Educação

13

Set

Instituto Ágora abre inscrições para cursos de idiomas 2021.2

O Instituto Ágora, vinculado ao Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, abre inscrições para os cursos de idiomas em Inglês, Espanhol, Francês, Alemão e Libras. As aulas vão de 4 de outubro a 18 de dezembro.

Para alunos atendidos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAE) as inscrições iniciam na terça-feira, 14. Já o público em geral, poderá se inscrever a partir da quarta-feira, 15, por meio do Sigaa ou pelo link.

As vagas, em sua maioria, são destinadas a alunos e servidores da UFRN, mas o público externo poderá inscrever-se para o curso de Libras. O curso tem o investimento de R$ 250 por semestre, que será inteiramente remoto, com aulas síncronas e assíncronas ministradas três vezes por semana.

13

Set

Empreendedorismo jovem é tema de palestra em evento de turismo da UFRN

A coordenação do Curso de Turismo (Coortur), do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), da UFRN, e o projeto de Monitoria Fácil como Finanças V – Tour pela Experiência, realizam no dia 15 de setembro, às 19h30, mais uma palestra do projeto Trampolim da Experiência: um tour pelo empreendedorismo jovem. O evento é gratuito e pode ser acompanhado através deste link, com inscrições pelo SIGAA.

Nesta edição, a palestra será proferida por Thiago Salem, sócio proprietário da empresa Nemo Sushi desde 2007. Thiago é graduado em administração pela UFRN e pós-graduando na Fundação Dom Cabral. O evento é aberto ao público com foco principal para estudantes e profissionais da área do turismo.

O projeto é coordenado pelo professor Gabriel Martins, do Departamento de Turismo (Detur/UFRN), e tem o objetivo de despertar o interesse pelo empreendedorismo no segmento do turismo potiguar por meio de compartilhamento da experiência de empreendedores jovens. Outras informações sobre o palestrante estão no Instagram e Facebook.

13

Set

Ensino em robótica contribui na escolha do futuro profissional de crianças e jovens

Diversos fatores podem influenciar no processo de formação humana e de construção da escolha profissional durante a infância e a adolescência. Mas um conhecimento em específico pode fazer toda a diferença: é o ensino da robótica, a ciência que estuda as tecnologias associadas à concepção e construção de robôs, em uma explicação mais objetiva. Por meio do contato com esse universo, crianças e adolescentes podem ter a escolha das suas carreiras influenciadas, por meio do incentivo dos domínios de outros conhecimentos, além de ser uma maneira eficiente de educar para a vida.

Foi o que aconteceu com Ana Cassia Vasconcelos, de 22 anos, hoje estudante do último ano de Engenharia Informática do Politécnico de Leiria, Universidade em Portugal. "O conhecimento da robótica influenciou principalmente na escolha da minha profissão, porque antes desse contato eu tinha algumas dúvidas sobre qual carreira seguir. O contato com a robótica me fez escolher a área tecnológica, e é por isso que hoje eu curso Engenharia Informática, que não deixa de ser próximo", disse a estudante.

Ela frequentou a Robô Ciência, escola de Robótica potiguar, durante seu Ensino Médio, entre os anos de 2014 a 2016. "Eu senti que em minha carreira eu tive vantagem com relação à lógica de programação, porque na Robô Ciência tive esse contato prático, que me ajudou muito", ressaltou. "Acho importante o contato prévio com a Robótica. Por exemplo, eu tive o primeiro com 14 anos. Quinta-feira era meu dia preferido da semana, o dia que tinha a aula de Robótica. Imagina se eu tivesse tido contato desde criança?", disse.

A indagação de Ana Cassia faz todo o sentido. De acordo com o professor Alexandre Amaral, diretor da Robô Ciência, o contato com a robótica desde cedo abre novos horizontes para que o estudante possa entender melhor o mundo a sua volta, assim como disciplinas mais abstratas, como física, química e matemática. “Esses estudantes começam a desenvolver habilidades e competências, principalmente nessa parte de lógica e isso torna fértil o terreno da aprendizagem. Hoje, temos ex-alunos que cursam Direito na USP, temos médicos, outros que estudam fora do Brasil, nos Estados Unidos. A maioria também está dentro da UFRN”, exemplificou. 

Ana Cassia chegou a participar de etapas regionais, nacionais e até internacional de olimpíadas de Robótica. No ano de 2016 ela ficou em primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Robótica e seguiu para a Alemanha, representando o Brasil. "Foi uma ótima experiência. É um mundo dominado por homens, então ser uma mulher competindo e até ganhando é uma honra", avaliou Ana Cassia.

O professor Alexandre Amaral relembra, com orgulho, a época em que deu aula para Ana Cassia e destaca o exemplo dela como vitrine para outros estudantes que querem alcançar o sucesso na vida acadêmica e profissional. “Dar aula pra Ana Cassia foi sempre muito prazeroso porque ela sempre foi muito dedicada. Não à toa, foi campeã de robótica três vezes aqui o RN e campeã brasileira. Não tenho dúvidas de que a trilha dela será de sucesso, como é a de todo mundo que escolhe o ensino da robótica. Ela é um dos exemplos da transformação que a robótica pode proporcionar na vida das pessoas”. 

