A cidade de Coimbra, em Portugal, vai receber entre os dias 27 e 28 de janeiro a 1ª edição do Seminário Internacional "Sífilis Não" na Perspectiva da Formação Humana em Saúde: a pesquisa no espaço lusófono e ibérico. O evento é uma promoção do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN), em parceria com o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20), da Universidade de Coimbra.

O evento tem como objetivo fortalecer as cooperações internacionais e alinhar as pesquisas em andamento entre os dois centros, além de articular as produções conjuntas entres grupos de pesquisas, definir agendas de trabalho para os próximos anos (de 2020 a 2025), integrar pesquisadores e discutir o cenário de enfrentamento à sífilis no Brasil, onde ocorre o Projeto de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção (Sífilis Não), bem como nos demais países envolvidos. Além de Brasil e Portugal, o evento conta com a participação de palestrantes da Espanha, de Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe. A programação completa está disponível no site do evento: https://seminariosifilisnao.lais.huol.ufrn.br/

Sobre o projeto “Sífilis Não”

O Projeto de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção, comumente conhecido como “Sífilis Não”, é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), tendo como objetivo ações efetivas e pesquisas aplicadas nas áreas acadêmica e médica que visem a redução dos casos de sífilis adquirida e a possível eliminação da sífilis congênita por todo o Brasil.

Atuando em quatro eixos distintos (gestão e governança, vigilância, cuidado integral e fortalecimento da educação e comunicação), o projeto visa a capacitação de gestores e profissionais na área da saúde, implantando linhas de cuidado para a sífilis com acompanhamento e intervenção em populações-chave, como grupos de gestantes e pessoas do meio LGBT. O projeto também conta com a participação de diversos apoiadores, que são responsáveis pelas ações na vigilância e na atenção primária em saúde, fortalecendo assim o Sistema Único de Saúde (SUS) e formando uma articulação rápida e forte contra a sífilis.