Jornalismo

20

Mai

População em situação de rua em Natal ganha novo apoio da Prefeitura

Com o lema "Ninguém fica para trás", a Prefeitura de Natal disponibilizou mais um local para amparar e acolher jovens e adultos que se encontram em situação de rua na cidade nesse momento de luta contra a Covid-19. Desde a semana passada, o Albergue Noturno, localizado em Petrópolis, foi aberto com espaço 46 leitos, em respeito ao distanciamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Já foram disponibilizados 189 leitos em três unidades dedicadas a essa parcela da sociedade que vive em extrema situação de vulnerabilidade. Além do Albergue, a Escola Municipal Santos Reis, no bairro de Santos Reis, e a Escola Municipal Celestino Pimentel, na Cidade da Esperança, são os abrigos disponibilizados. A operação do Albergue Municipal é realizada em uma parceria entre Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), a ONG Bom Samaritano e a Sociedade Espírita da Cultura e Assistência.

No Albergue, os usuários têm um período de 15 dias de quarentena, para depois serem encaminhados para os outros acolhimentos que funcionam nos bairros da Cidade da Esperança e Santos Reis. O espaço será rotativo, abrindo novas vagas a cada duas semanas.

Nas unidades, os moradores contam com todo tipo de auxílio, como alimentação, banheiros, lavanderias, fornecimento de álcool gel, máscaras faciais de proteção descartáveis e material informativo sobre a Covid-19, além de material de higiene pessoal para os usuários que não aceitam permanecer nos abrigos. Há ainda palestras alertando e orientando como se prevenir para evitar o contágio com o novo coronavírus.

A Secretaria Municipal de Saúde também auxilia nesse trabalho, com o Consultório de Rua, consultas médicas, odontológicas, medicações e vacinas (tendo todos os abrigados já vacinados contra a Influenza). A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL), por sua vez, atua fornecendo professores de educação física, para a realização de atividades físicas e esportivas.

A secretária Andréa Dias, titular da Semtas, ressalta a importância desse processo de acolhimento. "A Prefeitura do Natal entende que neste momento de pandemia e de muitas demandas sociais é importante unir esforços, para que possamos ofertar serviços que garantam o direito destes usuários, que é a população que se encontra em situação de rua tendo a chance de ter todo o tipo de assistência social", afirma.

Para dúvidas e informações à população, a Semtas criou uma Central de Atendimento composta pela equipe do Serviço de Abordagem Social (Seas). A Central está disponível, de domingo a domingo, das 10h às 22h, através dos telefones 98870-3861 e 98870-3327.

Foto: Alex Regis

11

Mai

Abertas inscrições para a edição do Prêmio Synapsis FBH de Jornalismo 2020

Num ano em que o mundo parou por causa de um vírus, a informação (verdadeira) tornou-se a melhor arma para conter a pandemia de Covid-19. E a Premiação busca justamente valorizar e homenagear jornalistas que, ao longo deste ano, dedicaram esforços para levar a melhor informação a todos, distinguindo o que é fato do que é fake, enriquecendo o debate sobre assuntos relacionados ao sistema de saúde público ou privado.

Podem concorrer jornalistas com registro profissional, nas categorias: Impresso (jornal ou revista), Internet (sites, portais de notícias ou blogs), Rádio e TV. Serão entregues 4 (quatro) prêmios, sendo agraciado apenas o primeiro colocado de cada categoria. Cada vencedor(a) receberá o valor total líquido de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).



O material jornalístico a ser inscrito deve, obrigatoriamente, constar como divulgado no respectivo veículo, conforme a categoria, no período de 01/10/2019 a 30/09/2020. As inscrições podem ser realizadas até dia 30 de setembro de 2020 no site http://fbh.com.br/premio-synapsis/.  A solenidade de premiação será realizada em data e local a serem definidos posteriormente pela FBH.

