Comunicação, educação, mercado e turismo!

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25

Jun

A 9ª edição do Papo de Mídias acontece amanhã (26), a partir das 19h no auditório do Sebrae-RN. O projeto educativo, criado em 2016 pela jornalista Erika Zuza, reúne profissionais e estudantes de diversas áreas para discutir temas relevantes e atuais do mercado da comunicação. A inscrição para o evento é gratuita através do www.outgo.com.br/papodemidias9

Desta vez a mesa - redonda contará com a presença de especialistas em Marketing Digital, Social Media, Empreendedorismo e Direito que irão debater os desafios do Marketing de Influência Digital. 

Entre os convidados está Amanda Oliveira da Câmara Moreira - Advogada, Professora, Presidente da Comissão de Direito da Moda da OAB-RN e ABA-RN e Membro da Comissão especial de Cultura, Arte e Moda da OAB Nacional; Fábio Farias - Jornalista e Especialista em Marketing Digital; Gabriela Melo - Administradora; Diretora Comercial e de Marketing na Matersol; George Daniel - Criador do projeto web cultural Signos Nordestinos e Nayara Leandro - Social Media, Criadora de Conteúdo e Consultora de empresas e influenciadores digitais

Nesta edição, o Papo de Mídias está apoiando a ONG Patamada. Para o Credenciamento, o participante deve levar uma ração ou produtos de higiene para animais de estimação. Outras informações acesse o perfil do Papo no instagram: @papodemidias ou envie email papodemidias@gmail.com

25

Jun

Deu no Portal Agora Eu Voo

A insegurança, o medo de assédio e a violência pesam para mulheres na hora de escolher hospedagens durante viagens. Foi o que constatou a empresária Jussara Pellicano, de apenas 31, trocando experiências com amigas e viajantes.

Pensando nisso, ela e mais dois sócios resolveram criar a startup SisterWave, que oferece hospedagem colaborativa e apoio mútuo ao público feminino.

Como ela mesma explica, é uma rede feita para mulheres, “baseadas em suas demandas específicas e que se aprofunda sobre a perspectiva feminina ao viajar, buscando sanar os medos e oferecer inspiração e acolhimento”.

Na plataforma, as viajantes podem buscar por anfitriãs de diversas cidades e estados do Brasil para trocar experiências que vão desde conversas até dicas de roteiros incomuns que só elas conhecem.

O SisterWave já está presente em mais de 60 cidades, nas cinco regiões do Brasil, e conta com mais de 130 anfitriãs. O Rio Grande do Norte, por enquanto, não conta com opções cadastradas.

25

Jun

O número de jovens de 15 a 17 anos cursando o ensino médio aumentou de 61% em 2012 para 68,7% em 2018. O percentual de jovens nessa faixa etária que frequentam a escola também vem crescendo e chegou a 91,5% em 2018. Os dados estão no Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado hoje (25) pelo movimento Todos pela Educação em parceira com a Editora Moderna e traz dados organizados de acordo com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

“É uma avanço estatisticamente significante, mas um avanço ainda tímido. O modelo que temos acaba fazendo com que adolescentes e jovens saiam da escola e, mesmo os que frequentam a escola, não veem um ambiente atrativo para seguir e encaixar a ideia de escolarização do ensino médio nos seus projetos de vida”, disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação, Caio Callegari.

A conclusão do ensino médio na idade adequada ainda é um desafio, como mostram os dados do relatório. Em 2018, apenas 63,6% dos jovens de 19 anos matriculados concluíram o ensino médio. Em 2012, 51,7% dos jovens de 19 anos haviam concluído essa etapa do ensino.

Desigualdades

As desigualdades socioeconômicas e de raça têm peso no acesso ao ensino médio, como aponta o anuário. Em 2018, 75,3% dos jovens brancos de 15 a 17 anos estavam matriculados na etapa. Já entre os jovens negros da mesma faixa etária esse percentual era de 63,6%, uma diferença de quase 12 pontos percentuais.

O anuário mostra também as disparidades em relação à distribuição de recursos. Enquanto São Paulo recebe a maior média anual de recursos vinculados à educação por aluno, R$ 6,5 mil, o Maranhão está no outro extremo com R$ 3,5 mil por aluno ao ano.

“Boa parte das desigualdade educacionais está relacionada a desigualdade de financiamento tanto em relação a garantia de recursos mínimos quanto a gestão de recursos. Estamos dando menos recurso para quem tem que corrigir um passivo histórico de investimento em educação”, disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação.

Fonte: Agência Brasil

25

Jun

Começou nesta terça-feira (25) o período de inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2019. O programa oferece financiamento para estudantes pagarem cursos de graduação em universidades privadas. O prazo para se candidatar é 1º de julho.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidos 150 mil contratos, dos quais 50 mil terão juro zero.