Metodologia potiguar que conquistou o país

A Robô Ciência é uma escola genuinamente potiguar que atua em vários estados do Brasil, fundada e dirigida pelo professor Alexandre Amaral. Por meio de projetos de robótica adequados para cada nível de ensino, a metodologia utilizada incentiva os alunos a questionarem e investigarem os problemas propostos, fazendo com que trabalhem de maneira lúdica, participativa, criativa e colaborativa, em busca de soluções. Com mais de 10 anos de existência, a Robô Ciência já está presente com seu método de ensino em mais de 100 escolas no Brasil, ajudando a transformar o conhecimento de mais de 50 mil alunos.

10

Set

IFRN lança 3192 vagas em Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio

A Pró-Reitoria de Ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (Proen/IFRN) divulgou, nesta sexta-feira, 10 de setembro, o Edital nº 41/2021, que anuncia o processo seletivo para Cursos Técnicos de Nível Médio na modalidade Integrada. O processo seletivo é conhecido como Exame de Seleção.

Ao todo, são ofertadas 3192 vagas, distribuídas pelos 20 campi do Instituto, com ingresso no primeiro semestre letivo de 2022. A execução das etapas do processo seletivo ficará sob a responsabilidade da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern).

Processo seletivo

O processo seletivo é aberto a portadores de certificado de conclusão do Ensino Fundamental ou curso equivalente e abrangerá conhecimentos de Língua Portuguesa, Matemática e produção textual.

A seleção será realizada através da aplicação de provas presenciais. O Edital, porém, explica que, em caso de inviabilidade da aplicação das provas presenciais, dadas as condições sanitárias causadas pela pandemia da Covid-19, a seleção poderá ocorrer através da análise do histórico escolar do Ensino Fundamental dos candidatos.

Inscrições

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente de forma on-line, na Área do Candidato, por meio do endereço eletrônico https://inscricoes.funcern.org, no período das 14h do dia 15 de setembro até o dia 21 de outubro. No formulário de inscrição, os interessados deverão informar o número do documento de identificação oficial com foto e do Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Serão considerados documentos de identificação: Carteira de Identidade, Carteira Profissional, Passaporte ou Carteira de Habilitação na forma da Lei nº 9.503/97. O documento destaca que os candidatos com Carteira de Identidade Infantil serão submetidos à identificação especial, na qual será realizada identificação por escrita.

Os candidatos deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 30, até o dia 22 de outubro de 2021. Para gerar o Boleto de Pagamento, será necessário acessar a Área do Candidato e selecionar a opção “Boleto”, que irá gerar o boleto bancário em formato PDF.

O período para requerimento da isenção da taxa vai de 15 de setembro a 3 de outubro deste ano. Para realizá-lo, o candidato deve acessar a Área do Candidato e preencher o formulário de Requerimento de Isenção, informando o número do NIS no cadastro no CadÚnico (com 11 dígitos). O resultado preliminar do requerimento será divulgado no dia 7 de outubro. Já o resultado final será anunciado no dia 14 do mesmo mês.

Os estudantes com inscrição homologada no ProITEC 2021 são isentos da taxa de inscrição, mas devem se inscrever como os demais.

Resultados

O resultado das provas de múltipla escola (Língua Portuguesa e Matemática) será divulgado no sítio do IFRN e no da Funcern, no dia 27 de dezembro de 2021. No dia seguinte, 28 de dezembro, serão divulgados os candidatos que terão sua produção textual corrigida. O resultado final do processo seletivo será anunciado no dia 24 de janeiro de 2022.

10

Set

Funarte lança cinco editais totalizando mais de R$ 4 milhões

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) publicou cinco diferentes editais para incentivar projetos de diferentes áreas artísticas, totalizando R$ 4,05 milhões em ações de fomento. Foram publicados os concursos Prêmio Funarte de Estímulo ao Circo 2021, com investimento de R$ 2 milhões; Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual, com R$ 870 mil; 16º Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, com R$ 530 mil; 10ª edição do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, com R$ 150 mil; e a 24ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea, com R$ 500 mil.

Os editais foram publicados nesta semana e as inscrições para todos os concursos e chamadas da entidade podem ser realizadas por meio do endereço eletrônico www.funarte.gov.br, na página de Editais.

Os concursos voltados ao circo, dança, fotografia e artes plásticas estão com inscrições abertas até 25 de outubro, já o de música tem inscrições até 24 de setembro. 

A Funarte MG e a Funarte SP também abriram inscrições para processos seletivos para a ocupação de seus espaços culturais. 

Fonte: Agência Brasil

9

Set

Divulgado resultado da primeira fase da Olimpíada de Matemática

O resultado da primeira fase da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) foi divulgado hoje (9). A lista dos estudantes classificados para a segunda fase pode ser acessada na página da Obmep. 