11

Mai

Campanha quer incluir maternidade como experiência no currículo

Uma organização não governamental (ONG) a favor da maternidade, que atua em diversas frentes, começou uma campanha essa semana em que convida as pessoas que têm filhos a marcarem essa experiência de #serpai e #sermãe no perfil do LinkedIn, atualmente a maior rede social profissional do mundo. 

A ONG Somos Mães trabalha para a democratização da informação falando com mais de 280k pessoas nas redes online @somosmaesevc (IG e Face). Para aderir à campanha, basta inserir uma nova experiência no perfil, marcar como cargo mãe ou pai, e explicar como essa “função”, em tempo integral, agregou em sua vida. O objetivo, segundo a entidade, é causar orgulho, empoderamento, humanização e ver a união das forças profissionais e das forças pessoais, lado a lado. 

“Além de se autovalidar, você valida outro pai e outra mãe, fazendo com que, ao verem o seu perfil, também se sintam seguros para reconhecer suas experiências de parentalidade. Assim, ajudamos a inibir movimentos que possam constranger ou prejudicar mães e pais nos ambientes de trabalho, pelo simples fato de exercerem esse papel. Juntos podemos fortalecer a #culturafamilyfriendly e facilitarmos que o mundo compreenda que ser mãe e ser pai é potência”, explica a responsável por projetos e ações in company, Anne Bertoly.

Engajamento real

Ela conta que o movimento ainda é simples e um pouco tímido, com impulsionamento manual, e trabalha o engajamento real no “um a um”. “Em nossos primeiros contatos, vêm à tona o que o senso comum nos faz acreditar, ao passo que nos aproximamos da parentalidade, consequentemente, nos afastamos da nossa vida profissional”.

Segundo Anne, o movimento é sobre ser espaço para que a cultura family friendly evolua e ganhe forças. “Trabalhamos para que o processo de desenvolvimento a partir da parentalidade seja algo natural, positivo e que pode (e deve) ser declarado”, disse.

Ela conta que, apesar da ideia ser bem recebida por profissionais, ainda há um certo medo em prejudicar suas carreiras ao marcar a parentalidade como uma experiência relevante no perfil do LinkedIn.

“O exercício da parentalidade é um dos grandes portais de desenvolvimento da vida, e que, conforme vivemos os desafios desse papel, fortalecemos ou conquistamos novas habilidades, que, diferente do que muitos pensam, carregamos com a gente para todas as esferas da nossa vida, incluindo a profissional”, comentou.

Segundo Anne, mães e pais contam que, depois que seus filhos chegaram, se tornaram pessoas mais focadas, objetivas, organizadas, criativas, produtivas, conscientes, empáticas e citam muitas outras habilidades.

Em sua experiência nas empresas, Anne revelou que não só mães e pais contam com orgulho quais foram as suas conquistas nesse papel, mas gestores que lideram equipes em empresas que acolhem as vidas pessoais dos seus colaboradores dizem que nesses ambientes é possível identificar aumento na produtividade. 

“E maior engajamento e muitos ganhos na retenção de talentos que, talvez, surjam mesmo a partir desses momentos da vida”, ponderou

Para ela, essas constatações são pontuais. “A verdade é que mães (principalmente e disparado na frente desse ranking) ou mesmo pais, sofrem constantemente algum tipo de constrangimento nos seus ambientes de trabalho, ou mesmo são demitidos pelo simples fato de terem filhos”.

Anne orienta que, se uma empresa quer ser family friendly, seu movimento deve partir do olhar individual, da proximidade com o colaborador e da compreensão do seu movimento. 

“É a partir desse lugar, onde a empresa decide se comportar como facilitadora também dos processos pessoais dos seus colaboradores, que acordos adequados e sustentáveis podem ser feitos, considerando recursos disponíveis para ambos – empresa e funcionário”, comentou.

Licença maternidade

Ela cita um exemplo simples do que pode ser feito: no fim do período de licença maternidade ou paternidade de um colaborador, o empregador pode ouvir como está a adaptação dele e de sua família nessa fase, saber quais são as necessidades deles, ajudar a encontrar a creche ou o sistema adequado para os cuidados com o bebê. 

