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24

Jan

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Confiança do empresário é a maior desde junho de 2010, diz CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu para 65,3 pontos em janeiro. Com a alta de 1 ponto em relação a dezembro de 2019, o indicador está 10,5 pontos acima da média histórica e é o maior desde junho de 2010. Os dados são da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os indicadores variam de 0 a 100 pontos. Quando estão acima de 50, mostram que os empresários estão confiantes. Quanto maior o índice, maior e mais disseminada é a confiança. O Icei é maior nas grandes empresas, segmento em que subiu para 66,4 pontos neste mês. Nas médias, o Icei é de 64,9 pontos e, nas pequenas, de 63,4 pontos. “A confiança elevada se baseia não somente nas expectativas para os próximos seis meses, como também no sentimento de melhora da situação econômica corrente”, diz a pesquisa.

De acordo com a CNI, o índice que mede a percepção dos empresários sobre as condições atuais dos negócios e da economia aumentou 0,9 ponto em relação a dezembro e ficou em 59 pontos em janeiro, o maior nível desde junho de 2010. O índice de expectativas subiu 1 ponto em relação ao mês passado e está em 68,4 pontos. Na avaliação da CNI, isso mostra que os empresários estão otimistas em relação ao desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses.

“Os empresários estão mais otimistas porque percebem melhoras no ambiente de negócios. Os juros e a inflação estão menores e há um aumento da demanda e da produção. Desde o fim do ano passado, há uma melhora da atividade”, afirmou, em nota, o economista da CNI Marcelo Azevedo. “Além disso, os empresários acreditam que esse ambiente vai melhorar nos próximos seis meses. Por isso, a confiança começa o ano em alta”, completou Azevedo. Segundo o economista, a confiança elevada é condição necessária para aumentar a produção, os investimentos e o emprego.

De acordo com a pesquisa, a confiança é maior entre os empresários do Sul. Na região, o Icei de janeiro ficou em 67,2 pontos. Em seguida, vem a região Norte, onde o indicador alcançou 65 pontos. No Nordeste, o Icei foi de 64,5 pontos, e no Sudeste e Centro-Oeste, de 64,6 pontos.

O levantamento também mostra que o otimismo é maior entre os empresários da indústria de transformação. Nesse segmento, o Icei alcançou 65,7 pontos em janeiro. Na indústria extrativa, foi de 63,7 pontos e, na construção, de 64 pontos. Esta edição do Icei foi feita entre os dias 6 e 17 deste mês com 2.458 empresas de todo o país. Dessas, 921 são pequenas, 917 são médias e 620 são de grande porte.

Com informações da Agência Brasil

22

Jan

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Estudo da OCDE mostra futuro das profissões no mundo

Medicina, direito, engenharia, pedagogia e licenciaturas estão entre as carreiras mais procuradas por estudantes de 15 anos em 41 países. No Brasil, quase dois a cada três estudantes pretendem seguir as dez profissões mais citadas no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 por aqueles que fizeram as provas. 

Os resultados estão no estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação analisa, entre outras, as respostas à pergunta: “Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”, feita aos participantes do Pisa. O levantamento analisa ainda os resultados dos países que participaram da edição do exame em 2000 e em 2018. 

“As aspirações profissionais dos jovens são importantes”, diz o estudo. “As aspirações de carreira dos adolescentes são um bom preditor dos empregos que os alunos podem ocupar quando adultos”, observa. A intenção é mostrar também como essas aspirações mudaram ao longo do tempo.

Ranking por gênero

Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto em 2000 quanto em 2018, medicina, direito, pedagogia e licenciaturas, enfermagem, psicologia, administração e veterinária estão entre as top 10. 

Em 2000, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira completavam o ranking. Em 2018, elas saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais. 

Entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação. As profissões são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada. 

“De maneira esmagadora, são mais frequentes os meninos que esperam trabalhar em ciência e engenharia do que as meninas, mesmo quando meninos e meninas têm o mesmo desempenho no teste científico do Pisa, mas esse nem sempre é o caso. Além disso, em muitos países, o nível de interesse das meninas por essas profissões é maior do que o dos meninos”, diz o estudo. 

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%. França e República Tcheca têm o  menor percentual, 36%.

Futuro das profissões

O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores. 

De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens, como profissionais de saúde e sociais, culturais e legais, tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, “muitos jovens selecionam empregos com risco muito maior de automação. Ao todo, 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos”. 

O estudo mostra que o risco de automação varia entre países. Na Austrália, Irlanda e no Reino Unido, cerca de 35% dos empregos citados pelos estudantes correm o risco de automação. Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.

Pisa 2018

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia estudantes de 15 anos quanto aos conhecimentos em leitura, matemática e ciências. Em 2018, o Pisa foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas. 

Com informações da Agência Brasil

22

Jan

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Orçamento de 2020 prevê 51,3 mil vagas em concursos federais

O Orçamento Geral da União de 2020, publicado no Diário Oficial da União, prevê 51.391 vagas em concursos públicos federais nos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Defensoria Pública da União. Isso representa um aumento de 1.400% em relação à previsão de 3.369 servidores do Orçamento do ano passado.

Do total de vagas previstas para este ano, 45.816 destinam-se ao provimento (preenchimento) de postos existentes que ficaram vagos, geralmente por morte ou aposentadoria. O Orçamento prevê ainda a criação de 5.575 vagas.