Cerca de 18 milhões de estudantes de 55 mil escolas participaram da primeira etapa. As provas foram aplicadas entre 28 de junho e 3 de agosto. Já os exames da segunda fase estão previstos para 6 de novembro e a divulgação dos premiados para 18 de janeiro de 2022.

A Obmep concede medalhas de ouro, prata e bronze e mais de 50 mil menções honrosas. Além disso, os estudantes que recebem medalha garantem o ingresso em programas de iniciação científica, com direito a uma bolsa de incentivo financeiro mensal concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A olimpíada é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas, realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

A Obmep é financiada pelos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e tem o objetivo de melhorar a qualidade da educação básica, desafiando os estudantes e incentivando o aperfeiçoamento dos professores.

Fonte: Agência Brasil

8

Set

Primeiro Hackaton do Colégio Porto pretende despertar habilidades e estimular a criatividade em estudantes

Desenvolver a criatividade, superar desafios, expor habilidades e trabalhar em equipe. Tudo isso e muito mais faz parte do primeiro Hackaton do Colégio Porto, em parceria com o Google For Education, que acontece entre os dias 15 e 18 de setembro, com estudantes do 8º ano do ensino fundamental até a 2ª série do ensino médio. Durante a maratona de 72 horas, os alunos vão desenvolver um protótipo - que é a solução para um problema específico. 

Ao todo, 15 equipes, entre 03 e 05 alunos, participam. O processo para o Hackaton começou no início do mês de agosto, com o período de inscrições, que esgotaram rapidamente. Durante esse tempo, eles participaram de treinamentos com a equipe de professores do Colégio Porto, formada por Roberto Oliveira (biologia), Thiago Antônio (matemática), Olavo Vitorino (geografia), Shirlayne Querino (história) e Kamily Ellen (artes). 

“Os professores ajudam os alunos no desenvolvimento de uma etapa do projeto a cada semana. Essa é uma forma de preparação para a maratona. Uma equipe do Google For Education também faz esse trabalho de orientação, que está na reta final”, explicou o professor Roberto Oliveira. 

Na maratona de design e programação, que a acontece a partir do dia 15, as equipes vão receber uma temática e precisam aprofundar o conteúdo teórico e analítico. Eles vão buscar informações e fazer um protótipo de um jogo na tentativa de resolver o problema proposto. Depois, acontece a programação desse jogo e, ao final, os estudantes defendem o projeto para uma banca avaliadora, formada por professores de todo o Brasil convidados pelo Google For Education. A avaliação acontece de forma virtual.  

“Os times têm 1 minuto para a comunicação e persuasão dos avaliadores externos. Os jurados avaliam desde o processo criativo até o projeto final de cada grupo. No final, a equipe campeã é premiada pela instituição de ensino”, disse o professor Roberto. 

“O espírito do Hackton tem tudo a ver com a proposta de ensino do Colégio Porto. Ele contribui para desenvolver competências socioemocionais e da cultura digital por meio do processo de inovação centrado nas pessoas. Além disso, é uma forma de fomentar habilidades importantes para futuros profissionais, como criatividade, comunicação, cooperação, organização e resolução de problemas”, avaliou o professor André Cury, diretor acadêmico do Colégio Porto.

8

Set

Empresa oferece curso gratuito para qualificar habilidades em Marketing Digital e User Experience

Fruto de uma iniciativa entre o Santander Universidades e a Tera – startup de educação para economia digital –, o programa Santander Digital vai acelerar o desenvolvimento de habilidades voltadas para as áreas de Marketing Digital e User Experience. Em um pocket bootcamp de quatro dias e 8h de duração, profissionais do Santander e da Tera promoverão mentorias e palestras para todos os inscritos, que ainda receberão certificado ao final do programa, caso concluam as etapas conforme o Edital.

Aqueles que tiverem performance suficiente poderão participar da seleção de bolsas, que financiará, respectivamente, 50 e 100 alunos para os programas de UX Design e Marketing Digital oferecidos pela Tera. Os cursos têm duração de três e cinco meses e oferecem para os estudantes a oportunidade de interagir em projetos reais de empresas parceiras.

“O Santander Digital é uma oportunidade de apresentar aos alunos uma abordagem inovadora para duas áreas que não param de crescer e que estão cada vez mais presentes no cotidiano das empresas. Trata-se de um grande diferencial para o mercado de trabalho”, diz Nicolás Vergara, superintendente Executivo do Santander Universidades no Brasil 

Para Leandro Herrera, CEO e fundador da Tera, a tendência no mercado digital é que cada vez mais empresas tomem frente na capacitação de colaboradores. “A maneira como os adultos se qualificam está em processo acelerado de disrupção. O programa é mais uma iniciativa para alinhar teoria com prática e diminuir esse skill gap do setor, em que 50% da força de trabalho precisará de requalificação até 2022”, completa.