“Talvez uma consultoria de amamentação valha até mais do que um lactário! Como saber? Perguntando! E aí você acha que a empresa se vê obrigada a atender todas as demandas? Não! É acolher um ao outro numa conversa real sobre o que é possível fazer”, argumentou. Anne disse, ainda, que a campanha é uma onda de apoio para um mundo mais humanizado.

“Esperamos que cada vez mais mães e pais se sintam encorajados a assumirem orgulhosos sua parentalidade, e que juntos possamos inibir ações que constrangem essas pessoas, só por exercerem esses papéis, e que, num futuro próximo, todos se sintam acolhidos pelo que são sem prejuízos criados pelos senso comum e conclusões precipitadas, que fazem todos perderem, os indivíduos, as empresas e a sociedade”, acredita.

Fonte: Agência Brasil

8

Mai

Levantamento mostra que pelo menos 64 jornalistas morreram de COVID-19 em 24 países

Assim como profissionais da saúde e outros trabalhadores essenciais, os jornalistas enfrentam riscos graves e elevados à saúde enquanto coletam e relatam informações cruciais sobre a crise de COVID-19. A medição sobre o número de trabalhadores da mídia que sucumbiram ao novo coronavírus apresenta problemas, da mesma forma que a contagem geral de baixas, mas a organização Press Emblem Campaign (PEC), com sede em Genebra, registra pelo menos 64 mortes em 24 países até a última terça-feira (5).

O relatório mais recente da organização enfatiza é muito provável que um número maior de repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e outros profissionais tenha morrido de COVID-19. "A segurança dos trabalhadores da mídia está particularmente em risco nesta crise, porque eles devem continuar a fornecer informações e testemunhos locais visitando hospitais, entrevistando políticos, economistas, cientistas, médicos e pacientes", afirma o relatório da PEC.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/28500-levantamento-mostra-que-pelo-menos-64-jornalistas-morreram-de-covid-19-em-24-paises.html

6

Mai

Estudo: circulação digital dos jornais cresce no trimestre

Os meses de janeiro, fevereiro e março de 2020 marcaram o crescimento da circulação digital dos maiores jornais do Brasil. De acordo com dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), a média da circulação digital de Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S.Paulo e Valor Econômico aumentou em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Líder no ranking de exemplares digitais, a Folha saltou de uma média de 218.557 exemplares nos três primeiros meses do ano passado para 250.324 exemplares no início de 2020. Na segunda posição, O Globo viu sua circulação digital subir de 202.697 exemplares para uma média de 236.245 exemplares digitais.

O Estadão também cresceu, passando de uma circulação digital de 138.206, no ano passado, para 148.419. Especializado em economia e negócios, o Valor Econômico também registrou crescimento no período anual: foi de 61.111 exemplares para 81.103 exemplares.

Parte desses números pode ser explicada pela pandemia do novo coronavírus, que impulsionou a demanda por notícias e informações. Desde março, boa parte dos publishers começaram a divulgar um aumento na audiência de suas plataformas digitais, percepção corroborada pela Agência Nacional de Jornais (ANJ).

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/05/05/circulacao-digital-dos-jornais-cresce-no-trimestre.html

28

Abr

Comissão de Justiça da Câmara de Natal aprecia projetos legislativos

A Comissão de Legislação, Justiça, e Redação Final da Câmara Municipal de Natal, presidida pela vereadora Nina Souza (PDT), apreciou 16 processos legislativos em reunião ordinária realizada no plenário da Casa, nesta segunda-feira (27). Além da presidente da Comissão, estiveram presentes os vereadores Luiz Almir(PSDB), Preto Aquino (PSD), Kleber Fernandes (PSDB) e Fúlvio Saulo (Solidariedade).