O Poder Executivo concentra o número de vagas, com a previsão de provimento de 43.568 postos e a criação de 3.140 vagas nas esferas civil e militar. No Judiciário, estão previstos o preenchimento de 1.871 vagas existentes e a criação de 1.417 postos. No Judiciário, o Orçamento destina espaço para o provimento de 147 postos e a criação de sete vagas.

A Lei Orçamentária de 2020 prevê a criação de 1.011 vagas e o provimento de 205 postos na Defensoria Pública da União. Para o Ministério Público da União e o Conselho Nacional do Ministério Público, o texto estipula o preenchimento de 25 vagas existentes.

A maior parte dos provimentos será executada por meio da convocação de aprovados em concursos já realizados. A autorização para novos concursos depende do Ministério da Economia, que analisará se existem recursos para a contratação de servidores e verificará a necessidade de cada órgão. O Orçamento de 2020 destina R$ 344,6 bilhões para despesas com pessoal.

A previsão de vagas para o serviço público federal foi alterada pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Orçamento. O projeto original da Lei Orçamentária Anual estimava 32 mil provimentos e a criação de 2 mil vagas nos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e na Defensoria Pública da União.

Com informações da Agência Brasil

21

Jan

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Número de desempregados no mundo deve alcançar 190,5 milhões neste ano, diz Organização Internacional do Trabalho

A quantidade de pessoas desempregadas no mundo deve aumentar este ano para 190,5 milhões, mostrou um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado nesta segunda-feira (20). Em seu relatório anual sobre o emprego no mundo, a OIT indica que, após permanecer “relativamente estável nos últimos nove anos”, o desemprego em todo o mundo deve aumentar novamente devido à desaceleração do crescimento econômico.

O número de desempregados deve aumentar em 2,5 milhões em 2020 porque, enquanto a força de trabalho aumenta, não estão sendo criados empregos suficientes para absorver os recém-chegados ao mercado de trabalho. A taxa de desemprego global foi de 5,4% em 2019 e deve permanecer em torno desse valor nos próximos dois anos, o que significa que seu declínio progressivo registrado entre 2009 e 2018 define o ritmo.

Ao incluir as pessoas subempregadas ou que não estão procurando mais trabalho, o número chega a 470 milhões, adicionando 165 milhões de pessoas que têm emprego, mas gostariam de trabalhar mais e 120 milhões que abandonaram a busca ativa ou não têm aceso ao mercado de trabalho. “Para milhões de pessoas comuns, é cada vez mais difícil construir uma vida melhor graças ao trabalho”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em entrevista coletiva.

“A persistência e a amplitude da exclusão e das desigualdades relacionadas ao trabalho impedem que eles encontrem trabalho decente e forjem um futuro melhor. Esta é uma conclusão extremamente preocupante que tem sérias e alarmantes repercussões na coesão social”, afirmou.

O acesso ao emprego remunerado não garante trabalho decente. Quase 61% da força de trabalho do mundo realiza trabalhos informais e mal remunerados ou que oferecem pouco ou nenhum acesso à proteção social e aos direitos trabalhistas.

Da mesma forma, mais de 630 milhões de trabalhadores no mundo – isto é, uma em cada cinco pessoas na população ativa do mundo – vive em condições de pobreza extrema ou moderada (definida por ganhos de mais de US$ 3,20 dólares, cerca de R$ 13, por dia em termos de paridade do poder de compra). Espera-se que esse fenômeno aumente em 2020 e 2021 nos países em desenvolvimento.

Desemprego no Brasil

Para o Brasil, a OIT estimou o país deve encerrar o ano com 12,9 milhões de desempregados. Se essa previsão se confirmar, haverá uma pequena redução em relação ao observado em 2019. A organização estima que o pais encerrou o ano passado com 13 milhões de desempregados.

21

Jan

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Brasil passou para quarto destino de investimentos no mundo em 2019

Com a ajuda do programa de privatização de empresas federais, o Brasil subiu da sexta para a quarta posição entre os principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo em 2019. Segundo relatório divulgado  ontem (20) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos no ano passado, contra US$ 60 bilhões em 2018.

Os três primeiros lugares do ranking de destino de investimentos ficaram com os Estados Unidos, com US$ 251 bilhões no ano passado; a China, com US$ 140 bilhões, e Cingapura, com US$ 110 bilhões. Os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil equivalem a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado.

Segundo o relatório, parte da alta dos investimentos externos no Brasil ocorreu, em parte, por causa do programa de privatizações, que se concentrou na venda de subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

“O Brasil registrou aumento de 26%, para US$ 75 bilhões, parcialmente impulsionado pelo programa de privatizações lançado em julho como parte dos esforços da administração para acelerar a economia. A primeira dessas privatizações envolveu uma companhia de distribuição de gás – Transportadora Associada de Gás – comprada por um consórcio de investidores liderado pela francesa Engie por quase US$ 8,7 bilhões”, destacou o levantamento.

Para este ano, o relatório diz que o país deverá continuar a receber investimentos externos por causa da continuidade do programa de privatizações. “Em 2020, os desinvestimentos em subsidiárias de companhias estatais deverão ganhar força; a privatização de grandes companhias como a Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina, e da Telebras devem provavelmente atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, acrescenta o documento.

