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6

Set

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Confira dicas de como se dar bem numa entrevista de emprego

Muitos profissionais preparados não avançam em alguns processos seletivos dos quais participam por cometerem erros básicos durante a entrevista inicial com o recrutador, ou mesmo, num segundo momento, em uma entrevista com o líder responsável pela área que está buscando o profissional. A entrevista é um momento-chave dentro do recrutamento, é a hora que o candidato deve mostrar, na prática, numa conversa clara, tranquila e objetiva, parte das suas qualidades que estão destacadas no seu currículo.

“Em muitos casos, os empregadores criam vagas para pessoas que os convencem que podem ajudá-los a suprir necessidades e solucionar problemas. Este possível empregador tem apenas uma pergunta em mente durante a entrevista para uma vaga. É a mesma pergunta que qualquer cliente faz ao considerar se deve ou não comprar um produto ou serviço - este empregador é um cliente. E, portanto, o candidato é um produto ou um serviço que está à venda. A pergunta do seu possível cliente é: O que eu ganho com isso?”, afirma Mari Clei de Araújo, sócia da MC Coaching & Consultoria. O tipo de emprego que a pessoa poderá conseguir e o salário que receberá serão uma medida do quando ela foi bem-sucedida ao vender sua imagem e os seus serviços nesse momento crítico da sua carreira.

Antes de ir para entrevista de emprego, o candidato deve ter em mente estes três itens: 1) Todo empregador tem necessidades que não foram supridas; 2) Todo empregador tem problemas que não foram resolvidos; 3)Todo empregador representa uma oportunidade para o candidato. Por isso é tão importante estar bem preparado para esta entrevista de emprego. Confira algumas dicas de Mari Clei Araújo:

Pontualidade. Isso é indispensável. Em muitas empresas há uma orientação clara dos empregadores para os recrutadores não contratarem uma pessoa que chegou atrasada à entrevista de emprego. Então, redobre seu cuidado e calcule com bom-senso o tempo real que você vai precisar para se locomover ao local, considerando o trânsito e todas as demais variáveis. Com a pandemia, a grande maioria dos processos ocorre via online. Portanto, é importante que você avalie se a sua conexão de Internet está boa. Algumas empresas utilizam plataformas como Zoom, Google Meet, Microsoft Teams ou até o Skype. Verifique um dia antes se está tudo funcionando bem, se está instalado em seu dispositivo e se o endereço de e-mail está correto. Fique pronto uns 15 minutos antes. Avalie a iluminação, o fundo do local onde você escolheu fazer a entrevista – cuidado para que não apareça desorganização nesse local. Cheque também a altura da mesa para você conseguir olhar de frente o entrevistador. Confira se aparece seu rosto inteiro, centralize a imagem com parte do seu corpo com se fosse uma foto 3x4. Se no local que você estiver existir algum barulho, use o microfone do seu próprio celular para ficar nítida e clara a sua fala durante a entrevista. 

A primeira impressão conta muito. Por isso, vista-se bem para essa entrevista. Suas roupas, segundo algumas estimativas, podem somar 95% da primeira impressão que um possível empregador poderá ter de você. E o motivo é simples: as primeiras impressões são quase sempre visuais. Como escolher a roupa certa? Em primeiro lugar, entenda como aquela empresa funciona, qual é a sua cultura interna e então procure se vestir da mesma forma que faria se já estivesse trabalhando no local. Em muitos casos, há pessoas que são contratadas por serem os entrevistados mais bem vestidos. No caso dos homens, por exemplo, nem sempre terno e gravata passam uma boa primeira impressão. Algumas dicas para as mulheres: vá com os cabelos arrumados, maquiagem suave, blusa e calça discretas e sapatos confortáveis. Para os homens: cabelo e barba em ordem (hoje em dia não é necessário fazer a barba para uma entrevista de emprego, mas é essencial que ela esteja limpa e aparada), camisas sem muitos desenhos e sapatos discretos. A recomendação que vale para ambos é sentir-se confiante e elegante ao mesmo tempo, mas sem abandonar a sua própria personalidade e estilo.

Saiba se vender. Uma entrevista de emprego nada mais é do que uma venda, na qual o empregador é o cliente e você é o produto à venda. Se você vai conseguir ou não o emprego, e até mesmo o seu salário, serão resultado dessa “venda”.  Do quanto você foi bem-sucedido ao vender a sua imagem. Para se sair bem, lembre-se que todo empregador tem necessidades que ainda não foram atendidas e problemas ou desafios não resolvidos. Para você, isso significa uma oportunidade. Este empregador tem uma grande dúvida: “Como serei beneficiado contratando você?”. Seu grande desafio na entrevista é responder adequadamente essa pergunta, mostrando de maneira clara e objetiva que você pode alcançar, evitar ou preservar algo que é prioridade para aquela empresa. Ou seja: seu dever na entrevista é mostrar, com entusiasmo, que você é capaz de atingir aquele resultado que ele necessita. Para isso, é muito importante você se preparar para esse encontro. O seu trabalho é convencer o empregador de maneira surpreendente de que este é o emprego certo para você e que você é a pessoa certa para este emprego.

Estudo e planejamento. A preparação para a entrevista, que inclui responder a questão citada no tópico anterior, exige estudo e planejamento. Primeiro, esteja atualizado sobre o que está acontecendo no mundo e, em especial, na cidade onde existe a vaga para a qual você está se candidatando. Segundo, estude a empresa, seu mercado de atuação, produtos, serviços e concorrentes. Entenda como o seu mercado está funcionando e quais são seus principais problemas e desafios. Você não pode se apresentar como um profissional útil para os objetivos de negócios da empresa sem entender um pouco sobre esta área.

Prepare sua memória. Na véspera da entrevista, ou poucos dias antes, treine sua memória, lembrando dos momentos mais marcantes da sua carreira profissional, das suas conquistas, de momentos que o seu desempenho profissional tenha realmente se destacado. Ter isso tudo fácil na cabeça vai transmitir segurança e objetividade ao recrutador – dois atributos muito positivos. Anote em um papel, um dia antes da entrevista, realizações profissionais, momentos importantes de decisão em sua carreira, situações em que você teve que resolver problemas com a equipe ou com seu líder ou mesmo situações do dia a dia em que suas emoções foram colocadas à prova.

