18 de Julho de 2025

Pesquisa da UFRN aborda coinfecção de HIV e leishmania

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Um estudo recém-concluído oferece uma nova perspectiva crucial para aprimorar políticas públicas e intervenções em comunidades vulneráveis. O trabalho é intitulado Complexidade das doenças tropicais negligenciadas no Brasil: coinfecção HIV/Leishmania infantum e exposição de risco à esquistossomose.

A pesquisa da UFRN constata a eficácia da terapia antirretroviral na prevenção da leishmaniose visceral em pacientes com HIV. Também aponta a persistência de comportamentos de risco que dificultam o controle da esquistossomose, apesar dos conhecimentos das áreas de contaminação.

O estudo foi desenvolvido a partir da avaliação de um grupo de 829 pessoas com HIV oriundas de Natal e arredores. Algumas dessas pessoas tinham risco de exposição à leishmania infantum por residir em áreas onde existem cães com leishmaniose visceral. As avaliações foram realizadas em duas fases. Uma etapa buscou identificar pessoas com HIV que estavam infectadas com leishmania infantum, o agente que causa a leishmaniose visceral. A outra também avaliou a resposta de defesa da pessoa. 

Na análise sobre esquistossomose, foram avaliados 315 moradores de Pureza, que tinham risco de exposição à schistosoma mansoni, agente da esquistossomose mansônica. Foram realizados exames de fezes para identificar a presença do agente que causa a esquistossomose.

O estudo reforça a importância do uso contínuo da terapia antirretroviral e revela também que o contato com águas contaminadas não acontece apenas por necessidade ou falta de informação, mas também por valores culturais, hábitos ou falta de opções de lazer. A pesquisa apresenta uma perspectiva de que, para o combate da esquistossomose, é preciso considerar os hábitos de vida da comunidade, abordando também a coexistência de doenças crônicas com as infecciosas, criando um desafio para políticas de saúde pública.

A análise foi fruto do doutorado de Danielle Viviane Bezerra, aluna do programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCSA). A orientação foi realizada pelas professoras Eliana Nascimento e Selma Jerônimo. Participam da discussão os professores Edgar Marcelino de Carvalho Filho, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Danielle Martins Salha, Joanna Gardel Valverde e Anastácio de Sousa, da Universidade Estadual do Ceará (Uece). A tese será defendida nesta sexta-feira, 18 de julho, às 9h, na unidade clínica do Instituto de Medicina Tropical (IMT/UFRN).

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Sobre Juliska

Juliska Azevedo é jornalista natural de Natal-RN. É gerente de comunicação do Sistema FIERN e sócia da agência Ska Comunicação, atuando como assessora de comunicação e consultora para instituições e lideranças. É pós-graduada em Assessoria de Comunicação e cursa MBA em Liderança e Gestão e Inteligência Artificial, pela Saint Paul/Exame; tendo atuado como professora no ensino superior.

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