Entre os projetos aprovados, destaque para os textos do vereador Eriko Jácome (MDB), que estabelece a exibição de vídeos educativos antidrogas na abertura de shows e eventos culturais no município, e do vereador Maurício Gurgel (PV), sobre a proibição de fornecimento de produtos de plástico de uso único em hotéis, restaurantes, bares, salões de festa, repartições públicas, entre outros, com o objetivo de reduzir a degradação do meio ambiente.

Duas matérias de autoria da vereadora Nina Souza foram acatadas. A primeira, garante para alunos portadores de deficiências locomotoras ou alunos que tenham como responsáveis legais, idosos e pessoas portadoras de deficiências locomotoras, matrícula na escola municipal mais próxima de sua residência. Já a segunda, cria programa voluntário acolhedor para crianças recém-nascidas, filhas de mães dependentes de substâncias químicas ou vítimas de violências.

Na sequência, o colegiado deu parecer favorável ao projeto do vereador Preto Aquino que obriga empresas públicas e privadas a colocar sinalização refletiva durante paralisação do fluxo viário ocasionado por obras e serviços de manutenção, além de aprovar uma proposta do vereador Dagô de Andrade (PSDB) que torna obrigatório o fechamento de valas e buracos abertos por empresas públicas e privadas nas vias da capital potiguar.

27

Abr

UernTV estreia Saberes em Tela com conteúdos para estudantes durante a quarentena

O programa apresentará videoaulas de todas as disciplinas, servindo como suporte de ensino aos estudantes. O projeto é realizado em parceria com o Canal Futura, com o apoio da Secretaria do Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte. A UernTV, em parceria com o Canal Futura, estreia nesta segunda-feira (27) uma faixa de programação específica para estudantes do ensino fundamental e médio que estão em casa durante a quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O programa “Saberes em Tela” apresentará videoaulas de todas as disciplinas, servindo como suporte de ensino aos estudantes. O programa irá ao ar sempre às 17h, no canal 23.1 da TCM. Para quem quiser conferir as aulas em outros dispositivos, basta acessar o Canal Futura no youtube (https://www.youtube.com/user/canalfutura/playlists).

São mais de 600 videoaulas gratuitas para quem deseja manter o ritmo de estudo enquanto as aulas presenciais estão suspensas. A ação parte do projeto “Estude em casa”, promovido pela Fundação Roberto Marinho em parceria com diversas entidades. No Rio Grande do Norte, a Secretaria Estadual de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte são parceiras da ação.

Além do apoio do Conselho Estadual de Educação (CEE), União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (UNDIME/RN), União dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME/RN) e Sindicato das Escolas Particulares (SINEPE/RN). Para exibição, além da UERN TV, são parceiras também a TV Assembleia e a TV Universitária (TVU/UFRN).

A faixa “Estude em Casa” traz um conjunto de conteúdos educativos para ajudar quem teve sua rotina escolar alterada por causa da prevenção à Covid-19. O Canal Futura customizou três novas faixas de programação, de segunda a sexta-feira em horário escolar (às 8h, às 13h e às 18h15). Entre os conteúdos exibidos estão teleaulas do Telecurso, com matérias do Ensino Fundamental e Médio, e diversos programas educativos do Futura, como Turma da Robótica, Ciência para Todos e Show da História. Para mais informações sobre o #EstudeemCasa, acesse: https://www.futura.org.br/10-conteudos-do-futura-para-estudar-em-casa/

25

Abr

Cresce a busca por notícias positivas durante a crise de COVID-19, informa jornal

Por ANJ

Em meio a trágicos relatos sobre a pandemia de COVID-19, as pessoas também estão interessadas nas notícias positivas, informa reportagem do jornal The New York Times.

Segundo o diário, as buscas no Google por “boas notícias” não param de crescer nos últimos 30 dias. “Nas últimas quatro semanas tivemos um crescimento sem precedentes”, diz Lucia Knell, diretora de parcerias de marca da Upworthy, cuja missão é divulgar reportagens de teor positivo.