Além das privatizações, o relatório cita os projetos relacionados ao meio ambiente como fatores que ajudarão a elevar os investimentos estrangeiros no Brasil neste ano. “Dados preliminares sobre os investimentos na área verde anunciados no país corroboram essa perspectiva, com o valor dos projetos mais que dobrando, na comparação com 2018, especialmente na energia renovável e na indústria automotiva”, ressalta a Unctad. O presidente Jair Bolsonaro comentou o resultado do estudo. Na rede social Twitter, ele postou que o quarto lugar obtido pelo Brasil representa a volta da confiança no país.

Com informações da Agência Brasil

21

Jan

Mercado

SINE-RN aumenta em 230% número de pessoas empregadas em 2019

O Sine RN teve um aumento de mais de 62% (3.389 ) na captação de vagas no mercado de trabalho em 2019 comparado a 2018 e de 230% no número de pessoas empregadas em decorrência de suas ações na intermediação do emprego. “Crescemos o número de vagas oferecidas”, explica a subsecretária do Trabalho da Sethas, Karla Veruska.

A Subsecretaria do Trabalho da Sethas, responsável pelo Sine-RN, vai intensificar este ano a busca pela qualificação profissional de trabalhadores cadastrados no órgão para atender às novas exigências das empresas para o preenchimento de vagas em seus quadros.

Na segunda semana de janeiro deste ano, a unidade matriz do Sine RN voltou a funcionar na rua Nossa Senhora da Candelária, no bairro Candelária, zona Sul de Natal. “Estamos começando esta nova fase no Sine mas não adianta ter só a vaga e não preenchê-la”, ressalva Karla Veruska.

Segundo ela, a falta de qualificação é um dos maiores entraves para a colocação dos trabalhadores no mercado. As empresas estão exigindo cada vez mais qualificação da mão de obra. No ano passado, esclarece, foram preenchidas ocupações para fisioterapia, auxiliar administrativo, secretária executiva e professor de inglês. O cadastro é para todo tipo de profissional e não apenas para a área de serviços gerais.

No ano passado, o Sine trabalhou para a captação de vagas passando de 2.417 pessoas encaminhadas a empresas em 2018 para 3.389 em 2019, um crescimento de 62,15%. Houve ainda um aumento de 230,65% no número de pessoas empregadas, passando de 240 em 2018 para 783 em 2019.

Somente a rede de Restaurante Madero de Curitiba, no Paraná, ofertou através do Sine-RN,  600 vagas de empregos para jovens de ambos os sexos que vivem no interior do Estado.

Os números, comenta Karla Veruska, são frutos do trabalho de prospecção que a Subsecretaria do Trabalho vem executando desde o início do ano passado junto às empresas na intermediação de vagas. Mesmo com limitação de recursos, explica, a reorganização do Sine foi iniciada.

A mudança de endereço da unidade matriz vai dar mais agilidade no processo de colocação e reinserção de mão de obra no mercado de trabalho, frisa Karla Veruska. O prédio foi desativado para reestruturação em seis meses mas se passaram seis anos. Foi inaugurado no governo passado sem as mínimas condições de funcionamento como uma rede lógica, imprescindível para instalação da rede informatizada, e uma subestação de energia elétrica.

“Foram muitas as conquistas para que o prédio passasse a funcionar”, frisa Karla Veruska. Para isso, foi estabelecida uma parceria com a Polícia Civil que instalou a rede lógica. Em troca a instituição de segurança vai ter espaço para o funcionamento de duas delegacias no prédio mas em áreas independentes.

A unidade matriz já está em uso para atendimento à população e com a nova estrutura um dos objetivos da Subsecretaria é reconquistar a credibilidade que o Sine tinha no passado junto aos trabalhadores e empregadores.

Responsável pela política de implementação das políticas públicas de emprego e combate ao desemprego, com o novo prédio, a Subsecretaria terá mais condições de realizar cursos de qualificação da mão de obra e também receber empresas em um espaço adequada e cômodo  o que não era possível nas instalações de Cidade da Esperança.

O Sine tem 15 unidades em funcionamento no Estado, sendo quatro em Natal. A unidade matriz funciona das 8h às 14h em cumprimento ao decreto de horário especial de expediente. Nas demais unidades, o expediente vai das 8h às 16h. 

Foto: Solano Petta

20

Jan

Mercado

Mercado de Trabalho: estudo aponta mudanças profundas e mapeia as 10 áreas para as carreiras da próxima década

Estudo desenvolvido pelo Escritório de Carreiras da USP (ECar), divulgado pelo Estadão, apontou que o mercado de trabalho caminha para se dividir em 10 áreas, que podem envolver diversos campos.

Os especialistas apontam que a transformação do emprego como hoje concebemos será radical nos próximos 10 anos, e atributos passarão a ter mais valor do que “profissões”. Ou seja, o trabalho do futuro passa pela combinação de conhecimentos. 

Nesse contexto, a sequência de experiências e habilidades de cada trabalhador será mais importante que a sua formação inicial. Confira as 10 carreiras do futuro, segundo o escritório de carreiras da USP. 

1 - Saúde 
As pessoas estão mais atentas à saúde e interessadas em arqueiros novos hábitos. A área envolve profissionais das áreas de cuidados, prevenção, proteção, diagnóstico, cura, reabilitação e acompanhamento. 

2 - Transformação Digital
Desenvolvimento de produtos e serviços voltados a mudanças estruturais nas organizações e sociedade, por meio da tecnologia 

3 - Segurança
Engloba serviços de proteção pública,  cibernética, da educação e fisica.