Na modalidade "Fies", são oferecidas vagas com juro zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos.

Já a modalidade "P-Fies" se destina a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos. Eles podem receber um empréstimo a juros relativamente baixos, variando de acordo com o banco que atua como agente financeiro.

As inscrições são feitas pela internet no endereço: http://fiesselecaoaluno.mec.gov.br. Basta inserir CPF, data de nascimento, o código de verificação que aparece na tela e, se o candidato tiver tirado uma nota suficiente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pode dar continuidade à inscrição.

Para participar, o estudante tem de ter feito o Enem a partir de 2010, não pode ter zerado a redação e tem de ter feito pontuação mínima de 450 pontos na média aritmética das provas. Veja o edital.

Fonte: G1, disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/06/25/fies-do-segundo-semestre-2019-abre-inscricoes-nesta-terca.ghtml

25

Jun

Quando você pensa em acústica, o que vem a sua cabeça? Se você lembrou das famosas caixinhas de ovo coladas nas paredes, pode esquecer! O conceito mudou e hoje é possível unir funcionalidade, beleza e design em um ambiente isolado de barulho. E mais: a acústica não é mais exclusiva de ambientes profissionais, mas pode ser aplicada ao conforto das residências.

Para esclarecer como aplicá-la ao cotidiano, será realizado o 1º Evento sobre Acústica do O Borrachão, que vai acontecer no próximo dia 02 de julho, a partir das 14h, no Hotel Escola Barreira Roxa, em Natal.

O evento é voltado para arquitetos, engenheiros, designers de interiores e estudantes que estão concluindo o curso de arquitetura. Na ocasião, profissionais de alto gabarito vão apresentar como funciona a aplicação da proteção acústica ao cotidiano. “A acústica não está presente só em ambientes comerciais ou com grandes concentrações de pessoas, como cinemas e teatros. Você pode ter um ambiente de trabalho, como um escritório de contabilidade, por exemplo, tratado acusticamente, que vai trazer mais concentração, mais produtividade, menos estresse e, consequentemente, mais resultado”, explica a diretora de relacionamento do grupo O Borrachão, Renalle Diniz Costa Gurgel.

Quem for ao evento vai encontrar dicas de inovação e aprender a aliar beleza e funcionalidade em um único ambiente. Compreenderá, também, como os benefícios da boa acústica podem auxiliar na redução do estresse e na melhor qualidade de vida aos usuários do ambiente, influindo em questões como o sono.

 “Os profissionais que forem ao encontro vão ter mais conhecimento sobre o assunto e vão poder dar uma maior segurança para os clientes. Eles vão poder mostrar, por exemplo, que ao invés de usar um painel para televisão, sem absorção nenhuma, é possível usar um revestimento que já vem acabado, muito mais bonito e com isolamento acústico. São produtos com tecnologia de ponta”, exemplificou Renalle.

O grupo O Borrachão é hoje referência nesse segmento de mercado aqui no RN, tendo no currículo obras do porte do Shopping Midway Mall, Teatro Riachuelo, Cinépolis, Cinemark e o próprio Hotel Barreira Roxa. O evento vai contar com a participação da doutora em Arquitetura e Urbanismo Bianca Araújo, que é também coordenadora do curso de Arquitetura da UFRN; do sócio e diretor comercial da Ambi Brasil – Revestimentos Acústicos, Marcus Lima; da gerente de marketing para a América Latina da Tarkett – Pisos e Revestimentos, Bianca Tognollo; e da responsável pelo atendimento comercial da Trisoft – Soluções Acústicas Arquitetônicas, Suelen Luna.

Saiba mais

Bianca Araújo

Atual 1ª Secretária da Regional Nordeste da Sociedade Brasileira de Acústica (SOBRAC/NE); Arquiteta e Urbanista (UFRN); Mestre em Arquitetura e Urbanismo (USP), Doutora em Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP); Professora do Curso de Arquitetura e Urbanismo (UFRN); Professora do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (doutorado e mestrados acadêmico e profissional); Atual Chefe do Departamento de Arquitetura UFRN.

Marcus Lima

Formado em Ciências Econômicas pela UFPR; Pós-Graduado em Análises de Projetos pela PUC – PR; MBA em Executivo em Gestão Empresarial pela FAE – PR; Sócio e Diretor Comercial da Ambi Brasil.

Bianca Tognollo

Formada em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Belas Artes de SP; MBA em Marketing pela FGV; Trabalha na indústria de materiais de construção e decorações há mais de 20 anos; Passou por empresas como Rockfibras, Lukscolor, Tintas Coral; Está na Tarkett há 12 anos e é responsável pelo marketing da América Latina.