Grandes organizações de jornalismo, incluindo o The New York Times, criaram suas próprias seções de notícias positivas ao longo dos anos. Mas neste momento, informa o jornal, mais do que nunca, os leitores sentem necessidade delas.

“Uma avalanche de pessoas anda nos escrevendo e dizendo o quanto precisam dessas reportagens ou contando que elas leem um artigo e as lágrimas escorrem por seu rosto”, afirma Allison Klein, editora do blog Inspired Life, do jornal The Washington Post.

O diário também mudou a periodicidade de sua newsletter de boas notícias, The Optimist, de uma para duas vezes por semana. Além disso, criou o The Daily Break, que destaca uma reportagem edificante por dia.

“As pessoas estão procurando uma razão para seguir vivendo”, destaca David Beard, editor-executivo de newsletters da National Geographic. Para atender a uma demanda jamais vista, a editora criou dois informativos on-line de notícias positivas.

Leia aqui a reportagem original na íntegra. Neste link, em português, traduzida por Clara Allain, da Folha de S.Paulo.

21

Abr

Abraji lança lives semanais para valorizar o trabalho dos jornalistas

Abraji começou um novo projeto para valorizar o trabalho dos jornalistas e mostrar à sociedade o papel desses profissionais, principalmente durante momentos cruciais para o país e o mundo, como é o caso da pandemia da covid-19, a maior crise de saúde em pelo menos 100 anos.

As entrevistas ficarão a cargo da diretora da Abraji Adriana Barsotti, que tem passagens pelas redações de O Estado de S. PauloIstoÉ e O Globo, onde ganhou o Prêmio Esso com a série de reportagens “A História Secreta da Guerrilha do Araguaia”. Barsotti venceu o Prêmio Vladimir Herzog de 2019 na categoria multimídia pelo Projeto #Colabora e é professora de Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF).

“A ideia é mostrar os bastidores da cobertura da pandemia, humanizando os profissionais que estão na linha de frente e, por meio das entrevistas, refletir como o jornalismo está se adaptando ao novo cenário; como os jornalistas estão lidando com o home office, quais são as principais dificuldades da cobertura e como estão driblando-as”, explica Barsotti. 

O intuito também é discutir como repórteres, editores e outros profissionais da área estão conciliando neste momento vida profissional e questões pessoais como relações afetivas, educação de crianças e adolescentes, além de cuidados com pais, avós e parentes idosos.

Para o vice-presidente da Abraji, Guilherme Amado, o trabalho do jornalista é essencial em qualquer época, mas numa crise humanitária como essa é ainda mais importante.  

“A informação correta pode determinar se uma vida vai ser salva ou não. Acreditamos que os jornalistas envolvidos nessa tarefa, ao contar como está sendo o dia a dia do trabalho, ajudam a mostrar aos leitores, ouvintes e espectadores como a imprensa livre é uma aliada do cidadão", diz Amado.

O projeto pretende reunir profissionais de todas as plataformas, regiões e especialidades. De jornalistas de grandes redações aos que trabalham em veículos nas favelas e periferias, passando por áreas com imensa dificuldade de ir a campo para as apurações, como a Amazônia, fronteiras e o interior dos estados, muitas vezes mergulhados nos chamados “desertos de notícias”. 

No dia 28 de abril, o entrevistado será o jornalista Raull Santiago, produtor de documentários, empreendedor social e ativista dos direitos humanos. Santiago é fundador e integrante dos coletivos Papo Reto, Movimentos, Perifa Connection e faz parte da Assembleia de Membros da Anistia Internacional do Brasil. 

Vom informações da Abraji

18

Abr

Pesquisa aponta quais canais de TV e veículos de imprensa lideram na confiança dos brasileiros

Por Meio & Mensagem

Em meio a pandemia do novo coronavírus, as pessoas estão buscando cada vez mais informação sobre a doença. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto QualiBest, 19% da população brasileira afirma que a Globo é o canal mais confiável para se informar sobre a pandemia do novo coronavírus. Outras plataformas do grupo, como o portal G1 e a GloboNews, aparecem com 8 e 5%, respectivamente. A pesquisa foi realizada com base em respostas coletadas via online.

