O Twitter é uma das mídias sociais que mais tem investido em mudanças e aprimoramentos nos últimos meses. O objetivo é tentar manter a base, atrair novas pessoas e conseguir oferecer um ambiente agradável para quem deseja se divertir ou ganhar dinheiro. Embora as últimas adições tenham por foco o criador de conteúdo, a rede de Jack Dorsey também quer atender aos empresários.

Hoje a plataforma deu início a um experimento para levar recursos de compra e venda de produtos voltados para o ambiente profissional. Marcas e companhias poderão exibir seus itens em um módulo de loja, criado para dar ênfase aos objetos comercializados.

Mais do que uma simples vitrine, o Twitter quer permitir às empresas o comércio dentro da plataforma. É possível criar um carrossel de produtos para ser reproduzido no próprio perfil da marca e na linha do tempo.

Até agora, tudo está limitado a apenas algumas marcas, como a loja de games GameStop e a fabricante de bolsas Arden Cove, ambas dos Estados Unidos. A ideia é fazer os devidos ajustes e levar esta possibilidade para outros países na sequência.

Ideia antiga, execução nova

Esta não é a primeira vez que o sistema de microblogging testa este tipo de solução, mas é algo inédito quando o faz atrelado ao perfil. Isso nunca foi uma prioridade, mas passou a entrar no radar quando os maiores rivais se voltaram para a monetização.

Recentemente, foi observado também a possibilidade de criação dos chamados perfis profissionais e um recurso para conteúdos exclusivos e pagos. As lojas podem vir como um complemento a este movimento, principalmente para pequenas e médias empresas, que podem ter no serviço mais um canal de vendas.

Como já tem o Stripe como serviço de pagamento, não há empecilhos técnicos para travar o lançamento das lojas virtuais. Ele já é usado para arrecadação de recursos no Ticketed Spaces, o serviço de bate-papo por áudio com cobrança de ingressos.

Ainda não está claro quais os percentuais e taxas serão cobrados dos vendedores nem como o sistema de compras deve funcionar. A única certeza é que se trata de uma empreitada bem audaciosa para tentar atrair os insatisfeitos com o formato de vídeos curtos (estilo TikTok, Kwai, Shorts e Reels) ou com o modelo "quadradão" de redes como o Facebook.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/redes-sociais/twitter-comeca-a-testar-lojas-e-vendas-direto-na-rede-social-191100/