O mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte teve o melhor período do ano no mês de junho, quando foram abertas 4.782 novas vagas de emprego com carteira assinada, resultantes número maior de contratações 15.004 trabalhadores em contraposição ao total de demissões, que foi de 10.222 contratos encerrados. Esse resultado elevou para 12.311 o número de novas frentes de trabalho abertas no estado no primeiro semestre do ano, quantitativo que é bem maior em relação ao acumulado no primeiro semestre do ano passado, quando o estado registrou uma perda de 18,5 mil postos. No comparativo com maio, o crescimento do saldo em junho foi de 156%, e, em relação a junho do ano passado, o aumento foi ainda maior: 274%.

Esses dados foram divulgados nesta quinta-feira (29), com a edição do Mapa do Emprego. A publicação é elaborada mensalmente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte analise a evolução das contratações e demissões formais, tendo como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes aos seis primeiros meses do ano. Desde janeiro do ano passado, o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) para as empresas, o que traz diferenças na comparação com resultados dos anos anteriores a 2019. O boletim está disponível para visualização e download no portal do Sebrae (www.rn.sebrae.com.br).

De acordo com a síntese do Sebrae, atualmente, o Rio Grande do Norte conta com uma massa de 444.552 trabalhadores contratados o registro formal. O saldo de empregos acumulado no semestre no Rio Grande do Norte foi o sexto melhor da região Nordeste, ficando à frente da Paraíba, Alagoas e Sergipe, cujos saldos acumulados foram menores que o do RN.

Na análise por setor, o segmento que mais abriu vagas até a metade do ano foi o de serviços quem criou 9.360 novas vagas. O setor de comércio foi o segundo maior gerador de novos postos de trabalho com a criação de 3.775 novos empregos. Já a construção civil abriu 1.700 novas vagas, enquanto a indústria gerou 942 vagas no semestre. No setor agropecuário, houve um déficit de empregos. No período, esse segmento perdeu 3.466 empregos.

Os pequenos negócios foram os maiores geradores de emprego do primeiro semestre de 2021. Juntas, as microempresas e empresa de pequeno porte responderam por 17.360 novos postos de trabalho, sendo mais de 15,7 mil apenas nas microempresas. Já as médias e grandes empresas registraram déficit de vagas no semestre. As médias tiveram saldo negativo em 4.401 empregos e as grandes -805 vagas.

De acordo com o Mapa do Emprego, as oportunidades de novos empregos formais ao longo dos últimos seis meses surgiram principalmente nos municípios de Natal (5.500), Parnamirim (2.546), Mossoró (1.351.) e Caicó (509). No ranking das cidades onde houve mais demissões, a liderança do maior número de desligamentos no semestre ficou com Baía Formosa (-1.103), seguida de Arêz (-718), Apodi (-559) e Baraúna (-397).