4 - Educação 
Engloba treinamento, educação digital, formal e informal, elaboração de material didático, políticas públicas e gestão da educação 

5 - Entretenimento
Área de atuação para proporcionar diversão, recreação, lazer, satisfação pessoal de forma pública, coletiva, privada ou individual 

6 - Inovação 
Inovação em produtos, processos ou gestão. Atuação em processos de tradução de ideias ou invenção de produtos ou serviços.

7 - Infraestrutura 
Recursos físicos necessários para garantir o bem estar da população em áreas urbanas ou rurais. Soluções de infraestrutura para os grandes centros.

8 - Energia
Energia éolica, mecânica, elétrica, térmica, química, nuclear, solar e biocombustíveis são alguns dos campos de atuação 

9 - Socioambiental
Área ligada a ações que respeitam o meio ambiente e a políticas que visam promover a produção e o consumo sustentáveis 

10 - Ética 
Campo de atuação que inclui as investigações, preocupações e ações dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano

 

Com informações do Estadão. 

20

Jan

Mercado

Feriados de 2020 devem causar quase R$ 20 bilhões de prejuízo no comércio em todo o país, revela estudo

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o prejuízo do comércio em 2020 por conta de feriados nacionais deverá chegar a R$ 19,6 bilhões em todo o Brasil. O valor é R$ 2,2 bilhões (12%) superior ao registrado em 2019 (R$ 17,4 bilhões). A variação é explicada pela maior quantidade de feriados que caem em dias úteis neste ano, em comparação com o ano passado.

A maior incidência de feriados em dias úteis, embora tenda a favorecer atividades econômicas específicas, como aquelas típicas do turismo, tende a gerar prejuízos por conta da queda no nível de atividade ou pela elevação dos custos de operação.

Ao contrário de 2019, quando o feriado de Tiradentes caiu em um domingo e as celebrações de Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados ocorreram aos sábados – dia de meio expediente no comércio –, em 2020 todas estas datas ocorrerão em dias que seriam úteis para o comércio. Apenas o feriado da Proclamação da República, que aconteceu em uma sexta-feira no último ano, não impactará o setor, pois cairá em um domingo.

De acordo com o economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, a folha de pagamentos, por conta das horas extras a serem pagas, é a principal fonte dos prejuízos impostos pelos feriados. “Por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados, em virtude do fechamento das lojas ou da diminuição do fluxo de consumidores, o peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial acaba comprimindo as margens de operação do setor”, afirma o economista.

Impacto maior

Segundo o estudo, cada feriado reduz a rentabilidade mensal média do setor comercial como um todo em 8,4% (varejo e atacado). Entretanto, nas regiões ou ramos de atividade onde a relação folha/faturamento é mais elevada, esse impacto tende a ser maior. As taxas de perdas mensais decorrentes de cada feriado nacional ultrapassam os dois dígitos nos seguintes segmentos: hiper e supermercados; lojas de utilidades domésticas; ramo de vestuário e calçados (11,5%, 11,6% e 16,7%, respectivamente). Juntos, eles respondem por mais da metade (56%) do emprego no varejo brasileiro.

Os Estados de São Paulo (R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 2,06 bilhões) e Paraná (R$ 1,42 bilhão) tendem a concentrar mais da metade das perdas estimadas (57%). 

20

Jan

Mercado

Empresas excluídas do Simples têm até o fim do mês para voltar ao regime

Os empreendedores que foram excluídos do Simples Nacional no ano passado têm até o final deste mês para regularizarem as pendências e fazerem uma nova adesão ao regime, desde que não haja débito com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O prazo também se aplica aos empresários interessados em aderir ao regime pela primeira vez. Caso contrário, o ingresso acontecerá somente no próximo ano.

Ao optar pelo Simples Nacional, o empresário tem a oportunidade de pagar oito tributos, entre municipais, estaduais e federais, de uma única vez, reduzindo os custos tributários. Também fica livre de obrigações acessórias com vencimentos distintos, reduzindo a burocracia para administrar o negócio. Até o ano passado, esse sistema tributário reunia mais de 178 mil pequenos negócios no Rio Grande do Norte.

“O Simples representa um grande alívio para os empresários de micro e pequenas empresas, que sofrem mais para driblar os encargos da burocracia. Pesquisas do Sebrae apontam que sem o Simples, quase 70% dos pequenos negócios fechariam as portas. Regularizar a situação para permanecer no regime tributário é uma grande oportunidade”, destaca o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitação é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual, caso exigível), desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura constante do CNPJ (para empresas abertas até 31/12/2019) ou 60 dias (para empresas abertas a partir de 01/01/2020). Todo o processo de adesão é feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Simples Nacional.

Pendências com o Simples Nacional

Enquanto não vencer o prazo, os contribuintes com débitos junto ao Simples Nacional (que foram excluídos) ou com débitos junto a outros entes (que nunca optaram pelo Simples Nacional) podem regularizar as pendências que impedem o ingresso no regime. Os devedores têm a opção de pagar os débitos à vista ou realizar o parcelamento convencional (aberto a qualquer tempo) em até 60 meses, com, no mínimo, duas parcelas.