 

Nas aulas de UX, os alunos terão a oportunidade de mergulhar no universo de design, criando habilidades para entender melhor os padrões de usabilidade, arquitetura de informação e relação usuário-produto. O ciclo de vida de produtos, jornada do cliente e tecnologias para marketing serão os temas centrais do curso de Marketing Digital, que também vai incentivar a visão estratégica, alinhando todo o conhecimento obtido.

“Nós sempre prezamos pela experiência dos nossos clientes e agora com o Santander Universidades teremos a oportunidade de capacitar mais pessoas com esta visão, ampliando com isto o mercado de UX no Brasil.”, diz Geraldo Rodrigues Neto, diretor de Negócios Digitais do Santander no Brasil.

Os cursos são voltados para jovens com interesse no mundo digital e que querem desenvolver habilidades que serão ainda mais valorizadas no futuro. Todo o curso será acompanhado de perto pelo Santander, que espera extrair talentos do programa.

As inscrições permanecerão abertas até 20/09 no site https://app.becas-santander.com/pt-BR/program/santanderdigital2021 e os 150 melhores ganharão bolsas integrais para cursos avançados. 

8

Set

Mestrado em Matemática abre mais de mil vagas a partir de hoje

A partir desta quarta-feira (8) até as 17h do dia 25 de outubro, professores de matemática da educação básica podem se inscrever no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat). 

Segundo o edital, o curso será ministrado em 77 instituições, nos 26 estados e no Distrito Federal. As aulas serão semipresenciais e têm início previsto para março de 2022. A seleção será toda em 2021, com a realização do exame de acesso em 4 de dezembro. A oferta, em todo o país, se dá por uma rede de instituições coordenada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), com o apoio do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

Profmat

O Profmat é um dos programas de Mestrado Profissional para Professores da Educação Básica (Proeb) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e está avaliado com nota 5. A iniciativa deve proporcionar formação matemática aprofundada e relevante, a ser aplicada na educação básica.

Proeb

O Proeb segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação para a formação continuada stricto sensu de professores ativos, além de apoiar instituições de ensino superior e a rede de instituições associadas. Por ele são oferecidos atualmente 12 programas de pós-graduação de mestrado profissional, com mais de 15 mil alunos matriculados em 317 unidades de ensino em todo o país.

Fonte: Agência Brasil

8

Set

UFRN recebe vagas para Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional

O Comitê Gestor do Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (ProfQui) disponibilizou as inscrições do processo seletivo para ingresso no Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional, que oferece 11 vagas à UFRN, relativas ao período letivo de 2022.1. As inscrições vão de 1° de setembro a 30 de outubro e podem ser realizadas por meio deste link.

O processo seletivo acontecerá mediante a realização de um exame, que será aplicado de maneira remota, no dia 28 de novembro, das 10h às 13h, e consiste em 30 questões de múltipla escolha. Para se candidatar, é necessário possuir diploma em Química ou áreas afins, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), e estar em exercício de docência em Química na educação básica. 

O programa de mestrado tem o objetivo de proporcionar ao professor de Química do ensino básico formação em Química aprofundada e relevante ao exercício da docência. Para mais informações, é possível acessar o Edital 666/2021.

8

Set

Tese de professora de Língua Portuguesa e Literatura do IFRN é premiada

Na última sexta-feira, 3 de setembro, a professora Alana Driziê Gonzatti dos Santos, docente de Língua Portuguesa e Literatura do Campus João Câmara, foi agraciada com o Prêmio CAPES de Tese 2021, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) através do  Edital nº 3/2021. O resultado da 16ª edição da premiação foi divulgado no Diário Oficial da União (Dou).

A premiação se deu na área de Linguística e Literatura. Com o Título “Letramento comunitário: engajando saberes locais aos saberes escolares”, a tesa teve o objetivo de discutir um projeto de letramento comunitário mobilizado em uma escola pública da capital potiguar e seu impacto no redimensionamento das práticas de fala, leitura e escrita no espaço escolar. 

Dos Santos explica que seu percurso acadêmico desde a Graduação foi relacionado aos estudos de letramento, passando pelo letramento digital, familiar e comunitário. “No Doutorado, focalizei no letramento comunitário por conta da carência de registros acadêmicos e ações sistemáticas na área, além da relevância social existente na temática”, disse. 

Premiação

O trabalho intitulado “Letramento comunitário: engajando saberes locais aos saberes escolares” levou o Prêmio CAPES de Tese – Edição 2021. A premiação foi outorgada às melhores teses de Doutorado defendidas em 2020, selecionadas em cada uma das quarenta e nove áreas de avaliação reconhecidas pela Capes.

A docente considerou o prêmio como uma oportunidade de valorização de pesquisas que focalizam a transformação social e a mobilização comunitária, como trabalhos que trazem contribuições científicas significativas no nosso país. A professora completa explicado que, "além disso, a instituição também é agraciada com ações que fortalecem a tríade Ensino, Pesquisa e Extensão”, finaliza.