Suelen Luna

Formada em Marketing e cursa Engenharia Civil (UNIP-SP); Trabalha na Trisoft há 8 anos, responsável pelo atendimento comercial técnico.

25

Jun

Na última quinta-feira (20), a Uber fez diversas alterações em seu aplicativo para melhorar a experiência de seus motoristas, sejam eles iniciantes ou experientes.

As novidades chegaram após uma manifestação de motoristas cadastrados na plataforma que apoiaram uma decisão do governo da Califórnia, pedindo para que eles fossem contratados como funcionários.

Agora, a Uber está testando um feed com promoções e perguntas em forma de games. Para os novos cadastrados, o aplicativo vai oferecer uma simulação de viagem através de um passo a passo, antes mesmo de se comprometerem a pegar o primeiro passageiro.

O app também deve trazer novas notificações para avisar sobre viagens de longa ditância, informando, por exemplo, qual será o tempo médio até o destino. Quando for necessário cancelar uma viagem, o aplicativo vai ajudar os motoristas a especificarem o motivo.

Também está sendo testado um recurso para que o app aceite a próxima viagem automaticamente, facilitando a prática de viagens consecutivas, que trazem bônus aos motoristas.

Essas novas medidas trazem melhorias já exigidas pelos motoristas, que sempre buscam informações sobre formas de conseguirem mais dinheiro, como promoções ou eventos próximos que possam trazer mais corridas, além de detalhes sobre as viagens para que possam planejar um dia completo de trabalho.

Por enquanto, esses novos recursos ainda seguem em teste e não há previsão de quando serão disponibilizados aos motoristas de todo o mundo.

Fonte: The Verge, via Canaltech,disponível em: https://canaltech.com.br/apps/uber-testa-novos-recursos-voltados-para-motoristas-142359/

25

Jun

A aluna do curso de Engenharia Elétrica, Sarah de Carvalho Caminha, e o seu orientador, professor Idalmir de Souza Queiroz Júnior, foram agraciados com o Prêmio de Melhor Pôster da Área de Magnetismo durante o Encontro de Outono 2019 da Sociedade Brasileira de Física (EOSBF), realizado de 26 a 31 de maio na cidade de Aracaju, em Sergipe. Anteriormente denominado Encontro Nacional de Física da Matéria Condensada (ENFMC), este é o maior evento de física no Brasil e está em sua 42ª edição.

Intitulado Simulation and Analysis of the Effects of Asymmetry in Iron Nanorings, o estudo é fruto do trabalho de Iniciação Científica da discente Sarah, sob a orientação do professor Idalmir, e foi apresentado no evento pela professora Maria das Graças Dias da Silva do Departamento de Física da UERN. Os estudos fazem parte do Projeto de Nanoestruturas Magnéticas desenvolvido pelo professor Idalmir com pesquisadores da Ufersa, UERN e UFRN como resultado de seu pós-doutorado em 2012 junto ao grupo de pesquisa liderado pelo professor Artur da Silva Carriço, da UFRN.

Segundo o professor Idalmir, o trabalho premiado objetivou estudar um dispositivo nanométrico magnético, em formato de anel assimétrico, usado como base para dispositivos spintrônicos, como as válvulas de spins e portas lógicas de spins, para analisar seus estados magnéticos. “A área de spintrônica, ou magnetoeletrônica ou ainda nanomagnetismo, é uma área de pesquisa muito recente baseada em materiais magnéticos, sendo ela, a evolução da eletrônica, que usa materiais semicondutores.

O professor continua ressaltanto que  “em contrapartida a eletrônica trata das cargas eletrônicas com o objetivo de representar grandezas físicas por meio de transdutores, armazenar, transmitir ou processar informações e controlar processos e servo mecanismos, a spintrônica pode fazer as mesmas coisas, porém com momentos magnéticos (spins). A spintrônica difere da eletrônica tradicional, pois além do estado de carga, os spins eletrônicos são explorados como um grau adicional de liberdade, com implicações na eficiência do armazenamento e transferência de dados”.

25

Jun

O forró pode ser declarado como patrimônio imaterial do Brasil até meados de 2020. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou pesquisa nos nove estados do Nordeste, mais o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo para identificar a forma de expressão que além de gêneros musicais diz respeito a festas e interações sociais ao som da sanfona, zabumba e do triângulo.

A iniciativa foi bem acolhida entre os músicos como o maestro Marcos Farias, filho da cantora Marinês (1935-2007) e afilhado de Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião. Segundo ele, muitos grupos e artistas que se denominam “de forró” fazem adaptações de cumbia e zouk (de países hispânicos sul-americanos e caribenhos).

