09 de Abril de 2020
Pesquisadores da UFRN desenvolvem ferramenta para monitorar proteção do idoso na Covid-19
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Países de todos os continentes vêm utilizando o distanciamento social como instrumento de controle do coronavírus e, mesmo naqueles onde a Covid-19 só foi registrada nos últimos 90 dias, a medida passou a ser adotada em larga escala. É o caso do Brasil, onde o primeiro caso foi confirmado apenas em fevereiro, mas que, por recomendação do Ministério da Saúde, um mês depois o isolamento foi adotado como uma das forma de controle da pandemia.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar dos esforços, o número de pessoas infectadas segue aumentando e as estatísticas demonstram que a taxa de mortalidade entre as pessoas idosas é a mais elevada quando comparada com outras faixas etárias. Além disso, o monitoramento mostra que entre a população idosa a taxa de mortalidade é ainda mais elevada entre os mais longevos, pessoas com idade igual ou superior a 75 anos.
A partir desses dados e das recomendações do distanciamento social, pesquisadores da UFRN apontam a necessidade de orientar, também, para as ações de proteção ao idoso em suas famílias e domicílios. Esses pesquisadores desenvolveram uma Ferramenta de Monitoramento para famílias, equipes da Atenção Primária em Saúde (APS) e gestores, com o objetivo de contribuir para a proteção ao idoso domiciliado do contágio pela Covid-19, e de viabilizar ações de prevenção, suporte e controle de enfermidades.
Sobre a Ferramenta de Monitoramento
Apresentada sob a forma de questionário, a Ferramenta de Monitoramento para Famílias, Equipes da Atenção Primária e Gestores desenvolvida pelos pesquisadores da UFRN avalia aspectos como: Os cuidados no âmbito da saúde por meio das ações dos agentes: Família/cuidador; Equipe Saúde da Família/Atenção Primária em Saúde e Núcleo de Apoio a Saúde da Família (ESF/APS/NASF), a atuação dos Gestores do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Conselho Nacional de Secretarias Municipal de Saúde e Ministério da Saúde(CONASS/CONASSEMS/MS); e a Intersetorialidade na Pandemia; com o objetivo de elencar os principais cuidados da agenda nacional e das políticas públicas no que diz respeito à alimentação, água, geração de renda etc.
A utilização da Ferramenta, segundo o grupo de pesquisadores, possibilitará o mapeamento das forças e fragilidades na gestão do cuidado do idoso e será um guia para as ações da Atenção Primária em Saúde (APS), o que pode se traduzir num monitoramento importante para evitar internamentos e óbitos. O grupo é formado pelos pesquisadores Ion Garcia Mascarenhas de Andrade, Nadja Dantas Rocha, Vilani de Araújo Nunes, Severina Alice Uchoa, Paulo de Medeiros Rocha, Kenio Costa Lima, Lyane Ramalho.
A Covid entre a população idosa no Brasil
Em artigo publicado sob o título Proteção domiciliar dos idosos sob o Distanciamento Social no contexto da Covid 19, disponível neste endereço, os pesquisadores da UFRN destacam que o atendimento ao idoso deve ser feito “preferencialmente em domicílios”, e visto que frequentemente essas pessoas são assistidas por “cuidadores e profissionais de saúde, em especial pelas equipes de saúde da Atenção Primária em Saúde (APS)”, devem, esses profissionais, “dar uma atenção especial ao fortalecimento dos cuidados domiciliares”.