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6

Jun

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[ARTIGO] Como perceber que a equipe está desmotivada?

*Por Priscila Martinez

O tema desmotivação é um terreno que circula em muitas empresas e o tamanho destas não decide como esse “vilão” irá reagir. É claro que empresas com muitos funcionários, talvez leve um tempo maior para enxergar essa situação, mas o sentimento é o mesmo. Quando pensamos em desmotivação, precisamos entender alguns aspectos relacionados que podem ser controlados ou não. É importante também saber que a empresa muitas vezes tem sua parcela de incentivo neste obstáculo produtivo e claro entender bem como reverter essa situação.

Manter uma equipe motivada é um dos grandes desafios da liderança de hoje em dia e logo de cara precisamos entender a raiz da desmotivação. Diferentemente do que muitos pensam ela é intrínseca, isso quer dizer, que vem de dentro para fora do indivíduo, mas o ambiente externo é um grande gerador desta energia, agindo como um estimulante de pensamentos vinculados ao insucesso na mente do profissional.

A motivação de uma equipe é algo randômico, pode estar atrelada aos contextos individuais do grupo, objetivos, metas do negócio ou até mesmo a gestão imediata.

Alguns fatores organizacionais são cruciais para desmotivar uma equipe, entre eles podemos observar questões como: a criação de metas inatingíveis, falta de confiança e credibilidade, tratamento diferenciado com alguns membros, falta de informação e envolvimento com a estratégia do negócio, não investir em capacitações, políticas equivocadas, salários discrepantes para pessoas do mesmo cargo, falta de reconhecimento e claro não realizar comemorações.

Diante destas certezas citadas, entendemos o quanto a própria empresa pode ser o foco de um time desmotivado, mas é claro que esse fator não é apenas gerado pela organização, o colaborador também pode ter diferentes questões internas que viabilizam uma postura desmotivada. Um fator muito comum é a falta de sentido e sintonia do seu cargo com seus objetivos de carreira, normalmente ao longo prazo acaba desmotivando e levando a sérias quedas de produção.

Para identificar se o seu time está ficando desmotivado, a observação da gestão e área de gente deve ser frequente. Além da queda de produtividade, faltas e mal comportamento, as doenças físicas também podem ser resultado de uma somatização corporativa. A grosso modo, significa que doenças e sintomas físicos podem ser oriundos de uma condição cognitiva tal como a ansiedade.

Para ajudar a restabelecer o ritmo e nível de trabalho adequado, algumas ações podem ser aliadas desta missão. A primeira delas é, sem dúvidas, ouvir o time, tanto de forma coletiva como individual. Saber exatamente o que estão sentindo faz parte deste processo. Em muitos casos esse problema é algo superado pela gestão e para a equipe ainda é um fator de desequilíbrio.

Agir de forma assertiva é de grande peso. Por afobação em sanar as questões, muitos gestores acabam prometendo ações impraticáveis e novamente o colaborador poderá entrar no “looping” da desmotivação. Após a escuta ativa crie um plano de ação para ajustar esses fatores de forma praticável.

A área de RH pode ser um grande facilitador para esta equipe. Além de promover ações de treinamentos e feedbacks, o endomarketing é uma ferramenta poderosa para recuperar essa energia e motivação necessária para a boa produção e saúde organizacional. Motivar uma equipe é um modo diário que deve ser acionado por todos, até mesmo os colaboradores deste time. Sabemos que um profissional motivado e feliz no ambiente de trabalho fica mais produtivo e com melhores resultados. Então se conectar com esse desafio faz parte de uma gestão eficiente e preocupada com o futuro da organização.

*Priscila Martinez é consultora da Conexão Talento, na equipe de Outsourcing. Psicóloga e Pós-graduanda em educação e jogos para aprendizagem profissional e dinâmica de grupos. Atuou em diferentes estruturas organizacionais do mercado com mais de 12 anos de experiência na área de Gente & Gestão, com foco nos principais subsistemas de desenvolvimento de pessoas, recrutamento & seleção e orientação de carreiras. Tem um perfil criativo e com habilidades para desenvolver experiências diferentes dentro das rotinas do dia a dia.

3

Jun

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[ARTIGO] 5G: a expansão da capacidade de inovação

*Por Alex Takaoka

Com acelerado processo de digitalização, vivemos uma série de explosões massivas da quantidade de dados trafegados na rede, construindo um universo virtual que não para de se expandir. Isso chega a ser assustador uma vez que vemos alter egos digitais de pessoas, empresas e instituições, que desejam expressar suas posições políticas, lugares preferidos, conexões, gostos – no canal de comunicação seguro atualmente - em tempos de pandemia.

Tudo isso gera uma enorme pressão sobre a infraestrutura tecnológica e sobre a capacidade de transferência de dados (throughput). Não adianta uma quantidade absurda de dados, se eles não conseguem se movimentar de forma ágil, com boa performance, ou se não conseguem ser tratados como informação valiosa (Analytics) no momento correto da ação.

Com a evolução natural dos protocolos de rede e a chegada da tecnologia 5G, migraremos para um novo patamar em relação à performance de banda larga. Estima-se que os benefícios do 5G acarretarão em taxas de throughput até 20 maiores que as atuais, latências mais baixas (de 50 ms para 5 ms) e maior densidade de acessos por km².

De acordo com o Ministério da Economia, a tecnologia de 5G terá forte impacto na produtividade e poderá atingir R$ 249 bilhões até 2035, enquanto players de mercado especulam que o ‘PIB do 5G’ ultrapassará a casa do R$ 1 trilhão. A consultoria IDC, referência na área de Tecnologia da Informação, estima que o impulso dado às tecnologias associadas – incluindo robótica, segurança da informação, nuvem pública, internet das coisas (IoT), Big Data e Analytics, realidade aumentada e virtual (AR/VR) e inteligência artificial – alcançará, no Brasil, cerca de US$ 22,5 bilhões de faturamento no período entre 2020 e 2024, significando um crescimento médio anual de 179%. Ou seja, a grande revolução não ficará restrita somente aos celulares, mas sim a qualquer ambiente tecnológico. Teremos a possibilidade de tirar do papel projetos inovadores e complexos como smart cities e smart factories.

Como um exemplo, hoje, ainda temos desafios de captação de vídeo em alta resolução para análise. No entanto, com alta velocidade e baixa latência de rede poderemos ter maior controle dos processos de um “chão de fábrica”, através de captura de vídeo 4K e aplicação de IA em tempo real. Por meio de monitoração ostensiva e inteligência artificial, será possível aumentar a segurança dos colaboradores, evitar fraudes, mitigar riscos de acidentes de trabalho e investir em melhorias de processos antes “invisíveis”.

No varejo, será possível aumentar a percepção e a confiabilidade dos dados captados por câmeras, sensores e softwares que auxiliarão na criação de narrativas e jornadas mais atrativas aos consumidores. Ainda, o avanço das tecnologias como IoT, 5G etc, nos levará à maior conectividade e, possivelmente, maior produtividade em setores ealier adopters. No setor agronegócio, embora represente quase 25% do PIB brasileiro, de acordo com o CEPEA (Centro de Estudo Avançado de Economia Aplicada), é preciso ampliar o acesso à internet, pois de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% das propriedades rurais não têm acesso à internet.

Segurança da informação, interoperabilidade e infraestrutura, ocuparão um papel importante na implantação da tecnologia 5G. As aplicações serão infinitas e essa nova plataforma poderá catalisar uma importante onda de investimentos reprimida, consequência do desenrolar de um gargalo ainda existente das redes de alta velocidade. Mas essa expansão dependerá da nossa capacidade de inovação e visão empreendedora.