A tese foi defendida no Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Acesse

Desfesa da tese

Prêmio CAPES de Tese 2021

8

Set

Inep divulga gabaritos do Revalida 2021

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta terça-feira (7), os gabaritos preliminares da prova objetiva da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2021.

Também está disponível, no portal do Inep, o padrão de resposta provisório da prova discursiva.

Os participantes do exame têm até o dia 13 deste mês para interpor recurso aos gabaritos, por meio do Sistema Revalida. Os gabaritos definitivos e o resultado provisório do Revalida serão divulgados em 26 de outubro. A partir desse data, os médicos terão até 1º de novembro para entrar com recurso. O resultado final da primeira etapa está previsto para 19 de novembro.

A primeira etapa do exame foi aplicada no último domingo (5), em oito capitais: Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo. Os candidatos fizeram provas objetiva e discursiva, nos turnos matutino e vespertino, respectivamente.

Os médicos responderam a 100 questões de múltipla escolha e cinco discursivas sobre cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva). Será considerado aprovado na primeira etapa do exame o participante que alcançar, no mínimo, 90 pontos de um total de 150.

A segunda etapa é de avaliação das habilidades clínicas, quando o médico executa dez tarefas para uma banca examinar suas habilidades para o exercício da função. Para isso, ele percorre dez estações resolvendo tarefas como a investigação de história clínica, a interpretação de exames complementares, a formulação de hipóteses diagnósticas, a demonstração de procedimentos médicos e o aconselhamento a pacientes ou parentes, entre outras.

O objetivo do Revalida é avaliar as habilidades, as competências e os conhecimentos necessários para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é aplicado pelo Inep desde 2011 para subsidiar a revalidação, no Brasil, do diploma de graduação em medicina expedido no exterior.

Apesar de ser aplicado pela autarquia ligada ao Ministério da Educação, o ato de apostilamento da revalidação do diploma é uma atribuição das universidades públicas que aderem ao Revalida.

Fonte: Agência Brasil

8

Set

Pandemia causa impactos na alfabetização de crianças

No Brasil, 11 milhões de pessoas são analfabetas. São pessoas de 15 anos ou mais que, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. 

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024, desde o ensino infantil até a pós-graduação, o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo até 2024. 

No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado hoje (8), a Agência Brasil conversou com professores que trabalham com a alfabetização de crianças sobre os impactos da pandemia na etapa de ensino e sobre a rotina desses profissionais. 

Sem tempo para cansaço

O professor do terceiro ano do ensino fundamental da Escola Classe Comunidade de Aprendizagem do Paranoá, no Distrito Federal, Mateus Fernandes de Oliveira diz que ainda não conseguiu parar para sentir o cansaço que todo o período de pandemia causou até aqui. Nos últimos 18 meses, ele precisou lidar com diversas situações, incluindo famílias de estudantes com fome. Foi preciso que a escola se organizasse para distribuir cestas básicas nas casas dos alunos. 

"A gente estava falando de falta de alimentos em casa. Famílias passando por necessidades. Não era possível cobrar de uma família que estava preocupada com alimentação que desenvolvesse um processo de escolarização em um momento como este. A gente entendeu que a escola pública, como parte do Estado, tem responsabilidade social. O Estado deveria cuidar das necessidades básicas, mas não estava dando conta. A escola teve que se mobilizar". 

Enquanto a escola esteve fechada, o professor chegou até mesmo a visitar os estudantes pessoalmente, levar para eles as atividades e verificar como estavam. A maior parte dos alunos não tinha acesso à internet e acabava não participando das aulas online. Agora a escola voltou em um modelo híbrido, intercalando ensino presencial e ensino remoto. 

Oliveira percebe que as desigualdades se acentuaram. Aqueles alunos que vêm de um contexto familiar em que a leitura faz parte do cotidiano, em que há livros e revistas em casa, chegam agora ao terceiro ano do fundamental sabendo ler e escrever. Aqueles que moram em casas com pouca ou nenhuma leitura, às vezes sem mães e pais alfabetizados, acabam tendo um conhecimento aquém do esperado para crianças com 8 ou 9 anos de idade. 

"Não dá para considerar este ano como só este ano. É pensar este ano e o seguinte como duas coisas contínuas, porque senão a gente se exaspera e atropela os processos. Atropela o tempo de entender o que a gente sentiu e o que está sentindo e de perceber que caminhos pode trilhar. A gente pode acabar até gerando o contrário do que gostaria. Em princípio, é preciso ter calma e, ao mesmo tempo, saber que não temos tempo a perder". 

Trabalho redobrado 

Em Corumbá (MS), foi com cachorrinhas que a professora da Escola Municipal Almirante Tamandaré, Sonia Bays, conquistou os alunos e conseguiu medir o que eles haviam aprendido em um ano de pandemia. Ela dá aula para o primeiro ano do ensino fundamental, estudantes de 6 anos, que estão começando a ser alfabetizados. "Queria fazer algo mais lúdico. Acredito que as crianças são penalizadas por estar longe da escola. Criança em fase de alfabetização precisa da escola", diz. 