“Tiraram o nosso nome. A gente foi usurpado do título e jogado para essas músicas de características latinas”, reclama. Conforme Farias, o que ocorre é “apropriação indevida”, e esses grupos fazem “oxente music”, brinca.

De acordo com Hermano Queiroz, diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, o trabalho de registro do forró permitirá “mapear as vulnerabilidades, os riscos, a necessidade de promoção do bem”. Ele, no entanto, assinala que “o objetivo do registro não é dar autenticidade a uma narrativa”, e ressalta que há várias narrativas em circulação: “o patrimônio cultural é dinâmico”, explica.

Segundo Queiroz, não é preocupação central saber exatamente em que lugar teria surgido o forró. “A raiz não é o grande problema. O que o registro traz é o potencial de diálogo intercultural entre diversas manifestações”, crê. Ele assinala que a pesquisa do Iphan vai “mapear todos olhares e narrativas sobre esse bem imaterial’ e permitir que músicos de diferentes lugares se conheçam e passem a “ter a compreensão de que embora espraiados em todo o território cultural são irmãos”.

Fonte: Agência Brasil

25

Jun

Dados do Ministério da Saúde revelaram que 19,3% da população das capitais brasileiras usam o celular enquanto dirigem. Isso significa que de cada cinco pessoas, uma afirmou que comete esse ato. A informação é do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018, divulgada ontem (24). O ministério alertou ainda que os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país.

A pesquisa também mostrou que as pessoas com idades entre 25 e 34 anos (25%) e com maior escolaridade (26,1%), com 12 anos de estudo ou mais, são as que mais assumem esse comportamento de risco. Os motoristas com nível superior também são os que mais recebem multas por excesso de velocidade e que associam o consumo de bebida alcoólica e direção.

O Vigitel é uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde que, desde 2006, monitora diversos fatores de risco e proteção relacionados à saúde, incluindo a temática de trânsito nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. Nesta edição foram entrevistadas por telefone 52.395 pessoas, maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018.

As capitais que apresentaram maior percentual de uso de celular por condutores foram Belém (24%), Rio Branco (23,8%) e Cuiabá (23,7%), seguido por Vitória (23,3%), Fortaleza (23,2%), Palmas (22,4%), Macapá e São Luís (22,3%). Por outro lado, as capitais com menor uso de celular durante a condução de veículo foram: Salvador (14,1%), Rio de Janeiro (17,1%), São Paulo (17,2%) e Manaus (17,7%).

Além do uso do celular associado à direção, a pesquisa abordou também outros três importantes indicadores para a ocorrência de acidentes de trânsito: consumo abusivo de álcool abusivo, consumo de álcool em qualquer dose e multa por excesso de velocidade.

Fonte: Agência Brasil

25

Jun

Deu No UOL:

Cerca de quatro em cada dez professores que davam aula para os anos finais do ensino fundamental (entre o 6º e o 9º ano) no Brasil em 2018 não tinham formação adequada para o que ensinavam. Isso corresponde, por exemplo, à situação de um professor formado em matemática, mas que acaba dando aulas de física.

O dado é do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado hoje. Segundo o levantamento, 37,8% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental não tinham licenciatura ou complementação pedagógica na área da disciplina pela qual eram responsáveis.

No ensino médio, esse índice ficou em 29,2% dos educadores. O indicador não foi considerado para os anos iniciais do ensino fundamental porque, nessa etapa, ainda não há uma divisão clara entre as disciplinas ensinadas para os alunos.

O anuário é resultado de uma parceria entre o movimento Todos pela Educação e a editora Moderna e tem como base os microdados do Censo e os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, realizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Baixos salários e poucas promoções

Para Thaiane Pereira, coordenadora de projetos no Todos pela Educação, a falta de formação específica dos professores é reflexo de vários fatores.

"Uma das coisas é quem a gente atrai para a carreira de professor. A gente vê que, na média, o Brasil vem atraindo [para a docência] quem tem as médias mais baixas no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]", afirma.

Segundo ela, o baixo salário, o conteúdo excessivamente teórico na formação inicial e a dificuldade em progredir na carreira dentro das redes de ensino são fatores que desestimulam os professores, que eventualmente acabam encontrando "outro caminho possível, que seja o de não dar aula".

Dados do mesmo anuário mostram que, em 2018, o rendimento médio dos professores da educação básica correspondia a 69,8% do salário médio dos profissionais com curso superior. Comparando apenas com profissionais das áreas de exatas ou saúde, os professores recebem 50%.

"As redes acabam ficando em uma situação difícil, de ter de escolher entre não ter professor para dar aula ou escolher outro professor que não é daquela disciplina", afirma Pereira.

Fonte disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/06/24/de-cada-10-professores-do-fundamental-4-nao-tem-formacao-no-que-ensinam.htm