*Alex Takaoka é diretor de Vendas da Fujitsu do Brasil

30

Mai

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[ARTIGO] Planejamento é essencial para o profissional de TI que deseja trabalhar nos EUA

*Por Daniel Toledo

Há mais de 20 anos que existe um déficit global de profissionais na área de tecnologia. E a conta nunca fecha porque conforme novas tecnologias vão sendo desenvolvidas, o mercado educacional não consegue acompanhar e a busca por especialistas em TI segue frenética, ao ponto das nações desenvolvidas importarem trabalhadores de países como Brasil, Índia, China e Coreia do Sul.

Diante dessa alta demanda por profissionais de tecnologia, quem trabalha em empresas multinacionais sai na frente na imigração para países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Este é o caso de Eduardo Mattos Duarte, gerente de produtos de soluções de computação em nuvem de uma grande empresa, que hoje trabalha na matriz da empresa em São Francisco, nos Estados Unidos.

Mattos também mantém um canal no YouTube em que fala sobre sua vida de expatriado e dá dicas a colegas da área de TI sobre como imigrar de forma correta. Ele aponta como principais aspectos, a serem considerados quando decidir mudar de país, ter construído uma sólida carreira com entrega de resultados globais para a empresa em que trabalha e constituir uma reserva financeira para suprir eventuais necessidades nos primeiros três anos de vida no país em que vai morar.

Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, fundador do escritório Toledo e Advogados Associados e sócio da LeeToledo LLC, que possui unidades no Brasil e Estados Unidos, comenta que as pessoas acreditam que saindo do Brasil, elas vão simplesmente deixar os problemas para trás e viver só as coisas boas da vida nos Estados Unidos ou em qualquer outro país. “Elas precisam ter consciência de que vão mudar absolutamente tudo, outra cultura, costumes novos, horário de trabalho novo, forma de comunicação diferente e isso pode pesar na vida delas. Se não estiverem preparadas, não conseguem se adaptar”, pondera.

Sobre o planejamento financeiro, o advogado aponta também a necessidade de estar informado e preparado para as variações que o dólar sofre no mercado global. Segundo Toledo, as reservas devem sempre ser dolarizadas para evitar surpresas causadas pelas oscilações da moeda. “Vi casos de pessoas que entraram em desespero porque vieram para os Estados Unidos na época que o dólar estava cotado a 3 reais com uma renda de R$ 10 mil e no último ano sofreram um decréscimo de 50% nos rendimentos quando a moeda americana subiu a cotação para a casa de 6 reais”, relata.

Toledo ainda acrescenta ao planejamento de mudança de país, os gastos e procedimentos para obtenção de visto. No caso de Eduardo Mattos, o visto concedido é o EB-2, utilizado por empresas americanas que oferecem oportunidade de trabalho para um estrangeiro com base em suas qualificações profissionais. Essa forma de contratação é feita por meio de um certificado de emprego do Departamento de Trabalho americano e com essa autorização, o estrangeiro pode ser contratado utilizando o visto EB-2, que permite residência permanente nos Estados Unidos e dá início ao processo de obtenção do Green Card.

 

Planejamento de carreira

Eduardo Mattos conta que as pessoas que trabalham em setores que contribuem para o resultado econômico-financeiro global das empresas de tecnologia têm mais possibilidade de serem expatriados. “Embora os resultados locais sejam importantes, os globais ganham maior visibilidade dentro da companhia”, aponta.

Antes de mudar para a matriz da HP nos Estados Unidos, Mattos atuava como executivo de pré-vendas em outsourcing (terceirização) de TI e em uma das reuniões de negócios da empresa, um painel demonstrava que dos sete melhores resultados de vendas da companhia em todo o mundo, quatro haviam sido obtidos pelo setor comandado por ele.

Na verdade, Mattos conta que nunca havia planejado fazer carreira nos Estados Unidos. Ele chegou a pleitear uma transferência para a subsidiária da Nova Zelândia, mas foi preterido por um colega local. “Era para eu ser gerente do time de armazenamento de dados da região da Ásia-Pacífico e Japão, mas no final do processo seletivo, os gestores julgaram que seria mais fácil aproveitar alguém do próprio país ao invés de trazer um executivo do outro lado do mundo”, comenta, resignado.

A oportunidade veio quando o então vice-presidente mundial de Armazenamento de Dados da HP veio ao Brasil para uma visita e acompanhou um pouco do trabalho de Mattos. Ficou maravilhado com o trabalho de vendas consultivas que o executivo fazia e logo efetivou um convite para juntar-se ao time de desenvolvimento de produtos na matriz.

O curioso é que por vários dias, Mattos foi absolutamente refratário ao convite do executivo da matriz da HP. “Eu não queria sair do Brasil, tinha acabado de casar, vivia um bom momento na carreira, estava estável financeiramente, nada me atraía em uma mudança para os Estados Unidos”, relata.

O executivo indiano da HP não se deu por vencido e depois de um ano de conversas, enviou a documentação de transferência para a matriz a Mattos, que acabou cedendo e decidiu partir para a experiência internacional, inicialmente por um período de dois anos. Está vivendo nos Estados Unidos há seis anos, inclusive tendo levado os sogros para apoiar a mulher.

Mattos ainda destaca que o imigrante deve sempre se adaptar à cultura local e não tentar impor a sua, pois torna o processo de adaptação mais difícil. “O brasileiro precisa entender que quando ele sair, vai ter que fazer um reset total. Se fizer um planejamento muito bem feito, vai conseguir imigrar com sucesso”, finaliza.

*Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br.  Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 100 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB Santos

29

Mai

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[ARTIGO] O papel da empresa na preservação do meio ambiente

*Por Luiz Gonzaga Coelho

Uma empresa tem alguns pilares essenciais que formam a sua missão. O primeiro pilar é atender seu cliente de maneira eficiente, proporcionando uma experiência de qualidade, num custo que ele possa absorver. O segundo é o respeito com os colaboradores. Criar esse coletivo interno de maneira coesa, com todos participando do desenvolvimento com um entendimento claro do que a empresa faz, levando e trazendo valores.

O terceiro pilar é ter uma relação boa, transparente, construtiva e continuada com seus fornecedores, sempre norteada pelo compliance. O quarto é atender as necessidades da comunidade onde a empresa está inserida. A empresa sempre teve um valor extremamente importante dentro da sociedade. Ela precisa estar ativa, contribuir com ideias, gerar empregos, entender quais são os problemas da comunidade e ver de que maneira pode ajudar.

Como pagadora de impostos — que não são poucos — também deve cobrar que a gestão pública utilize esses recursos de maneira coerente e eficiente. Além de contribuir e ter um comportamento ético, bem como ser um exemplo para os cidadãos.

Hoje a maioria dos trabalhadores tem mais confiança no seu “patrão” do que em qualquer político. Essa sempre foi a minha visão, desde os anos 1990, quando eu ainda morava e fazia minha carreira na Suíça. Quando comecei a empreender, junto com meu amigo Philippe Glatz, que hoje é meu sócio aqui no Brasil, comungávamos destes mesmos valores, que com o tempo só se consolidaram.

O lucro não pode ser o objetivo de uma empresa. Ao mesmo tempo, se ela não gera lucro, não existe. Se a organização cuidar de todos os pilares que citei, inevitavelmente terá resultado econômico, o que é primordial para ela continuar crescendo.

