24 de Junho de 2019

Supercomputador de processamento geofísico da Petrobras é listado como maior da América Latina

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O supercomputador Fênix, da Petrobras, foi listado entre os 500 maiores do mundo e é o maior da América Latina. A lista da organização Top500.org coloca o Fênix na 142º posição. O ranking é montado de acordo com a performance da capacidade de processamento de dados das máquinas.
 
O computador conta com 55.296 gigabytes de memória e Central Processing Unit (CPU) com 48.384 núcleos de processamento. Foi feito pelo fabricante multinacional de origem francesa Bull, o que dobra a capacidade de processamento de dados geofísicos da Petrobras. Segundo o gerente geral de Geofísica da empresa, Jonilton Pessoa, figurar na lista é importante para mostrar que a estatal se mantém atualizada tecnologicamente.
 
“Na licitação, nós especificamos a capacidade que a gente queria para processar o nosso algoritmo. A lista [Top500] vai dar nos um dimensionamento quanto ao nível de participação nossa no cenário mundial. Para a América Latina, somos os primeiros. Então, a gente é uma companhia que tem uma capacidade de processamento adequada para o tamanho que ela é”, disse.


 
Ele explica que o parque tecnológico da empresa estava desatualizado, tendo alcançado a excelência em 2012. “Fomos inovadores na primeira década dos anos 2000, com a utilização das GPU, que são as placas gráficas de processamento. Em 2012, a gente chegou a ser uma das companhias top em processamento de dados geofísicos, justamente por conta do uso das GPUs. Isso se desenvolveu no mercado e hoje todas as empresas utilizam GPU”,afirmou.
 
De acordo com o gerente, mesmo que os computadores da época, conhecidos como Grifo, tenham sido os mais modernos possíveis, passados sete anos eles estão desatualizados.

“Durante o período de crise ficamos estagnados na aquisição de novas máquinas. A capacidade computacional evolui continuamente, aquilo que era bom demais em 2012 hoje em dia não tem a mesma eficiência, nem eficácia. Houve algumas atualizações posteriores, mas não acompanharam a nossa necessidade de processamento”, explicou.

Processamento de dados

Jonilton Pessoa destaca que os testes mostraram a possibilidade de reduzir de oito para quatro meses o processamento de um conjunto de dados. Os primeiros resultados da produção ainda não saíram, já que o Fênix entrou em funcionamento em março. De acordo com o algoritmo aplicado, o ganho de velocidade pode chegar a quatro vezes.
 
O processamento de dados em geofísica consiste em transformar as informações obtidas na aquisição sísmica, que vem no formato de vibrações, em imagens.

O processo identifica que tipo de material é encontrado no subsolo, por meio de emissão e recepção de ondas sísmicas tanto em terra quanto no mar.

Com isso é possível identificar onde há camadas de sal, os tipos de rocha e os locais onde há reservatório de óleo, de gás e de água, por exemplo. Cada tipo de material pode ser identificado de acordo com as características com que a onda emitida é captada no retorno, como, por exemplo, a velocidade de propagação e a amplitude do sinal.
 
Segundo Pessoa, o supercomputador consegue processar dados com maior velocidade e aplica algoritmos que trazem maior qualidade para o dado que está sendo tratado.

Com isso, a qualidade da imagem obtida melhora, facilitando a identificação dos reservatórios de petróleo e indicando o melhor local para perfurar o poço.

Fonte: Agência Brasil

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Sobre Juliska

Juliska Azevedo é jornalista natural de Natal-RN. É gerente de comunicação do Sistema FIERN e sócia da agência Ska Comunicação, atuando como assessora de comunicação e consultora para instituições e lideranças. É pós-graduada em Assessoria de Comunicação e cursa MBA em Liderança e Gestão e Inteligência Artificial, pela Saint Paul/Exame; tendo atuado como professora no ensino superior.

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