Em uma atitude conjunta as empresas Starbucks, Coca-Cola, Diageo e Unilever vão suspender suas propagandas de plataformas de mídia social, especialmente o Facebook e Instagram. O protesto se dá, segundo as grandes empresas, pela falta de ação dessas redes contra o "discurso de ódio". Além delas, outras corporações mundo a fora prometem se engajar no movimento que está sendo chamado #StopHateforProfit (Dê um Basta no Ódio por Lucro). 

Os anúncios das empresas foram feitos depois de o Facebook ter tomado a polêmica decisão de moderar o conteúdo postado na sua plataforma. Muitos acreditam que a medida é insuficiente para combater a disseminação dos discursos de ódio na rede. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg disse que vai proibir anúncios que digam que "pessoas de raças, etnias, nacionalidades, religiões, castas, orientações sexuais, identidades sexuais ou status de imigração específicos" são uma ameaça aos demais.

Os organizadores da campanha, que vem acusando o Facebook de não agir contra discursos de ódio e desinformação, disseram que "uma pequena quantidade de pequenas mudanças" não vai "nem causar um arranhão no problema". A intenção é promover um impacto de proporções globais na receita das redes sociais. A Coca-Cola anunciou que vai interromper sua publicidade em todas as plataformas de mídia social em todo o mundo. Já a Unilever, dona de diversas marcas de comida e higiene, disse que reduzirá pela metade sua publicidade no Twitter, Facebook e Instagram até "pelo menos" o resto de 2020.

A campanha pede que Zuckerberg crie uma infraestrutura permanente de direitos civis dentro do Facebook, submeta conteúdo a auditorias independentes, procure e remova grupos públicos e privados que publicam conteúdos de ódio e desinformação e crie equipes especializadas em revisão de reclamações.

Com informações da BBC