Faça boas perguntas. Sua função na entrevista de emprego não é apenas responder bem as questões que forem feitas. Você também pode ficar atento e esperar por boas oportunidades para fazer perguntas inteligentes e pertinentes. Seu objetivo será mostrar interesse pela empresa e pela vaga e, principalmente, demonstrar que você pesquisou sobre a empresa e sua área de atuação. Apenas não faça perguntas simples demais que qualquer um poderia obter respostas numa consulta rápida no Google – nesse caso, você passaria uma imagem contrária: de não ter estudado nada sobre a empresa.

A principal meta do candidato na entrevista de emprego é convencer o empregador de que ele pode alcançar o resultado que a empresa precisa. O custo é a sua contratação. Quanto melhor você o profissional se planejar e se preparar, mais fácil será convencer o empregador que ele é a pessoa ideal para o emprego. É importante descrever a experiência de forma que se relacione com a posição. Também é muito positivo não ter medo de ser entusiasta e assertivo ao vender a si mesmo para o empregador.

6

Set

Mercado

Trabalho remoto na quarentena movimenta setor de data centers no Brasil

A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente no setor de processamento de dados, já que vários segmentos da economia precisaram migrar para o universo digital para manterem seus negócios.

Durante o período de distanciamento social instituições educacionais precisaram adotar o ensino remoto, empresas necessitaram de plataformas de acesso à nuvem e de teleconferências, o comércio investiu nas vendas on-line com o fechamento de lojas físicas, bancos viabilizaram acesso ao sistema via apps e sites para evitar que clientes fossem às agências.

Todas essas demandas demonstram a relevância dos dados no contexto atual e para o pós-Covid-19. Os data centers são os locais onde ficam servidores, equipamentos de processamento e armazenamento de dados e sistemas de ativos de rede, como switches, roteadores e outros.

Quem não estava preparado com este tipo de estrutura, precisou se adaptar para não perder espaço para a concorrência ou, em casos mais drásticos, sobreviver no mercado.

Demanda testada com a pandemia

O Brasil é o principal mercado de data centers na América Latina, disputado por grandes empresas. Algumas, inclusive, dobraram o portfólio recentemente e estão construindo novos centros.

Um estudo do Information Services Group (ISG) em parceria com a TGT Consult avaliou o setor nacional de infraestrutura de nuvem híbrida e privada, contando com 59 provedores participantes.

Nenhum dos avaliados parou de trabalhar e o comércio eletrônico e o aumento no home office demandaram maiores processamento e largura de banda para dar conta das transações no período. Outros chegaram a implantar milhares de VPNs (rede privada virtual) para permitir o trabalho remoto dos clientes.

O relatório destacou que é preciso a modernização das tecnologias de data center e de nuvem, incluindo a necessidade de terceirizar a infraestrutura. Muitos clientes optaram por colocar na nuvem todos os arquivos dos data centers internos.

Outro ponto identificado pelo estudo foi a demanda por aumento do uso de inteligência artificial para automação das solicitações de serviço e resolução de incidentes.

Como funciona um data center

Os Centros de Processamento de Dados (CPD) são coração de empresas públicas, privadas e de setores vitais para a sociedade.

Abrigam servidores e bancos de dados e processam informação em grandes quantidades e, por segurança, são áreas de acesso restrito. Uma falha nestas estruturas é prejuízo certo e, dependendo da finalidade do data center, pode ser incalculável.

Os equipamentos geralmente são montados em racks ou armários metálicos. O local precisa ter proteção contra incêndios e sistemas de resfriamento para manter uma temperatura estável.

Para ficarem protegidos e com funcionamento sem pausas, os CPDs dependem de um complemento para a operação da fonte de alimentação ininterrupta (UPS, sigla em Inglês) em casos de blecaute. O UPS fornece energia emergencial por até 15 minutos, tempo para que um grupo gerador de energia entre em ação.

Ao criar um projeto, engenheiros responsáveis pelos data centers e técnicos das empresas de geradores devem avaliar qual modelo será o mais adequado a este tipo de operação e em cada setor. São considerados tipos de combustível, localização, cuidados para a instalação, entre outros.

Também é fundamental fazer o comissionamento dos sistemas – ou seja, usar bancos de carga para operarem em capacidade máxima e testar se tudo no CPD está funcionando sem falhas.

Nos casos de locação do equipamentos, os fornecedores costumam incluir serviços de manutenção preventiva, assistência técnica, monitoramento e testes constantes com bancos de carga, para garantir que os sistemas estejam sempre confiáveis.

4

Set

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Guamaré assina protocolo de intenções com a TFB Energy para implantação do Polo Petroquímico

Um dia histórico para o município de Guamaré. Nesta quinta-feira, 03, foi assinado o protocolo de intenções entre o município e a empresa TFB Energy para implantação do Polo Cloroquímico Petroquímico. O investimento é de dois bilhões e quinhentos milhões de dólares.

Uma vez implantado, o Polo Petroquímico produzirá a partir de matérias primas como o sal marinho, gás industrial, carbonato de cálcio e outros, resina de PVC, ácidos diversos, soda cáustica, entre outros produtos relativos a essa cadeia produtiva. O projeto foi apresentado na reunião que contou com representantes do Banco Safra pelo economista Carlos Alberto Duarte.

2.500 empregos na região 

A TFB Energy apresentará ao município, o cronograma físico – financeiro do investimento, assim como os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, acompanhado dos projetos. Na fase de implantação, o empreendimento vão gerar 2.500 empregos diretos e 7 mil empregos indiretos.

“Tenho a convicção que esse é o projeto estruturante para a economia de Guamaré e do RN com a melhor perspectiva e impacto positivo, sendo importante também para o desenvolvimento do país”, destacou o Prefeito Adriano Diógenes. O investimento ficará  exclusivamente a cargo da iniciativa privada, liderado pela TFB ENERGY.

Incentivos

Pelo protocolo assinado pelo prefeito Adriano Diógenes e o Diretor Executivo (CEO) representante da TFB ENERGY, Joaquim Franco Júnior, o município de Guamaré vai conceder a empresa os incentivos fiscais de sua competência. O cronograma físico-financeiro do empreendimento deve ser apresentado em até 120 dias. 

Também participaram da reunião, o Secretário de Indústria, Comércio, Serviços, Energia e Projetos Especiais, David Paulino, o Secretário de Planejamento, Jefferson Soares, o Procurador-Geral da Câmara Municipal, Mauro Rebouças. Representaram o Banco Safra, Andressa Menezes, Felipe Bruno e Alessandro Frota.