Ao longo do tempo, as empresas que adotaram a atitude de ter um comportamento ético e de comprometimento com o desenvolvimento da sociedade ganharam destaque porque passou a ser uma demanda do mercado. O cliente, quando compra, quer saber de quem está comprando esse produto. “Qual é o comportamento dessa empresa? Do fornecedor? Ela respeita o meio ambiente? Ela respeita seus colaboradores?”

O consumidor não é mais aquele que absorve a propaganda, vai à loja e compra. Agora ele diz: “Eu quero um produto que me dê uma boa experiência, que atenda minhas necessidades, que tenha uma relação custo-benefício e que seja de produção responsável”. Essa competitividade vai sempre trabalhar para que os produtos sejam melhores e mais econômicos, atendendo todos os stakeholders — sociedade, trabalhadores, fornecedores, meio ambiente e também os acionistas.

Desde que iniciamos nossos empreendimentos no Brasil, por volta do ano 2000, tanto na indústria quanto na área da saúde, esses foram os nossos motivos condutores. A C-Pack foi criada com uma certificação internacional de responsabilidade social, com respeito ao meio ambiente, aos colaboradores, criando células de crescimento contínuo e de educação. Não por única e exclusiva exigência do mercado, mas por fazer parte dos nossos valores. Nós acreditamos que a empresa, onde passamos um terço do nosso dia, deve proporcionar valores além do salário. E esses valores são desenvolvidos na célula de trabalho, assim como na célula familiar. Eu acredito que a composição de todas essas forças é que nos faz prosperar e ter harmonia social.

Discurso ambiental

O discurso ambiental é complexo porque segue tendências e envolve muito dogmatismo. Eu, no braço industrial, produzo embalagens plásticas. Como alguém que tem uma visão ecológica, de respeito ao meio ambiente, de sustentabilidade e continuidade, pode trabalhar com plástico? Quando se pensa em plástico, a imagem geralmente que vem são golfinhos, peixes e tartarugas mortos por ingerirem ou ficarem presos em plástico solto no mar. Isso forma uma concepção distorcida, sem base científica do processo.

O problema que atinge os animais marinhos é a destinação e o tratamento do resíduo, não a matéria-prima em si. O plástico, que é visto como vilão, se comparado às embalagens de alumínio, vidro ou metal, gera emissões reduzidas de carbono, com menor agressão ao meio ambiente, pois gasta bem menos energia no processo de produção, além de ter a grande vantagem de poder ser reciclado inúmeras vezes. E quando não se pode mais reciclar ainda serve como uma bateria energética. Usinas de incineração em diversos países usam o plástico como combustível. E para o CO2 ou o resultado poluente da queima do plástico já existem chaminés e filtros de captação e tratamento.

A grande questão está em trabalhar para que o ciclo de sustentabilidade seja completo. Quero reforçar a responsabilidade social e ambiental que as empresas sempre tiveram. Antes não demonstrada, mas hoje muito mais clara. Todos os nossos empreendimentos aqui no Brasil, tanto na área de embalagem quanto de saúde sempre prezaram por essa relação respeitosa com clientes, colaboradores, sociedade e meio ambiente.

*Luiz Gonzaga Coelho é fundador da C-Pack®.

28

Mai

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[ARTIGO] Empresas devem investir em tecnologia no período de retomada financeira

*Por Jonathan Melo

O ano de 2020 foi complicado para as empresas devido à crise financeira causada pela Covid-19. Agora, com a chegada das vacinas e a perspectiva de normalização, as empresas precisam se adaptar aos novos negócios, a fim de saírem fortalecidas. O novo normal, no entanto, será bem diferente do que era pré-Covid, já que as formas de consumo sofreram mudanças e as pessoas estão cada vez mais exigentes aos produtos e empresas que consomem.

A crise financeira de 2008, por exemplo, impactou o consumo do mundo inteiro, levando o PIB da indústria brasileira a encolher 7,4%, segundo afirmam alguns estudos, e as empresas precisaram de rápida adaptação para retomar os negócios. O mesmo acontece agora. Depois de um 2020 exaustivo, a maioria se sente aliviada pelas coisas estarem de volta aos trilhos, mas em uma sociedade que já apresenta desafios para as empresas como é no Brasil, é preciso elaborar estratégias para conseguir balancear os gastos e navegar pela retomada de forma segura.

Tecnologia é principal aliada na recuperação financeira 

No Brasil, as PMEs correspondem a 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado, apontam dados do Sebrae, tendo participação fundamental na movimentação econômica local. Sabemos que durante uma crise não é fácil manter controle dos gastos necessários para a reestruturação e acompanhar todos os setores da empresa, muitas vezes é um desafio, principalmente com o trabalho remoto.

Ser uma empresa integrada digitalmente e planejar uma estruturação com o apoio de softwares e da tecnologia, a fim de melhorar a produtividade, segurança das informações e elaboração de novos formatos operacionais no ambiente de trabalho, ajuda as empresas a estar em vantagem neste período de recuperação, acelerando sua transformação e respondendo rápido às novas demandas do mercado.

Para isso, as empresas precisam de softwares que permitam integração entre equipes para que toda a informação fique em um único lugar, sendo assim possível acompanhar e monitorar todas as despesas e os retornos financeiros da empresa, estabelecendo quais as novas necessidades.

Com tantas opções no mercado, investir em uma plataforma completa é o pilar principal para que as empresas possam integrar os processos digitalizados com um possível retorno ao escritório. Para isso, o principal é buscar no mercado as plataformas que inovem e acrescentem novas funcionalidades que serão de grande auxílio para esse novo normal. Aplicativos como o Zoho Expense que permite monitorar todas as despesas empresariais entre os setores da companhia e estipular limites e orçamentos.

Aplicativos como esse oferecem a possibilidade de gestão de gastos de viagens, por exemplo, que devem aumentar após um ano de paralisação das viagens corporativas, e oferece ainda a automação de relatórios de despesas, feita sob medida para agilizar processos de aprovações e de reembolsos. 

Integração tecnológica continuará como foco das empresas

Com o trabalho remoto as empresas precisaram de uma rápida adaptação e digitalização dos negócios, a fim de manter a integração entre seus colaboradores, um grande desafio com a flexibilização na rotina de trabalho, sendo necessário investir em plataformas que se conectem aos que retornarão ao escritório e aos que continuarão trabalhando remotamente.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela Zoho à Toluna em 2020, feita com 450 empresários e tomadores de decisão, 31% dos entrevistados tiveram dificuldade em escolher as melhores plataformas/aplicações para ajudarem seus funcionários no trabalho remoto. Além disso, 25% consideraram que uma das maiores dificuldades enfrentadas pela empresa foi conseguir acompanhar o que os funcionários estavam fazendo para continuar com a entrega enquanto trabalham remotamente.

Agora, um ano após o estabelecimento do trabalho remoto e pensando na recuperação, cabe às empresas uma avaliação dos serviços que foram ofertados e onde eles se encaixam nesse novo normal. A tecnologia permitiu que as companhias continuassem suas atividades remotamente e agora ela deve assumir o papel de protagonista na retomada econômica.

*Jonathan Melo é diretor de marketing da Zoho Brasil

25

Mai

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[ ARTIGO] Dia da Indústria – Não há RN forte sem a força da indústria

*Por Amaro Sales

Celebramos o dia da indústria a cada 25 de maio!