Outros canais de televisão também apareceram na pesquisa, como a Record, apontada por 10% dos respondentes; SBT e Band, com 3% cada; a recém chegada CNN Brasil, com 7%; e BandNews, com 1%. Em nota, Daniela Malouf, diretora geral do QualiBest, afirmou que os números mostram que a televisão ainda é o principal meio de comunicação do país e o que as pessoas mais têm confiança. “Não à toa, os canais estão reestruturando suas grades e horários para dar conta dessa demanda por informações sobre a pandemia”, completou.

Além da TV, outra fonte de informação confiável para os 14% dos brasileiros segundo o levantamento, são os órgãos governamentais, como Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com Daniela, este dado revela que as pessoas estão buscando por informações oficiais neste momento de incertezas. “É uma tentativa de diminuir a circulação de fake news que parece estar dando resultado”, apontou a diretora.

Outros veículos jornalísticos que foram citados pela população foram: UOL (4%); Folha e Estadão (3%); e Veja (1%). Já os com menos de 1% das citações foram: El País, Nexo, Valor Econômico e os internacionais New York Times e The Guardian.

Confira ranking dos meios mais confiáveis para se informar sobre a Covid-19:

1. Globo (19%)

2. Órgãos governamentais – Ministério da Saúde, OMS (14%)

3. Record (10%)

4. Internet – Google News, Bing (7%)

5. CNN (7%)

6. G1 (8%)

7. GloboNews (5%)

8. Redes sociais – Canais do Youtube, Facebook (5%)

9. UOL (4%)

10. Band (3%)

11. SBT (3%)

12. Folha de S. Paulo (3%)

13. Estadão (3%)

14. Canal de Átila Iamarino (2%)

15. Veja (1%)

16. BandNews (1%)

Fonte: Meio & Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/04/17/pesquisa-aponta-tv-como-o-meio-informativo-mais-confiavel.html

15

Abr

Google dará suporte financeiro a empresas jornalísticas

O Google irá lançar um fundo de auxílio emergencial para apoiar veículos jornalísticos de todo o mundo que estejam sofrendo as consequências econômicas da crise trazida pela pandemia da Covid-19.

Anunciado nesta quarta-feira, 15, o projeto da Google News Initiative pretende dar suporte financeiro a milhares de pequenas e médias empresas jornalísticas de todo o mundo, preferencialmente aquelas que estejam produzindo conteúdo original voltado a comunidades regionais durante esse período de crise.

O Google não detalhou o valor total do auxílio destinado a esse fundo, mas declara que a quantia irá variar de alguns milhares de dólares para redações pequenas a dezenas de milhares de dólares para empresas de maior parte. A companhia não limitou a quantidade de veículos que serão auxiliados em diferentes países ou continentes.

De acordo com o comunicado da empresa, assinado pelo vice-presidente do Google Notícias, Richard Gingras, os veículos interessados em fazer parte do projeto devem preencher um formulário, descrevendo detalhes de sua atuação. Os critérios para a adesão ao programa estão detalhados no site oficial do projeto.

O prazo para as inscrições termina no próximo dia 30 abril. A empresa pode agilizar a seleção dos veículos para, rapidamente, encaminhar o auxílio financeiro. Segundo a companhia, os nomes dos veículos contemplados no projeto e os recursos que receberão serão anunciados nos próximos dias.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/04/15/google-fara-doacoes-a-empresas-jornalisticas.html

14

Abr

Abraji disponibiliza manual com dicas para jornalistas e gestores de redação durante pandemia

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) traduziu um manual colaborativo escrito por uma rede internacional para ajudar chefes de jornalistas que estão tomando decisões diárias sobre a cobertura do novo coronavírus. O guia foi elaborado a partir do da realidade dos repórteres e editores norte-americanos, mas muitas orientações e dicas podem se adequar ao contexto brasileiro ou serem retrabalhadas pelas redações do Brasil, segundo a Abraji.