3

Set

Mercado

IBGE: covid-19 afetou negativamente 37,5% das empresas em julho

A crise do novo coronavírus provocou impacto negativo nas atividades de 37,5% das três milhões de empresas não financeiras em funcionamento no país na segunda quinzena de julho, na comparação com a primeira quinzena. Ao mesmo tempo, para 36,3% o impacto foi pequeno ou inexistente. Já as que tiveram efeito positivo foram 26,1%. 

Com os resultados, na maioria das atividades a percepção, quanto a impactos pequenos ou inexistentes, somada com a de efeitos positivos, é maior que a registrada em efeitos negativos. 

Foi o que apontou a quarta rodada da Pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid19 nas empresas, divulgada ontem (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

As empresas do setor de Serviços foram as que mais sentiram impactos negativos (42,9%), em particular o segmento de Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares (53,8%). No item Comércio, 36,5% das empresas indicaram efeitos pequenos ou inexistentes, e na Construção, 55,4%. Na indústria, 35,8% tiveram impacto pequeno ou inexistente, enquanto em 33,6% houve efeito positivo e para 30,6%, negativo.

Apesar da continuidade dos efeitos negativos, os percentuais foram caindo ao longo do tempo. Segundo o coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, Flávio Magheli, na segunda quinzena de junho a incidência de efeitos negativos era percebida por 62,4% das empresas.

Já na primeira quinzena de julho os reflexos atingiram 44,8%, caindo para 37,5% nos 15 dias seguintes. Para ele, isso já era esperado, porque na medida em que aumenta o processo de flexibilização, as companhias passam a ter mais receitas.

Segundo a pesquisa, a percepção de impacto negativo é maior entre as empresas de grande porte, acima de 500 funcionários (37,8%), percentual próximo ao universo de pequeno porte, com até 49 funcionários (37,6%). No entanto, na análise das que mais perceberam impactos pequenos ou inexistentes, boa parte é também de empresas de grande porte (41,25%).

Fonte: Agência Brasil

2

Set

Mercado

Experiência Páprika: delícias de um dos melhores restaurantes de Natal também estão disponíveis em delivery

Os amantes de uma boa comida italiana podem continuar contando com o serviço de entregas do restaurante Páprika. O estabelecimento reabriu sob protocolo rígido de biossegurança orientado pelas autoridades de Saúde, mas continua investindo no serviço de delivery para que natalenses e turistas possam, na comodidade de suas casas ou hotéis, terem acesso às delícias do restaurante.

Funcionando de domingo a domingo, das 18h às 23h, o serviço de entregas está nos aplicativos iFood e Uber Eats, por meio do Whatsapp (84) 9.9704-3789 ou pelo telefone convencional (84) 3219-3865.

Quem vai ao Páprika, encontra uma ambiente aberto e arejado com todo um protocolo para a segurança dos clientes. Os cuidados começam na entrada, com a medição de temperatura, e continuam no restaurante com dispensers de álcool gel 70% e o respeito ao distanciamento de segurança.

Já para garantir a melhor qualidade a quem está em casa, o delivery conta com embalagens especiais que mantém a temperatura e o bom acondicionamento do pedido até chegar ao seu destino. A comida chega tão deliciosa quanto no restaurante, garantindo uma experiência única ao cliente. Ficam faltando só a brisa do mar de Ponta Negra e a bela vista do restaurante para completar.

2

Set

Mercado

49% das empresas ainda não decidiram o futuro dos trabalhadores remotos

Muitos países já estão retomando suas atividades e algumas regiões brasileiras também estão adotando esse ritmo e liberando a abertura de escritórios e estabelecimentos comerciais, mesmo que as taxas de contágio da Covid-19 ainda estejam crescendo. Com isso, gestores analisam as mudanças e decidem sobre o futuro do trabalho.

Em pesquisa da Toluna encomendada pela Zoho com 850 brasileiros - dentre eles 450 empresários e tomadores de decisão - sobre business continuity, trabalho remoto e o futuro do home office, 49% das empresas entrevistadas ainda estão incertas em relação ao futuro dos colaboradores após esse período de isolamento social e trabalho remoto

Segundo Rodrigo Vaca, Diretor-Geral da Zoho Brasil, é possível notar que as decisões sobre trabalho remoto serão tomadas após a normalização das atividades empresariais e controle da pandemia mundial. “Segundo nossa pesquisa, uma das grandes dificuldades dos empresários e tomadores de decisão foi acompanhar o que seus colaboradores estavão fazendo. Portanto, essa retomada acontecerá, grande parte, para suprir as necessidades da empresa de manter a excelência no trabalho dos colaboradores e a segurança ao lidar com documentos internos sem comprometer a segurança”, disse ele. 

Embora a decisão de continuar com o trabalho home-office ainda não tenha sido tomada por grande parte dos gestores, alguns hábitos serão mantidos e serão essenciais para garantir o desempenho e continuidade dos negócios. 

Cerca de 67% dos entrevistados estão em regime de trabalho remoto: 55% migraram para essa rotina por conta da COVID-19 e 12% já trabalhavam remotamente. Os 33% restantes afirmaram não estarem trabalhando de casa. Para Rodrigo Vaca os dados demonstram que a maioria das empresas acabou se adaptando ao trabalho remoto, mesmo no curto prazo. 

Com o avanço da doença e a necessidade de migrar para o trabalho remoto, a fim de que as empresas pudessem continuar desempenhando suas funções, a Zoho ofereceu gratuitamente o Zoho Remotely, uma plataforma composta por 11 softwares de produtividade, como Zoho Meeting (para reuniões virtuais), Cliq (comunicação interna), ShowTime (apresentações), Projects (gerenciamento de equipes e projetos), WorkDrive (armazenamento e compartilhamento de documentos), Writer (editor de textos) e Sheet (planilhas).

“As empresas com maiores possibilidades precisam auxiliar os pequenos e médios empresários a manterem seus negócios. Acreditamos que as PMEs sejam o coração das comunidades e por isso, disponibilizamos gratuitamente nossos softwares para qualquer um que precise de ferramentas de ponta e que preza pela segurança de dados e informações”, concluiu o executivo.

2

Set

Mercado

Covid-19: mais da metade de pequenos negócios retomou atividades

Uma nova pesquisa da startup SumUp, instituição financeira com foco nos pequenos negócios, mostra que 57% do setor já retomaram plenamente suas atividades no país.

A quarta rodada do estudo foi realizada entre 21 e 24 de julho, com 4.149 clientes da empresa, que é uma das principais fornecedoras de maquininha de cartão para micro e pequenos empreendedores no Brasil. Em levantamento anterior, em maio, o número de negócios funcionando estava em 37%.