De início, destaco a importância da indústria no ciclo virtuoso da economia. Aliás, transcrevo Robson Braga, Presidente da CNI: “ninguém fará um País forte sem uma indústria forte!” Acrescento: ninguém fará um RN mais forte sem considerar a força de nossa indústria. Não é unicamente pelos quase 100 mil empregos gerados ou pela renda circulante a partir da atividade industrial… Tudo é importante, mas deve-se, especialmente, à indústria, os maiores investimentos em ciência e tecnologia. E a tecnologia, quando se aproxima do empreendedorismo, alcança resultados expressivos. Neste sentido é atribuída uma frase a Walt Disney que bem resume a boa combinação mencionada: “é divertido fazer o impossível, pois lá a concorrência é menor”. E tudo isso é indústria!

No Brasil a atividade industrial responde por, aproximadamente, 11% do produto interno bruto, e no RN chega a 19,1%. Algo expressivo que merece melhor atenção.

No âmbito geral, a indústria nacional espera a consolidação de reformas que melhorem o ambiente de negócios, notadamente, as reformas tributária, administrativa e política. Tributária para simplificar e, consequentemente, diminuir o tamanho do custo tributário e sua gestão para as empresas; Administrativa, porque precisamos de um Estado (conceito geral) mais barato, eficiente e menos burocrático; Política para que tenhamos regras perenes, fortalecimento dos partidos políticos e, preferencialmente, coincidência de mandatos para que ocorram eleições somente a cada quatro anos.

O custo da máquina pública nacional, em síntese, precisa ser menor para que as empresas – de um modo geral – tenham menos encargos e mais condições de investimentos no próprio negócio, nas condições de produtividade e em pesquisa, inovação, tecnologia. O dinheiro pago para manter um custo que pode ser menor, pode gerar mais oportunidades de trabalho e, consequentemente, renda para as pessoas. E nada melhor que o trabalho como a melhor política social!

Por sua vez, com melhor capacidade de investimento, as empresas industriais vão acelerar a fase “Indústria 4.0”, verdadeira terceira revolução industrial, que, em apertado resumo, é a composição, em um mesmo processo, do mundo físico, digital, virtual e biológico, tendo o ser humano a devida, necessária, inegociável e importante participação.

Assim, com tais elementos e outros que são inerentes, o Brasil e o Rio Grande do Norte precisam apostar na reindustrialização. A agregação de valor, o uso da tecnologia, a resolução de problemas a partir de uma demanda social, dentre outras características, marcam positivamente a atividade industrial que, sob qualquer análise, é importante para a sociedade e merece evidência e apoio.

Neste 25 de maio, data comemorativa, o Sistema FIERN, fazendo o registro das preocupações necessárias, cumprimentando os empreendedores – verdadeiros heróis da resistência – e os colaboradores das empresas, alimenta o dia com contagiante e visível orgulho de tudo o que faz e de todos que representa no segmento industrial.

*Amaro Sales de Araújo, industrial, presidente do Sistema FIERN e diretor da CNI

23

Mai

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[ARTIGO] O que devemos aprender com tentativas de transformação digital que não deram certo?

*Por Ricardo Stucchi

Projetos de mudanças na empresa podem falhar, mesmo quando bem planejados e estruturados. Mas, com a disposição sincera em aprender com os fracassos, é possível olhar para os pontos de vulnerabilidade e encontrar caminhos rumo a melhores realizações

Ao longo da vida, o fracasso é um acontecimento inevitável. Seja você um médico, um advogado, um professor ou qualquer outro profissional — e o mesmo vale para a esfera pessoal —, o fracasso é parte da jornada. Em projetos de transformação digital não é diferente e a pergunta inevitável é: como transformar o prejuízo do fracasso em ativo para o futuro?

Antes de seguir essas linhas, cabe esclarecer que, por fracasso, não se deve tomar aqueles projetos que “funcionaram” com resultados aquém do esperado. Nossa conversa trata daqueles projetos que nasceram como um arremesso de três pontos, mas não tocaram sequer o garrafão. Ou daqueles chutes que “isolam” a bola para fora do estádio — aos que preferem uma metáfora futebolística.

Quem nunca encarou esses momentos na carreira? Eu me lembro de um especialmente frustrante. A intenção da empresa, obviamente, era nobre: a transformação digital voltada para a experiência do cliente. A boa prática reza que esse trabalho começa de fora para dentro — ou seja, é preciso conhecer bem o cliente e saber o que ele quer para então desenhar as soluções, produtos, enfim. Porém, nesse projeto específico, a empresa não conhecia suficientemente o cliente, mas achava que sabia o que ele queria. Nunca sequer houve esforço para ouvi-lo. 

Ainda assim, frases como “isso não é o que o cliente quer” eram ditas frequentemente, baseadas apenas no julgamento pessoal da equipe. “Precisamos tomar cuidado com o que a gente pergunta para não criar expectativa no cliente”, cheguei a ouvir em algumas ocasiões. Ou seja: não ouviam o próprio público por medo de não conseguir entregar o que ele realmente precisava. O resultado disso tudo foi que o projeto de transformação digital acabou se tornando um projeto que, ao longo do tempo, se perdeu em meio aos diversos outros projetos que a empresa estava executando. 

Felizmente, casos como esse que descrevi têm diminuído. Mesmo assim, ainda vemos muitas boas ideias que naufragam em más execuções, desperdiçando dinheiro e – mais importante – tempo.

É preciso lembrar que, dentro de qualquer projeto de transformação, já existe uma empresa “rodando”. Não é como uma startup que não tem legado. Empresas existentes têm o desafio de manter o que já está funcionando enquanto conduzem as mudanças e, muitas vezes, com as mesmas pessoas. A operação do dia a dia sempre é prioritária e se adaptar ao futuro, para essas companhias, é mais difícil do que para as que começam do zero, o que constitui uma espécie de concorrência desleal. 

Ter vivenciado vários cenários deixou clara uma grande lição: mesmo o melhor projeto é inexequível quando a empresa não dimensiona condições para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, porque a operação sequestra a equipe o tempo todo: as pessoas vão sendo chamadas para os desafios do cotidiano e, aos poucos, o projeto fica em segundo plano, depois em terceiro… até se tornar algo etéreo e improvável. 

A importância de um patrocinador

Fundamentalmente, é preciso ter um patrocinador do projeto com liderança forte e adequada ao tamanho da entrega. É preciso que seja alguém com visão de negócio, que está disponível para o projeto e sabe usar corretamente apoios externos. Muitas vezes, o patrocinador é escolhido por estar em nível hierárquico relevante, mas sem os atributos essenciais a uma liderança, o que ajuda, mas é insuficiente, já que ele não consegue transmitir uma clareza que fortalece a equipe e atrai parceiros. 

Esse tipo de líder é importante até mesmo para lidar com as complicações que não envolvem fatores humanos. Sim, nem todo projeto fracassa por erros de colaboradores ou de planejamento. Há riscos técnicos (já participei de implantação de sistema que, no meio do projeto, descobriu-se um bug de fabricação que levou meses para ser corrigido devido a sua complexidade) e até mesmo intempéries da vida — está aí a pandemia da Covid-19 como um triste exemplo de que o imponderável pode acontecer.

Com um patrocinador forte e comprometido, os objetivos e processos ficam mais assertivos, convidativos e factíveis. Isso é fundamental especialmente na hora de aparar arestas delicadas – como no caso do sistema que já veio defeituoso do fornecedor, por exemplo. Em uma situação dessas, é comum apenas tentar achar o culpado. A apuração é importante, sem dúvida, mas, na hora em que acontece, o foco tem de ser a execução do projeto. 

Problemas como esses não são exclusivos da transformação digital, claro. Mas, quando ela é a meta, existe um desafio maior, que é manter o barco (e os recursos) na direção do destino correto, mesmo que seus benefícios, a princípio, pareçam intangíveis. Por isso, planejamento e abordagem alinhados a um propósito claro, dedicação adequada e a definição do correto patrocinador, ainda que pareçam óbvios quando ditos, precisam ser incorporados na prática.