O parcelamento também pode ser feito Portal do Simples Nacional ou no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), no serviço “Parcelamento – Simples Nacional”. O acesso ao Portal do Simples é feito com certificado digital ou código de acesso gerado no próprio portal. Para acessar o e-CAC, é necessário certificado digital ou código de acesso gerado pelo site. O código gerado em uma página da internet não pode ser usado para acessar outra.

17

Jan

Mercado

Confiança do empresário do comércio tem melhor janeiro desde 2013

A confiança do empresário do comércio apresentou a quinta alta consecutiva em janeiro de 2020, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com 126,6 pontos, o resultado é 2% maior que o aferido em dezembro do ano passado e o melhor para um mês de janeiro desde 2013. Na comparação com o mesmo período de 2019, o crescimento foi de 4,7%. A pontuação é a maior desde março do último ano (127,1 pontos).

“A recuperação gradual da economia, com avanço nos investimentos e melhora da taxa de desemprego, ajuda a explicar a percepção otimista dos empresários do comércio”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Em relação ao índice que mede as condições atuais do empresário do comércio, houve variação mensal positiva de 1,4%, chegando a 108,2 pontos – o melhor nível desde março do ano passado. O indicador apresentou a maior alta na base de comparação anual (+17,9%) entre os indicadores pesquisados. É o segundo mês em que o índice fica acima dos 100 pontos, após seis resultados consecutivos abaixo deste patamar. Com isso, atingiu o maior nível desde março de 2019 (108,4 pontos). O resultado positivo também aparece na avaliação das condições correntes do setor, que apresentou alta mensal de 1,6%, alcançando seu melhor nível desde fevereiro de 2012: 108,9 pontos.

Pelo segundo mês seguido, a maioria dos empresários (57,6%) afirmou que as condições atuais da economia estão melhores em comparação com o ano passado. Em janeiro de 2019, o percentual medido foi de 44,7%.

Confiança para investir

As intenções de investimento na própria empresa cresceram 2,5% em janeiro de 2020, atingindo 103,3 pontos, o melhor resultado desde junho de 2014. É primeira vez, desde janeiro de 2015, que o indicador fica acima dos 100 pontos, na zona de avaliação positiva.

O percentual de empresários dispostos a investir mais em seus negócios chegou a 53,4% do total de entrevistados em janeiro deste ano, contra 50,4% em dezembro e 46,1% em janeiro de 2019. De acordo com a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, ajudam a explicar esse resultado as condições correntes macroeconômicas favoráveis e a melhora das expectativas em relação à economia e ao setor.

Acesse a análise, os gráficos e a série histórica da pesquisa.

16

Jan

Mercado

Missão empresarial do RN participa de maior evento de varejo e inovação do mundo

Uma comitiva do Rio Grande do Norte, formada por um grupo de 15 empresários e empreendedores do estado, marcou presença na 111ª edição do maior evento de varejo do mundo. Com apoio do Sebrae-RN, a missão conheceu os cases e participou de reuniões na NRF Retail's Big Show, realizada de 11 a 14 de janeiro, em Nova Iorque (EUA). 

Além disso, realizou visitas técnicas em 20 empresas inovadoras de Nova Iorque e apresentará tudo num evento exclusivo no dia 30 de janeiro, no Hotel Barreira Roxa, em Natal. As inscrições para a Curadoria POS NRF 2020, inclusive, já podem ser feitas pelo link: https://forumnegocios.kpages.online/posnrf2020

"Voltamos com uma bagagem de conhecimento importante e uma curadoria inédita. Temos muito conteúdo transformador para repassar aos segmentos do varejo e de serviços. Agradeço ao nosso curador Fred Alecrim e ao SEBRAE por acreditarem na proposta e incentivar o intercâmbio ", comenta o jornalista Jean Valério, CEO do Fórum Negócios.

No próximo dia 30 de janeiro, os principais destaques da NRF Retail's Big Show serão divulgados para o público potiguar, no Hotel Barreira Roxa, a partir das 18h. "O evento Curadoria de Tendências Pós-NRF tem a missão de democratizar os principais aprendizados obtidos durante a NRF Retail’s Big Show, ao público nordestino, em especial do Rio Grande do Norte. A preocupação nossa é levar o conhecimento e ideias de ferramentas práticas para que os empresários implementem nos seus negócios", destaca Fred Alecrim, palestrante com experiência nas missões empresariais para a NRF.

Um time de especialistas, comandado por Fred vai apresentar aos participantes, em primeira mão, insights e tendências absorvidos nas visitas técnicas e na NRF, sugerindo ajustes à realidade do mercado brasileiro. Todas as tendências absorvidas direto dos CEOs de empresas como Starbucks, Amazon, Microsoft, Under Armour, Beat Buy, entre outros, serão apresentadas no Curadoria POS NRF 2020 (dia 30 de janeiro no hotel Barreira Roxa), que conta com apoio e parceria do SEBRAE-RN, CDL Natal, Fecomércio, SENAC. 

15

Jan

Mercado

Janeiro estreia a grade de capacitações do Sebrae para 2020

O Sebrae no Rio Grande do Norte iniciou nesta semana a grade de capacitações para o ano de 2020, com a volta das palestras gerenciais e a realização do curso “Como analisar o mercado + Como Elaborar um Plano de Negócio”, que estão todos programados para o mês de janeiro. A grade foi estruturada em temas que atendem as demandas dos empreendedores no início do ano, quando grande parte decide colocar as ideias em prática e tirar a empresa do papel. A boa notícia é que todas as palestras gerenciais são gratuitas. Informações sobre horários e inscrições podem feitas pelo 0800 570 0800.