Dentre os ramos que retomaram às atividades no último mês, estão serviços de limpeza, especialmente lavagem automotiva (lava-jatos), com 80% de funcionamento; os de marcenaria, com 58% de retomada; e os de manutenção e reparos, com 55% dos negócios já funcionando normalmente. Mais da metade (53%) de serviços de saúde, como consultórios médicos, dentistas, psicólogos e veterinários também voltou a funcionar normalmente, segundo a SumUp.

Setor de eventos sofre na pandemia

Na outra ponta da tabela, estão os serviços que seguem praticamente parados desde o início da pandemia no país. É o caso do setor de eventos, com apenas 7% dos declarantes afirmando que retomaram as atividades. 

No caso do serviços de educação, somente 18% da base de clientes da SumUp informam terem retomado. Atividades na área de fotografia (26%) e serviços esportivos (29%) também registraram um retorno ainda tímido das atividades.

Auxílio emergencial

Segundo o levantamento da SumUp, cerca de 46% dos empreendimentos que fecharam por pouco tempo ou mantiveram seu funcionamento não precisaram recorrer ao auxílio emergencial. 

Já entre os que fecharam o negócio permanentemente, 64% solicitaram o auxílio emergencial de R$ 600, embora nem todos (14%) tenham tido o benefício aprovado.

Entre os negócios fechados ou parcialmente abertos com ponto de venda fechado, a venda online é o investimento prioritário no futuro, com 46% dos respondentes apontando nessa direção. Já entre os negócios funcionando normalmente, a prioridade, de acordo com a pesquisa, é diversificar e aumentar estoque e a produção (58%). 

Fonte: Agência Brasil

1

Set

Mercado

Segurança e valor acessível: drywall se destaca como opção para reformas e construções

Quem vai construir ou reformar sonha com uma obra que seja rápida, barata e que não provoque sujeira. O que muita gente ainda não sabe é que isso já é possível por meio das estruturas de drywall, tecnologia que traz mais economia, funcionalidade e um custo benefício muito atraente, sem deixar de lado a segurança necessária de toda construção. Em Natal, as lojas OBorrachão oferecem os mais variados tipos de sistemas de drywall, ideais para cada tipo de projeto.

O drywall é formado por chapas de gesso acartonado com estruturas de aço galvanizadas (resistentes à oxidação) chamadas de perfis. Ele é utilizado, basicamente, para a construção de paredes internas e pode estar presente na reforma da sua casa ou apartamento, na estrutura de lojas, na composição de um teatro, entre outras possibilidades. Essa superfície pode receber pintura, papel de parede, cerâmicas e outros tipos de revestimento.

Melhor acústica e absorção de impacto

O material é capaz de resistir a tremores, choques e vibrações sem sofrer danos e é conhecido pelo bom isolamento acústico. Além disso, comporta a instalação de portas, absorvendo impactos como movimentos e batidas. Há também versões especiais para áreas úmidas, como banheiros e lavabos, e resistentes ao fogo, como corredores de emergência. Nas lojas OBorrachão, é possível encontrar o m² para paredes de drywall a partir de R$ 76,00. No caso do forro de gesso estruturado, o m² é vendido a partir de R$ 55,00.

“Existem três tipos de chapas: as brancas, utilizadas em paredes secas; as verdes, que são resistentes à umidade; e as rosas, utilizadas em sistemas que necessitem de maior resistência ao fogo”, explicou o arquiteto Luiz Guilherme Penna, da Gypsum Mineração e Indústria, fornecedora de drywall nas lojas OBorrachão.

É preciso chamar atenção também para a qualidade do material e se ele está obedecendo aos padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. “O consumidor precisa ficar de olho e cobrar do engenheiro responsável pela obra a compra de um material de qualidade. Se o material não estiver dentro das normas mínimas exigidas, a construção pode ficar comprometida, com risco de acidentes”, alertou Raíssa Diniz, diretora comercial e de marketing de OBorrachão.

1

Set

Mercado

Programa impulsiona negócios de empresas sociais e criativas no RN

Quem acessa as redes sociais ou ver o catálogo de divulgação das peças da Caju Maria Ateliê, marca de bolsas e acessórios artesanais feitos manualmente, logo percebe a filosofia do negócio e o cuidado para incluir modelos afro-brasileiros para demonstração dos produtos. A marca entrou no mercado potiguar em 2016, mas foi nos últimos dois anos que ganhou força com a estruturação da gestão de planejamento do negócio. Esse posicionamento se deve muito à metodologia do Programa de Desenvolvimento das Economias Inclusivas e Criativas (DICE) – do inglês Developing Inclusive and Creative Economies – que no estado conta com a parceria do Sebrae do Rio Grande do Norte.  

O programa é uma iniciativa do Consulado Britânico (British Council) para apoiar o desenvolvimento de economia criativa e negócios sociais no Reino Unido e em cinco países, incluindo o Brasil. No Rio Grande do Norte, o projeto vem sendo executado pelo Sebrae desde o ano passado. A proposta é impulsionar e estimular negócios de impacto social ou cultural, empreendimentos que contribuam para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e para o desenvolvimento inclusivo, organizações que trabalhem para as pessoas e o meio ambiente (e não somente para o lucro), pessoas e empresas do setor criativo que usem a sua criatividade para desenvolver produtos e processos, com foco também na inclusão de mulheres, minorias ético-raciais e pessoas LGBTQ+. 

O programa de capacitação incluiu cerca de 60 empreendedores potiguares, dos quais uma parte foi selecionada para os módulos seguintes para a segunda turma, contendo 54 negócios. Em agosto, 32 empreendedores finalizaram os últimos módulos, incluindo capacitações remotas devido à pandemia. Todo o programa foi estruturado em três pilares: aprendizado, mentoria e fortalecimento da rede. De acordo com a gestora do programa no Sebrae-RN, Ana Ubarana, durante o programa, esses empreendedores tiveram contato com especialistas de áreas como inovação, marketing, financas, gestão de pessoas, psicologia, compliance e propriedade intelectual. 

Wilza Santos, da Caju Maria Ateliê, está entre os participantes do programa, que deu um novo rumo para a gestão da empresa. “Tudo foi acontecendo muito na parte de produção e sentia falta dessa coisa da gestão, mesmo estudando muito assim sozinha e participando de alguns cursos avulsos. Mas, nada que me desse subsidio para estruturar a gestão passo a passo”, confessa. Com a metodologia DICE, cada módulo atacou uma área da empresa. “Assim, consegui olhar o todo e entender que sozinha posso não dar conta de tudo e que precisava agregar gente comigo”. Depois disso, passou a planejar a empresa a longo prazo, sem se concentrar somente na produção. Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, a marca vendeu 129 peças. 