*Por Ricardo Stucchi, sócio-consultor na Lozisnky Consultoria

22

Mai

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[ARTIGO] Saiba como é possível estudar nos Estados Unidos com bolsa integral

 *Por Fabricio Vargas

Cursar uma faculdade no exterior é o sonho de muito estudante brasileiro. E dentre os países de destino, certamente os Estados Unidos fazem parte do sonho de muitos.

Porém, um dos grandes obstáculos para se cursar uma Universidade nos Estados Unidos é a questão financeira. Ainda mais no atual contexto de desvalorização do real frente ao dólar, parece que o desejo se tornou mais distante.

Mas talvez pode não ser bem assim. Você sabia que é possível estudar nos Estados Unidos com uma bolsa integral?  De acordo com a organização Education USA, bolsas de estudo e auxílio financeiro para estudantes internacionais são bastante competitivas e envolvem os seguintes aspectos:

 - Excelente desempenho acadêmico;
 - Talento especial em esportes ou em artes;
 - Trabalho voluntário ou liderança;
 - Candidatura excepcional para admissão.


Além disso, para o nível de graduação, há diversas oportunidades para bolsas. Porém, o maior número concentra-se em bolsas parciais.

As bolsas para a graduação, no geral, podem apresentar duas categorias:

Scholarships: quando são bolsas por mérito acadêmico, esportivo ou por outro talento;

Financial aid: quando são concedidas por necessidade financeira.

Se você está interessando em se candidatar a uma bolsa de estudos nos Estados Unidos, separei algumas dicas:

Organização Estudar Fora

A organização Estudar Fora traz, constantemente, informações atualizadas (e em português) com dicas de como estudar fora, assim como informações sobre bolsas de estudos para diversos países, inclusive graduação nos Estados Unidos.

Big Future

Na plataforma da organização Big Future também é possível encontrar oportunidades de bolsas de estudos para os Estados Unidos. Nesta aba, você consegue fazer filtros com mais informações sobre as bolsas (e outros tipos de apoios financeiros) disponíveis para a candidatura. Todas as informações são disponibilizadas em inglês.

Provas de proficiência

Certamente a Universidade irá exigir, dentre a documentação necessária, certificado de proficiência em inglês.

Assim, é muito importante começar a estudar com muita antecedência para realizar esse teste. Procurar uma escola especializada em provas de proficiência é fundamental.

*Fabrício Vargas é fundador da Mundo Intercâmbio, CEO da Uniway School e um apaixonado pela educação inovadora. Ele morou por mais de cinco anos na Europa, especificamente na Inglaterra e na Irlanda, onde trabalhou como intérprete nas Cortes Inglesa e Irlandesa.

16

Mai

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[ARTIGO] Todos precisam da vacina, até a economia

*Por Amaro Sales

A vacina, já dito por muitos, é a solução mais eficaz para enfrentarmos a pandemia da COVID-19. Ora, se há consenso em torno da solução, porque não fazemos um grande esforço para consolidá-la?

Entendo as divergências políticas e até o enfrentamento ideológico e eleitoral. Faz parte do processo democrático. Entretanto, deixarmos de lado o que é devido e importante para ocuparmos nosso tempo com temas secundários diante da gravidade da pandemia, com o devido respeito, me parece uma conduta totalmente indevida e inoportuna.

Todos precisam da vacina! O esforço para fazê-la chegar o quanto antes e ao maior número de pessoas deveria ser o grande sentimento nacional de articulação e unidade envolvendo Governos, Parlamentos, Judiciário, Ministério Público e sociedade brasileira. Estamos – todos – exaustos diante da pandemia… Os profissionais da saúde, sem dúvida, são heróis diante de tudo que ocorre há mais de 14 meses. Luta diária, imensa e tensa! Os empreendedores também estão diante das últimas forças. São heróis da resistência. Não tem sido fácil para ninguém, mas para os empreendedores tem sido ainda mais difícil diante de medidas que limitam o fluxo de pessoas, o funcionamento de estabelecimentos e, no quadro geral, a crise econômica que afeta seriamente o consumo e, consequentemente, os negócios em geral.

A vacina, além de salvar vidas humanas, o que é a prioridade, possibilitará o retorno de várias atividades econômicas e fortalecerá outras tantas! É fundamental, em resumo, para a economia. Portanto, apresenta-se com, pelo menos, três grandes consequências: a vacina salva vidas, restabelece o ciclo virtuoso da economia e abrirá, novamente, as portas de inúmeras famílias e amigos para o reencontro tão desejado nos últimos meses! A pandemia gravemente nos afastou da convivência de tantas pessoas de nossa estima e de hábitos que nos ajudavam a trazer felicidade aos nossos dias. Somente a vacina, como medida eficaz, pode restabelecer o “nosso normal”, mesmo que ele seja “o novo normal”.

Neste sentido, enfim, reconhecendo o esforço que já resultou em quase 83 milhões de doses distribuídas, fica a pergunta: dada a gravidade do momento e considerando que já temos uma solução, porque não envidar todos os esforços na direção de fortalecê-la? É necessário que cada um assuma sua parte nesta missão e atue como for possível. À exemplo do Sistema Indústria no Rio Grande do Norte que, em parceria com as Prefeituras de Natal e Mossoró, estruturou 35 pontos de vacinação em um modelo que é referência de qualidade para todo país. O “Ação pela Vida” conta com a expertise do SESI-RN atuando na coordenação dos postos; o SENAI-RN com a infraestrutura, cessão de espaço, pessoal de apoio e protetores faciais; além do IEL-RN que intermediou estagiários para a Ação e a FIERN na coordenação institucional. A Ação Pela Vida já imunizou mais de 17 mil pessoas e segue em seu compromisso de acelerar o processo de vacinação.

Questionamentos, equívocos, interpretações diferentes, aprendizados, isto é, existem falhas em tudo e não seria diferente diante de uma pandemia para a qual o mundo não estava preparado. Mas, o momento exige olhar para frente, corrigir eventuais equívocos e resolver! Politizar a solução, montando palanques diante da pandemia, não é postura que ajude o Brasil. Pensemos nisso! E que Deus nos ajude!

* Presidente do Sistema FIERN.

15

Mai

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[ARTIGO] Prioridades, desafios e tendências para o futuro do atendimento ao cliente no Varejo

Por Yuri Fiaschi*

Mesmo antes do início da pandemia do novo coronavírus, as pessoas já buscavam marcas na qual o atendimento ao cliente fosse personalizado e cuidadoso. A necessidade de distanciamento social e o fechamento das lojas físicas apenas expandiu o grau de importância de investir no consumidor, para mantê-lo fiel após a migração para o digital. 

Mas a questão vai muito além de apenas ter um bom atendimento quando o cliente precisa. Segundo a Pesquisa Global do Estado da Experiência do Cliente 2020, realizada pela CX Network, 24% dos consumidores se mostraram mais interessados em comprar em lojas que entram em contato por meio de sua plataforma digital preferida. Além disso, 35% dos entrevistados disseram estar mais felizes de se engajar com marcas em meios digitais desde que a pandemia começou.

Portanto, ter canais de comunicação diversos e estar disponível para responder ao cliente quando ele precisar, bem como levar conteúdos exclusivos e novidades, tornou-se a principal ferramenta para manter a boa visibilidade. Para tanto, as empresas podem pensar no atendimento dividido em três categorias principais: prioridades, desafios e tendências.

No caso das prioridades, os varejistas devem ouvir a voz do consumidor. Ou seja, permitir que aquele que compra traga ideias e percepções, para criar melhores serviços, que beneficiem ambos os lados. Dessa forma, o cliente sente-se mais próximo e passa a criar um laço com as marcas. Por isso, será cada vez mais importante fazer mapeamentos da experiência do cliente, para entender o que pode ser mantido, melhorado ou excluído, de acordo com a situação.

Essa análise traz um dos maiores desafios para o setor do varejo: como e onde armazenar esses dados, para que sejam facilmente visualizados. Além disso, o sucesso do atendimento e a garantia de que o cliente voltará a comprar também estão altamente ligados à capacidade da equipe de estar feliz, bem informada e com o pensamento voltado para o consumidor como centro do processo. E isso só é possível, se a empresa também investir internamente com treinamentos, benefícios e outras formas de engajar seus colaboradores. 

Nas tendências para o futuro do varejo no mundo pós-pandemia, estão não só as duas primeiras categorias, mas também o investimento constante em tecnologias como inteligência artificial, serviços de nuvem e assistentes virtuais (chatbots), entre outros. Porque, daqui para frente, a união entre equipes empenhadas e ferramentas bem aplicadas será o caminho para a excelência no atendimento ao cliente e para garantir uma experiência perfeita.

*Yuri Fiaschi é vice-presidente de vendas global da Infobip.

9

Mai

Artigos

[ARTIGO] As novas regras do WhatsApp ferem sua privacidade?

*Por Francisco Gomes Júnior

Está sendo anunciado para o dia 15 de maio o prazo final para aceitarmos as mudanças nos termos de serviço e na política de privacidade do WhatsApp. Essas mudanças, a princípio, afetam a privacidade dos usuários, ao permitir que os dados pessoais coletados no uso do aplicativo possam ser compartilhados com outras mídias sociais do mesmo grupo econômico, como o Facebook.

De acordo com os novos termos de uso, quem não concordar com esse compartilhamento terá sua conta no aplicativo bloqueada e para reativá-la deverá concordar com os termos propostos.

A proposta do WhatsApp afronta diretamente a LGPD (a Lei Geral de Proteção dos Dados), a lei que regulamenta como devem ser colhidos, armazenados, usados e excluídos os dados pessoais no país. De acordo com a legislação, dados pessoais somente podem ser utilizados mediante uma das hipóteses nela previstas. O uso de dados pessoais obedece ao princípio da autodeterminação informativa, ou seja, cabe a cada indivíduo gerir quando e por quem seus dados podem ser utilizados.

O consentimento do usuário, portanto, é fundamental para que seus dados possam ser compartilhados. O WhatsApp, aparentemente, não quer propiciar a escolha ao titular dos dados pessoais. Já existem questionamentos administrativos e de órgãos de defesa do consumidor sobre estes novos termos, mas até o momento não há indicativo de que o WhatsApp aceite negociar alterações para que se obedeça a LGPD e o direito de escolha do usuário.

Já no caso do Facebook, temos uma questão mais antiga. Como se sabe o Facebook coleta dados do usuário (até mesmo quando não se está usando o aplicativo). E em algumas situações comercializou esses dados para a utilização de outras empresas. O caso mais famoso foi o “Cambridge Analytica” , empresa que utilizou os dados obtidos no Facebook para estratégias eleitorais e interferências nas eleições americanas e no Brexit (a votação que retirou a Grã Bretanha da Comunidade Europeia).

O Facebook vem ao longo dos últimos anos sofrendo inúmeras acusações de utilização indevida dos dados e busca sempre celebrar acordos, pagando indenizações e multas para livrar-se de acusações mais sérias. Como a prática se repete, provavelmente as sanções não se mostram suficientes para exigir uma mudança de postura.

Dizendo combater essa prática abusiva de captura de dados, a Apple lançou a atualização de software (iOS 14.5) com a ferramenta App Tracking Transparency (ATT). Assim, os usuários de iOS (iphones, ipads) receberão uma notificação em forma de pop-up na tela sempre que acessarem aplicativos que coletam e compartilham dados com terceiros. Com isso, o usuário saberá quais aplicativos querem coletar seus dados e autorizará ou não essa operação. É uma prática aderente à LGPD.

A reação do Facebook a esta atualização da Apple foi forte. Alegando que esta restrição irá afetar seu modelo de negócio, o Facebook ameaça iniciar um processo judicial contra a Apple. Segundo o Facebook, esta limitação irá encarecer o custo da internet para o usuário final, já que muitos serviços online são gratuitos pois são financiados pela exibição de publicidade, realizada com a coleta dos dados.

A LGPD, como se sabe, trouxe uma série de regras para o tratamento de dados pelas empresas públicas e privadas, com o objetivo de dar garantias ao usuário de que seu direito a privacidade será respeitado. As empresas estão buscando implementar alterações sistêmicas e legais para aderirem à lei.

A credibilidade do sistema de proteção de dados será testada pelas próprias sanções que poderão ser impostas pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Como se tem visto, muitos vazamentos de dados têm acontecido de forma massiva pela invasão de sistemas de ministérios e empresas públicas. Espera-se que as sanções sejam aplicadas de forma isonômica para todas as empresas, sem privilégios a empresas públicas ou do Vale do Silício.

*Dr. Francisco Gomes Júnior: Advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB. Instagram: ogf_advogados

 

4

Mai

Artigos

[ARTIGO] Aproximando o Ensino Remoto: dicas de ferramentas digitais para a educação

*Por Ana Fonseca

Em tempos de isolamento social por conta da pandemia de COVID-19, quem ainda não tinha se familiarizado com a tal da “educação digital”, agora teve que fazer isso à força, não é mesmo?

Ainda que o debate acerca dos prós e contras da educação à distância e ensino híbrido não tenha se findado, é importante considerarmos que, a despeito da modalidade de ensino, vivemos em um mundo cada vez mais digital.

Desta forma, a incorporação de ferramentas educacionais virtuais é importante para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à tecnologia, tal como prevê a recém-estabelecida Base Nacional Comum Curricular.

Ignorar este desafio colocado a nós educadores seria condenar nossos alunos ao analfabetismo digital ou ainda, a falta de consciência e responsabilidade sobre o uso destes instrumentos.

Ademais, o uso de tecnologia na educação favorece o desenvolvimento da autonomia do estudante, sua capacidade na solução de problemas, além de aguçar a criatividade e o engajamento ao possibilitar a mixagem de diferentes tipos de mídias, como vídeos, imagens, sons, músicas, etc.

Para além das plataformas que possibilitam a interação audiovisual, por meio de reuniões ou aulas online entre pessoas, como os aplicativos Zoom, Office Teams Collaborate, entre outros, minha intenção aqui é dar dicas de sites que auxiliam nossos alunos a fazer as atividades mais cotidianas de forma digital. Vamos a elas?

- O aplicativo/site chamado “Mind Master”, possibilita a criação de Mind Maps (Mapas Mentais) digitais. Essa atividade costuma ser muito utilizada na escola, em especial nas áreas de humanas. Como professora de História, adoro esse tipo de atividade.

- O Canva é uma ferramenta que possibilita inúmeras criações de peças informativas com designs incríveis. Existe a opção de criar posts para redes sociais, infográficos, slides, cartões de visitas e até currículos. Meus alunos já usaram e aprovaram. O “Padlet” faz um trabalho semelhante, fornecendo templates que podem ser editados por alunos de forma colaborativa.

