Artigos

23

Jan

[ARTIGO] O que a pandemia nos ensinou sobre fortalecer nossas parcerias

*Por Gláucio Silva

A pandemia da COVID-19 forçou mudanças significativas na operação de muitas empresas. A reorientação para uma força de trabalho remota teve impacto no dia a dia dos colaboradores, mas também repercutiu na forma como as empresas interagem com os seus parceiros. Quando a passagem para operações virtuais ocorreu, ficou mais estruturar novas relações com vendedores, integradores e clientes. A interação direta e presencial era a força vital de muitas indústrias - incluindo a indústria de segurança - e a incapacidade de se envolver nessas conexões representou um desafio significativo.

Embora a construção de novas relações no meio da pandemia não fosse impossível, os desafios acrescentados tornaram mais crítico do que nunca que as empresas reforçassem e mantivessem as suas relações existentes. Era importante para as empresas compreender que os seus parceiros, integradores e clientes enfrentavam problemas semelhantes, por isso, era preciso união para encontrar novas formas de trabalhar em conjunto. Este novo nível de interligação construiu laços mais fortes entre as empresas e os seus parceiros - vínculos que devem persistir muito depois do fim da pandemia.

Enfrentando o pior da pandemia

Os problemas causados pela pandemia estão bem documentados e as implicações na linha de abastecimento que têm atormentado inúmeras indústrias continuam a ser um desafio.  Contudo, os fabricantes devem compreender que embora os parceiros e clientes estejam conscientes de que estas questões existem, podem nem sempre compreender todo o seu alcance - ou consequências. Nem todas as carências foram impulsionadas pela pandemia, por exemplo, e alguns clientes ficaram surpreendidos ao descobrir que mesmo à medida que as vacinas continuam a ser lançadas, persistem carências de itens como CPUs e microchips. Alguns problemas foram apenas exacerbados por ela.

Isto significa que a fixação de expectativas nunca foi tão importante. Em alguns casos, parceiros e clientes tornaram-se mais tolerantes: todos sabem que os últimos dois anos têm sido um desafio, e a maioria das pessoas está disposta a perdoar pequenos inconvenientes. Mas com o passar do tempo, essas mesmas partes - compreensivelmente esperam um regresso a um elevado nível de serviço. Mesmo sem interação cara a cara, os clientes esperam receber o mesmo nível de atenção e serviço que sempre receberam. De fato, muitos esperam mesmo que o serviço seja mais responsivo, uma vez que os colaboradores que trabalham à distância são percebidos (com ou sem razão) como tendo mais tempo livre e a estarem mais disponíveis.

Na minha experiência, esta percepção aumentou o número de chamadas dos clientes - e embora por vezes fosse necessário corrigir essa ideia de que os empregados estavam parados, tais interações eram sempre bem-vindas porque podem melhorar as relações entre as empresas e os seus parceiros, fomentando a honestidade e uma comunicação aberta. Os clientes podem não esperar visitas cara-a-cara como nos anos anteriores, mas esperam uma ligação online. E com o cansaço virtual que se instalou, as empresas precisam de encontrar novas e interessantes formas de manter a proximidade.

Fomentando uma maior compreensão

Muitos fabricantes vendem os seus produtos através de distribuidores e integradores e precisam de compreender os desafios únicos que a pandemia colocou também a esses parceiros. Com as interações presenciais limitadas, nem sempre foi fácil para os integradores encontrar os seus potenciais clientes, além disso, a escassez de mão-de-obra devido à pandemia e às suas consequências económicas significou que as coisas nem sempre correram tão bem como no passado. Com os problemas da cadeia de fornecimento se acumulando ficou ainda mais difícil para os integradores estabelecerem expectativas com os clientes finais. Os atrasos na cadeia de fornecimento, a disponibilidade limitada e os prazos de entrega atrasados contribuíram todos para este problema.

Infelizmente, frequentemente surgem modismos durante tempos difíceis e algumas organizações optam por se concentrar nos seus resultados imediatos. Isto pode levar à miopia: um exemplo disso foi a pressa em adotar câmaras térmicas no auge da pandemia. Não se enganem, as câmaras térmicas são uma tecnologia extremamente útil - quando implantadas corretamente e utilizadas para o fim certo. Mas alguns vendedores promoveram as câmaras térmicas como um meio eficaz de realização de rastreios de febre COVID-19 em massa, o que é algo a que não se adequam muito bem. Empurrar a tecnologia para os clientes quando esta não é adequada ao fim a que se destina nunca é uma boa ideia - pode resultar num rápido retorno, mas acaba por minar a confiança não só na tecnologia em si, mas também no fabricante, integrador, e qualquer outra pessoa envolvida no processo de venda. A relação entre fabricante, integrador e cliente é importante, e a sua manutenção exige honestidade de todas as partes.

Parte disto se resume à educação. Os integradores esperam ser devidamente informados pelos fabricantes para que possam transmitir esse conhecimento aos seus clientes. Os integradores devem ser informados previamente com os fabricantes sobre as informações de que necessitam e os fabricantes devem evitar exagerar as capacidades dos seus produtos. Isto requer um pensamento a longo prazo que vá além dos lucros a curto prazo - afinal, os integradores que sabem que podem confiar num fabricante têm mais probabilidades de voltar a esse fabricante no futuro, e os clientes que sabem que podem confiar no seu integrador para fornecer informações úteis e precisas têm mais probabilidades de ouvir as recomendações de produtos desse integrador. 

As organizações que reconheceram isso estão saindo fortalecidas. Os fabricantes que fomentaram uma comunicação e compreensão mais fortes com os integradores terão relações mais fortes no futuro e aqueles que duplicaram os investimentos a longo prazo com pesquisa e desenvolvimento profissional estão agora numa situação melhor do que nunca para criar melhores produtos e gerar mais oportunidades.

Fortalecimento através da construção de relacionamentos

Em última análise, cabe aos fabricantes projetar estabilidade, confiabilidade e orientação - e aos integradores a capacidade de confiar neles para fornecer os recursos de que necessitam para serem eficazes. As organizações devem reconhecer o papel crítico que os seus parceiros e integradores desempenham, não apenas em ajudá-los a vender os seus produtos, mas também em ajudá-los a reforçar a reputação da sua marca. A pandemia da COVID-19 é um momento desafiador para todos, mas as organizações que reconheceram a oportunidade de se concentrarem no planeamento a longo prazo e não nos ganhos a curto prazo estão agora a colher os benefícios dessa decisão. A pandemia realçou o valor da construção de relações, e tanto os fabricantes como os integradores devem fazer dela uma alta prioridade, mesmo após o fim.

*Gláucio Silva é gerente Nacional de Vendas da Axis Communications

23

Jan

[ARTIGO] Como a tecnologia pode impactar nos negócios e na eficiência operacional do setor de saúde

*Por Alexandre Calegari 

A tecnologia tem sido pauta dos principais líderes, nos mais variados segmentos. Impossível pensar em estratégia, sustentabilidade, ter um  olhar a longo e médio prazo sem focar nisso. Ela é, sem dúvidas, um dos pilares da sustentação e renovação dos negócios. 

Cada vez mais percebemos esta disciplina inserida nas áreas de  negócios e nas grades multidisciplinares das universidades. Se pararmos para pensar, toda empresa hoje é uma empresa de tecnologia. Até por este motivo, por mais estranho que pareça,  atualmente é insensato deixar os projetos desta natureza 100% nas mãos dos departamentos de TI, sem alinhamento e envolvimento dos usuários de negócios. 

Com este cenário, as barreiras físicas foram rompidas, tornando o que já era globalizado, ainda mais sem fronteiras. Isso aumentou consequentemente a velocidade com que as coisas acontecem e, claro, a competitividade. Não existem mais limitações e tudo pode ser feito a qualquer hora, a partir de qualquer lugar. Se você deixa de oferecer um serviço para um paciente ou um cliente, ou não atende uma demanda do mercado, por exemplo, pode ter certeza de que alguém, em algum local, dará atenção àquilo. 

Sem falar que o consumidor diante deste cenário está cada vez mais empoderado, buscando por excelência e personalização. As experiências digitais são cada vez mais importantes para os consumidores, que preferem cada vez mais comprarem, venderem e interagirem usando os meios e canais digitais.

Quando finalmente chegamos na saúde e na medicina diagnóstica temos todas essas variáveis e mais dois cenários importantes que se somam a elas. A longevidade, ou seja, a inversão da pirâmide etária e mais pessoas dependendo do serviço, além do crescimento da diversidade, dos novos tratamentos e das novas demandas. E, outro ponto, é a pressão por custos, que tanto se fala no setor. A busca pela eficiência operacional, por qualidade, pela eliminação de desperdícios e redução de tempo. Claro que, inserido em um contexto maior de grande fragmentação do setor. 

Mas, quais são os limites para a tecnologia na medicina diagnóstica? Até onde podemos expandir os horizontes? Como acompanhamos muito de perto esse setor aqui na Shift, vemos que CEOs estão buscando investir em tecnologia e quanto maior a sua curva de maturidade, maior a necessidade dela e maiores as exigências. Até porque isso acaba sendo diretamente proporcional ao que se tem em relação a metas e resultados. 

Existem algumas aplicações-chave nessa busca pela eficiência operacional, junto a redução de custos. Os dados são a premissa para quem quer ter foco em renovação. Aliado a isso também é importante olhar para a expansão da jornada do paciente e na promoção de cuidados, que estão cada vez mais integrados e personalizados. Além de proporcionar mais autonomia para o paciente. As ferramentas digitais vieram para ficar e não param de expandir-se como meio de conectar serviços de saúde e pacientes. 

E, como a informação fragmentada tem seu valor e igualmente tem seu limite, tem se falado muito em interoperabilidade no setor de medicina diagnóstica. Ela é indispensável para se ter base robusta de informações, que podem ser posteriormente trabalhadas, gerar conhecimento, oportunidades, solucionar desafios, ajudar a trazer, diferenciação e sustentabilidade através da tecnologia. 

Por isso, a necessidade de um olhar estratégico e da busca por parceiros que possam de fato agregar soluções e apoiá-los na diferenciação dos negócios. É preciso mais que um fornecedor de sistema, pois o que se espera é um alinhamento estratégico de tecnologia, uma relação de confiança. Não podem existir limites nessa transformação dos negócios. A eficiência operacional precisa ser alcançada e a tecnologia é parte importante disto. 

*Alexandre Calegari é gerente de produtos da Shift, é graduado em Tecnologia da Informação e especialista em Gestão Estratégica a Inovação Tecnológica

22

Jan

[ARTIGO] Lições básicas de educação financeira para mudar de vida



*Por Adélia Glycerio

As regras básicas da educação financeira, apesar de simples, não são observadas pela maioria das famílias brasileiras e a consequência imediata é o endividamento de grande parte delas. A verdadeira base da educação financeira é o consumo consciente, ou seja, gastar menos que ganha e evitar compras por impulso. Consequentemente, isso irá evitar dividas absurdas no futuro.

Outro ponto ignorado para quem deseja mudar de vida é busca pela renda extra. Já parou para pensar qual o seu dom? Que habilidades você tem que poderiam te trazer mais dinheiro? É importante ficar atento às oportunidades que aparecem ao longo da vida e não as deixar escapar.

Para manter a saúde de seu bolso em dia, procure primeiro investir para depois consumir. Assim você não contrai dívidas maiores do que aquelas que pode pagar. No entanto, se surgirem dívidas, trate de quitá-las o mais rápido possível. Renegociar é sempre uma boa opção, pois há a possibilidade de reduzir o valor.

Com as contas em dia, passe a destinar de 10% a 30% dos seus ganhos para sua conta de investimentos. É preciso aplicar de forma inteligente para que com o tempo seus investimentos cresçam sozinhos. Muitas pessoas acham que para investir necessitam de muito dinheiro, isto não é verdade!

Um importante passo para alcançar a liberdade financeira é o planejamento! É essencial ter uma base sólida e estabelecer metas a curto, médio e longo prazo. Pense em como você quer estar financeiramente daqui a dois, cinco, 10 ou 20 anos e o que é preciso fazer para chegar a este objetivo.

O seu foco deve ser aprender a se pagar em primeiro lugar. Quando você receber a sua remuneração, antes de sair pagando quaisquer despesas e obrigações, primeiro pague-se. Por isso, indico que você destine separe um valor mensal para investimentos e aplique em renda fixa para começar.

Se você não destinar uma parte do seu salário para sua conta investimento todos os meses, você ficará mais pobre a cada mês que passa, pois não terá o dinheiro rendendo. Esse valor fará falta quando você chegar na terceira idade, pois a tendência é que a sua aposentadoria seja menor do que os seus ganhos hoje.

Além do mais, hoje não temos garantia alguma de que o INSS continuará pagando as aposentadorias, tendo em vista o envelhecimento da população. Por isso, todo cuidado é pouco.

Você precisa cuidar das suas finanças e começar uma conta investimento para ter um futuro tranquilo e seguro financeiramente. Isso é muito importante para não depender de ninguém no futuro, nem da família, nem do governo. Fique atento!

*Adélia Glycerio é advogada, educadora financeira e autora do livro “Independência Financeira: 7 Princípios para Você Alcançar Seus Sonhos”.

16

Jan

[ARTIGO] Para todas as idades: desafios e mudanças nas compras online

*Por Felipe Gomes

O fato de a pandemia ter mudado as práticas de consumo de todo o mercado não é novidade. O cenário caminha para o final da pandemia, ou ao menos um ambiente mais controlado, visto que a vacinação está avançada, e as medidas restritivas passam por um momento de flexibilização. Como legado, a covid-19 deixa uma mudança cultural no comportamento dos consumidores. 

No primeiro semestre deste ano, o crescimento do e-commerce no Brasil se superou, chegando à cifra dos R$ 53 bilhões, de acordo com a Ebit|Nielsen. As compras online são uma via de mão dupla. Ao passo que é necessário criar a cultura das compras virtuais numa diversidade maior de público e tipo de produto, as empresas também precisam se adaptar e colocar em prática plataformas funcionais e ágeis para atender à alta demanda. Aliás, um dos fatores da usabilidade é a ampliação do público consumidor – assim, nos últimos quase dois anos, quem antes não tinha esse hábito passou a ter. 

Os ‘nativos digitais’ já viviam nesse contexto, mas pessoas de outras faixas etárias, que estavam acostumadas com o ponto de venda físico, o pagamento em dinheiro, tiveram que se adaptar. A oferta na gama de entrega também cresceu. No lado das empresas, algumas categorias, como farmácia e petshop, já tinham sua parcela de adeptos, mas o segmento de calçados e roupas não era tão difundido, assim como o setor de compras de supermercado. 

Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), os segmentos de alimentação por delivery e compras de supermercado pela internet foram as categorias com maior crescimento no número de consumidores em relação a 2019 e 2020. O food service passou de 30% para 55%, ao passo que as vendas de supermercado foram de 9% para 30%. 

Vi alguns dados indicando que o percentual de consumidores com mais de 45 anos aumentou 27% de 2019 para cá – o que é esperado, já que o comércio ficou fechado ou com horário reduzido por muito tempo, e é sabido que pessoas idosas têm mais risco perante o coronavírus. É o crescimento de um terço desse público com mais de 45 anos, que geralmente tem menos intimidade com as compras virtuais. 

Quando se fala em público mais velho, e com menos prática no e-commerce, uma categoria que se tornava um desafio era a de supermercados. Pense: tem outra pessoa escolhendo as frutas que você vai comer, avaliar se estão maduras ou não – nessa mudança de paradigma pode acontecer o choque de gerações. No entanto, essa fatia de mercado cresceu e deve se manter em crescimento no futuro. 

13

Jan

[ARTIGO] Por que temos poucas CEO mulheres na área de tecnologia?

Por Anna Moreira Bianchi*

O caminho para uma mulher alcançar os cargos de liderança dentro de uma empresa ainda é longo e repleto de desafios, especialmente para aquelas que desejam se tornar CEO. Isso, infelizmente, é raro. Embora vários estudos atestam que negócios com lideranças femininas podem impulsionar seus resultados em até 20%, apenas 3,5% das corporações têm mulheres atuando como CEOs, segundo dados de levantamento da BR Rating, agência de rating de governança corporativa do Brasil. Já quando o foco é tecnologia esse índice sobe para 9%, de acordo com a consultoria Boston Consulting Group. Porém esse percentual ainda é muito aquém e contrasta com a representatividade de 39% da força de trabalho mundial entre as mulheres que desempenham funções ligadas às habilidades em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

Para mudar esse cenário rapidamente, todas as organizações de tecnologia precisam urgentemente eliminar a exclusão de gênero desde o início do processo de contratação, criando um ambiente seguro e que apoie suas colaboradoras. Isso é essencial porque mulheres sofrem discriminação no momento do recrutamento, na retenção, em promoções e quando ocupam um cargo de liderança. Em todas as etapas, acabam sendo negligenciadas e limitadas nas áreas de STEM, onde poderiam ser de grande valia para o mundo corporativo. É importante enfatizar que diversidade em cargos de liderança não se refere apenas às mulheres. Pessoas pertencentes a outros grupos minoritários possuem as mesmas qualificações e inteligência empresarial para fomentar o crescimento nas organizações.

Para as mulheres que conquistam seu espaço como CEO, outra série de obstáculos surgem. Em primeiro lugar, esse cargo é um desafio para qualquer pessoa em qualquer setor. Há outro nível de responsabilidade, já que toda ação impacta alguma área, seja nos negócios, no ambiente de trabalho ou os próprios colaboradores. Então, há o peso de ser uma mulher. Minoria no setor tecnológico, mais do que lidar com a pressão diária imposta sobre um líder, quando se é uma mulher, é preciso se provar todos os dias, se impor o tempo todo e lidar com o machismo diário, o que torna a vida de uma CEO bem solitária. Por isso, é imprescindível o acolhimento vindo da equipe, da empresa. 

Ainda que em menor número, existem companhias que buscam responsabilidade social e geração de valor trabalhando como promotoras de diversidade e inclusão, a fim não só de educar para transformar, como também contribuir com oportunidades e desenvolvimento para pessoas de grupos minoritários sub-representados na sociedade. Organizações que colocam seus funcionários como uma de suas prioridades, fornecendo um ambiente saudável, agradável e seguro enxergam menos barreiras para inovar e são seis vezes mais criativas do que os concorrentes, segundo a consultoria Accenture. Portanto, é preciso focar na atração, retenção e desenvolvimento de talentos diversos, para que estas pessoas não apenas passem a ocupar espaços que não ocupavam antes, como também se desenvolverem e crescerem a cada dia. 

Mulheres querem se sentir representadas e podem ver isso ser refletido quando lideranças femininas surgem no meio corporativo. Como CEO, se torna possível auxiliar na criação de uma cultura positiva na sociedade e dentro dos negócios, de igualdade e respeito. Além disso, é um papel que pode se tornar um exemplo de representatividade para várias outras mulheres e meninas que querem seguir essa carreira, para que se vejam dessa forma no futuro, que uma empresa diversa e inclusiva possa abrir as portas para que elas evoluam e se sintam desafiadas. A experiência pode e deve ser incrível ao gerar valor para um setor inovador, desafiador e dinâmico.

*Anna Moreira Bianchi é CEO da NeoAssist, empresa pioneira em tecnologia omnichannel de atendimento ao cliente.


9

Jan

[ARTIGO] Qual será o futuro do mobile messaging?


*Por Carlos Secron

Os celulares já se tornaram uma extensão dos nossoscorpos. Criados com limitadas opções de uso e foco na comunicação por ligações, eles se modernizaram e se tornaram dispositivos altamente completos, possibilitando uma comunicação veloz e eficaz com qualquer pessoa ao redor do mundo. Nesse contexto, o mobile messaging, que é a comunicação por mensagem, também sofreu inúmeras transformações ao longo do tempo – e tem grandes novidades já sinalizadas para o futuro.

As mudanças na mensageria pelos celulares foram tamanhas e, incrivelmente, em um curto espaço de tempo. No início, o SMS era o meio predominantemente utilizado, tanto para mensagens diretas entre as pessoas quanto com as organizações. Mesmo tendo perdido força quando comparado com outros canais, sua importância e benefícios para o marketing ainda é enorme.

Em muitas organizações, esse sistema de mensageria curta ainda é muito popular, uma vez que possibilita um envio rápido, instantâneo e a criação de um relacionamento mais próximo com o cliente. Sua taxa de abertura atinge a incrível marca de 98%, segundo um estudo feito pelo SlickText. Com os avanços tecnológicos, contudo, novas ferramentas e plataformas foram criadas, chamando a atenção das empresas por suas inovações no ramo e, especialmente, pela possibilidade de conquistar uma comunicação ainda mais massiva com seu público-alvo.

As redes sociais foram, de longe, o grande destaque. Em uma aposta singela nas primeiras versões de grandes exemplos como o Orkut e Facebook, seus sucessos foram tamanhos que, abriram espaço para o desenvolvimento de muitos outros canais que hoje, dominaram o mundo corporativo. O WhatsApp, Slack, RCS e Google Business Messages são alguns dos meios mais notáveis atualmente. São poucas as companhias – especialmente as de grande porte – que não possuem uma conta em, pelo menos, uma dessas plataformas.

Não à toa, o número de aplicativos de mensageria baixados vem aumentando nos últimos anos. Apenas em 2020, o eMarketer registrou mais de 2.77 bilhões de usuários nesses canais, crescimento diretamente impactado pela pandemia. Ao modificar a maneira na qual as companhias falam com seus consumidores, o mobile messaging possibilita um remodelamento da jornada de compra. Mais do que nunca, o comércio notou o poder desses canais e, ainda, sua praticidade e maior eficiência de uso nos aparelhos celulares para o sucesso do seu negócio.

É notável o enorme tempo que gastamos em frente à tais telas – maior até mesmo do que na televisão e, em alguns casos, dos próprios computadores. Apenas o WhatsApp contém mais de dois bilhões de usuários, com 91% que o utilizam prioritariamente para a troca de mensagens. Além disso, quatro em dez pessoas passaram a usá-lo com maior frequência no isolamento social, segundo um estudo do Opinion Box.

Quando ainda aliados à estratégia omnichannel, os benefícios para o destaque do seu negócio são certeiros. A integração da multiplicidade de canais traz uma experiência rica aos consumidores, permitindo que conduzam sua jornada da maneira que preferirem e, no meio que mais sentirem afinidade.

O ano de 2020 foi o grande divisor de águas para o mobile messaging, ressurgindo antigos hábitos e impulsionando o surgimento de outros para manter o relacionamento à distância. Diante do crescimento e popularização de tantos canais, é normal que as companhias se questionem qual o melhor para o seu negócio.

Não há uma única resposta, uma vez que as preferências e necessidades de seu público-alvo irão determinar onde seus recursos deverão ser investidos. Seja pelo SMS, RCS, WhatsApp ou qualquer outro meio, o mobile messaging abre inúmeras portas para uma comunicação próxima e assertiva. Escolha os meios que façam sentido para o seu negócio e invista em integrá-los de forma que os clientes possam escolher os que preferem.

*Carlos Secron é fundador da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de voz, SMS, e-mail, chatbots e RCS.

7

Jan

[ARTIGO] Clarice e as máquinas de escrever, por Daladier Pessoa Cunha Lima

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Em muitos dos textos da notável Clarice Lispector, existe algo de abstrato ou figurado. Vejamos a relação da escritora com as máquinas de escrever. Em uma crônica, Clarice assim se expressou: “Escrevendo praticamente a vida toda, a máquina de escrever ganha uma importância enorme. Irrito-me com esta auxiliar ou então agradeço-lhe fazer o papel de reproduzir bem o que sinto:  humanizo-a”. No dia 14 de setembro de 1966, Clarice Lispector sofreu o maior desafio da sua vida, quando foi vítima de um incêndio no seu próprio apartamento, situado na rua Gustavo Sampaio, Leme, Rio de Janeiro.  Clarice tomava medicação para insônia e é provável que o fogo resultou de um cigarro aceso, após o uso do remédio. Ela sofreu queimaduras graves, principalmente na mão direita. Os médicos chegaram a cogitar a amputação, mas conseguiram evitar essa terrível hipótese, porém, restaram sequelas inevitáveis.

Após essa tragédia das queimaduras, mormente com a disfunção que atingiu a mão direita da escritora, foi necessário que C. Lispector reaprendesse a escrever nas suas máquinas de escrever, de tanto apreço e emoção. Em sua crônica “Ao linotipista”, de 04 de fevereiro de 1968, a própria Clarice assim escreveu: “Desculpe em estar errando tanto na máquina. Primeiro é porque minha mão direita foi queimada. Segundo, não sei por quê”. De fato, os livros de C. L. publicados a partir de 1970, a exemplo de Água Viva (1973), A Hora da Estrela (1977) e Sopro de Vida (1978, póstumo) foram estruturados por Olga Borelli, amiga e secretária de Lispector por mais de 10 anos, a partir de notas soltas escritas à mão ou datilografadas.

No livro “Escrever de ouvido - Clarice Lispector e os romances da escuta”, a autora Marília Librandi reporta-se à crônica de C. L., de 15 de dezembro de 1973, publicada no Jornal do Brasil, e faz o seguinte comentário: “Impressiona a descrição que ela faz das máquinas de escrever que teve ao longo da vida, como se tivesse estado com elas em uma sucessão de diversos casamentos, e fossem, ela e as máquinas, juntas, as autoras dos livros que tinham publicado”.

A fim de ressaltar o crescente interesse pela obra da autora de “A Paixão Segundo G.H.”, sua grande amiga Nélida Piñon, da Academia Brasileira de Letras, declarou que, após a morte, é comum que famosos escritores fiquem no esquecimento por muito tempo, ou seja, “caiam no limbo”. Porém, com Clarice Lispector ocorreu o oposto, pois essa escritora, que faleceu em 1977, a cada dia que passa, desperta mais a atenção de incontáveis leitores ao redor do mundo, pois suas obras já foram traduzidas em vários idiomas. Escreveu romances, contos, crônicas, cartas, poesia, entrevistas, além de ter feito dezenas de traduções do francês, do inglês e do espanhol. E ainda ensaiou a pintura de alguns bons quadros.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

29

Dez

[ARTIGO] 2022: novos sonhos e renovados desafios, por Amaro Sales de Araújo

Por Amaro Sales de Araújo

A cada ano, novas esperanças! E como é, de fato, interessante vencermos o calendário de um exercício, iniciarmos outro com novas sonhos, metas e projetos. O dia seguinte, iniciando um novo ano, se apresenta sempre como marco divisor... Alguns até lançam o balizador temporal do ano para “depois do carnaval”, mas, justiça se faça, cada vez mais estamos começando o ano, realmente, em janeiro! 

E precisamos começar o ano já trabalhando, produzindo, articulando projetos e negócios... A melhor saída para eventuais crises é pela produção! O Brasil é um país de dimensões continentais com múltiplas e ricas potencialidades. Precisamos emprestar nosso esforço para etapas e exercícios que resultem em produtividade, produtos com agregação de valor, dinheiro circulante, vendas internas e externas, criação e manutenção de empregos formais. 

A indústria, em particular, tem um estratégico protagonismo neste contexto, tanto pela produção propriamente dita, quanto pelas ações de sustentabilidade e de responsabilidade social que empreende. A indústria brasileira está preparada para uma etapa mais pujante e efetivamente realizadora. Consequentemente, agricultura, comércio e serviços, igualmente, noticiarão melhores resultados, suscitando, ao final, um crescimento maior que o esperado para 2022. 

Para tanto, apesar de todos os esforços já feitos, o Estado precisa construir uma pauta mais ousada em relação a reformas, privatizações e crédito. Uma tarefa, aliás, que precisa ser compartilhada por todos os Poderes Públicos. A pauta de convergência nacional, por exemplo, deve apoiar a Lei de Responsabilidade Fiscal e ajudar aos Governos - nos três níveis – para que tenham recursos financeiros disponíveis para investimentos, fator que estimula e dinamiza a economia. Lamentavelmente a disputa por espaços no Orçamento Público é tão intensa que, não raro, alguns Governos se transformam em “carimbadores de folha de pagamento de pessoal” não, dispondo, neste contexto, de meios para animar a economia com novas obras, projetos e outras iniciativas que valorizem o empreendedorismo ou promovam o combate à miséria e a inclusão social.  

A pauta de convergência nacional, caso fosse formatada para 2022, também teria de direcionar mudanças – com regras de transição – para o ambiente tributário brasileiro, ainda muito cheio de entraves e pouco atraente para a produção. Além da busca pela segurança jurídica, a reforma tributária precisa simplificar o processo e a estrutura formal do meio tributário institucional. Neste caso, em particular, a tecnologia pode ajudar significativamente como, a bem da verdade, já o faz. Contudo, ainda sem a simplificação necessária e sem os ajustes devidos para que a produção seja, considerado o princípio da justiça fiscal, ainda mais estimulada. 

Se não conseguirmos uma pauta de convergência nacional em torno da produção, pelo menos, aproveitemos o debate eleitoral de 2022 para sabermos, de todos os participantes, o que eles pensam acerca do empreendedorismo e quais medidas efetivas adotariam em favor do desenvolvimento econômico sustentável. Já será um começo! 

*Amaro Sales de Araújo é Presidente do Sistema FIERN.

23

Dez

[ARTIGO] O conto de Natal, de O. Henry, por Daladier Pessoa Cunha Lima

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

William Sidney Porter, filho de um médico do interior, nasceu em 1862, na Carolina do Norte, e morreu em 1910, em Nova York. Muito jovem, William foi trabalhar na drogaria de um tio e deixou o estudo regular. No entanto, persistiu com suas leituras de alguns autores famosos e avançou na pesquisa voltada para uma edição atualizada do Dicionário Webster. Com esse intuito, mudou-se para Austin, no Texas, aos 22 anos. Conheceu uma bonita moça, filha de um ricaço local e logo se casaram, quando recebeu do sogro um emprego em um grande banco. E aí começaram outros problemas para William S. Porter: foi acusado de desvio de dinheiro do banco, ganhou má fama e perdeu o emprego. Assim começou a vida de um dos melhores contistas norte-americanos.

Entre ser condenado e absolvido, entre prisão e fuga, William Porter refugiou-se por uns tempos em Nova Orleans e, depois, fugiu para Honduras, país onde moravam muitos norte-americanos, além do seu domínio da língua espanhola, que aprendera nos estudos do Webster. Vivia o exílio dos sonhos: dinheiro no bolso, mulheres bonitas, água de coco à vontade e muita paz. Passou a publicar contos em jornais do país. Em meio a essa vida calma, soube que sua mulher, com quem continuava casado, estava com uma doença grave, na cidade de Austin. Resolveu, então, retornar aos Estados Unidos, e, ao chegar, foi logo preso, para cumprir 3 anos e 3 meses de prisão na penitenciária de Ohio. Os anos de reclusão serviram-lhe para escrever sem parar alguns dos seus principais contos. Nessa fase da vida, já havia deixado de lado o nome de batismo e usava o pseudônimo de O. Henry, pois queria sepultar de vez seu nome de origem.

Os finais dos contos de O. Henry são sempre inesperados, além de despertar risos e/ou choros, a exemplo do conto Presente de Natal, conforme resumo, a seguir. Na véspera de Natal, mesmo sem dinheiro, um jovem casal resolve se presentear. Os dois, Jim e Della, saem por Nova York em busca de uma solução secreta para seus anseios afetivos. Ele possui somente um velho relógio de algibeira, herança do avô e do pai, porém sem a devida corrente. Ela só dispõe das belas madeixas castanhas do seu longo cabelo. Della vai a uma loja de perucas e vende seu lindo cabelo por 20 dólares, mas quase chora ao perder suas madeixas. Em seguida, compra, pelo mesmo valor, o presente do seu querido noivo, uma corrente para o antigo relógio de tanta estima. Ao mesmo tempo, Jim vende o seu único bem material, o bendito relógio, e, com o dinheiro, compra o presente de Natal para a sua amada: um pente de concha de tartaruga com armação de prata, digno dos seus lindos cabelos. Em lágrimas os dois se abraçam, choram e riem quando entregam seus – agora inúteis – presentes. O. Henry ainda faz uma alusão aos presentes dos Reis Magos, na noite do Natal, que também pareciam inúteis, cuja história ainda hoje é contada, depois de tantos séculos.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

12

Dez

[ARTIGO] O poder das pessoas magnéticas

*Por Marcela Brito

Existe algo mágico nas pessoas que olham nos olhos, algo ainda mais instigante naquelas que escutam com interesse e vontade de dar ao outro a oportunidade de se expressar em sua verdade. E nada é mais atrativo do que alguém que sorri com os olhos em lugares com muitas pessoas. Sabe aquela sensação de estar perdido e, subitamente, vislumbrar um ponto de luz que irá guiá-lo em meio à multidão? É proeza das pessoas que atraem.

Essas são as pessoas magnéticas. Aquelas que trazem para perto de si os perdidos, os confusos, os desanimados, os que se sentem só. Você nunca se sente perdido perto de alguém assim. Muito mais do que carisma e atratividade, elas exalam claramente um poder que somente os mais observadores conseguem perceber: elas fazem você se sentir à vontade por ser quem você é.

Em um mundo que gira em torno de aparência, índices de vaidade que vertiginosamente crescem no ambiente virtual, frio (e tantas vezes cruel) da internet, encontrar um magnético é encontrar um porto seguro, um instrumento para você se reconectar com a sua essência. Os magnéticos doam luz, energia e calor aos que padecem na escuridão e sombra de um mundo que premia aqueles que buscam atalhos para fugir de si mesmos.

Quando uma pessoa se reconecta consigo mesma, ela presenteia o universo. É como se nesse bailar de consciência e clareza, ela não suportasse mais viver na superfície. Viver na luz é uma experiência profunda, ela ofusca quem por muito tempo viveu na obscuridade. Os magnéticos são especialistas em compartilhar um dos segredos mais bonitos da existência: a luz é privilégio dos que entendem a importância da sombra.

Portanto, brilhar é condição exclusiva dos que compreendem que a sombra é parte de si mesmo. Somos feitos dos dois. Luz e sombra. Logo, temos a liberdade de escolher com qual vamos prosseguir na vida. A sombra marca o reconhecimento da dor, da fragilidade, da mortalidade da matéria. Entretanto, a luz confirma nossa ascendência divinal, nosso propósito e a imortalidade que nosso brilho pode gerar a partir do momento que brindamos outras vidas. Ser magnético não é uma dádiva e, sim, uma decisão.

Você pode permanecer no lugar escuro e frio da solidão, da não estima pelo ser que você é ou pode escolher sair desse lugar, enfrentar a intensidade da luz e somar-se a ela. Ao somar-se à luz, você enxerga que tudo o que você precisava fazer era brilhar. Foi para isso que você nasceu. Quando você brilha, você revela aos demais que a escuridão nada mais é do que o lugar onde reside uma pessoa que não sabia que podia brilhar.

Uma pessoa magnética espalha luz quando brilha, então, essa é uma escolha diária. Eu escolho continuar brilhando.

Marcela Brito é Mentora de Carreiras e Marcas Pessoais Globais. É co-founder e sócia da Iventys Educação Corporativa. Líder das Formações em Mentoria da Global Mentoring Group na América Latina. Mestre em Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Brasília, Especialista em Gestão de Negócios pela Uninter e Estrategista em Personal Branding pela Personal Branding Academy. Desde 2009 edita o blog www.marcelabrito.com, é gestora de conteúdo do Projeto Moyoeno Lusofonando e autora de livros sobre carreira e interculturalidade. Em 2020 foi eleita Mentora do Ano pela Global Mentoring Group e lançou o Podcast Trilhas. É casada há 9 anos com Victor Brito e mãe de Elisa, de 8 anos. Para saber mais, também acesse www.marcelabrito.com

12

Dez

[ARTIGO] Fake News e o Ambiente Corporativo

*Por Patricia Punder

O tema “fake News” nunca esteve tão em voga como agora. Devido a toda questão da pandemia, as pessoas acessaram as redes sociais como nunca antes visto. Além disso, o crescimento dos negócios digitais será um caminho sem volta. Hoje, não precisamos mais sair de casa para fazer supermercado, comprar remédios ou encomendar comida. Basta um “click” e já temos empresas provendo tais serviços.

Apesar das facilidades obtidas, temos que pensar que quando uma empresa entrega para um colaborador um celular corporativo obrigatoriamente existem regras a serem cumpridas. Toda uma etiqueta corporativa por detrás deste instrumento de trabalho. O mesmo vale para o WhatsApp utilizado pelos colaboradores para conversar com clientes, fornecedores e até colegas de trabalho.

O celular corporativo não isenta o colaborador de responsabilidade. Ao revés, define uma série de responsabilidades para os mesmos, além de uma postura ética e educada quando utiliza do mesmo. Então, como ficam os grupos de WhatsApp corporativos? Muitas empresas e colaboradores confundem este instrumento para enviar mensagens motivacionais, opiniões futebolísticas, fotos da família, dentre outras informações.

Sinto muito informar aos que acreditam que a liberdade de expressão seria um direito absoluto que o mesmo é relativo. Não pode o colaborador utilizar de um instrumento de trabalho para divulgar fatos inverídicos ou “fake News”. Trata-se de uma prática não aceitável e que pode gerar consequências para os colaboradores que assim o fizerem e para as empresas também.

Muitos podem argumentar que o mundo ficou chato e que perdemos o espaço para sermos sociáveis. Existem formas de ser educado e sociável no WhatsApp corporativo, sem confundir o mesmo com o grupo de amigos ou familiares do WhatsApp pessoal do colaborador. Não que seja ético a disseminação da “fake News” por este canal também. Quando falamos de um instrumento de trabalho, fornecido pelo empregador, o colaborador deve encarar o uso com integridade, educação e para propósitos específicos, tais como, se comunicar com potenciais clientes ou cientes. O fim seria econômico de trazer novos negócios ou manter os já existentes.

Agora, o que deve fazer uma empresa que descobre que seu colaborador tem disseminado “fake news” usando o celular corporativo? O primeiro ato seria envolver o Departamento de Compliance, com o objetivo de abertura de uma investigação interna. Concluída a investigação, cabe ao Comitê de Ética da empresa concordar com a recomendação do Departamento de Compliance ou, até sugerir um incremento ou não da penalização.

Imagine a situação da Alta Liderança de uma empresa ao receber o contato telefônico de um cliente reclamando que seu colaborador tem espalhado notícias falsas, via WhatsApp corporativo, sobre questões relacionadas as vacinas, política ou outros temas que fazem parte dos noticiários brasileiro ou internacional, mas de forma distorcida. A empresa não só poderá perder um cliente, como também poderá sofrer um potencial abalo reputacional caso isso venha a ser descoberto pelas mídias ou imprensa.

Preventivamente, os programas de Compliance podem ajudar e muito. Treinamentos sobre como os funcionários devem utilizar as redes sociais e WhatsApp são muito importantes e devem ser reforçadas sempre. A implementação de uma política atualizada de uso de equipamentos corporativos também deve ser publicada e comunicada para todos os colaboradores. Ademais, Compliance pode ajudar disseminando conteúdos aos colaboradores em uma campanha interna de conscientização sobre como usar corretamente o WhatsApp corporativo.

Agora, sem o exemplo da Alta Liderança em relação a agir corretamente no uso do WhatsApp corporativo qualquer iniciativa de Compliance vai por água a baixo. Se o CEO e diretores de uma empresa são os que utilizam de forma inadequada os equipamentos corporativos e disseminam “fake News” através dos mesmos, estamos diante de uma cultura antiética e que fatalmente sofrerá consequências brevemente, seja da Justiça ou por meio do próprio mercado.

Sendo assim, cabe aqui trazer parte de uma música do Jorge Ben Jor que acredito ser aplicável a este tipo de situação: “cautela e caldo de galinha, não fazem mal a ninguém”. A recomendação sempre será no sentido de pensar antes de agir e apurar se o compartilhamento é adequado ao mundo corporativo ou não.  Na dúvida, todo o colaborador pode usar os canais disponibilizados pela empresa, seja por meio de seu líder, Compliance ou Recursos Humanos. 

*Patricia Punder, advogada é compliance officer com experiência internacional. Professora de Compliance no pós-MBA da USFSCAR e LEC – Legal Ethics and Compliance (SP). Uma das autoras do “Manual de Compliance”, lançado pela LEC em 2019 e Compliance – além do Manual 2020.

Com sólida experiência no Brasil e na América Latina, Patricia tem expertise na implementação de Programas de Governança e Compliance, LGPD, ESG, treinamentos; análise estratégica de avaliação e gestão de riscos, gestão na condução de crises de reputação corporativa e investigações envolvendo o DOJ (Department of Justice), SEC (Securities and Exchange Comission), AGU, CADE e TCU (Brasil).

9

Dez

[ARTIGOS] As doenças de Van Gogh, por Daladier Pessoa Cunha Lima

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Vicent Van Gogh nasceu a 30 de março de 1853, na Holanda, em uma aldeia de nome Groot Zundert, e seu pai era pastor calvinista. Vicent foi o primeiro filho do casal, e, quatro anos depois, nasceu o segundo filho, Theodorus, conhecido por Theo, que se tornou o grande apoio na vida atribulada do irmão mais velho. Desde criança, Van Gogh revelou-se tímido e propenso à depressão. Pouco apto para a escola regular, dedicou-se ao estudo de línguas, matemática e à leitura de grandes autores, a exemplo de Dickens, Victor Hugo e Shakespeare. Ainda muito jovem, residiu em diversas cidades: Haia, Bruxelas, Londres e outras, sempre sob olhar e o apoio financeiro do irmão Theo, para quem escreveu mais de 800 cartas. 

Em 1885, morreu seu pai, perda que o afetou de forma marcante. No ano seguinte, seguiu para Paris, indo residir com o irmão Theo. Pela primeira vez, Van Gogh entrou em contato com obras do impressionismo e do pontilhismo. O irmão Theo era comerciante de artes e esse fato facilitou a apresentação de Vincent a pintores já famosos, tais como Russel, Toulouse-Lautrec, Monet, Renoir, Sisley, Pissarro, Degas e Cézanne. Em Paris, durante dois anos, pintou perto de 250 telas a óleo, com uma fantástica evolução na forma e na cor. Pintava com estilo próprio, com o traço do pincel já mostrando sua genialidade. Em 1888, mudou-se para o sul da França, e foi viver em Arles, onde as cores da natureza eram mais vivas e alegres. Nessa fase, a cor amarela se sobressaiu, mormente ao pintar o meio ambiente, as flores, os frutos, os pomares, o campo ao derredor de Arles, bem assim retratos e autorretratos. Surgiram, então, os traços típicos, por vezes toscos, em camadas espessas e serpenteantes.

Aos 16 anos de idade, por causa de uma paixão não correspondida, Van Gogh sofreu a primeira grande crise de depressão. Um outro amor frustrado com uma prima foi novo motivo para agravar seus transtornos psíquicos. Envolveu-se com prostitutas por várias vezes, sem nunca encontrar felicidade. Aliás, toda sua vida foi sempre desajustada, optando pelo uso de bebida alcoólica e de absinto. Recebeu diagnóstico de epilepsia, alcoolismo e depressão. Outros diagnósticos relatam intoxicação por metais pesados, sífilis e doença bipolar. Na noite de 23 de dezembro de 1888, apenas dois meses após a chegada de Gauguin em Arles, para onde fora a fim de atuar no famoso atelier da Casa Amarela, Van Gogh investiu contra o seu amigo com uma navalha, mas terminou por decepar um lobo da sua própria orelha esquerda. Em conflito com os habitantes de Arles, internou-se no hospital da cidadezinha de Saint-Remy, porém, por sugestão do amigo Pissarro, foi morar em Auvers-sur-Oise, próximo de Paris, para se tratar com o Dr. Gachet, um amante das artes. Chegou a Auvers em 21 de maio de 1890, e, a 27 de julho, disparou um tiro no peito, vindo a falecer dois dias depois, aos 37 anos de idade.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

4

Dez

[ARTIGO] Os ecossistemas do empreendedorismo que norteiam startups

*Por Claudia Mendes Nogueira

Muitos pensam que as empresas prosperam do dia para a noite ou que são produto de um esforço exclusivo e pessoal de um líder carismático. Muitos, ao verem empresas despontarem como startups e unicórnios, pensam em milagres ou pessoas realmente ungidas por uma força ou poder excepcional. Mas o milagre não existe como regra e sim como exceção.

Empreendedores de sucesso são pessoas que antes de tudo se tornam vulneráveis, pois precisam aprender rápido e sempre. Empresas e empreendedores erram e acertam no decorrer de uma jornada de dedicação aos negócios. Observo que todas estas pessoas são o subproduto de um ciclo recorrente de autoestímulo, vencendo a si mesmas e à ilusão de que podem fazer por si só.

No começo é meio assim: acreditamos que podemos fazer acontecer – um ser que oscila entre o teimoso e o esperançoso e até destemido. Algumas vezes vem um lampejo que faz acelerar o coração – impulsionado por algum medo – que logo é jogado de lado numa tentativa de blindar-se para não ser paralisado.

Assim o empreendedor adquire anticorpos contra as dificuldades do dia a dia. Mas para ter sucesso é preciso mais que resiliência, é preciso se inserir num todo, muito maior do que podemos alcançar com um gesto de bravura individual.

É neste processo meio heroico e meio solitário que surgiram os ecossistemas de empreendedorismo na minha vida – um tipo de medicamento que aumenta em muito as imunidades dos empreendedores.  Eles proporcionam elementos inter-relacionados que estimulam negócios, dão acesso a processos de validação de ideias e produtos, captação de novos clientes (com cabeça inovadora), sinergias, as quais podem culminar em acesso a capital.

Em 2018, passei a considerar algumas coisas importantes para a jornada de crescimento que queria conferir aos negócios. A partir deste estímulo descobri um ecossistema ao qual passamos a dedicar nossos esforços: 100 Open Startups, Inovabra, Sebrae e Distrito.

Como nossa vida mudou depois disso! Alavancamos nossas potencialidades e olhamos de frente para as nossas limitações. Queria compartilhar aqui o que descobrimos nessa nova fase:

- Acesso às corporações que apresentam suas dores em busca de soluções inovadoras;

- Um caminho seguro para que grandes empresas abram as portas para as menores;

- Um manancial de oportunidades de aprendizado e mentoria. Acesso a um hub de mentores e conselheiros;

- Direcionamento para busca de capital certo para a fase certa. Acesso a investidores com temas e apetites diversos de investimento;

- Acesso a outros empreendedores que compartilham soluções e prestação de serviços entre si;

- Orientação sobre a formação de times complementares.

Acrescento que nos deparamos com algo nada peculiar: somos uma empresa liderada e fundada por mulheres. Segundo um levantamento da Distrito, apenas 5% das empresas têm exclusivamente mulheres como fundadoras.

Temos feito um “trabalhinho extra”, com a ajuda da Rafaela Bassetti, nossa mentora e fundadora da Wishe Women Capital. Foi muito importante aceitar que não é fácil driblar preconceitos e dificuldades de acesso a investimento.

De acordo com esforço conjunto entre Distrito, B2mamy e Endeavor, no Brasil, apenas 0,04% do volume investido em startups em 2020 foi para aquelas lideradas por mulheres. Nosso primeiro passo foi admitir esta desigualdade e compreender do nosso lado como não reforçar este preconceito. No nosso caso, incorporar ecossistemas preparados para lidar com a questão da mulher na obtenção de capital está sendo imprescindível.

Na categoria de Big Data, do Ranking da 100 Open Startups, fomos a única liderada por mulheres. Estamos entre as 5 melhores deste Ranking nos últimos 3 anos e este reconhecimento mostra nossa capacidade de gerar negócios, mesmo estando ainda operando exclusivamente com investimento próprio.

Em 2022, vamos operar 4 squads de novos produtos - todos altamente baseados em tecnologia para Machine Learning. Os novos produtos permitirão maior escala em nossa operação e está alinhado com a nossa missão: transformar dados, ideias e insights em execução inteligente, visando resultados superiores e duradouros, reunindo pessoas protagonistas e realizadoras.

*Cláudia Mendes Nogueira é fundadora da Oficina de Valor e possui mais de 30 anos de experiência em "data & analytics” e "ciências de dados". É PHD (Doutora em Ciências) pela FEA USP em Métodos Quantitativos & Tecnologia pela FEA USP e Mestre em Marketing pela FGV.

30

Nov

[ARTIGO] Sustentabilidade: tarefa de todos, por Amaro Sales de Araújo

Por Amaro Sales de Araújo

Precisamos prestigiar, mais e mais, o tema sustentabilidade em todas as agendas. Todos os Países devem firmar e reconhecer suas responsabilidades. A mim, com o devido respeito à quem pensa diferente, não me parece justo que a maioria remeta para o Brasil, em particular para a Amazônia, o dever – quase que exclusivo – de implementar medidas que tenham repercussão mundial. E os demais Países? E as responsabilidades compartilhadas?

Recentemente a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP26, com a participação de cerca de 200 países, evidenciou a necessidade de acelerarmos medidas para a contenção de danos graves – e irreversíveis – ao meio ambiente. Ao final, dentre outras importantes notas conclusivas, mais de 100 países concordaram em reduzir as emissões do gás de efeito estufa até 2030 e grandes usuários de carvão – como a Polônia, por exemplo – concordaram em reduzir gradualmente a utilização do minério, que é um dos maiores geradores de carbono para a atmosfera. Como bem resumiu, em declaração à imprensa, o secretário-geral da ONU, António Guterres, o conteúdo do documento final da COP26 reflete os “interesses, contradições e momento da vontade política do mundo hoje”.

O Brasil, por sua vez, é um protagonista relevante, diante do tema, sob qualquer aspecto.  Há, inegavelmente, uma legislação nacional consolidada em relação ao meio ambiente, inclusive, uma estrutura estatal bem articulada e atuante. Para as propriedades rurais e empresas existem regras que, em resumo, norteiam a atividade produtiva e determinam áreas de preservação. Muito ainda pode ser feito, mas não podemos ter a sensação equivocada de que tudo está parado ou que nada se faz neste meio. Bem ao contrário!

Ocorre que há aspectos do tema, considerando consensos em relação a vários tópicos, que podem ser tratados sob enfoques diferentes. Neste sentido, podemos diminuir o ímpeto meramente punitivo para estimular o empreendedorismo a partir da sustentabilidade. Para ilustrar: energias renováveis, reciclagens, incluindo materiais como alumínio e borracha, automóveis elétricos, técnicas de aproveitamento mais eficaz do solo e d´água, dentre outros. É que muitos chamam de “economia verde”, uma oportunidade extraordinária para o Brasil que, aliás, assumiu um destacado compromisso de neutralizar a emissão de carbono até 2050, um gigantesco desafio e uma importantíssima contribuição para o Planeta Terra.

O mundo, todavia, não pode ficar esperando apenas o Brasil e, em especial, a Amazônia. Todos precisam fazer o que é devido, cabendo aos organismos internacionais a relevante tarefa de acompanhar, denunciar, punir os que não seguirem na busca entre o equilíbrio, tão desejado, de conservação do meio ambiente com a necessidade de trabalho e consumo da população humana que, segundo a ONU, em 2030 chegará a 8,5 bilhões de pessoas com mais de 50% deste expressivo contingente somente no continente asiático.

Enfim, se aplica também aqui uma expressão da sabedoria popular: a união faz a força! Ora, se todos prestarem a mesma colaboração – em intensidades diferentes dadas as peculiares de cada um – o resultado desejado será alcançado!

*Amaro Sales de Araújo é Presidente do Sistema FIERN.

28

Nov

[ARTIGO] Desatenção na sala de aula: uma solução para este problema constante

*Por Luciane Pires

Ao longo de três décadas de trabalho com desenvolvimento humano, tanto na área da psicologia, quanto na pedagogia uma questão sempre foi muito presente tanto no consultório clínico quanto no espaço escolar: a falta de atenção. Os problemas de desatenção desviam o foco, reduzindo a capacidade de aprender e de estar no agora.

A desatenção pode ser observada num grau menor, como uma mera distração, mas pode chegar a um quadro de maiores consequências, como um distúrbio que interfere na qualidade de vida. Diante disso, pergunto: para onde olha a desatenção? Pois, se o foco não está naquilo que devemos nos concentrar, há algo que está consumindo a capacidade atentiva das crianças.

Nas escolas, são frequentes os relatos dos professores sobre os olhares dos estudantes que, por vezes, “se perdem”, diante das explicações. Os olhares que parecem “atravessar” o professor, direcionados para algo que não está ali em evidência, intriga educadores atuando em variados níveis de ensino.

Sem entrar no mérito da motivação do estudante ou do aspecto didático de quem ensina, apresento uma reflexão sobre o aspecto relacional sistêmico desta criança. Inconscientemente, ela talvez esteja olhando para questões pendentes do seu “eu interior”. Com isso, não há problema de desatenção, mas sim uma mudança de foco para onde a atenção dela olha.

Parafraseando Alicia Fernadez, o ato de aprender exige uma abertura para novas ideias. Entendo que isso revela a necessidade de disponibilidade interna para estar atento para o novo que vem. Quando o aluno não está disponível para o novo, isso significa que ele ainda está olhando para algo do velho que ainda não foi entendido e esta pendência precisa de resolução.

Existem certos movimentos que acontecem na dinâmica familiar regidos por ordens que precisam ser respeitadas para o bom funcionamento do todo. Se alguma “peça” falta ou está fora de lugar, o sistema em desajuste, busca a volta ao equilíbrio. Do ponto de vista das relações sistêmicas, que as constelações familiares trazem no seu escopo filosófico, a desatenção revela algo que está no nível não consciente e precisa ser visto e incluído.

Para explicar melhor essa situação, ilustro com um exemplo que aconteceu com minha família e virou o tema do meu livro “Tenho Um Lugar Para Você”.  Ainda como aluna do curso em constelação familiar, levei o tema da desatenção vivida por meu filho na escola. O campo da constelação mostrou o movimento inconsciente dele de olhar para o irmão que morreu cedo.

Desde a revelação da história, já que ele não sabia da existência desse irmão, houve uma mudança completa de comportamento. Ele ficou mais falante, atento e alegre. Uma situação inesperada e inusitada para meu filho que nasceu muitos anos depois da morte desse irmão.

O fato é que isso estava interferindo em sua qualidade de atenção na escola, a ponto de retraimento e negação para participar das atividades em grupo. Olhar desta forma para os problemas de atenção não exclui a possibilidade de uma dificuldade neuroquímica que está presente em tantas crianças, jovens e adultos. É antes, um convite a considerar que existem várias possibilidades diante de um problema.

A abertura para uma visão sistêmica da vida, nos auxilia a ter mais leveza, alegria e consciência quando entendemos nosso lugar no mundo e a necessidade de uma postura, ou seja, uma forma de estar e viver que considera o todo e meu papel para o desenvolvimento harmônico do sistema. A nossa atenção pode estar voltada para questões que envolvem nosso primeiro círculo social que é a família.

Assim, considerar a história dos estudantes e ter uma postura que releva as questões de ordem sistêmica no processo de aprendizagem pode contribuir sobremaneira para ampliarmos o nosso olhar para as relações das pessoas na vida e nos seus processos de aprender e se desenvolver na vida. Este é, sem dúvidas, um caminho humanizado e integral para lidar com o desafio da desatenção na sala de aula.

*Luciane Pires é psicóloga clínica há 30 anos e tem como segunda formação a pedagogia. Autora do livro “Tenho Um Lugar Para Você”, promove possibilidades de ampliação de consciência e maior qualidade de vida em saúde mental a partir do que escreve.