05 de Outubro de 2019

Tecnologia: Cães aprendem a falar e pedir ajuda a pessoas graças a colete inteligente

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Que tal seria se seu cachorro pudesse conversar com alguém e pedir socorro se você estiver em perigo? É isso mesmo: usando coletes, cachorros que trabalham como assistentes estão sendo treinados para pedir ajuda através de mensagens pré-gravadas, em áudio, para seres humanos — sejam eles treinadores ou desconhecidos. O projeto experimental batizado de FIDO foi desenvolvido pelo Instituto de tecnologia Georgia Tech, em Atlanta. 

A equipe do FIDO projetou coletes com sensores de movimento e treinou cães para "gesticularem", movendo a cabeça ou o corpo de determinadas maneiras. Assim, componentes eletrônicos instalados na peça interpretam esses gestos e os transformam em mensagens sonoras, pré-gravadas, repetidas duas vezes. É como um colete falante, só que o cachorro não precisa fazer nada com o focinho, muito menos latir. 

Para crianças autistas, por exemplo, o cão pode ser um importante aliado. Caso sintam possíveis alterações ou crises, eles normalmente poderiam usar sua linguagem corporal para tentar acalmá-la. Com o colete falante, o animal poderia perguntar diretamente à criança: "Você poderia me fazer carinho?", aumentando a efetividade de sua ação. 

Quando treinados, esses cães podem também emitir alertas para pessoas diabéticas, quando detectarem oscilações nos níveis de açúcar no sangue do individuo. A princípio, os protótipos da tecnologia estão sendo desenvolvidos para cães guias, mas no futuro podem fazer parte da rotina de cães do serviço militar ou policial.

Dificuldades de criação

Quando o colete estiver pronto para uso no mundo real, todos os componentes eletrônicos serão cobertos, afirma Melody Jackson, diretora do laboratório que desenvolve o FIDO. Muito provavelmente os coletes comerciais também irão incorporar mais de um sensor, permitindo que os cães "digam" outras frases pré-programadas. 

No meio do processo, Jackson explica que muitos sensores foram triturados e outros afogados em testes. Às vezes, o sensor de movimentos era acionado por objetos aleatórios que estavam no caminho dos cachorros ou eram danificados quando eles se coçavam, o que resultou em alguns alertas falsos. 

Outros sensores desenvolvidos pelo projeto FIDO incluem um em que o cão precisa morder para emitir a voz e outro em que um cão só precisa passar o focinho pela frente, como se acionasse uma torneira automática. Se a moda pegar após o período de testes, não demora e logo logo estaremos diantes de cachorros "falantes" por aí.

Foto: Adil Delawala / Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/ciencia/caes-aprendem-a-falar-e-pedir-ajuda-a-pessoas-gracas-a-colete-inteligente-151367/

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Sobre Juliska

Juliska Azevedo é jornalista natural de Natal-RN. É gerente de comunicação do Sistema FIERN e sócia da agência Ska Comunicação, atuando como assessora de comunicação e consultora para instituições e lideranças. É pós-graduada em Assessoria de Comunicação e cursa MBA em Liderança e Gestão e Inteligência Artificial, pela Saint Paul/Exame; tendo atuado como professora no ensino superior.

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