O manual começa falando sobre orientações gerais para evitar a doença, o que fazer caso o jornalista tenha sido exposto ao novo coronavírus e caso familiares e amigos apresentem os sintomas. A força do guia, informou a Abraji, está no reconhecimento da fragilidade dos jornalistas enquanto um grupo exposto ao desgaste emocional de uma cobertura sem precedentes na história moderna. O texto traz dicas de equipamentos e ferramentas que podem ajudar no trabalho remoto, como sites e aplicativos desenvolvidos para o “home office”, estratégias de entrevistas e abordagens. 

O material pode ser acessado para download aqui. Leia neste link um resumo produzido pela Abraji.

14

Abr

USP avalia impacto da pandemia entre jornalistas e comunicadores

Um dos mais importantes núcleos de pesquisa sobre o trabalho de jornalistas brasileiros lançou um novo estudo para avaliar o impacto da cobertura do novo coronavírus entre os profissionais ligados à comunicação. A ideia do projeto é entender melhor os processos laborais da categoria durante a pandemia da covid-19 e mostrar à sociedade a relevância desses profissionais em momentos tão cruciais.

O Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) funciona desde 2003 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Coordenado pela professora Roseli Fígaro, o grupo reúne doutorandos, mestrandos e jovens pesquisadores de iniciação científica. O foco é estudar a imbricação entre a comunicação e o mundo do trabalho. 

A pesquisa “Como trabalham os comunicadores em tempos de pandemia da covid-19” está sendo feita pela internet a partir de um questionário que pode ser respondido aqui. O público-alvo para o questionário é formado por uma gama ampla: jornalistas, relações públicas, publicitários, educomunicadores, gestores e técnicos que organizam e tratam a informação. Ou seja, “profissionais que estão no olho do furacão, ajudando a sociedade a enfrentar a crise pandêmica”.

Para Roseli Fígaro, um dos objetivos é encontrar procedimentos de segurança para os comunicadores e para a saúde deles.   “Nesses momentos, a informação é uma arma fundamental na defesa do cidadão, dos direitos e da própria vida. Nós estamos vivendo esse embate no cotidiano, no dia a dia. E o trabalho de qualidade do comunicador é fundamental. Para isso, o profissional tem que ter condições de trabalho e de saúde mental e física para poder desenvolver um bom trabalho”, declara.

Depois de concluída, a pesquisa será publicada por meio de artigos e compartilhada com associações e sindicatos, na tentativa de indicar possíveis políticas públicas para ajudar os profissionais. “Tradicionalmente, o trabalho do comunicador é um trabalho de muito ritmo, intensidade e estresse. Nós temos como hipótese que, em situações como essa que estamos vivendo, esse estresse, essa intensidade de trabalho e essa tensão aumentam. Então, nós queremos saber como eles estão enfrentando essas dificuldades, que apoio têm e estão obtendo para o exercício do seu trabalho”, complementa Fígaro.

Com informações da Abraji

3

Abr

Repórteres Sem Fronteiras oferece apoio financeiro a jornalistas impactados pela covid-19

Diante da emergência de saúde global desencadeada com a pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) expandiu seu serviço de assistência oferecido a jornalistas vítimas de represálias provocadas por sua atividade profissional. Agora, o departamento de assistência da organização também recebe solicitações de apoio financeiro por parte de jornalistas diretamente impactados pela pandemia. 

Podem enviar pedidos de apoio os comunicadores que tenham sido infectados pelo novo coronavírus durante a cobertura da crise sanitária e que precisem da assistência para gastos médicos. Aqueles perseguidos por autoridades públicas, em represália à cobertura da pandemia, também podem serão considerados. As solicitações de apoio individual devem ser enviados para os e-mails assistance@rsf.orgassistance2@rsf.org.


Sobre a iniciativa

Com mais de 30 anos de atuação internacional, a Repórteres Sem Fronteiras trabalha em defesa das liberdades de imprensa e de informação. Entre outras ações, a organização coordena um apoio financeiro e jurídico a jornalistas e meios de comunicação vítimas de represálias políticas. Cerca de cem bolsas são concedidas anualmente para profissionais indevidamente processados, ameaçados ou agredidos.


Profissionais da imprensa

Diferentes iniciativas têm sido estruturadas com o objetivo de salvaguardar os profissionais da imprensa durante a cobertura do novo coronavírus. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) produziu este manual com recomendações de segurança.

Em 30.mar.2020, o CPJ também lançou a campanha #FreeThePress (Liberte a Imprensa, em português), pela libertação de todos os jornalistas encarcerados ao redor do mundo, para garantir sua segurança durante a pandemia da covid-19. Nos últimos quatro anos, o censo anual do CPJ encontrou um número recorde de jornalistas presos por causa de seu trabalho — pelo menos 250. 

Também nesta semana, o diretor-geral adjunto de Comunicação e Informação da Unesco, Moez Chakchouk, enfatizou a importância da segurança dos jornalistas em meio à pandemia, e instou os 195 Estados membros, entre eles o Brasil, a garantirem um cenário de liberdade de imprensa e de expressão para o exercício da atividade jornalística.

Com informações da Abraji

31

Mar

Facebook investirá US$ 100 milhões em jornalismo devido à Covid-19

Informação é fundamental para o combate efetivo ao novo coronavírus, que já causou mais de 700 mil contaminações no mundo inteiro, vitimando cerca de 33 mil pessoas. Por isso, o Facebook anunciou investimentos de US$ 100 milhões no setor de notícias: US$ 25 milhões direcionados à produção de conteúdos locais pelo Facebook Journalism Project e US$ 75 milhões para "gastos adicionais em marketing", distribuídos para organizações de notícias em todo o mundo.

Enfrentando um cenário econômico incerto, editores de publicações viram as receitas caírem com cortes de gastos com publicidade e patrocinadores. Só para se ter uma ideia, a Reuters informou que o vírus pode custar bilhões de dólares à indústria nos Estados Unidos. De acordo com a SearchEngineLand, a eMarketer reduziu em 3% as previsões mundiais de gastos com publicidade em mídia.

Trata-se de uma empresa de pesquisa de mercado com base em assinatura que fornece informações e tendências relacionadas a marketing digital, mídia e comércio. Esse valor é um adicional aos já prometidos US$ 300 milhões voltados ao setor, que foram anunciados pela rede social no início de 2019 e que, de acordo com o planejamento, serão distribuídos durante 3 anos.

Outra iniciativa da empresa no mesmo ano foi o lançamento de um programa para ajudar as organizações de notícias locais a aumentarem as vendas de assinaturas digitais. Além disso, 4,5 milhões de libras esterlinas serão dedicadas ao treinamento de jornalistas no Reino Unido. Nessa nova leva de investimentos, o foco está em concentrar recursos para auxiliar os profissionais dos países mais afetados pela pandemia.

A primeira distribuição foi de US$ 5 mil dólares para 50 empresas dos Estados Unidos e do Canadá, visando pagar custos inesperados associados à cobertura de informações sobre o novo coronavírus. Mesmo que o uso de serviços de mensagem e videochamada do Facebook esteja aumentando, os prejuízos também estão chegando à rede social. "Nossos negócios estão sendo afetados como todos os outros", afirmou a companhia de Mark Zuckerberg em comunicado.

"Se as pessoas precisavam de mais provas de que o jornalismo local é um serviço público fundamental, estão tendo agora", declarou a empresa, que combate diariamente fake news e informações de baixa qualidade, as quais afetam diretamente a produção de conteúdo, atrasando as equipes responsáveis por novos materiais.

Fonte: TecMundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/151542-facebook-investira-us-100-milhoes-jornalismo-devido-covid-19.htm