17 de Junho de 2024
Professor da UFRN recebe prêmio de fundação alemã
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O professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN), Adriano Bretanha Lopes Tort, foi selecionado para receber o Prêmio Humboldt de Pesquisa, concedido pela fundação alemã Alexander von Humboldt a acadêmicos estrangeiros de renome internacional, cujas descobertas, novas teorias ou insights tiveram impacto positivo em sua própria área e além dela. O incentivo permite a condução de um projeto de pesquisa na Alemanha, com duração de seis a 12 meses, em estreita colaboração com um colega especialista.
A nomeação do docente da UFRN para o prêmio foi realizada pelo professor Andreas Draguhn, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, com quem Adriano Tort trabalha em colaboração desde 2010. No texto encaminhado ao comitê de seleção, o pesquisador alemão destacou a importância da produção científica do acadêmico brasileiro, que foi pioneiro no estudo das interações entre diferentes tipos de oscilações cerebrais. Sua pesquisa teve como fruto o desenvolvimento de uma ferramenta matemática para identificar e quantificar o acoplamento oscilatório.
“Seu método inovador alcançou amplo uso por pesquisadores de todo o mundo, incluindo muitos fora do domínio da neurociência”, afirma Andreas Draguhn, ao adicionar que o artigo de Adriano Tort descrevendo o método, hoje também conhecido como ‘Índice de Modulação de Tort’, foi citado mais de mil vezes até o momento. Mais recentemente, por meio do trabalho colaborativo com o laboratório da Universidade de Heidelberg, o professor da UFRN fez descobertas pioneiras ao investigar a influência da respiração na atividade cerebral oscilatória.
Para Adriano Tort, a premiação “significa um coroamento aos muitos anos de trabalho duro desenvolvendo pesquisa científica em nível competitivo internacional, apesar das severas restrições orçamentárias de nosso país que exigem muita criatividade e um esforço maior do que o de nossos pares em países ricos”. Nesse sentido, o docente considera que o prêmio é importante, também, para mostrar que há bons cientistas e que se faz pesquisa de qualidade no Brasil. “Ele [prêmio] ajuda a expor o potencial científico do país, que pode e deve ser explorado com mais investimento”, afirma Tort.
Adriano Tort
É professor da UFRN desde 2009, lotado no Instituto do Cérebro (ICe-UFRN). Com formação multidisciplinar, formou-se em Medicina em 2002 pela UFRGS, e, posteriormente, em 2005, também pela UFRGS, em Física. É mestre em Matemática e doutor em Biologia. Em 2006, foi para os Estados Unidos fazer pós-doutorado na Universidade de Boston, onde tornou-se especialista em neurociência computacional, trabalhando com simulações e análises computacionais de sinais cerebrais. Em 2009, voltou ao Brasil e ajudou a fundar o ICe-UFRN e o Programa de Pós-Graduação em Neurociência da UFRN, onde atua desde então. Também atua junto ao Programa de Pós-Graduação em Bioinformática desde sua fundação em 2016.