E Essa é a ideia do projeto, que se baseia na hipótese de apoiar o desenvolvimento de projetos criativos e negócios sociais como uma maneira eficaz de abordar questões, como desemprego, desigualdade e crescimento econômico para construir sociedades mais inclusivas. “A metodologia aborda de forma prática e dinâmica em seus conteúdos questões como autoconhecimento, tanto do negócio quanto do mercado em que está inserido, usa o design thinking e a parte de gestão propriamente dita, com noções de marketing, gestão de pessoas, finanças, prototipagem e a parte psicológica, gestão colaborativa e participativa, criando essa noção de rede e de conexão entre esses empreendedores”, ressalta uma das instrutoras da metodologia, a consultora Sara Cassiano. 

Negócios multiplicados

O resultado dessa abordagem não poderia ter sido melhor e fez diferença para Jéssica Fernandes, que integrou uma das turmas. Os conhecimentos repassados ampliaram a visão empreendedora e ela multiplicou a quantidade de negócio com a inclusão de grupos em redes. Já possuía uma gráfica para impressão de camisetas e, com a visão do programa, decidiu estimular a comunidade local, da zona Norte de Natal, a participar do empreendimento, fazendo linhas personalizadas.  

"Além desse trabalho, estamos lançando uma linha de embalagens sustentáveis e, em parceria com uma associação do município de São José do Mipibu, estamos desenvolvendo ecobags”, anuncia. As bolsas são confeccionadas por pessoas de duas comunidades carentes, que usam a tipologia fuxico e outros tipos de artesanato nas peças. Jéssica fica responsável por ensinar a arte da serigrafia para um grupo de 30 mulheres. “Estamos fazendo o projeto acontecer. Elas cortam, fecham e costuram as ecobags, que são vendidas no comércio local”. Na galeria, onde está instalada a gráfica, a empreendedora abriu ainda um negócio de alimentação fora do lar e vai lançar, ainda este ano, uma cooperativa de bikes para entregas.  

Essa visão ampliada de como é importante empreender envolvendo comunidades é fruto do que absorveu do programa, já que a metodologia busca a valorização e o fortalecimento das habilidades e iniciativas empreendedoras. "Os encontros contribuem muito no processo de aprendizagem, além de proporcionar uma maior interação entre os conteúdos ministrados e as implicações práticas no dia a dia dos negócios”, explica o consultor Mário Sérgio Correia. 

Durante os seis módulos, os participantes puderam ter uma experiência prática e criativa permeada por paixão, entrega, compromisso, engajamento e muito aprendizado, pois o DICE procura acolher, valorizar e fortalecer, nos negócios, propósitos, como criatividade, sustentabilidade, empoderamento, protagonismo, liderança, autoestima, inclusão e diversidade. “Assim, conseguimos desenvolver um ambiente propício para que as pessoas se sintam fortalecidas ao ressignificarem seus negócios, validá-los e refiná-los”, destaca Mário Sérgio.

Doces sonhos empoderados 

A chef confeiteira Deborah Sanders já tinha um negócio, que começou como uma fonte de renda alternativa, a Lovely Confeitaria. Porém, o programa a ajudou a encontrar o seu lugar no mundo, como empreendedora. Ela virou instrutora de confeitaria e, paralelamente,  impulsionou o negócio. “Foi assim, um divisor de águas. O primeiro módulo já foi muito impactante porque a gente começa fazer uma autoanálise de quem a gente é e qual o nosso lugar no mundo, nosso propósito. Isso reflete muito no negócio. O meu sentimento, o meu foco e a minha vontade se tornaram muito evidentes”, conta. 

Todo o conhecimento adquirido a estimulou a colocar em prática o aprendizado e abriu a primeira mentoria com 14 confeiteiras inscritas. “Foram seis semanas de trocas ao vivo no aplicativo Zoom. Quanto mais eu falava, mais confiante eu ficava sobre o meu próprio negócio. Desde março, estou 100% dedicada ao meu negócio e, em quatro meses, eu já estava faturando equivalente ao que eu faturava com carteira assinada há sete anos”, conta. Segundo Deborah, o programa revelou a força e o poder de empreender. “Em cinco meses, coloquei tudo em prática e hoje eu sou uma empreendedora com grandes planos, sou professora de confeitaria onlinee e sou mentora de outras confeiteiras", enfatiza Deborah, que continua com o seu ateliê em funcionamento. 

31

Ago

Mercado

Empresas do RN terão R$ 2 milhões do edital Tecnova II para inovação

O Sebrae no Rio Grande do Norte divulgou a relação final das empresas contempladas com recursos do Programa Tecnova II, lançado no final do ano passado pela instituição com recursos provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) . Foram selecionadas 11 empresas, que vão receber juntas R$ 2 milhões para serem aplicados em capacitação e apoio financeiro para o desenvolvimento de projetos inovadores, sendo até R$ 200 mil para cada uma. A relação completa dos classificados e os valores a serem repassados está no portal do Sebrae-RN (www.rn.sebrae.com.br), na seção ‘Licitações e Editais’.

O Programa Tecnova II visa promover um significativo aumento das atividades de inovação e o incremento da competitividade nas empresas e na economia. O dinheiro será concedido de forma não reembolsável - ou seja, não será preciso devolver os recursos - a empresas com projetos inovadores – em prototipagem, produtos e processos – desde que estejam constituídas há pelo menos seis meses e com faturamento bruto anual de até R$ 16 milhões.

Foram selecionadas as seguintes empresas: Conceito Empreendimentos, Dec-Delando Engenharia e Consultoria Eireli, Marques Treinamento, Brasil Quimíca e Mineração Industrial, Outgo Tecnologia, Potimazza, Logap Sistemas Inteligentes, Automobile Soluções Automotivas, In Plantar - Meio Ambiente & Engenharia, Tuna Intelligence Soluções Tecnológicas para a Pesca e Autoforce Plataforma de Marketing Digital.