O destaque do mês é o curso na área de planejamento, que é voltado para quem quer se antecipar às mudanças de mercado. Para isso, serão repassadas aos participantes as principais ferramentas de análise e de como preparar um plano de negócio para consolidar a ideia e identificação da viabilidade, orientando sobre os desafios para implantação da empresa. O curso é dividido em dois módulos, sendo que o início do primeiro ocorre no período de 27 a 29 deste mês, com um total de nove horas de carga horária.

O planejamento é tão fundamental quanto pensar na abertura ou expansão do negócio. Para um empreendedor, planejar é essencial assim como ter um CNPJ e é importante elaborar um plano de negócio completo e abrangente. O curso será ministrado a partir das 19h e as inscrições custam R$ 170, mas até o dia 22 tem um desconto e ficam em R$ 145.

Em janeiro, estão programadas seis palestras gerenciais. As palestras estimulam o empreendedor a começar a planejar e aumentar as chances de sucesso no mercado. A próxima será na quinta-feira (16), abordando ‘Plano de Negócio’. A palestra começa às 9h. Para participar, basta se inscrever antecipadamente e levar um quilo de alimento não perecível. No dia 21, é a vez da palestra sobre ‘Controles Financeiros’, também às 9h, já no dia 23, no mesmo horário, ocorre a palestra ‘Entendendo Custos, Despesas e Preço de Venda’. O marketing e as redes sociais são os temas da palestra marcada para o dia 27, às 16h30. A última palestra do mês será realizada no dia 29, às 16h30, abordando o tema ‘Atendimento ao Cliente’.

Uma outra opção que o Sebrae dispõe são as capacitações In Company, que são ideais para quem pretende qualificar toda a equipe para atender melhor a clientela sem precisar deslocar o time. A equipe do Sebrae prepara um programa de capacitação conforme as necessidades e realidade da empresa. É possível desenvolver as competências dos colaboradores no próprio ambiente de trabalho. Para obter mais informações sobre essa modalidade de cursos, basta ligar para 84 3616-7874.

14

Jan

Mercado

Pesquisa aponta que metade dos jovens de Natal quer trabalhar no serviço público

*Deu na Tribuna do Norte

Pessimistas quanto ao futuro do país, os jovens natalenses miram no serviço público como alternativa de carreira. É o que mostra a pesquisa feita pelo Instituto RadarNE com exclusividade para a TRIBUNA DO NORTE, que durante os dois dias de aplicação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2019 entrevistou pessoas nos locais de entrada e saída das provas em Natal, a fim de traçar um perfil dos candidatos para ingresso no ensino superior no Rio Grande do Norte. De acordo com a pesquisa, 50% dos entrevistados querem trabalhar no serviço público ao concluir a graduação, e que 59% demonstra algum grau de pessimismo quanto ao futuro do País.

Para os especialistas, diversos fatores contribuem para atrair cada vez mais os jovens para o serviço público, como a promessa de estabilidade ou, em muitos casos, o desejo de fazer a diferença. “Isso mostra que estabilidade e garantias, não apenas financeiras, mas também profissionais estão na perspectiva dos candidatos, o que faz sentido dentro do contexto de crise econômica que o País viveu nos últimos anos, pois as pessoas passaram a ter uma perspectiva mais pragmática, inclusive os jovens”, afirma o sociólogo ae diretor do RadarNE, Maurício Garcia.

De acordo com a pesquisa, 21% dos entrevistados afirmam querer trabalhar no setor privado, enquanto 26% desejam ser profissionais liberais. Outros 2% não souberam responder à pergunta. “Mesmo dentro de áreas que tradicionalmente há um grande número de profissionais liberais vemos uma procura cada vez maior pelos concursos. É o caso da área do direito, por exemplo, onde muitos que procuram o setor não visam mais a advocacia, mas sim fazer concursos ou se capacitar melhor para atuar em outras áreas”, explica Garcia.

Aos 18 anos, Lorena Veríssimo conta que pretende fazer o curso de publicidade e propaganda. Apesar das perspectivas iniciais serem de atuar no setor privado, ela conta que um concurso não está fora de suas perspectivas. “Pela área que escolhi, acredito que o começo será sim no setor privado. Mas um concurso público é uma possibilidade que não excluo, principalmente por costumar oferecer mais garantias e estabilidade”, explica.

De acordo com a jovem, pensar no futuro é uma fonte de ansiedade, considerando aspectos como desemprego, que ainda são altos no Brasil. “É algo que me causa muita angústia, porque vejo aquilo que meus pais alcançaram e tenho medo de não ter as mesmas oportunidades, pelo rumo que as coisas estão tomando no País. Há muito desemprego, falta de oportunidades, e a questão da segurança também não provoca otimismo”, afirma Lorena.

De acordo com a pesquisa, dentre os 59% que não têm perspectivas positivas sobre o futuro do País, 41% se considera apenas “pessimista”, enquanto 18% se considera “muito pessimista”. Os otimistas, por sua vez, correspondem a 39% do total dos entrevistados. Desses, 36% se diz “otimista”, enquanto 3% se considera “muito otimista” quanto ao futuro do Brasil.

“Infelizmente, para o jovem, pensar no futuro com os rumos que o Brasil está tomando se tornou uma constante dor de cabeça. Parece que as perspectivas são cada vez mais limitadas, quando deveriam ser mais amplas”, diz Lorena.

