA e da OMS. É preciso estar preparado para o futuro e todas as possibilidades de enfrentamento à doença. Assim, poderemos dar o primeiro passo em direção a retomada econômica e garantir a manutenção do sustento de tantas famílias brasileiras.

*Alexandre Pierro é sócio-fundador da PALAS e um dos únicos brasileiros a participar ativamente da formatação da ISO 56.002, de gestão da inovação.

7

Jun

Artigos

[ARTIGO] Por que devo registrar a marca do meu Negócio?

Por Rochelle Barbosa

Quem empreende em qualquer lugar do mundo e que monta seu próprio negócio, a primeira coisa que pensa (ou deveria pensar) é como será visto/chamado no mercado, afinal de contas, é preciso criar uma referência para o público consumidor daquele produto específico ou prestação de serviços, uma maneira de se diferenciar dos concorrentes. É nesse exato momento que surge a marca do negócio!

A realidade é que nos dias atuais, criar o nome de uma marca é tarefa árdua e requer muita criatividade, tendo em vista que muitas são as que já têm registros no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), autarquia no Brasil em que são realizados os registros de marcas.

Mas então, por que devo registrar a marca do meu negócio? Quais os benefícios e garantias isso me traz? A resposta é simples: o registro da sua marca vai trazer mais segurança na sua operação, bem como vai evitar possíveis problemas no futuro.

O sistema de registros de marcas no Brasil é atributivo, isso significa dizer que, via de regra, o dono da marca é aquele que primeiro realiza o registro junto ao INPI. E é importante que se diga que registro da empresa na junta comercial, leia-se, da razão social empresarial, não confere proteção de marca, pois razão social e registro marca são coisas distintas. Se você quer ter a proteção nacional da sua marca é no INPI que ela deve ser registrada.

A lista de benefícios do registro da marca é extensa, mas os mais importantes aspectos são: exclusividade em território nacional no ramo de mercado em que foi registrada, poder impedir que terceiros usem sua marca indevidamente, a possibilidade de licenciamento ou cessão dessa marca mediante pagamento de royalties e outro ponto primordial é evitar prejuízos no futuro em ter que mudar sua marca porque outra empresa registrou antes de você! Imagine, depois de estar consolidado no mercado, ter investido valores consideráveis em mídias, propagandas, fardamento de funcionários, papelaria e afins, ter que mudar de marca e refazer todo o trabalho junto ao seu público consumidor.

Então, se você criou o seu negócio, acorda todos os dias e se dedica e doa seu suor à sua empresa, é por que você acredita na sua marca e quer crescer, tornar-se uma referência no seu ramo de mercado, amanhã pode querer se tornar uma franquia e para isso precisa ter pelo menos um pedido de registro de marca no INPI, portanto, seja diligente e cuide do bem mais precioso do seu negócio que é sua marca: registre-a.

No Brasil, segundo dados estatísticos do INPI (www.inpi.gov.br), no ano de 2016 foram depositados 166.368 pedidos de registro de marcas, em 2017 foram 186.103 e em 2018, foram 204.419 pedidos protocolados, o que mostra que a cada ano os empresários brasileiros se conscientizam dessa importância.

E um aspecto que não pode ser esquecido é que com a internet e as redes sociais, todo mundo é visto! Foi-se o tempo em que empresas de outros estados não tinham conhecimento de uso indevido de sua marca por outras empresas. E, mais, você não quer que seu cliente busque sua empresa no Instagram e ache a do seu concorrente, quer?

E, por fim, para que tudo saia conforme o planejado, procure um profissional qualificado e honesto para lhe assessorar em todo o processo, pois o que você, empreendedor, tem que focar é em prosperar, não perder energia e dinheiro com problemas que podem ser evitados!

 

*Rochelle Barbosa é advogada especialista em propriedade intelectual e CEO da Metrópole Marcas e Patentes. Siga no Instagram @rochellebas e @metropolemarcas.