“Conseguimos contemplar onze projetos de temáticas distintas, envolvendo as áreas de Tecnologia da Informação (TI), química, inteligência artificial e bioeconomia. Cada projeto tem as suas particularidades, mas o objetivo final é trazer inovações, que poderão ser aplicadas não somente nas próprias empresas, mas também que possam ser utilizadas e repassadas à sociedade, a novos negócios e mercados”, explica a analista técnica Algéria Varela, gestora estadual do programa no Sebrae-RN.

Segundo Algéria Varela, cada empresa selecionada possui um plano de trabalho e de aplicação dos recursos, que não é igual, é distinto. “Em sua maioria, essas empresas deverão investir os recursos em consultorias, em testes e em prototipagem dessas inovações”, calcula Algéria, lembrando que as empresas terão um prazo de 24 meses para executar seu projeto.

A estratégia é ampliar a quantidade de empreendimentos inovadores nos ambientes promotores de Inovação, incluindo as incubadoras e aceleradoras de empresas, parques e polos científicos e tecnológicos. A proposta do Sebrae e da Finep é estimular a inovação como um vetor de combate à desigualdade social, já que o desenvolvimento de novas tecnologias é fundamental para o crescimento econômico e social do país.

31

Ago

Mercado

Pesquisa: mulheres empreendem mais na internet que os homens

As redes sociais, aplicativos e internet são mais utilizados pelas mulheres empreendedoras como canais de venda do que pelos homens donos de negócios. De acordo com pesquisa do Sebrae, realizada em parceria com a FGV, 69% das empresárias já vendiam ou passaram a vender online, com o auxílio desses canais, a partir da crise causada pela pandemia do coronavírus. Entre os empresários, esse percentual é de 63%.

Entretanto, quando se trata de uso de ferramentas digitais mais complexas, para gestão do negócio, o percentual de homens é bem maior do que de mulheres, com destaque para utilização de recursos para automação de processos, por exemplo. Enquanto 68% deles já utilizam esse tipo de ferramenta, entre elas o percentual é de 32%.

Para a analista de empreendedorismo feminino no Sebrae, Renata Malheiros, a pesquisa mostra que as mulheres empreendedoras estão mais abertas ao universo da internet para comercializar produtos e manter o relacionamento com os clientes de forma online. “Percebemos que os pequenos negócios mantidos por mulheres seguem a tendência de vendas online e marketing via mídias sociais. Esse movimento já vinha sendo notado, mas foi acelerado com a pandemia. Por outro lado, observamos, pela pesquisa, que elas necessitam aprimorar mais a gestão dos negócios com ferramentas digitais”, avaliou.



De acordo com a analista do Sebrae, a pandemia também chama atenção para o fato de as mulheres estarem muito mais envolvidas com atividades domésticas ou cuidados com filhos e idosos durante este período, o que contribui para que elas tenham menos tempo para se dedicar aos negócios.

“Sabemos que essa é uma realidade cultural do nosso País e que outras pesquisas do Sebrae já mostraram que as mulheres dedicam, em média, 17% menos horas semanais aos negócios do que os homens, por estarem envolvidas com o que chamamos de economia de cuidados, seja com a casa ou com familiares. Então, a crise da pandemia jogou um holofote nessa questão porque vimos que as crianças estão em casa, houve dispensa de ajudantes e essas atividades recaíram muito mais sobre as mulheres”, destacou.

Confira abaixo outras informações da pesquisa.
 

Empresárias se mostram mais pessimistas do que os empresários sobre o retorno dos clientes. Enquanto 73% delas acreditam que menos da metade da clientela irá voltar a frequentar os estabelecimentos, 68% deles possuem a mesma opinião.

Quando se observa o percentual de empreendedores que trabalham em casa, é expressiva a diferença entre homens e mulheres, sendo 35% para elas e 27% para eles.

A maioria dos empreendedores está em processo de reabertura, com ligeira vantagem para as mulheres (55%) em relação aos homens (51%).

A grande maioria dos empresários (81%), de ambos os gêneros, acusou diminuição do faturamento mensal na pandemia - com as mulheres sendo um pouco mais penalizadas. Em relação a uma semana normal de trabalho, as perdas para elas foram de 59% e, para eles, de 57%.

Mais da metade dos empresários de ambos os gêneros entrevistados eram MEI, com predominância das mulheres (62% delas contra 53% dos homens).

Há um percentual de mulheres jovens empreendendo maior do que o de homens. Mas é na faixa etária entre 36 e 55 anos que estão concentrados os empresários de ambos os sexos (60% deles).

As mulheres são mais escolarizadas do que os homens: 49% delas têm nível superior completo ou pós-graduação contra 40% dos homens com esses mesmos níveis de escolaridade.

Mais da metade dos empresários não conseguiu empréstimo. Apenas 22% das empreendedoras e 20% dos empreendedores tiveram êxito na obtenção de crédito.

Empreendedores masculinos e femininos acreditam que a situação econômica do país voltará ao normal em 12 meses.


Os dados apresentados fazem parte da 6ª edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia nos Pequenos Negócios, que é realizada desde a chegada da pandemia ao país. O levantamento, realizado na última semana de julho, colheu informações de 6.506 donos e donas de micro e pequenas empresas de todos os estados e do Distrito Federal.

Fonte: Panrotas

30

Ago

Mercado

Volume de investimento Anjo em startups ultrapassa R$ 1 bilhão em 2019 mas expectativa para 2020 é de recuo

O investimento anjo alcançou a marca de R$ 1,067 bilhão investidos em 2019, um crescimento de 9% em relação ao ano de 2018, recuperando a queda de 0,4% de 2018 em relação ao volume aportado em 2017. O volume ultrapassou a barreira de bilhão pela primeira vez desde o início da série histórica (2010). O número de investidores apresentou um crescimento expressivo de 6% chegando a 8.220. Tanto o volume de investimentos como o número de investidores ultrapassando as projeções efetuadas no ano anterior. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.net), organização sem fins lucrativos que fomenta o investimento anjo e apoia o empreendedorismo inovador no país.

A pesquisa também levantou a perspectiva dos investidores para 2020 após o início da pandemia e os resultados indicam uma queda de pelo menos 10% em relação a 2019 se não houver nenhuma ação para reverter a mesma. Quando consideramos que, antes da pandemia a projeção era de 2020 apresentar um crescimento percentual no volume investido maior que o ocorrido no ano anterior, estima-se uma perda relativa acima de 20%. Cassio Spina, presidente e fundador da Anjos do Brasil comenta: "Apesar dos bons resultados de 2019, infelizmente a perspectiva para 2020 é bastante negativa, em especial considerando que, enquanto diversos investimentos são incentivados, o em startups é duplamente tributado. Além do imposto sobre os ganhos de capital, as eventuais perdas não podem ser deduzidas. Percebemos que é urgente o estabelecimento da equiparação de tratamento tributário e a criação de mecanismos de incentivo, como por exemplo os existentes no Reino Unido, Itália e Espanha, países nos quais, além de isenção, se permite a compensação de até 50% do valor investido em startups nos impostos devidos."