O consultor de empresas e professor universitário Flávio Emílio Cavalcanti afirma que a entrada de pessoas cada vez mais jovens, por um lado, tem sido positiva para “oxigenar” o serviço público. “O pessoal mais jovem que entra no serviço público entra com uma pegada diferenciada. São pessoas que querem mudar a cara do serviço público na medida do que eles podem. Isso é muito bom, dá uma oxigenada no serviço público.”

De acordo com ele, a questão a ser investigada a partir dos resultados da pesquisa diz respeito a quantos dos que se dizem interessados no serviço público de fato têm interesse em servir à população. “Desse contingente tão grande que declara interesse no serviço público, quantos por cento se sentem realmente vocacionados para trabalhar em prol da sociedade? E quantos estão querendo esse caminho porque veem uma ideia que se criou de estabilidade? São coisas a se pensar, porque o cenário atual é de instabilidade, então pode ser um fator que influencia nessa escolha”, afirma.
 

45% dos jovens do RN se consideram empreendedores

Outro dado analisado na pesquisa feita pelo RadarNE/TRIBUNA foi a quantidade de jovens que se considera “empreendedor”. Dentre os entrevistados, a maior parte, 54%, não se considera empreendedor, enquanto 45% se consideram empreendedores de alguma maneira. “Esse número chamou bastante a nossa atenção porque o número de  entrevistados que se considera 'empreendedor' é muito alto, inclusive entre jovens que não chegaram a ter uma experiência formal de trabalho”, afirma Maurício Garcia, diretor do RadarNE.

De acordo com o Sebrae RN, uma das maiores portas de entrada para os microempreendedores no Estado, 21.835 estudantes procuraram o serviço em 2019 a fim de buscar algum tipo de atendimento, muitos deles buscando consultorias para dar início a seus próprios negócios.

“O que atrai o jovem para o meio do empreendedorismo é justamente a disseminação sobre o que é essa prática”, explica o Gestor do Projeto Transformação Digital do Sebrae RN, Everton Lucena. “Havia um pensamento retrógrado de que empreendedor é apenas o empresário, o que não é verdade”, completa.

De acordo com ele, diversas modalidades de empreendedorismo se desenvolveram ao longo dos últimos anos, não apenas enquanto prática econômica, mas como um conjunto de comportamentos e atitudes profissionais que, muitas vezes, são buscadas pelas empresas na hora de contratar um funcionário.

“Você pode empreender em qualquer ambiente em que esteja inserido: como empresário, e aí você é o empresário empreendedor, como empreendedor social, que trabalha em prol de sua comunidade, como intra-empreendedor, que é aquele que busca ter atitudes proativas em prol da empresa onde vá trabalhar.”, diz.

Apesar de muitas vezes ser atrativo aos jovens por aspectos como flexibilidade nos horários de trabalho, na vestimenta e por estar fora dos moldes das empresas tradicionalmente hierarquizadas, o empreendedorismo, no entanto, não representa um caminho livre de dificuldades. “É muito importante que se saiba o que é o empreendedorismo e que se desenvolva uma mentalidade empreendedora desde cedo, mas isso é diferente de acreditar que é um caminho mais fácil porque você não vai ter um chefe, por exemplo”, afirma Lucena.

Para o consultor de empresas Flávio Emílio Cavalcanti, o aumento no número de pessoas que se declaram empreendedoras também está relacionado à retração da quantidade de empregos disponíveis no mercado de trabalho.

“Criou-se uma imagem do empreendedor como sendo alguém livre, autônomo, mais inteligente que a média e capaz de ganhar seu próprio dinheiro sem se submeter a uma hierarquia, como se fosse alguém que fosse ficar rico fácil. Essa imagem é falsa. O empreendedorismo é um caminho viável, mas não é fácil.   Considerando a retração na oferta de emprego, é natural que o empreendedorismo cresça, e é possível que muitas das pessoas tenham uma ideia glamourizada do que significa isso”, afirma Cavalcanti.
 

 O que pensam os estudantes que fizeram o Enem:

pesquisa

 

No último domingo (12), a TRIBUNA DO NORTE deu início a uma série de reportagens que aprofundam os números revelados pela pequisa feita pelo Instituto RadarNE durante os dois dias de aplicação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em Natal. Ao todo, 483 pessoas foram entrevistadas nos dias 3 e 10 de novembro de 2019 em Natal,  na entrada e saída dos alunos nos locais onde a prova estava sendo aplicada, utilizando o critério do salto sistemático na entrada e saída de participantes.

Essa é a segunda matéria da série, que aborda o otimismo dos jovens quanto ao futuro e como isso se relaciona com as suas escolhas profissionais. A primeira reportagem da série trouxe uma análise de dados dos cursos mais desejados, tipos de universidade em que os estudantes desejam cursar a graduação. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%, com margem de erro de 4% para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. As demais reportagens serão veiculadas na quarta-feira (15) e quinta-feira (16).

Gráfico: Pesquisa RadarNE/Tribuna do Norte, disponível em: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/pesquisa-aponta-que-metade-dos-jovens-do-rn-quer-trabalhar-no-servia-o-paoblico/469541

14

Jan

Mercado

Radar de Negócios identifica melhor lugar para abrir uma empresa

 O começo do ano é tradicionalmente o período que muitos empreendedores escolhem para planejar a abertura de uma empresa. Mas, pesquisas feitas pelo Sebrae mostram que 38% dos empresários não sabiam o número de concorrentes que teriam ao começar a empreender e 37% deles não tinham conhecimento da melhor localização. Para ajudar esse público a tomar a melhor decisão, o Sebrae no Rio Grande do Norte desenvolveu o Radar de Negócios, uma ferramenta que reúne as principais informações necessárias para quem planejar montar uma empresa.

De acordo com o interesse do empreendedor e o perfil do negócio que está pensando em iniciar, o Radar de Negócios ajuda com informações sobre locais com maiores potenciais para implantação do negócio, considerando perfil de clientes, concorrência, entre outras. A plataforma trabalha com três grandes eixos como a identificação de público-alvo, mapeamento de concorrentes e potenciais pontos de venda. Ou seja, identifica em cada bairro os pontos disponíveis para locação ou para aquisição.

Trata-se de uma ferramenta bastante dinâmica e qualitativa capaz de ajudar ao empreendedor ou empresário a entender onde está o seu mercado em que está inserido ou onde pretende se inserir.

A solução possui uma base de dados de cinco cidades potiguares que têm as maiores concentrações de negócios do Rio Grande do Norte: Natal, Parnamirim, Mossoró, Caicó e Assú. 

É possível se obter informações sócioeconômicas da população, quais os negócios existentes na área em que pretende atuar e o tempo de mercado dos concorrentes. O interessado consegue identificar de forma georreferenciada e partir para um planejamento de acordo com o posicionamento desejado.

O radar está disponível através do site https://radarsebrae.com.br/ é possível o interessado acessar gratuitamente os conteúdos e fazer suas consultas e análises sobre a viabilidade de abrir um ponto comercial ou mesmo expandir um negócio já existente.

13

Jan

Mercado

Fecomércio/RN completa 71 anos com forte atuação pelo desenvolvimento do Estado

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN) completou 71 anos de fundação na última sexta-feira (10). Em 1949, na então sede do Sindicato do Comércio Varejista – que funcionava na Rua João Pessoa, a Fecomércio RN foi criada para representar a classe patronal do comércio potiguar.

O reconhecimento como Associação Sindical pelo Ministério dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio aconteceu logo depois, em 28 de março do mesmo ano, como também a filiação à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), consolidando o seu funcionamento. A Carta Sindical, documento emitido pelo Ministério, atesta que uma entidade pode falar pela categoria que representa.

O foco da Fecomércio RN é defender os interesses dos segmentos do comércio de bens, serviços e turismo, e fomentar a atividade econômica. À entidade, estão filiados 15 sindicatos patronais, sendo sete em Natal e oito no interior, nas cidades de Assú, Caicó, Currais Novos, Macaíba, Mossoró, Nova Cruz, Santa Cruz e São Paulo do Potengi.

Além disso, o Sistema Fecomércio RN é hoje um dos maiores sistemas de desenvolvimento social com atuação nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc), sendo ainda a maior instituição de promoção da educação profissional voltada para o setor, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

“A Fecomércio chega aos 71 anos de história sendo a face mais visível e a voz mais firme dos empreendedores potiguares. É um orgulho presidir uma entidade cujas lutas representam os anseios e necessidades de um segmento que responde por 65% do PIB e mais de 70% dos empregos formais gerados no RN, que se atenta às modificações que causam impacto”, declarou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

A Fecomércio, atua também como representante do setor turístico e, pela importância da atividade na economia do Estado, instituiu a sua Câmara Empresarial do Turismo. Órgão consultivo da Fecomércio, que reúne representantes de entidades empresariais do segmento, que debatem e apresentam propostas ao poder público para fomentar a cadeia que movimenta mais de 50 setores no RN.

Outra importante ferramenta de atuação em prol do crescimento econômico, são os assentos de representação que a Federação possui em órgãos colegiados federais, estaduais e municipais. Neles, os representantes da Fecomércio defendem os legítimos interesses e fazem valer a voz dos empreendedores potiguares.

Diante da necessidade de entender o mercado potiguar, a Fecomércio criou também um Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DEES), setor da Federação que realiza levantamentos socioeconômicos, com pesquisas de intenção de compras, perfil dos consumidores, movimentação em diversos eventos, dentre outros.

História

A primeira sede da Fecomércio RN foi, provisoriamente, instalada no prédio situado na Avenida Duque de Caxias, no bairro da Ribeira, onde se concentrava a atividade comercial da cidade. O prédio, um palacete histórico com mais de 100 anos, mistura arte gótica, moura e clássica, já tendo abrigado o Instituto do Açúcar e do Álcool, sediando, atualmente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN RN). Depois da Ribeira, a sede da Fecomércio passou a funcionar no prédio do Sesc, na Cidade Alta, bairro vizinho.

Com o crescimento e fortalecimento da instituição, sempre defendendo os interesses da classe empresarial, e a instalação de um setor de economia e estatística, que entre outras atividades realizava as pesquisas conjunturais do comércio, a Federação passou a funcionar em sede própria na Rua Apodi, e em seguida na Avenida Hermes da Fonseca, ambos no bairro do Tirol. Hoje, funciona na Avenida Alexandrino de Alencar, ao lado da unidade do Senac Alecrim. No mesmo local também funcionam as presidências dos Conselhos Regionais do Sesc e do Senac no estado do RN.