24 de Novembro de 2025

MEC autoriza curso de Engenharia Elétrica da FAETI, Faculdade de Energias Renováveis do SENAI-RN

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O Ministério da Educação (MEC) autorizou na última terça-feira (18) o curso de graduação em Engenharia Elétrica da FAETI – Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais do SENAI do Rio Grande do Norte. O curso terá 3.950 horas, o equivalente a cinco anos de duração, e será ofertado presencialmente no campus da instituição, em Natal.

O processo seletivo para a primeira turma, com ingresso em março de 2026, será lançado ainda em novembro, segundo o diretor do SENAI-RN e da FAETI, Rodrigo Mello. Formas de ingresso, valores das mensalidades e políticas de desconto aplicáveis serão detalhados no edital. 

“Nós recebemos a notícia da aprovação como uma grande conquista, que consolida o nosso planejamento inicial para a graduação, de oferecer Engenharia Mecânica - agora com duas turmas em andamento - e também Engenharia Elétrica”, disse Mello. 

“É uma expansão acompanhada de novas atividades planejadas, como a primeira pós-graduação do Brasil voltada à geração de energia eólica offshore, que vamos começar em janeiro”, complementou.

A autorização foi citada pelo diretor como um marco que reforça a proposta da Faculdade de oferecer formação aplicada - e capaz de preparar profissionais aptos a atuar em qualquer lugar do mundo.

“A FAETI é uma Faculdade voltada à Engenharia de forma absolutamente prática, com participação intensa das indústrias e convivência direta com o ambiente industrial brasileiro”, ressaltou ele. “Claro que a maioria dos estudantes é da região e convive com o ambiente industrial local durante a formação, mas não existem mais fronteiras para o conhecimento.”

Avaliação

A autorização do curso de graduação em Engenharia Elétrica da FAETI se baseia em pareceres favoráveis do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculado ao Ministério, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior. 

A avaliação foi realizada em agosto deste ano e a portaria oficializando a decisão foi publicada nesta terça no Diário Oficial da União. 

Em relatório sobre a proposta do curso, o MEC destaca, entre outros pontos, a experiência, titulação e atuação interdisciplinar do corpo docente, e a existência de diversos laboratórios de alta tecnologia na área de Engenharia Elétrica, equipados para o desenvolvimento de competências específicas e alinhados às demandas atuais do setor.

O Ministério aponta ainda que a estrutura curricular possui foco voltado para a região com uma densa matriz solar e eólica, e que “suas disciplinas têm um aspecto diferenciado, que dão um aspecto prático e especializado dos projetos a serem desenvolvidos na região”, listando entre elas Operação e manutenção de subestações, operação e manutenção de usinas eólicas e solares, projeto de usina eólica e projeto de usina fotovoltaica. 

A criação e autorização do curso também atende à necessidade de expansão industrial e da crescente demanda por infraestrutura e serviços especializados na região, segundo o Confea. “No perfil do egresso percebe-se a na grade curricular, bem como nas referências bibliográficas, a preocupação com as demandas da sociedade”, acrescentou o órgão. 

Segundo Mello, a avaliação confirma a identidade do SENAI. “A FAETI tem a cara do SENAI, que traz o perfil da indústria, o ensinar a fazer fazendo, mantendo o aluno na vanguarda tecnológica, trabalhando com laboratórios de ponta e o mais próximo possível da realidade do ambiente industrial”, destacou ele. “Isso faz parte da nossa cultura de educação profissional, e conseguimos levar esse perfil também para o ensino superior", diz.

“O nosso aluno usa tecnologias replicadas dos ambientes industriais nos nossos laboratórios e mantém contato direto com a indústria por meio de visitas, estágios e bolsas. Esse é um diferencial do modelo de formação da FAETI”.

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Sobre Juliska

Juliska Azevedo é jornalista natural de Natal-RN. É gerente de comunicação do Sistema FIERN e sócia da agência Ska Comunicação, atuando como assessora de comunicação e consultora para instituições e lideranças. É pós-graduada em Assessoria de Comunicação e cursa MBA em Liderança e Gestão e Inteligência Artificial, pela Saint Paul/Exame; tendo atuado como professora no ensino superior.

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