Os exames de DNA são bastante usados para determinar a paternidade ou para solucionar crimes com bastante precisão. Agora, pesquisadores do Brasil e de países da América Latina e Europa, pretendem usar a técnica para desvendar como foi a ocupação do continente americano. Esse é o tema da live “DNA antigo: a ocupação das Américas contada pela genética”, que acontece nesta quarta-feira, 16, às 10h, nas redes sociais do Museu Câmara Cascudo.

O encontro virtual reúne Fabrício Santos e Thomaz Pinotti, pesquisadores do Laboratório de Biodiversidade e Evolução Molecular da Universidade Federal de Minas Gerais. A mediação é de Moysés Siqueira Neto, do Setor de Arqueologia do Museu Câmara Cascudo. O evento é aberto ao público e vai emitir certificados de participação para os inscritos na página do evento no Sigaa.

O estudo de Pinotti e Santos tenta desvendar como foi chegada dos seres humanos ao continente americano, além de tentar desvendar as rotas da ocupação do território que vai do Alaska, no Hemisfério Norte, à Terra do Fogo, no extremo sul das Américas. A pesquisa compara o DNA de populações indígenas da América do Sul com o acervo de material genético encontrado em pesquisas arqueológicas ou no acervo de museus, como o Museu Câmara Cascudo.

Os pesquisadores já sabem que os povos que viviam nas Américas antes da chegada dos Europeus eram descendentes de quatro origens paternas fundadoras e provenientes da Ásia. O trabalho dos brasileiros analisou o cromossomo Y de 24 indígenas de diferentes etnias da Bolívia, Brasil, Equador e Peru e compararam com outras 198 amostras publicadas na literatura científica de populações ancestrais das Américas e da Eurásia, principalmente da Sibéria.

Com todo esse material, os pesquisadores identificaram 472 novas variantes genéticas em um total de 13 mil. Esses dados são capazes de apontar como se deu a ocupação do continente desde que os primeiros seres humanos cruzaram a ponte de gelo que ligava Ásia à América do Norte.

Quem quiser conhecer melhor essa pesquisa pode acompanhar a conversa dos pesquisadores nos canais do Museu Câmara Cascudo no Facebook e Youtube.