Diante das dificuldades de ensinar a distância e por meio de tecnologias, ela gravou um vídeo apresentando os próprios animais de estimação e pediu que os pais estimulassem os filhos a fazer o mesmo com seus bichinhos. "Na fase da alfabetização, a criança precisa de oralidade. Ela fala e depois transfere para o papel. É preciso estimular essa espontaneidade, essa fala das crianças". 

Ao pequeno grupo que estava sendo atendido presencialmente em horários especiais na escola, ela pediu que desenhasse e, se soubesse, escrevesse os nomes dos animais. Foi assim que avaliou o que os alunos sabiam e aquilo em que tinham dificuldades. Com base nas atividades desenvolvidas com as crianças, surgiu o trabalho Alfabetização e Infância em Tempos de Pandemia, apresentado em agosto no 5º Congresso Brasileiro de Alfabetização.

A maior parte dos alunos de Sonia está em situação de vulnerabilidade. Não é raro que as famílias tenham apenas um celular com acesso limitado à internet. A estratégia muitas vezes, durante mais de um ano de pandemia, era mandar vídeos por whatsApp, para que os responsáveis baixassem usando a internet do trabalho e, depois, mostrassem para as crianças.

No ano passado, ela chegou a conhecer os alunos pessoalmente, antes do fechamento das escolas por causa da pandemia. A turma desse ano, no entanto, era uma lista com 23 nomes e contatos. Sonia fez questão de entrar em contato com cada um por ligação e conversar com alunos e famílias. A logística não foi simples, alguns estudantes precisaram ir para uma área com wifi aberto, para receber a videochamada. 

A escola foi retomando aos poucos o ensino presencial. Primeiro, apenas uma vez por semana para atender aos alunos que não tinham acesso a aulas remotas. Agora, a escola voltou às aulas presenciais em esquema de revezamento, com turmas reduzidas. 

"Os professores, cada um de uma série, selecionaram os conteúdos que seriam prioritários, que seriam essenciais. Não vamos ter como dar conta de tudo. Estamos focando em leitura e escrita", diz e acrescenta: "Os alunos não perderam o ano, eles ganharam a vida. Se antes já tínhamos déficit de aprendizagem, agora também temos, ainda maior. Teremos que redobrar o trabalho para vencer isso". 

Da sala para a tela 

Depois de oito anos nas salas de aula no Rio de Janeiro, o professor Ricardo Fernandes assumiu, em 2019, o cargo de assistente de Gerência de Alfabetização e Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educação. No ano passado, com a pandemia, Fernandes passou a gravar aulas e podcasts para os estudantes da rede municipal, por meio da prefeitura, para garantir a educação remota. Ele, de repente, passou a alcançar um público muito maior. 

"Acaba que você, que está produzindo uma vídeoaula, você não vira só o professor de uma turma. A sensação que dá é que você vira professor de muitas turmas. Essa foi uma estratégia muito importante para muitas crianças que estavam em casa", diz. 

professor Ricardo Fernades

Foi preciso, segundo Fernandes, recriar, com tecnologia, espaços alfabetizadores. Além de o formato ser um desafio, foi preciso também repensar o conteúdo de alfabetização, incluindo as famílias. "Todas as vezes que a gente pensa um material agora, a gente pensa que essa família vai assistir junto, vai ajudar na mediação desse conteúdo. Então as aulas agora são pensadas na perspectiva mais coletiva. Quem está escutando o que essa criança fala? Quais as perguntas que essa criança pode fazer para essa pessoa? É esse processo de uma educação coletiva que traz para a alfabetização um novo caráter". 

O professor conta que, durante a pandemia, as trocas entre os professores da rede de ensino ajudaram a desenvolver novas estratégias para chegar aos alunos e também ajudaram os próprios profissionais a não se sentirem isolados. Fernandes ressalta, no entanto, que mesmo com o esforço, há estudantes que precisarão de mais atenção. "A gente sabe que existe um público que historicamente está alijado do contexto de alfabetização e de educação, e esse contexto foi intensificado com a pandemia". 

Estudo encomendado ao Datafolha pela Fundação Lemann, o Itaú Social e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado em junho deste ano, mostra que mais da metade (51%) das crianças em processo de alfabetização na rede pública brasileira ficaram no mesmo estágio de aprendizado, ou seja, não aprenderam nada de novo durante a pandemia. Entre os estudantes brancos, 57% teriam aprendido coisas novas, segundo a percepção dos responsáveis. Entre os estudantes negros, esse índice cai para 41%.

Como responsável pela produção de materiais para a alfabetização, Fernandes diz que um dos objetivos é que os estudantes se sintam representados. "Não se pode alfabetizar sem olhar para a favela, sem olhar para o bairro desse aluno, sem olhar para o ritmo desse aluno, sem entender que é um sujeito que aprende quando está em casa, quando está em contato com outros sujeitos. Não se pode negar os aspectos culturais da cidade", defende. 