- No Kahoot ou Quizzizvocê pode fazer diversos jogos de perguntas e respostas. Eles adoram! Mas sabe o que é mais interessante? É que eles também podem criar seus próprios kahoots e quizes e desafiar os colegas. Eu solicitei a eles, nesses tempos que estão em casa, que, baseados no conteúdo passado, criassem perguntas e respostas no aplicativo e compartilhassem comigo e depois, com os colegas. Para isso, basta eles criarem uma conta.

- O “Power Point Office Mix” é um recurso que o PowerPoint comum tem. Ótimo para aulas online e quem sabe, para que os seus alunos também possam gravar seminários, apresentações, etc., especialmente quando não contamos com a presença física como aliada.

Sabe aquele momento de Brainstorm que fazemos sobre um assunto ao iniciar as aulas? Que tal fazer dessa tempestade cerebral algo visual? É isso que faz o Mentimeter! Ele cria wordclouds ou mostra as respostas da audiência a uma pergunta aberta em tempo real a partir dos celulares dos alunos

- No “Neapord e “Peardeck você consegue criar slides interativos para suas aulas online. Essa é uma excelente ferramenta que evita aquelas aulas monólogos centradas no professor.

O mais interessante é que estas ferramentas podem ser adicionadas a sites de apresentação online, como o Google Slides. É possível inserir jogos rápidos, quiz, vídeos e perguntas de respostas abertas que auxiliam o professor no processo de avaliação formativa do seu estudante. Além de manter os alunos ativos e engajados na aula.

- O “Edpuzzle é fantástico! Com ele, você pode utilizar vídeos de forma interativa. Ao invés de apenas apresentar vídeos longos em que muitas vezes os alunos perdem o interesse, o professor pode criar um clipe, inserir perguntas, ou até gravar sua própria voz sobre o vídeo explicando algum conceito importante. Interatividade é tudo!

- E que tal alguns jogos divertidos para checar o entendimento dos alunos? O Wordwall fornece diversos formatos de jogos desafiadores e interessantes para criar aulas divertidas!

- “Google for Education. Que a Google já não é só um site de buscas há muito tempo, sabemos, mas agora, a empresa tem investido em ferramentas digitais para educação, seja com os famigerados e-mails e aplicativos da GSuite (Google Slides, Forms, Sheet, Doc, Quick Draw), seja oferecendo um curso (é isso mesmo, um curso online) para professores que queiram se inteirar sobre como utilizar mais e melhor esse universo de possibilidades. O curso é gratuito, apenas para retirar o certificado é que é necessário pagar.

São tantos exemplos que poderia citar, mas o texto já está longo, então paramos por aqui. Todas estas ferramentas, apesar de digitais, podem ser de grande auxílio para a construção de um aprendizado real, próximo e significativo! Mesmo quando voltarmos à nossa rotina dentro da sala de aula, poderemos continuar tornando nossas aulas mais interativas com estes recursos.

Esperemos e lutemos para que o acesso a estes recursos não seja uma realidade apenas das escolas particulares, mas sim, seja efetivo também nas escolas públicas de todo o país, afinal, no mundo de hoje, não ter acesso à tecnologia é também um processo de exclusão.

*Ana Fonseca é historiadora e professora de História do Colégio Santa Amália – Unidade Tatuapé, em São Paulo, instituição mantenedora da Liga Solidária.

4

Mai

Artigos

[ARTIGO] Como mudar o estado emocional de uma pessoa?

*Por Clemilda Thomé

Emoções são programas de ações coordenadas pelo cérebro. É algo que se desenrola com atos sucessivos e que gerenciam alterações em todo o corpo. Não tem nada a ver com aquilo que se passa pela nossa mente.

O sentimento é, por definição, a experiência mental que nós temos daquilo que estamos passando. É a representação subjetiva de nossas emoções. A emoção é automática.

Eu gosto muito de compartilhar histórias reais de superação e reunir campeões para afirmar que o sucesso é uma decisão, mostrando por meio de exemplos, que só passamos a conquistar aquilo que almejamos quando mudamos de atitude e começamos a ser gratos.

Mas como mudar o estado emocional de uma pessoa? A saída ocorre por meio de uma tríade:  foco, linguagem e fisiologia. É preciso controlar os pensamentos e mudanças na comunicação; e investir em processos e foco. Eu busquei esse caminho e graças as minhas mudanças internas e do meu estado emocional, hoje sou uma das mulheres de negócio mais influentes do país.

Eu me recordo com carinho dos ensinamentos de minha mãe, que sempre falou sobre a importância de ser humilde, de olhar o outro, e para o outro. E hoje entendo o quanto os ensinamentos me guiaram ao longo dessa trajetória. Saía sozinha pela cidade, ainda criança, buscando auxiliar minha família e garantir meu sustento. Não sabia sequer falar, era tímida, e não sabia nem mesmo o que era um telefone, mas ainda muito jovem fui ser telefonista. Por isso, digo com a certeza de quem passou pela experiencia, de que a diferença está naquele que sonha e luta para se desenvolver e evoluir.

Uma dica que dou é: não tenha medo de cobrar e de vender, porque o dinheiro flui. Além disso, é preciso ser responsável pela sua riqueza e fazer da frase ‘Eu termino tudo o que eu faço. Eu vou até o final. Eu não desisto nunca’ um mantra diário. São esses pensamentos que irão mudar seu estado emocional para melhor e impulsionar suas ações para o caminho do sucesso.

O Instituto Sou 1 Campeão, o qual faço parte com meus sócios Mamá Brito e Rodrigo Minotouro, tem a missão de modificar a vida de pessoas que procuram transformar dificuldades e diversidades em realizações. Os alunos aprendem sobre performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ou seja, um tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para executarem planos de vida e de negócios. Além disso, aprender sobre desempenho físico e histórias reais de superação para motivá-los a investir em si mesmos, pois acreditamos piamente que nunca é tarde para alcançar seus objetivos.

Ouça músicas inspiradoras, crie uma rotina diária com exercícios físicos, e alimentação saudável. Faça uma lista de tudo o que deseja fazer em vida e procure cercar-se de pessoas positivas e de conteúdos prósperos, como filmes, livros e cursos que vão de encontro com o aquilo que você deseja conquistar.

Seja sincero consigo mesmo e pergunte-se coisas como “Isso que tenho feito está ajudando a minha comunicação? Está me servindo bem?”

É preciso que você aprenda a usar sua inteligência emocional a seu favor, e sabendo fazer isso, estimular seus pensamentos e autoanálise para perceber que você merece tudo aquilo que deseja. Esse é o início de uma mudança de hábitos, pensamentos, comunicação e até mesmo do seu lado empreendedor.

*Nascida em 1954, na Cidade de Sapopema,interior do Paraná, filha de pais agricultores, foi uma das primeiras empresárias no Brasil a se tornar bilionária ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, no Conselho de Administração da DSS Holding, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado do Treinador Comportamental Mama Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.

1

Mai

Artigos

[ARTIGO] Tendências no Futuro do Trabalho

*Por Leonel Nogueira

Não é segredo que o ambiente organizacional foi severamente impactado pela pandemia do coronavírus. Antes, muitos acreditavam que os escritórios eram essenciais para a produtividade e, de um dia para outro, as organizações se adaptaram a uma rotina completamente nova, adotando tecnologias que possibilitaram o trabalho remoto. Assim, 2020 foi marcado por esta quebra de paradigma, em que percebemos ser possível trabalhar de qualquer lugar e a qualquer tempo, graças à transformação digital. Agora em 2021, cada vez mais as organizações estudam a possibilidade de manter o trabalho remoto, ainda que de forma parcial, em uma rotina de trabalho híbrida.