Conforme explica o executivo, hoje, o volume de investimento no Brasil é apenas 0,85% do que é investido em startups nos Estados Unidos, que somam aproximadamente 23,9 bilhões de dólares anualmente. Apesar da evolução que tivemos na última década no volume de investimento anjo, ainda estamos muito aquém do que nosso potencial. Considerando a relação do PIB dos países é de cerca de 10x, o investimento anjo no Brasil deveria ser de pelo menos R$ 12 bilhões. Para que o Brasil atinja todo seu potencial é necessário a criação de políticas públicas de fomento ao investimento em startups com ocorre nos países com ecossistemas mais dinâmicos.

Corroborando a necessidade de promoção do investimento anjo, reproduzimos a tradução das conclusões contidas na página 94 do estudo de julho de 2020, Sharing good practices on Innovation: understanding selected European startups ecosystems to foster innovative entrepreneurship in Brazil” – Dialogues EU-Brazil, elaborado em parceria pelo governo brasileiro e a comunidade Europeia,

Além disso, na Itália existe uma política para promover o ecossistema empreendedor com duas linhas de ação bem definidas, por um lado, suporte para startups em cada uma das fases e, por outro lado, mais apoio aos chamados projetos inovadores PME, sendo essas definições incluídas no ISA, oferecendo: incentivos fiscais para investidores em sementes e em estágio inicial: os indivíduos podem deduzir imposto de renda 30% dos investimentos em ações em startups de até € 1 milhão; empresas limitadas podem deduzir de sua base tributária 30% dos investimentos até 1,8 milhões de euros; financiamento da dívida: acesso facilitado a fundos públicos para as PME (aproximadamente 1 € bilhões de empréstimos já concedidos em 5 anos e produtos subsidiados de financiamento público.

As leis de incentivo podem ser um fator poderoso para impulsionar a inovação em um país. Em uma pesquisa recente, 70,49% dos empresários entrevistados relataram que a criação de leis de incentivo que tragam benefícios fiscais para startups e empresas com inovações soluções seria a iniciativa que mais contribuiria para o empreendedorismo inovador no Brasil.

Portanto, a adoção de medidas semelhantes às contidas no ISA seria efetivamente benéfico para o desenvolvimento do ecossistema brasileiro e tem potencial para gerar grande impacto, sendo essa medida algo já altamente esperada pelos empreendedores, pois reduz significativamente os custos e riscos envolvido nos negócios.”

O investimento em startups é de alto risco e precisa, no mínimo, ter tributação equiparada a de outros investimentos de menos risco. No último dia 5 de junho, o governo federal publicou o Decreto 10.387/20, estendendo os benefícios fiscais previstos na Lei 12.431/11 aos projetos de infraestrutura com impactos socioambientais positivos, concedendo isenção fiscal para investimentos nestes setores através de emissão de debentures, entretanto, este incentivo não abarca investimento em startups, que são tão importantes quanto estes outros setores na recuperação econômica, pela inovação que geram. O relatório completo da pesquisa está publicado em www.anjosdobrasil.net/blog

29

Ago

Mercado

O hábito do cafezinho vem sendo retomado aos poucos

Se tem uma coisa que é motivo de saudades para milhões de brasileiros e brasileiras é aquele encontro no fim de tarde para apreciar um bom cafézinho. A pandemia modificou hábitos entre consumidores em todo país, mas essa bebida tão presente na nossa rotina continuou sendo companheira no isolamento social. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), houve um aumento de 35% no consumo na pandemia.

Com a recente retomada dos serviços de cafés em Natal, os empreendimentos estão tendo que se reinventar para atender aos clientes com segurança, conforto e qualidade. A ABIC revela que esse consumo de café fora de casa representava, antes da pandemia, 34% do total da produção nacional. O medo da exposição e contaminação tem feito com que as pessoas ainda estejam receosas com esse retorno, mas empresários do segmento no Natal Shopping explicam que toda a estrutura de seus cafés foi adaptada e a desinfecção vem sendo efetuada regularmente para garantir a segurança necessária na hora do cafézinho.

“O ambiente de shopping é muito seguro por todas as recomendações e cuidados que estão sendo tomados, tanto por nós, lojistas, quanto pela administração. É um ambiente controlado que atende a todos os protocolos exigidos. Além disso, há na nossa equipe uma nutricionista que cuida da qualidade e desinfecção dos alimentos. E seguimos com rigor na higienização com álcool dos materiais coletivos, que já era realizada mesmo antes da pandemia”, explica o diretor do Café São Braz Natal Shopping, Rodrigo Coutinho.

Tárik Puggina, proprietário da franquia do Havanna Café destaca a preparação da estrutura e do atendimento para esse novo momento: “nossas mesas estão separadas com a distância segura entre elas, assim como recomendado. As atendentes usam máscaras de tecido e acrílico, além de aventais e luvas. Também instalamos proteção de acrílico no caixa e disponibilizamos álcool em gel para os clientes”, explica.

De acordo com ele, a limpeza que já era rigorosa, foi reforçada. “As mesas, cadeiras e cardápios são higienizados constantemente. Outra medida que tomamos foi a criação de um QR Code que possibilita o uso virtual do nosso cardápio. Também facilitamos as formas de pagamento, que pode ser realizado por aproximação ou pela maquininha, que passa por desinfecção sempre depois do uso de cada cliente”, completa Tárik.

Todo o ambiente do shopping é atendido com protocolos preventivos e tecnologias especializadas para reforçar a sanitização do equipamento. Equipamentos e produtos de higiene regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) são utilizados a cada três horas em todo o empreendimento, principalmente nas áreas muito tocadas, como corrimãos, botões de elevadores, balcões e mesas, além dos banheiros, praças de alimentação e máquinas de autoatendimento. 

Funcionamento

De acordo com Decreto Municipal, o Natal Shopping opera em horário reduzido, todos os dias das 11h às 21h, com limitação de 50% da capacidade de ocupação. Ao acessar o shopping, lojistas, colaboradores, fornecedores e também clientes devem usar máscaras e têm suas temperaturas corporais aferidas por um termômetro digital infravermelho. Todos aqueles que registrarem mais de 37,8ºC seguirão os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e não poderão acessar o complexo de lojas. 

28

Ago

Mercado

Resolução nacional dispensa licença e alvará para microempreendedores

Um pleito antigo e que já consta no projeto de lei da versão estadual da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, vai se tornar regra em todo o país. Uma resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) exime o Microempreendedor Individual (MEI) da obrigação de obter alvarás ou licenças antes do início do funcionamento da empresa, a partir de setembro próximo. A medida atinge diretamente quem pretende abrir um negócio nessa categoria jurídica, que, somente no Rio Grande do Norte, concentra mais de 133,5 mil empreendimentos.

A Resolução 59 foi aprovada e publicada no dia 12 deste mês, como parte das consequências da Lei de Liberdade Econômica, em vigor desde setembro do ano passado, que visa tornar o ambiente de negócios no país mais simplificado e menos burocrático. Pela resolução, os negócios formalizados como MEI não precisarão aguardar a liberação do alvará ou licenças para entrar em operação.

As fiscalizações para verificar os requisitos de dispensa continuarão a ser realizadas, no entanto, o empreendedor não precisa aguardar a visita dos agentes públicos para abrir a empresa e entrar em funcionamento.
Agora, a partir do registro no Portal do Empreendedor e a concordância do Termo de Ciência e Responsabilidade do documento emitido eletronicamente, o empreendedor fica liberado imediatamente para a atividade. As fiscalizações para verificar os requisitos de dispensa continuarão a ser realizadas, no entanto, o empreendedor não precisa aguardar a visita dos agentes públicos para abrir a empresa e entrar em funcionamento.

O comitê também publicou outras duas resoluções que atingem os negócios enquadrados nessa categoria. Uma delas é a 61, que dispensa pesquisa prévia de viabilidade locacional quando a atividade for exclusivamente digital e outra – a 60 - que regulamenta a criação de subcomitês estaduais para simplificar e desburocratizar o registro e legalização de empresários e pessoas jurídicas.

A Resolução 61 destaca que essa dispensa da pesquisa prévia de viabilidade locacional também valerá para os casos em que o município não responder à consulta de viabilidade de forma automática e quando não for realizada no sistema das Juntas Comerciais.

O CGSIM decidiu ainda pela dispensa da pesquisa prévia de nome para os empresários que optem pela utilização, apenas, do número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) como nome empresarial. A norma pretende eliminar a possibilidade de colidência de nome no registro empresarial, facilitando a vida do empreendedor.

Além disso, a medida possibilita uma coleta única de dados nas Juntas Comerciais, propiciando ao empreendedor agilidade e simplicidade para abertura de empresas em um único portal e de forma totalmente digital.

Outra resolução, a de nº 60, regulamenta a criação de subcomitês estaduais para estimular e desenvolver ações voltadas à simplificação e desburocratização do registro e legalização de pessoas jurídicas. Os trabalhos deverão ser coordenados pelas Juntas Comerciais nos estados.

28

Ago

Mercado

Estudo: e-commerce cresce 47%, maior alta em 20 anos

Com as lojas físicas fechadas por conta da Covid-19, muitas pessoas recorreram às compras online e, com isso, o e-commerce brasileiro registrou um crescimento de 47% no primeiro semestre, sua maior alta em 20 anos. De acordo com dados da 42ª edição do Webshoppers, estudo sobre e-commerce do País elaborado semestralmente pela Ebit|Nielsen, em parceria com a Elo, o crescimento do faturamento foi impulsionado pela alta de 39% no número de pedidos, para 90,8 milhões, em relação ao primeiro semestre de 2019.

Já as vendas aumentaram 47%, para R$ 38,8 bilhões, no mesmo período. “A tendência de crescimento já vem ocorrendo nos últimos anos, porém, por conta da pandemia, tivemos um aumento de intensidade”, afirma Julia Avila, líder da Ebit|Nielsen. A executiva explica que a medição dos varejistas colaboradores é feita através da implementação de uma tag no carrinho de compras virtual, ou seja, “para as compras realizadas em lojas parceiras Ebit recebemos a transação de forma automática”.

Além do número de pedidos e vendas, o valor médio desembolsado para as compras online dos brasileiros também cresceu (6%), passando de R$ 404, no primeiro semestre de 2019, para R$ 427 no mesmo período deste ano. “O que mais impulsionou o crescimento nesse período foi o aumento de pedidos, em grande parte, das categorias online, sendo que as mais importantes, como, por exemplo, eletrônicos e eletrodomésticos, já têm um ticket médio mais alto”, completa a líder.

A pesquisa ainda revela que os adeptos do e-commerce no Brasil cresceram 40%, chegando a 41 milhões no total, visto que a necessidade e o aumento na confiança sobre os pagamentos online levaram 7,3 milhões de brasileiros a comprar online pela primeira vez. Dentre essas 41 milhões de pessoas que estão no e-commerce, 58% são heavy users, ou seja, aquelas com mais de quatro compras no semestre, dos quais 20% com mais de dez pedidos nesse período. Nos mesmos meses do ano passado, esses compradores representavam 53%, sendo 17% com frequência acima de dez vezes.

Segundo o levantamento, o pico de compras online aconteceu entre os dias 5 de abril e 28 de junho, o que apresenta uma relação direta com o auge do isolamento social na maioria das cidade brasileiras. Naquele momento, o faturamento e o número de pedidos apresentaram uma alta de 70% em comparação com o mesmo período de 2019.

Apesar do e-commerce ter apresentado uma alta significativa por conta da pandemia, um ponto que foi impactado negativamente foram os prazos de entrega, que ficaram maiores. O estudo aponta que, no primeiro semestre de 2020, a média de prazo de entrega de compras online foi de 11,3 dias contra 10,6 dias nos mesmos meses de 2019. Já a taxa de pedidos entregues no prazo foi 14% neste ano, 2% maior do que no ano passado.

Por mais que as regiões Sul e Sudeste do Brasil ainda representem os principais mercados para as vendas online no País, a pesquisa mostra que o Norte e o Nordeste tiveram um crescimento significativo neste período. O Nordeste apresentou uma alta de 107% no faturamento em relação aos mesmos meses do ano passado, representando 18% dos números totais do País. Já a região Norte apresentou alta de 93% nas vendas online, 7% de participação no total de vendas Brasil.

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/08/27/e-commerce-cresce-47-maior-alta-em-20-anos.html