Unindo forças

Para a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) no Paraná, Marcia Baldini, é necessária a união de forças de gestores, Poder Público, professores e familiares para garantir o ensino e a aprendizagem das crianças brasileiras. Marcia, que coordena o Grupo de Trabalho sobre Alfabetização da Undime, diz que a pandemia causou um prejuízo muito grande à alfabetização. 

"É necessário ter políticas públicas nesse sentido, voltar o olhar para isso, porque se não tivermos nas nossas escolas um olhar focado em relação ao professor alfabetizador, a formação continuada, condições de trabalho, a conscientização das famílias para que esse aluno possa aprender, os prejuízos serão imensuráveis nos anos seguintes na educação fundamental, no ensino médio e até mesmo na educação superior, em que vamos formar os famosos analfabetos funcionais". 

Marcia explica que a alfabetização exige a mediação do professor. Isso porque gestos, movimentos labiais e materiais didáticos têm impacto na aprendizagem. Esses elementos acabam se perdendo no ensino remoto. "Os alunos que estão retornando [para o ensino presencial] apresentam muitas dificuldades, há alunos que esqueceram até mesmo como se escreve o nome". Os dados mostram muito claramente, nos primeiros anos da educação infantil e do ensino fundamental, prejuízos sociais, econômicos, educacionais, que vão se estender ao longo da vida. 

Retomada

Neste semestre, as escolas estão, aos poucos, com o avanço da vacinação no país, retomando as aulas presenciais, ainda que mescladas ao ensino remoto, no chamado ensino híbrido. Será preciso ainda, segundo a oficial de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Julia Ribeiro, localizar os estudantes que não conseguiram assistir às aulas na pandemia. 

"Fazer busca ativa desses meninos e meninas que não tiveram condição de se manter aprendendo durante a pandemia. Os dados apontam isso, a pandemia atingiu meninos e meninas que já eram mais vulneráveis. Quem já estava fora da escola ficou cada vez mais longe, e quem estava na escola, mas sem condições de aprender em casa, acabou sendo excluído desse direito". 

Pesquisa divulgada este ano pelo Unicef mostra que o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação no Brasil saltou de 1,1 milhão em 2019 para 5,1 milhões em 2020. Desses, 41% têm entre 6 e 10 anos, faixa etária em que ocorre a alfabetização. 

"A alfabetização é fundamental para a manutenção desse menino ou menina na escola. É nessa faixa etária que é criado maior vínculo, inclusive com a escola. Ciclos de alfabetização que são incompletos podem acarretar reprovações e abandonos escolares nas demais etapas, nas etapas subsequentes", ressalta.

Para Júlia, sobretudo na pandemia, quando as crianças tiveram aprendizagens diferentes, todas as etapas escolares devem se comprometer a garantir o aprendizado dos estudantes, garantir que aprendam a ler e escrever. 

"A gente precisa de uma corresponsabilização de todo o sistema educacional no sentido de garantir que cada criança e adolescente, independentemente de idade, tenha as oportunidades necessárias que lhe garantam alfabetização completa, que lhe possibilite que esses meninos e meninas tenham maior liberdade, maior autonomia, que estejam incluídos na sociedade, que tenham mais acesso a oportunidades profissionais e pessoais, que tenham acesso a seus direitos".

Ministério da Educação

No dia 30 de junho deste ano, o MEC lançou o Sistema Online de Recursos para a Alfabetização, apelidado de Sora. A plataforma foi desenvolvida para apoiar professores e trabalhadores da educação no planejamento e execução de atividades de ensino para alunos que estão aprendendo a ler e escrever.

O sistema traz estratégias de ensino ou como o conteúdo pode ser ensinado. Elenca também propostas de atividades a serem aplicadas em salas de aula, ferramentas que são utilizadas na consolidação da apreensão dos conteúdos.

A plataforma disponibiliza recursos adicionais diversos que auxiliam os professores. Podem ser acessadas, por exemplo, imagens que ajudam a fixar as letras do alfabeto. Será incluído também um módulo com sugestões de avaliações para verificar a aprendizagem do conteúdo.

Fonte: Agência Brasil / Foto 1: Arquivo Agência Brasil / Foto 2: Michell Albuquerque/SME

7

Set

Engenharia Mecatrônica da UFRN oferece 11 vagas para mestrado

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecatrônica (PPGEMECA) abriu seleção de alunos para o curso de mestrado no período letivo de 2021.2. As inscrições podem ser realizadas até o dia 17 de setembro através do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas da UFRN (SIGAA). O candidato deve preencher o questionário de inscrição online e enviar toda a documentação solicitada.

Serão oferecidas onze vagas, sendo nove destinadas à demanda aberta de ampla concorrência e uma vaga para capacitação interna de servidores. Adicionalmente, uma vaga será destinada exclusivamente a candidatos interessados em desenvolver temas nas áreas de Educação Científica ou Covid-19 e outros Agravos da Saúde, mais especificamente em Robótica Educacional ou Mecatrônica aplicada à Saúde Humana, respectivamente.