O recém-publicado Microsoft Work Trend Index, em março de 2021 - resultado de um estudo realizado através da análise de trilhões de dados de produtividade oriundos do Microsoft 365 e do LinkedIn, além de entrevistas com mais de 31 mil pessoas em 31 países incluindo o Brasil, aponta que 73% dos entrevistados apoiam e desejam que o trabalho remoto permaneça de forma híbrida, possibilitando que os colaborares aproveitem a flexibilidade do trabalho remoto, sem perder a interação do presencial.

Na mesma linha, o estudo ‘Projetando 2030uma visão dividida do futuro’ analisou os impactos das tecnologias até 2030. A pesquisa, encomendada pela Dell Technologies ao Institute For The Future, contou com a participação de 3.800 líderes de médias e grandes corporações em 17 países, incluindo o Brasil. De acordo com o estudo, no país o potencial de mudança no futuro do trabalho remoto ainda é tímido: apenas 38% dos brasileiros afirmam que o novo estilo de trabalho permite mais concentração nas atividades, 36% conseguem um melhor equilíbrio entre as vidas profissional e pessoal, 29% sentem que são mais produtivos quando não precisam gastar tempo se deslocando para outro lugar para começar o expediente.

Outro dado interessante, é que os brasileiros tendem a priorizar as interações pessoais, quando questionados sobre a melhor forma de contato com os colegas de trabalho, 55% apontam que preferem conversar face to face, enquanto apenas 7% optam pelo uso do telefone, 7% pelo vídeo e 31% não têm um formato preferido. Além disso, apenas 31% dos trabalhadores entrevistados apontaram que têm o suporte necessário para trabalho remoto e 93% estão enfrentando algum tipo de obstáculo para sentir que lideram uma empresa digital de sucesso.

Dados que, analisados em conjunto, ressaltam o momento de transformação e aprendizado que as organizações estão passando. Apesar deste cenário, 51% dos brasileiros consideram que a tecnologia torna o trabalho bem mais fácil, contra uma média mundial de 34%. Desta forma, o futuro da transformação do local de trabalho vai depender diretamente da cultura organizacional onde os trabalhadores estão inseridos. Os líderes precisam se adaptar para atender às novas expectativas dos colaboradores, como desenvolvimento de novas habilidades, acompanhamento e experiências personalizadas e suporte holístico para o bem-estar, mesmo enquanto trabalham remotamente.

A exemplo, o estudo ‘Acelerando a jornada para RH 3.0’, conduzido em parceria pela IBM e a Josh Bersin Academy (que capturou as percepções de mais de 1.500 executivos globais de RH entrevistados em 15 setores em 20 países, incluindo o Brasil), destacou o caso do Burger King Brasil. Segundo o estudo, a organização é exemplo pela rápida resposta às expectativas e necessidades de seus trabalhadores neste período de pandemia. O BK Brasil, em parceria com a IBM, criou um assistente virtual, baseado no Watson Assistant, para fornecer durante a pandemia suporte de autoatendimento aos 16 mil funcionários da empresa e, em média, respondeu a 1.100 perguntas por dia em apenas 1 mês.

Já o estudo Work 2035 (realizado pela Citrix com 500 líderes C-suite e 1.000 funcionários da companhia), aponta que o uso de ferramentas de Inteligência Artificial será forte aliado neste processo de transformação do trabalho, nos tornando mais inteligentes, eficientes e até abrindo novas funções no mercado de TI. No estudo, 82% dos líderes de negócios apontam que todas as organizações terão um Chefe de Inteligência Artificial (CAI) até 2035, trabalhando em "uma equipe homem-máquina" para otimizar as rotinas diárias e orientar as decisões de negócios. Apesar de ser uma tendência, mais da metade dos líderes (58%) não acreditam que delegar tarefas às máquinas trará mais satisfação ao trabalho.

Em síntese, a revolução digital é uma realidade e, cada vez mais, faremos um uso massivo de tecnologias, mas para compreendermos o futuro do trabalho é fundamental entender que o papel da tecnologia é prover todas as ferramentas necessárias para otimizarmos o trabalho. Porém, apenas a tecnologia sem profissionais capacitados e uma cultura organizacional que vá muito além das ferramentas, com lideranças inclusivas, colaborativas e capazes de tomar decisões equilibradas, não seremos capazes de nos desenvolvermos enquanto organizações, reter talentos e atingir metas.

*Leonel Nogueira é CEO da Global TI

30

Abr

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[ARTIGO] Uma vida sem covid

*Por Daladier Pessoa

No jornal Folha de S. Paulo, uma matéria prendeu minha atenção, a começar pelo título: “Uma vida sem Covid”. Assinada pela jornalista Luísa Pécora, a recente produção se refere a depoimento de uma brasileira que mora na Nova Zelândia, casada com um neozelandês. O casal estava no Havaí quando a pandemia se agravou, em março de 2020, e resolveu regressar, ou para São Paulo, onde morava, ou trocar as passagens para a Nova Zelândia. Os dois seguiram a lógica a favor da segunda opção, por anteverem maior controle da pandemia em um país pequeno e com cerca de 5 milhões de habitantes. Essa decisão, porém, não foi tão fácil, pois, do dia para a noite, tiveram de largar tudo em São Paulo, e foram morar do outro lado do mundo, sem ao menos se despedirem da família e dos amigos, levando somente uma mala de viagem.

“Se fosse possível a um cidadão brasileiro entrar agora em um avião, cruzar o Oceano Pacífico e pousar na Nova Zelândia, a sensação seria a de desembarcar não em outro país, nem em outro planeta, mas em 2019”. É assim que começa essa excelente produção jornalística, como se fora uma ficção científica, na qual o ser humano retorna a tempos já vividos.  Tempos nos quais eram frequentes os apertos de mãos, os abraços e beijos de afeto, as comemorações, as festas e aglomerações sem máscaras. E a brasileira, também jornalista, diz que foi dessa maneira, sem medo de ser feliz, que ela celebrou a Páscoa de 2021, mesmo com saudades do seu país, e com lembranças das tormentas que afligem o Brasil, causadas pela Covid-19. Ela aborda um índice pouco conhecido, voltado para a Segurança Global em Saúde (GHS, na sigla em inglês), que, em outubro de 2019, rankeou 195 países quanto à capacidade de lidar com pandemias ou epidemias. O Brasil foi considerado o 22º país mais preparado, e a Nova Zelândia o 35º. Em janeiro de 2021, o mesmo instituto elegeu a Nova Zelândia como o país que melhor lidou com a Covid 19, enquanto o Brasil ocupou uma das últimas posições. 

A reportagem muito se detém no papel do governo neozelandês no controle da pandemia, com ênfase para as ações da jovem presidente do pais Jacinda Ardern, de 40 anos. Logo nos primórdios da pandemia, ela fechou as fronteiras do país e decretou rígido lockdown nacional, por seis semanas, e, ao mesmo tempo, concedeu ajuda financeira às empresas e aos trabalhadores.  Além de outras medidas eficazes, o país criou programa de vacinação no qual não faltam doses conforme o planejado. No dia 30 de março passado, a Nova Zelândia registrou dois casos novos, e o Brasil, com população 40 vezes maior, registrou 84.000. Não é à toa que a revista Nature escolheu o nome de Jacinda Ardern entre os 10 mais destacados do mundo em 2021.  Afinal, até o presente, a Nova Zelândia registra 26 mortes e um total de 2.600 casos de Covid 19. A premiê neozelandesa recomenda:  “Sejam fortes e sejam generosos”. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN