No próximo dia 19 de junho, o jornalista e escritor potiguar Juliano Freire lança mais um livro voltado para o universo infantil. “Gumercindo mora no castelo” é a quarta publicação do autor, que escreve para crianças desde 2002, com livros que incorporam elementos da cultura nordestina a histórias que vencem idades e fronteiras. Dessa vez, o enredo fala sobre o medo do desconhecido, das nossas fraquezas e incertezas e de como é preciso encará-las e vencê-las. 

Antes de Gumercindo, Juliano Freire trouxe ao mundo as obras “Doninha e o Marimbondo” (2006), “Pereyra – o menino bom de bola” (2007) e “Felizardo contra a bruxa da feira” (2010). Os livros já foram adotados por escolas de Natal, São Paulo e Belo Horizonte. Abaixo, você confere um bate-papo sobre a mais nova publicação do escritor, que será lançada na Galeria Fernando Chiriboga, no Shopping Midway Mall, às 18h.

O que o leitor pode esperar do seu novo livro? Mais que um passatempo.  Traz a mensagem de que precisamos, aqui e ali, sair da zona de conforto e enfrentarmos com coragem nossos problemas. Não é nada fácil. Acho que crianças e pais, mães e filhos, poderão conversar sobre a reviravolta na história. Sem falar no medo, que parece dominar a todos nós. O medo do desconhecido, da incerteza, de nossas fraquezas e limites, os quais é preciso encarar e vencer.

Quem é o personagem principal, Gumercindo?

Ele vive sozinho em um Castelo, vida mansa, calmo até demais. Olhamos para ele e logo pensamos: que esquisito! Aí é que está a magia da estória. Cada um de nós, pode mudar seu destino.  Só o que lhe incomoda mesmo são as “visitas” de um dragão, como todo dragão, mal-humorado e querendo tocar fogo em tudo.  Gumercindo sempre está à espera de uma ajuda externa, que nem sempre está presente quando mais necessitamos.

Há quanto tempo o novo livro vinha sendo gestado?

Desde 2015. Como é produção própria, os custos são altos. Contamos com o talento de Natsy Alencar, ilustradora com um jeito peculiar de traduzir o que está no texto. Fiquei muito satisfeito com o resultado final. A edição foi da Infinita Imagem, empresa parceira em trabalhos anteriores como “Doninha e o Marimbondo” (2006) e “Felizardo contra a bruxa da feira” (2010).

Qual o melhor de escrever para o público infantil?

A repercussão entre as crianças. Suas observações, surpresas, curiosidades, jeito de ver as coisas. Elas nos desarmam com suas tiradas e perguntas. São incríveis porque têm menos idade, mas possuem uma inteligência pura, inocente, questionadora.  E a responsabilidade do escritor é maior, pois o texto para este público abre caminho para a formação de leitores.