Estão aptos a participar do processo seletivo os candidatos que tenham diploma certificado, ou declaração de provável concluinte no semestre corrente de curso de graduação em Engenharia Elétrica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica, Engenharia Mecatrônica, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Computação ou Bacharelado em Ciência e Tecnologia.

6

Set

Setembro Amarelo: pós-pandemia desafia aprendizagem socioemocional nas escolas

Com o acúmulo de incertezas causado pela pandemia, as muitas mudanças de rotina e as alterações nas formas de socialização, ficou ainda mais evidente a importância de olhar para os sentimentos de crianças, jovens e adultos. No mês de prevenção ao suicídio, por meio da campanha do Setembro Amarelo, demandas voltadas ao controle emocional, intensificadas pelo isolamento social, surgem para transformar as práticas de educação socioemocional, trazendo um olhar também para o momento pós-pandemia e para as necessidades das comunidades escolares.

Celso Lopes de Souza, psiquiatra e cofundador do Programa Semente – referência em aprendizagem socioemocional nas escolas –, conta que as instituições de ensino precisam pensar em propostas pedagógicas que reforcem as habilidades socioemocionais que foram comprometidas durante o último ano e meio. “A falta de interação física afetou as aptidões sociais e emocionais de todos, principalmente da comunidade escolar”.

Para o psiquiatra, a pandemia jogou uma lupa para a regulação das emoções, já que a maioria das famílias vivenciaram experiências intensas durante esse período. E o suicídio tornou-se um problema ainda mais sensível, uma vez que, com todos em casa, os sinais de dificuldades emocionais ficaram mais difíceis de ser identificados. 

O ensino socioemocional e a prevenção ao suicídio

Um estudo publicado na revista científica JAMA Pediatrics, da Associação Americana de Medicina, em junho, mostra que sintomas depressivos saltaram de 12,9% a 25,2% entre jovens de até 18 anos durante a pandemia. Dessa forma, escolas que trabalham com alfabetização socioemocional têm mais recursos para abordar esse tema com os estudantes, gerando novos canais de escuta para auxiliar crianças e adolescentes a lidar com as emoções. 

Isso pode acontecer por meio de programas estruturados, em que há um processo gradual e sistemático para criar um ambiente de diálogo, fazendo os alunos se sentirem seguros para contar como passaram esses últimos meses. Trabalhar a capacidade de lidar com o medo, com a raiva e com a tristeza, pode ser um primeiro passo para essa formação. Nesse momento de retomada das aulas presenciais, dialogar sobre esse tema é fundamental para o acolhimento dos estudantes e professores.

Nas aulas sobre modulação emocional, que constam na metodologia do Programa Semente, esse assunto é tratado de forma a mostrar que emoções são estados transitórios e, portanto, passam. Celso explica que o desenvolvimento de competências socioemocionais está comprovadamente relacionado à prevenção de transtornos mentais, como a depressão.

“Toda vez que a cabeça estiver achando que algo é insuportável de aguentar, impossível de sair disso e que não vai acabar nunca, ela está nos pregando peças. Então a capacidade de flexibilizar esse sentimento pode fazer diferença no enfrentamento dessa crise”, explica.

Há também outras habilidades que podem ser trabalhadas nessa retomada, como a confiança, para que, quando o estudante estiver sentindo dificuldades em lidar com os sentimentos, ele seja capaz de procurar ajuda com amigos, familiares e especialistas. Segundo o médico, quanto mais cedo for o início do desenvolvimento intencional das competências socioemocionais, maiores serão os recursos que os indivíduos terão para lidar com as dificuldades.

O Programa Semente nas escolas

Celso Lopes de Souza e o grupo de educadores por ele liderado construíram uma metodologia capaz de trazer conceitos internacionalmente aceitos pela comunidade científica para ensinar crianças e adolescentes a desenvolver a autogestão, a criatividade, a modulação emocional e as habilidades interpessoais, competências fundamentais para o enfrentamento dos desafios do século 21.

Durante os dois anos de pandemia o Programa Semente realizou lives abertas ao público nas redes sociais sobre o Setembro Amarelo, com orientações e explicações relacionados ao tema do suicídio. As lives contaram com a participação de médicos e especialistas, como o psiquiatra e também coautor do Programa Semente, Fernando Fernandes, que contribui ativamente nas ações de prevenção ao suicídio em suas redes e também no Centro de Valorização da Vida (CVV).

O programa, que atualmente conta com mais de 50 mil estudantes brasileiros, estrutura-se na mesma matriz conceitual que a OCDE utiliza – por meio do PISA – para medir e pesquisar o impacto do desenvolvimento das competências socioemocionais nos indivíduos. Algumas dessas ferramentas foram desenvolvidas com a colaboração de pesquisadores da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro .