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12

Fev

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[ARTIGO] Os vírus, as bactérias e o homem

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Muito antes dos precursores do homem, as bactérias já existiam na Terra.  Pela teoria da evolução darwiniana, cerca de 2 bilhões de anos atrás, uma cianobactéria dos oceanos passou a produzir oxigênio ao consumir hidrogênio, provocando alterações no elenco dos seres vivos do planeta, dos mais simples aos mais complexos, até chegarmos ao homem, o que melhor se adaptou e se sobrepôs aos demais.

Por volta de 300 mil anos antes de Cristo, surgiu o Homo sapiens.  Nossos precursores viviam em pequenos grupos, quase sempre no topo de árvores, a fim de se livrarem dos animais ferozes. Eram caçadores-coletores e não ficavam  no mesmo local por muito tempo e, assim, não poluíam o lugar onde moravam.  Tinham vida curta, mas desconheciam as doenças infecciosas, tipo sarampo e varíola, porquanto essas enfermidades precisam de altas densidades populacionais para se manterem vivas.

O modelo nômade persistiu até cerca de 10 mil anos atrás, quando a humanidade passou a cultivar a terra, em busca de novos alimentos, para uma população que sempre crescia, bem como a manter próximos das casas muitos animais, a exemplo de cães, gatos, gado bovino, equino e caprino, além de aves diversas. Todas essas mudanças  levaram à formação gradativa e crescente de aldeias, vilas e cidades, em um tempo que nem se sonhava com micróbios.  

Estava criado o meio propício para a proliferação das doenças infecciosas: aglomerações de pessoas, meio ambiente com muita sujeira, contato direto com animais, sem falar nos hábitos de higiene pessoal inexistentes, e nas crenças de que as doenças eram castigos dos deuses, e só eles podiam curar.  Portanto, os assentamentos humanos, processo natural da evolução civilizatória, trouxeram vantagens para a história do Homo sapiens, mas também fizeram florescer um amplo elenco de doenças graves, haja vista as terríveis epidemias do passado e do presente.

As bactérias e os vírus são os principais agentes que causam doenças infeciosas no homem. Para combatê-las, a ciência, ao longo do tempo, descobriu formas de preveni-las ou de tratá-las.  Para as doenças bacterianas, a medicina dispõe de drogas para tratar e de vacinas para prevenir.  Quanto às doenças virais, em termos de terapia, existem somente produtos que ajudam a controlar, mas não a curar, a exemplo do HIV.  Por outro lado, os seres humanos dispõem de um eficaz arsenal de combate às viroses, por meio da prevenção por vacinas.  

Os vírus medem a milésima parte do milímetro, possuem traços de DNA ou RNA, envoltos por cápsula de proteínas, com antígenos externos. O vírus da Covid 19 veio de morcegos da China, após mutações, causadas pelo contínuo contato do homem com esses animais. O novo coronavírus, ao invadir a célula humana e ao destruí-la, fez explodir a pandemia da Covid 19.  Mas a ciência agiu rápido, graças a Deus, e as vacinas estão aí para trazerem calma no presente e confiança no futuro.

*Reitor do UNI-RN

8

Fev

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[ARTIGO] Por que a Tesla deve temer o carro da Apple

Já se sabe que a Apple está planejando um investimento de 3,6 bilhões de dólares de dar água nos olhos na Kia Motors para aumentar a capacidade de produção de seu carro Apple há muito tempo, compartilharam Bruna Boner e Cristina Boner. O relacionamento supostamente veria a Kia usar sua instalação nos EUA, com base na Geórgia, como centro de produção.

A Kia, que faz parte do conglomerado Hyundai Motor Group, pode fazer parceria com a Apple para fabricar os primeiros Apple Cars até 2024, produzindo 100.000 automóveis por ano quando a fabricação está em pleno fluxo.

A especulação em torno do Apple Car tem sido abundante: acumulando-se por toda parte, os relatórios há muito sugeriam a incursão da Apple em automóveis, desde o anúncio do Projeto Titan em 2014. O Projeto Titan é o esforço da gigante de Cupertino para desenvolver um sistema sem motorista - a Apple automóvel autônomo seria, em teoria, uma atração massiva para os consumidores. De acordo com Cristina Boner e Bruna Boner, esse sistema sem motorista atrairia usuários que não apenas veem a Apple como uma opção de estilo de vida, mas uma marca confiável que poderia fornecer um perfil de segurança confiável para a tecnologia sem motorista.

Ele tem como pano de fundo notícias importantes sobre locações do gigante da tecnologia. A Apple recentemente contratou o vice-presidente de desenvolvimento de chassis da Porsche, Dr. Manfred Harrer, para ajudar a converter as ambições do Projeto Titan em um veículo completo (via 9to5mac ). A notícia do recrutamento proeminente acrescenta peso real à viabilidade de um carro da Apple, especialmente à luz de tantos boatos.

A união entre Kia e Apple é um marco para a eventual realização de um modelo de carro da Apple. O analista da Apple, Ming-Chi Kuo, sugeriu que a parceria verá a Apple cooptando a plataforma de veículos elétricos com bateria E-GMP da Hyundai, que forma a base existente dos futuros carros elétricos do Grupo e se distingue por sua eficiência.

A Apple já mergulhou nos automóveis antes, apenas com o Apple CarPlay, que pega seus aplicativos favoritos para carros e os transmite diretamente para a tela sensível ao toque do seu carro. Agora parece que a empresa mudou de marcha, finalmente chegando mais perto de tornar o tão esperado Apple Car uma realidade. Cristina Boner e Bruna Boner contam que a escolha do melhor aparelho de som CarPlay pela T3 deve ajudar a encontrar um novo espaço para transmitir suas músicas favoritas enquanto estiver na estrada.

O boato da Apple tem nos impressionado de todos os ângulos recentemente: cobertura da T3 de grandes atualizações de câmera que parecem prestes a chegar ao iPhone 13 da Apple , e até fala-se de um lançamento iminente de AirTags da Apple, após a descoberta de um recurso oculto incomum no Safari. O caminho à frente parece movimentado para a Apple com suas inovações constantes.

Talvez possamos até ver AirTags da Apple com acessórios para um modelo de carro da Apple, uma espécie de chave sobressalente ou rastreador escondido para funcionar contra roubo; você deve se lembrar da cobertura do T3 do recurso de chave digital do carro, permitindo que um dispositivo como o Apple Watch Series 6 desbloqueie seu carro em algo simplesmente mágico. Bruna Boner conta que um carro da Apple ofereceria oportunidades infinitas de integração com o ecossistema mais amplo da Apple e a T3 certamente está entusiasmada com as muitas possibilidades de gênio técnico que esse veículo abriria.

8

Fev

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Violência infantil: conheça quais os canais para denúncia

Na última semana, a história do garoto de 11 anos que foi encontrado preso e acorrentado dentro de um barril, na cidade de Campinas, chocou o Brasil. O caso acendeu um alerta sobre a importância da denúncia.

De acordo com o UNICEF, metade das crianças do mundo, ou aproximadamente 1 bilhão de crianças a cada ano, é afetada pela violência infantil. No Brasil, violência e acidentes são as maiores causas das mortes de crianças, adolescentes e jovens de 1 a 19 anos. O país é líder no ranking de violência infantil da América Latina. Pesquisas informam que três em cada dez pessoas conhecem uma criança que já sofreu violência.

Segundo doutor Cassio Faeddo, advogado especialista em Direitos Fundamentais e autor do livro Erradicação do Trabalho Infantil – Concretização do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana; é importante sabermos que a violência infantil inclui várias situações que envolvem violência física, sexual, moral, psicológica, negligência com a saúde, alimentação, exposição às situações perigosas, trabalho infantil, além de violência extrafamiliar praticada por quem tem a guarda.

“É necessário estarmos atentos aos sinais e principalmente coragem para denunciar. As pessoas ainda têm a cultura do receio em fazer a denúncia, mesmo que anônima, por achar que vão arrumar problemas por testemunhar o caso. Mas são atitudes como essa que salvam vidas”, alerta.

Com o isolamento social, devido a pandemia do coronavírus, houve um aumento na subnotificação dos casos de violência infantil. Dados da ONG World Vision aponta que a violência contra as crianças pode crescer 32% durante a pandemia.

“Geralmente esses casos são observados e diagnosticados no ambiente escolar, principalmente porque o aluno acaba mudando seu comportamento repentinamente e enxergam na escola um ambiente seguro. Com a interrupção das aulas presenciais muitas situações deixaram de ser descobertas causando infelizmente uma subnotificação das denúncias”, afirma doutor Faeddo.

Onde denunciar?

Disque 100: Canal do Governo Federal que recebe denúncias de violação dos direitos humanos. A denúncia é anônima, a ligação pode ser feita de telefone fixo ou celular e é gratuita. Funciona 24 horas, mesmos aos finais de semana e feriados.

Aplicativo Proteja Brasil: recebe denúncias identificadas ou anônimas. O usuário precisa preencher um formulário simples onde fará o registro de denúncia que será recebido pela mesma central de atendimento do Disque 100. Também disponibiliza os contatos dos órgãos de proteção nas principais capitais.

Conselho Tutelar:  é o principal órgão de proteção a crianças e adolescentes e está presente em todas as regiões. É possível fazer a denúncia por telefone ou pessoalmente na sede do conselho. Para localizar o contato do Conselho Tutelar mais próximo da ocorrência basta buscar na internet por “Conselho Tutelar + o nome da cidade”. 

Delegacias de Polícia: Tanto as delegacias comuns quanto as especializadas recebem denúncias. Polícia Militar, em caso de emergência, disque 190, a ligação é gratuita e o atendimento funciona 24 horas.

Cássio Faeddo - Sócio Diretor da Faeddo Sociedade de Advogados. Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO.  Professor de Direito. MBA em Relações Internacionais/FGV-SP. Autor do livro Erradicação do Trabalho Infantil – concretização do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana

6

Fev

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[ARTIGO] Cinco dicas para otimizar a leitura de e-mails no celular

*Por Thiago Catino

Um estudo do Campaign Monitor mostra que pelo menos 50% dos e-mails são abertos em dispositivos móveis. Isso significa que adaptar campanhas para esse meio é um verdadeiro desafio para as marcas. Hoje, o e-mail é uma das principais fontes de tráfego das páginas de e-commerce, principalmente pelo ROI oferecido por esse canal. Por isso, elaborei uma lista com ações concretas que as empresas podem adotar para se diferenciar da concorrência e otimizar o desempenho de suas campanhas de email marketing:

Identifique os hábitos dos destinatários - Em primeiro lugar, uma estratégia eficaz de email marketing direcionada para celular deve levar em consideração uma série de parâmetros técnicos e contextuais. Quanto mais conhecidos forem o propósito e as limitações do usuário, maior será a probabilidade de ele fornecer conteúdo relevante no momento certo. Portanto, é essencial identificar o sistema operacional que seu cliente usa (iOS, Android, etc.), a plataforma de leitura preferida (webmail ou aplicativo, Gmail ou Outlook, etc.), o ambiente em que está quando abre a mensagem (na loja, em casa, perto de um ponto de venda, etc.) ou o melhor momento para receber o e-mail.

Esteja na vanguarda da inovação - O celular oferece a possibilidade de integrar de forma simples elementos diferenciadores nos e-mails, como vídeos ou códigos QR, que muitas vezes são utilizados para evitar cópias físicas de bilhetes de venda, cupões de desconto ou até mesmo cartões de programas de fidelidade.

Facilite a identificação do remetente - Restrições à leitura de um e-mail em um dispositivo móvel, que aumentam os riscos para as marcas serem associadas ao phishing (roubo de identidade da marca), tornam a identificação rápida e fácil dos remetentes mais importante. Para fazer isso, certifique-se de que a conta utilizada tenha um nome conhecido do destinatário, além de um endereço de e-mail que não suscite dúvidas, como: Nike <Nike@official.nike.com>.

Tecnologias como o BIMI já permitem que o logotipo do remetente seja exibido diretamente na caixa de entrada do Yahoo, e em breve farão isso também no Gmail, tornando mais fácil para o destinatário identificar o remetente.

Otimize o tempo de carregamento do e-mail - A aparência do e-mail é fundamental, mas é recomendável usar imagens HD nítidas para não diminuir o tempo de carregamento do conteúdo do e-mail. Antecipar potenciais limitações externas, como o ambiente de visualização ou cobertura do destinatário, e levá-las em consideração também é fundamental para garantir o tempo mínimo de upload (ideal = peso inferior a 100 KB), mesmo nas circunstâncias menos favoráveis.

Tenha cuidado com a exibição - os anunciantes devem garantir que o criativo funcione independentemente do tipo de dispositivo, sistema operacional ou aplicativo de e-mail usado. Portanto, é necessário testar a exibição de gifs animados, e-mails relativamente longos (rolagem) e assuntos com emoji em vários ambientes diferentes (webmail, aplicativos, software de e-mail) e em vários dispositivos (tablets, celulares, etc.), mesmo com o modo escuro do iPhone.

Para melhorar a legibilidade e o envolvimento do cliente, a integração de carrosséis de imagens e formulários interativos ao e-mail são boas alternativas.

Para maximizar as taxas de conversão, as marcas devem minimizar o caminho até o cliente, permitindo o acesso às compras com um clique. Para isso, otimizar a leitura de e-mails no celular é essencial. É também fundamental conhecer o público-alvo, os seus hábitos de consumo e o terminal que utiliza para visualizar o e-mail, para que a estratégia se adapte a cada caso. O e-mail continua a ser um verdadeiro gerador de valor e a sua evolução constante exige uma estratégia sólida para poder explorar todo o seu potencial. 

*Thiago Catino é Senior Customer Success Manager da Validity 

31

Jan

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[ARTIGO] 4 tendências de marketing para assessoria de imprensa

*Por Talita Scotto

Não é novidade que a assessoria de imprensa já passou por grandes transformações nos últimos anos. Mas, agora, com a necessidade de digitalização das empresas devido a covid-19, alinhar estratégias que trarão resultados onde o público-alvo do cliente está é fundamental para acompanhar resultados mais expressivos e, por que não, até mais eficazes?

Na assessoria de imprensa, a mídia tradicional não perderá força. No entanto, as novas mídias estão aí para provar que conteúdo pode ser consumido de diversas formas e dominar essas mudanças, adicionando habilidades no seu trabalho, pode somar no resultado.

Abaixo, conheça 4 tendências de marketing na assessoria de imprensa para 2021:

Relacionamento com micro e nano influenciadores

O valor de estar na imprensa de massa não perderá seu papel, muito pelo contrário, continua sendo essencial na construção de autoridade e credibilidade. Porém, aprofundar o relacionamento com micro e nano influenciadores é estratégico para a marca conversar diretamente com seu público-alvo. Influenciadores têm poder em aconselhar decisões e até mesmo passar confiança na hora da jornada de compra de um seguidor, que também é potencial cliente.

Nano influenciadores, que possuem de 1 mil a 10 mil seguidores, e micro influenciadores, de 10 mil a 100 mil seguidores, possuem alto engajamento em sua maioria e conteúdo nichado – que pode ser mais eficaz na hora de criar uma estratégia de comunicação.

Áudio na mira do consumo

Segundo dados do Spotify, são 1,9 milhão de podcasts na plataforma. No último trimestre de 2020, o consumo por este formado cresceu 200%. Novos conteúdos são abordados a todo momento, como finanças, gestão de pessoas e notícias diárias.

A Folha de São Paulo é um exemplo com o podcast “Café da Manhã”, que está em segundo lugar como mais ouvido. Também se destaca o podcast do G1, “O Assunto”, apresentado pela jornalista Renata Lo Prete, que já é o mais ouvido da América Latina, de acordo com a Abpod.

Diante deste crescimento, adaptar conteúdos e sugestões de pautas para atingir podcasts é uma das grandes tendências de marketing na assessoria de imprensa para 2021.  Há uma mudança de hábito que não pode ser ignorada.

Habilidade com vídeo e imagem

Utilizar imagens para ilustrar um release ou artigo sempre foi praxe no trabalho da assessoria de imprensa. Com o crescimento da imprensa digital, compartilhando publicações de notícias nos seus próprios perfis no Instagram, Facebook e YouTube, vídeos e imagens se tornam produções de conteúdo complementares e cruciais.

Desenvolver novas habilidades para editar vídeos curtos e imagens, assim como conhecer aplicativos e ferramentas que auxiliem no dia a dia do trabalho potencializa o desempenho da assessoria de imprensa.  “Pensar” visualmente também é outra tendência de marketing na assessoria de imprensa para 2021, pois apenas release-disparo não será mais a única missão do profissional que quer gerar resultados.

Monitoramento em tempo real

Ferramentas gratuitas de monitoramento de palavras-chaves podem ter dois papeis na assessoria de imprensa: ajudar no clipping de notícias ao monitorar o nome do cliente ou trazer tendências de buscas por termos relacionados ao nicho da empresa que se atende.

Google Alerta e Google Trends são duas formas de realizar um monitoramento integrado para agregar mais valor ao trabalho da assessoria de imprensa. Além disso, o profissional que quer atuar para antecipar tendências, sugerir pautas no tempo certo e apresentar resultados em primeira mão também deve usar ferramentas de marketing digital para fortalecer seu trabalho.

*Talita Scotto é diretora da Agência Contatto há 12 anos e jornalista com especialização em marketing e comunicação integrada

28

Jan

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[ARTIGO] Benditas sejam as equipes de saúde

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Ao ver os dramas humanos, no decorrer da Covid-19, com ênfase para as cenas mais recentes vistas na cidade de Manaus, ecoam na Ao ver os dramas humanos, no decorrer da Covid-19, com ênfase para as cenas mais recentes vistas na cidade de Manaus, ecoam na minha mente e no meu coração as angústias vividas pelos doentes graves e por seus familiares. Afinal, nas minhas lides de médico, procurei sempre me ver no lugar do próprio doente, a fim de bem exercer a profissão.

Quando eu era professor de medicina, em uma aula prática ao redor de um leito, um aluno cometeu um deslize ético. Ao final da aula, só com os alunos, fiz a devida orientação, na qual afirmei que o médico deve sempre tratar os seus pacientes como gostaria de ser tratado, ou um dos seus familiares mais queridos. Muitos anos depois, um jovem médico disse-me que jamais esqueceria aqueles conselhos.

Assim, também ecoam em mim as agruras dos que integram as equipes da linha de frente do atendimento a esses pacientes graves, desde os das mais simples funções aos das mais complexas. Esses profissionais das equipes de saúde, principalmente os que atuam em hospitais, aprendem a lutar contra a morte e a angústia, dois eventos que, nessa pandemia, estão se tornando banais. Contudo, é só prestar atenção na face dessas pessoas para sentir os sofrimentos que lhes invadem a alma no dia a dia do trabalho.

Sem contar com o estresse e o medo de se contaminarem com o Sars-CoV-2 e entrarem para o grupo dos que precisam receber as atenções e os cuidados dos colegas de profissão. Quantos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, paramédicos, maqueiros, profissionais outros da área da saúde morreram ou ficaram com sequelas graves, na luta para salvar vidas das garras dessa virose, ou para minorar a dor alheia, no estrito cumprimento do dever e movidos pelo sentimento de compaixão e de amor ao próximo.

Lidar com a morte é sempre um tormento para todos os profissionais da área da saúde. Alguns estudantes dessa área largam o curso, quando não conseguem vencer os primeiros impactos desse encontro. A Covid 19 veio provar a importância desses profissionais nos serviços públicos e nos privados. Os confrontos políticos e ideológicos levados para a arena das batalhas contra a pandemia têm sido nefastos para o êxito que o povo brasileiro espera e precisa.

Mas não há como negar a emoção de ver a imagem de uma mulher negra, Mônica Calazans, enfermeira que atua na linha de frente no combate à Covid 19, a primeira pessoa a receber a vacina no Brasil. Dessa forma, nada mais correto do que eleger esse grupo como o primeiro a se vacinar. Desde o século XVIII, com a varíola, o homem aprendeu que a única maneira de controlar as doenças epidêmicas é por meio de vacinas, e, desta feita, também será assim.

Benditas sejam as pessoas que integram as equipes de saúde neste imenso Brasil, pela coragem e pelo amor à profissão, no afã de combater a Covid 19, terrível virose que tantos males tem causado aos seres humanos de todo o planeta.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é Reitor do UNI-RN.

24

Jan

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[ARTIGO] Heranças da pandemia e tendências na indústria de bens de consumo para 2021

*Por Gustavo Pipa

Acredito que ninguém está triste com a chegada de 2021, certo? Ao menos a indústria de bens de consumo – depois de tantos desafios superados em 2020, levada a reescrever diariamente suas operações – certamente esperava por isso. É fato que o início de ano ainda guarda incertezas, mas como esse mercado tem se apoiado para continuar de pé? Entre lições aprendidas e planos, o que esperar de um ano em que seguimos enfrentando uma pandemia global?

Se tivesse que apostar nas tendências para os próximos doze meses, minha primeira escolha seria olhar os dados do consumidor, seja em relação à privacidade ou ao seu uso para ser cada vez mais assertivo junto ao cliente final. Segundo citou Satya Nadella, presidente da Microsoft na NRF 2020, o varejo gera 400 petabytes de dados por hora. Mas, como consumidores, queremos saber onde estão e como são usados os nossos dados. Quando, enfim, a indústria conseguir provar os benefícios desse “rastreamento” em tempo real, aí sim estaremos virando o jogo. É urgente que o uso dos dados – já tão discutidos em anos anteriores – retorne como valor para o consumidor, criando ofertas de negócio mais assertivas. Ninguém tem tempo a perder.

Minha segunda aposta: em 2021, acredito que acompanharemos o crescimento da inteligência artificial atuando na hiperpersonalização dos processos de consumo. Graças à pandemia do novo coronavírus, experimentamos (clientes e indústria) novas maneiras de comprar, e assumimos a já forte conexão entre a Inteligência Artificial e as decisões humanas. E aqui menciono seu uso dentro das operações da indústria, seja para melhorar a comunicação com o cliente final (chatbots, app de mensagens ou até mesmo assistentes de voz) ou para aprimorar internamente a cadeia produtiva, deixando-a mais inteligente e eficiente. 

A terceira tendência que gostaria de citar também é fruto dos desafios da COVID-19. Vimos a IoT (Internet das Coisas) tomar conta dos avanços no segmento do Contactless Consumer Product ou o Serviceless (produtos ou serviços sem contato), e quem investiu nesses mecanismos saiu na frente. No ano que vem, creio que veremos serviços e produtos cada vez mais voltados à saúde, à segurança e ao monitoramento, modificando para melhor a experiência final dos clientes.

Por fim, mas não menos importante, eu diria que a identidade das marcas será outro grande desafio para 2021. Habituamo-nos a comprar on-line por meio de intermediários que ganharam força. E agora a pergunta é: quem removerá essa intermediação e irá direto ao cliente nesse momento tão crítico da história? Deixar de lado esses parceiros e seguir voo solo faz sentido? Como manter a identidade da marca seguindo pelos dois caminhos de venda?

O cenário é de oportunidades. E meu desejo é que as empresas sigam de olho em valores como sustentabilidade, responsabilidade social, segurança e diversidade, e naveguem rumo a conquistar a fidelidade dos consumidores que chegaram ou que permaneceram por perto em 2020.

*Gustavo Pipa é executivo de Conta na Cognizant Brasil. 

13

Jan

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[ARTIGO] Monitoramento e compartilhamento de dados: Twitter, Facebook ou Instagram podem te bloquear?

*Por Francisco Gomes Júnior

Nos últimos dias o debate sobre o poder de monitoramento das postagens pelas redes sociais como Twitter, Facebook ou Instagram sacudiu o mundo. A discussão já vinha de algum tempo, mas com a decisão do Twitter de inicialmente suspender e depois bloquear definitivamente a conta pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou enorme repercussão com acaloradas discussões.

Mas afinal, tem a rede social o poder de efetuar esse bloqueio? Até onde deve a rede social analisar conteúdo das postagens?

“É direito fundamental reconhecido pela Declaração dos Direitos do Homem (e também pela nossa Constituição Federal) a “liberdade de expressão”, ou seja, nenhum cidadão pode ser censurado em suas opiniões e direito de expô-las. Por outro lado, essa liberdade supracitada e prevista também no “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” da ONU não é absoluta; não se pode incitar crimes, ódio, discriminação de qualquer espécie ou mesmo apologia a regimes autoritários como o nazismo”, explica Francisco Gomes Júnior, advogado especialista em direito digital.

A discussão se dá sobre se cabe à rede social exercer essa avaliação, sobre o que é ou não aceitável em termos de manifestação. Todas as pessoas que expressam suas opiniões ficam sujeitas a uma análise do Twitter, por exemplo, sobre conteúdos próprios ou impróprios?

“De acordo com as redes sociais, ao abrir uma conta você concorda com os termos estabelecidos e em respeitá-los. É uma relação entre uma empresa privada (a rede social) e uma pessoa física ou jurídica regida por normas de direito privado, portanto, onde o estipulado contratualmente prevalece. Por esse raciocínio, quem concorda com os termos de uso da rede social está aderindo ao contrato por ela estabelecido e, regras contratuais devem ser seguidas”, afirma Francisco.

“E diante de termos “abusivos” cabe ao cidadão migrar para outra rede social como Trump e outros seguidores estão fazendo. Nesta semana, por exemplo, o bilionário Elon Musk, dono da Tesla, fez tuites sugerindo às pessoas que deixem o WhatsApp e migrem para o Signal (aplicativo similar) e centenas de milhares de pessoas atenderam a sugestão. Musk menciona que os termos do WhatsApp para 2021 são abusivos, permitindo por exemplo o compartilhamento dos dados do usuário com o Facebook, o que poderia colocar em risco a privacidade das pessoas” e continua “Obviamente que, qualquer pessoa que for banida e sentir seu direito violado pela rede social pode buscar o Judiciário para reverter o banimento, mediante a prova da não violação das previsões legais e contratuais”.

O debate é complexo, tem muitos argumentos a serem explorados, mas evidencia uma verdade. Se em países ditatoriais como a China o governo controla a internet e seu conteúdo, nos países democráticos boa parte desse controle fica na mão dessas grandes corporações (as big techs) que com isso detém um grande poder.

“Mais cedo ou mais tarde teremos que nos debruçar sobre este e outros aspectos das redes sociais, como a difusão de fake news ou os limites de monitoramento, para estabelecer um mínimo regramento que dê segurança aos direitos individuais, coletivos e fundamentais” diz o especialista.

“No Brasil, projeto de lei foi discutido em 2020 estabelecendo regras para a postagem de fake news e de uso geral das redes. Tal projeto foi retirado de pauta para que uma discussão mais ampla sobre esses temas possa ser realizada, o que ainda estamos aguardando”, finaliza Gomes.

*Francisco Gomes Júnior, advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB.

9

Jan

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[ARTIGO] Cinco tendências do marketing digital para 2021

*Por Edu Sani

O novo Coronavírus alterou profundamente o comportamento do consumidor e provocou mudanças importantes na jornada de compra. Segundo pesquisa recente feita pela Deloitte, 63% dos consumidores vão contar mais com tecnologias digitais a partir de agora e, 58% tiveram facilidade em lembrar de uma marca que direcionou rapidamente seus negócios durante a pandemia. Outros 25% deixaram de consumir produtos e serviços de empresas que se mostraram agindo a seu próprio favor. 

Neste cenário, o marketing digital é vital para as empresas que buscam relevância. Por isso, Edu Sani, CEO da Adsplay, empresa referência em mídia digital no Brasil, elencou as cinco tendências que o empreendedor deve acompanhar para garantir que seu negócio esteja preparado para o que está por vir. Confira abaixo as apostas para 2021:

Inteligência artificial

Novas tecnologias e integrações, como por exemplo, de públicos segmentados no Google Analytics com os anúncios criados no Google Ads, farão com que a taxa de conversão seja ainda maior. Ainda em relação ao Analytics, recentemente o Google ganhou uma nova versão, que promete levar o processo de Machine Learning a níveis ainda mais sofisticados, algo que contribuirá na hora de deixar uma campanha de marketing digital ainda mais segmentadas.

SEO (Search Engine Optimization)

As técnicas de SEO se aprimoram tão rapidamente quanto as atualizações dos algoritmos do Google, que estão cada vez mais frequentes. Com os novos recursos, não será suficiente estar entre os primeiros nas buscas, mas sim em destaques especiais, como por exemplo, a “posição zero”, ou dentro do grupo de perguntas frequentes.

Pesquisas por voz

Apesar de não se tratar de algo novo, estudos mostram um crescimento desse meio de pesquisa. As buscas por voz têm uma estrutura semântica bem diferente das pesquisas digitadas em desktops e smartphones. Por isso é necessário adaptar a estratégia de SEO para pesquisas deste tipo, e dessa forma não perder o tráfego da internet.

Integração e-commerce e redes sociais

A chegada dos pagamentos via WhatsApp e as melhorias no Instagram Shopping mostraram que as redes sociais estão cada vez mais integradas aos e-commerces. Com a ampla utilização durante a pandemia, muitas plataformas deram grandes passos no quesito desenvolvimento, e liberaram melhorias e ferramentas específicas para quem busca vender online, assim como vender por meio das redes sociais.

WhatsApp

A plataforma já anunciou que em breve terá mudanças importantes, principalmente para o WhatsApp Business. O intuito é deixar a ferramenta ainda mais versátil e oferecer novas oportunidades em termos de marketing online. Outro fator importante é que logo mais o aplicativo será autorizado a trabalhar como forma de pagamento.

*Edu Sani - Cofundador da AdsPlay Mídia Programática, atua há 16 anos com Marketing Digital e Mídia online. Criador do podcast Programática na Veia e professor na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Edu Sani é empreendedor serial - já teve sete empresas, entre elas: Uselink, Nightmap e Vuvuzela do Brasil, todas focadas em aproveitar oportunidades e preencher lacunas de mercado. Também é fundador da Programmatic Everywhere, onde atua como palestrante e professor de cursos de mídia programática. Formado em publicidade e propaganda pela FAM e Pós-Graduado em Gestão de Marketing na FAAP, trabalhou em grandes players de publicidade antes de ingressar no mundo das startups.

3

Jan

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[ARTIGO] Tendências de chatbots para 2021

*Por Rafael Souza

Por conta do avanço da inteligência artificial e do processo de digitalização das empresas, os chatbots, também conhecidos como robôs digitais, tendem a ser cada vez mais eficazes na resolução de problemas no atendimento com os clientes. No ano de 2020, mais de 100 mil bots já foram criados, o que aponta um crescimento de 68% em comparação a 2019, segundo uma pesquisa realizada pelo Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots.

A maior finalidade na demanda por chatbots é o atendimento ao cliente, correspondendo a 64%, ainda de acordo com dados da pesquisa. Além disso, 96% das empresas que desenvolvem robôs, em texto, utilizam o diálogo aberto e a conversa guiada por botões. Com isso, podemos entender que a humanização dos chatbots não para em 2020, mas continua como tendência para 2021, e está relacionada principalmente em manter uma conversa fluida, sem fricções na interação e na resolução rápida das demandas do consumidor.

A relação com o cliente pode ser transformada pela humanização dos chatbots. Dessa forma é importante entender quatro aspectos importantes para a construção dos robôs digitais, são eles:

A construção do chatbot por meio de linguagem natural, para que a compreensão da conversa seja mais fácil.

Saber quem é o consumidor, a fim de que haja uma comunicação mais efetiva;

Compreender a jornada do cliente, com o intuito que o bot entenda suas necessidades;

Trazer personalidade para o bot, com o propósito de estabelecer uma conexão com o usuário.

Quando tratamos da expansão no atendimento automatizado, entendemos que essa transformação se dá pelo desenvolvimento das interações dos bots, como a personalização do diálogo, que traz uma linguagem natural no momento do atendimento. Devemos considerar também que ao utilizar a linguagem humana conseguimos adaptar as máquinas à nossa forma principal de comunicação.

Digital First: integração de canais

O omnichannel evoluiu e atualmente é conhecido por Digital First, que tem como premissa ter o primeiro contato com o consumidor por meio de um canal digital.

Temos a necessidade de disponibilizar um atendimento que funcione de maneira contínua em vários canais de comunicação, o que torna a conversa com o cliente mais próxima, considerando que o mesmo chatbot pode atender diferentes canais e dar continuidade na interação, resultando na experiência mais humanizada.

No ambiente tecnológico tratamos da experiência completa do cliente, porém, é importante entender quais são as principais diferenças nos conceitos relacionados ao atendimento em vários canais. Há quatro principais funcionalidades que faltam no multicanal e que o omnichannel já possui, são elas:

  • Centralização no gerenciamento de canais;
  • Canais são conectados;
  • Dados compartilhados;
  • Continuidade nas negociações.

Nos próximos anos, iremos ver mais empresas incorporando os chatbots nos atendimentos, auxiliando principalmente na área de vendas e cobrança, pois recentes evoluções em processamento de linguagem natural e sistemas de diálogos devem ser incorporados aos robôs virtuais em breve.

Expectativas para voz, dados e pagamentos

O processamento de voz teve uma aceleração muito grande nos últimos anos, podemos ver pelos algoritmos que mostram excelentes resultados na transcrição de áudio para texto. Até o momento, existem duas grandes finalidades para o processamento de voz: a utilização de bots para substituir ou complementar as URAs (Unidade de Resposta Audível, utilizadas nos telefones) e o processamento de áudio ou mídia enviados através dos aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. 

*Rafael Souza é CEO da Ubots, startup gaúcha especializada em desenvolver soluções de relacionamento digital.

1

Jan

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[ARTIGO] As principais tendências em inovação para 2021

*Por Alexandre Pierro

Sabemos que 2020 foi um ano divisor de águas. Muitas das tendências previstas acabaram não se concretizando em um contexto de pandemia e a vida como a conhecíamos sofreu transformações intensas, influenciando o comportamento das pessoas, da indústria e da sociedade no geral. No entanto, com base no que vivemos neste ano, é possível traçar tendências para 2021, pautadas especialmente pela Covid-19 e suas consequências.

Partindo dessa premissa e observando as diversas mudanças que incorporamos aos nossos hábitos ao longo do ano, pode-se dividir as promessas para 2021 em quatro tópicos principais, relacionados especialmente às relações de trabalho e à importância da inovação nas empresas.

Adaptação dos portfólios: Neste ano, as empresas, mais do que nunca, se viram obrigadas a incorporar novos produtos e serviços em seus portfólios para sobreviverem à crise, uma vez que a pandemia também provocou mudanças no comportamento de compra do consumidor. Um exemplo dessa alteração, é o significativo crescimento observado no segmento de construção civil, uma evidência de que a estética e o conforto das casas passou a ser mais valorizado, já que as pessoas estão saindo menos.

Tendo isso em vista, empresas acostumadas a participar apenas de determinados setores - e que em alguns casos acabaram retraindo pela falta de procura - estão se arriscando em outras áreas para se manterem no mercado e não saírem no prejuízo.

Uma forma de colocar isso em ação é adotando boas práticas de inovação globais por meio da ISO 56.002. A norma estimula a criação de novos produtos a partir do gerenciamento de insights, visando a entrada em novos mercados e com maior valor agregado.

Internacionalização: Outra forma de garantir uma vantagem competitiva no mercado e driblar momentos de instabilidade econômica é promover a internacionalização, processo em que a empresa se prepara para participar de trocas econômicas entre os países com o objetivo de expandir seus negócios para o mercado externo, aumentando as possibilidades e diluindo os riscos.

Alguns dos passos a serem seguidos a fim de garantir a internacionalização são compreender o mercado de atuação, entender a demanda e a capacidade de produção, enquadrar a empresa nos requisitos técnicos e legislações e, finalmente, traçar boas estratégias de comercialização.

Da mesma maneira, a ISO 56.002 também tem como objetivo auxiliar as empresas nesse processo de adaptação de seus processos para a abertura aos demais países.

Inovação verde: De nada adianta inovar e não pensar nos impactos ao meio ambiente. Sendo assim, incorporar a sustentabilidade aos produtos e serviços atendendo às necessidades por soluções ecologicamente corretas é mais uma tendência, que inclusive já observamos atualmente.

O maior objetivo da inovação verde é equilibrar crescimento econômico e preservação a natureza. As indústrias brasileiras estão crescendo de forma mais acelerada, o que é ótimo, mas ainda não chegamos a um consenso sobre como e quanto preservar o planeta para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento. Por isso, a hora de pensar verde é agora.

Indústria 4.0 e 5g: Algo fundamental quando o objetivo é se manter moderno e atual no mercado, é a incorporação da indústria 4.0, que ao fazer os serviços ficarem mais rápidos e baratos, otimiza e aprimora a produção. Uma pesquisa publicada pela Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no início de 2020 revelou que 50% das indústrias americanas, chinesas e europeias já estavam adotando a indústria 4.0. Na Índia, 25%. No Brasil, apenas 2% e, durante o ano, esse número só caiu.

Para reverter esse cenário, é preciso investir em tecnologias de ponta, tais como robôs, impressoras 3D, ferramentas de cibersegurança, realidade virtual e mista, Blockchain e, principalmente, o 5g, a maior tendência dentro da indústria 4.0. A definição do 5g para os próximos anos deverá ser pensada mirando a melhor forma para a interconexão de equipamentos com a internet, a chamada Internet das Coisas (IOT, do inglês, Internet of Things). Basicamente, ele será responsável por gerenciar como a nossa rede de objetos físicos e infraestrutura fabril irão receber e transmitir dados.

Nesse conexto, a definição do 5g irá mostrar exatamente para que lado nós vamos. Se a produção nacional vai continuar correndo atrás do rabo, ou se nós vamos começar a ser protagonistas desse mundo cada vez mais conectado.

Agora é a hora de aprendermos com o difícil ano de 2020 para construirmos um futuro melhor em 2021. E a melhor forma é planejar possibilidades de inovação pensando também em como tirar os planos do papel e, assim, otimizar resultados, evitar crises e tirar o atraso da pandemia.

*Alexandre Pierro é sócio-fundador da PALAS e um dos únicos brasileiros a participar ativamente da formatação da ISO 56.002, de gestão da inovação.

31

Dez

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Porque 2021 será o ano da Esperança!

*Pedro Xavier Costa

 

O último dia do ano nos proporciona uma oportunidade de reflexão, balanço e projeção do futuro. Devemos pegar nossa caixinha de experiências do ano que se encerra e recomeçar no novo ciclo, com o acalento dos abraços deixados de lado e a expectativa da chegada da vacina do coronavírus.

Mas 2020 chega ao fim com gostinho de lição de casa. Ninguém imaginava, um dia, viver uma pandemia que parece ter sido tirada das telas de ficção: cidades paradas, ruas vazias, encontros e planos cancelados, abraços adiados.

De repente, trabalhar em casa, aderir a ferramentas digitais para reuniões e comemorações foi obrigatório. Um novo mundo que se abriu rapidamente, e que precisamos nos adaptar, sem outra opção.

Primeiro tivemos o impacto, depois a aceitação e, por fim, o aprendizado.

Não foi fácil, mas com certeza, nos fortaleceu. Fez com que a gente visse as coisas de outro ponto de vista. Refletisse sobre o modo de fazer e sobre tantos hábitos.

Olhando pra tudo o que vivemos neste ano, entendi que “amor não se isola”, como sabiamente disse a jornalista Maria Beltrão. Neste ano também aprendemos todos a sorrir com os olhos.

Sei que foi um ano difícil, muito mesmo, mas para muitos será também inesquecível.

Olho agora pra tudo o que estamos vivendo e renovo minha esperança no futuro, tenho certeza de que dias melhores virão. Dias melhores, pessoas melhores. É preciso acreditar e realizar. Porque 2021 será o ano da esperança.

Feliz 2021! Nos encontramos lá!! E que estejamos renovados e cheios de esperança.

 

*Pedro Xavier Costa é graduado em marketing e em gastronomia.

29

Dez

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[ARTIGO] Budget para 2021: tecnologia entre as prioridades

*Por Wally Niz 

A aceleração digital não só impactou as formas de trabalho, como também alterou o planejamento anual das empresas, sobretudo a divisão do seu orçamento. 

Levantamento da Talenses Group, holding especializada no recrutamento de profissionais, mostrou que das 375 companhias entrevistadas no país, 70% acreditam que o trabalho remoto tende a se manter (integral ou parcial), mesmo após a pandemia.  

Em outro estudo, realizado pela Pulso Empresa, do IBGE, de 3,4 milhões de empresas no Brasil, 33,5% afirmaram que a pandemia teve efeito negativo sobre seus negócios e 32,9% indicaram diminuição sobre as vendas ou os serviços comercializados.  

Ainda de acordo com a mesma pesquisa, um contingente considerável (46,8%) alegou dificuldade para acessar fornecedores de insumos, matérias-primas ou mercadorias e 40,3% disseram ter tido dificuldades para realizar pagamentos de rotina.  

Percebemos que os maiores porcentuais revelam problemas e situações que podem acarretar mais gastos de tempo e dinheiro. Prejuízos que são, em muitos casos, irreversíveis. 

Sob esse prisma, profissionais dos setores de TI e Telecom assumem o papel de “super-heróis”. Isso porque, diante do cenário desafiador, têm de viabilizar a digitalização de processos e prover soluções inovadoras em tempo recorde que maximizem o desempenho das empresas, reduzindo custos e aumentando seu potencial produtivo.  

Ao encontro dessas soluções, observamos, por exemplo, aumento de 189% do número de aplicativos corporativos baixados em dispositivos móveis em apenas um mês. Nossos registros também mostram crescimento de mais de 250% em aplicativos de videoconferência e comunicação banda larga. Isso sem contar o crescimento de serviços de telefonia. 

A expressão “novo normal” está dando lugar a uma tendência que veio para ficar e evidencia, de fato, uma mudança de comportamento. 

Neste momento, contar com soluções que ajudem, sobretudo, o planejamento e a gestão do orçamento é essencial. De acordo com a IDC, 42% das empresas disseram que seu orçamento para o próximo ano será maior do que o previsto antes da pandemia. A alocação dos investimentos internos deve ser feita de forma ordenada e acompanhada de perto. 

*Wally Niz é diretor de marketing e vendas da Navita e especialista em gestão de custos corporativos.  

27

Dez

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[ARTIGO] Planejamento de vida: Como encontrar o equilíbrio para ter uma vida plena em 2021

*Por Receba Toyama

Depois de um ano repleto de imprevistos e mudanças de vida, 2020 finalmente está indo embora e junto dele vem a esperança de que o próximo ano seja melhor. E o desafio para muitas pessoas é viver uma vida leve, mas afinal, como ter bem-estar em todos os setores da vida? Rebeca Toyama, especialista em carreira e bem-estar financeiro, comenta sobre qualidade e planejamento de vida, e traz dicas sobre como alcançar o bem-estar, cuidando da carreira e finanças.

O planejamento de vida precisa estar diretamente relacionado à qualidade de vida, que por sua vez se relaciona também com o bem-estar. Isso significa conquistar o que é importante para cada indivíduo dentro de um planejamento bem feito. O cuidado com a carreira está quando se encontra um sentido para vida, alinhando sempre a carreira ao propósito, assim mantendo um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Já o cuidado com as finanças é ter conscientização e buscar um orçamento doméstico no presente que não comprometa o futuro, tendo como principais desafios os distúrbios financeiros que estão atrelados ao desequilíbrio emocional vivenciado, muitas vezes, na infância.

De acordo com a especialista Rebeca Toyama, precisamos unir o tripé carreira, conscientização financeira e bem-estar para se viver com uma vida plena e com um sentido.

“Os pilares carreira e finanças impactam diretamente nos elementos de bem-estar, emoção positiva, sentido, engajamento, realização e relacionamento precisam ser observados para aumentarmos nosso nível de bem-estar. Precisamos também entender que para atingirmos o bem-estar é necessário planejamento de curto, médio e longo prazo e não somente esperar que ele aconteça. Definir objetivos e metas é necessário para se olhar com clareza para o futuro. ”, explica Rebeca Toyama.

A definição de bem-estar financeiro utilizada pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), entende-se que o bem-estar financeiro, é o estado de estar que as pessoas e famílias:

1- Possuem controle sobre a sua vida financeira;

2- Têm a capacidade de suportar choques financeiros;

3- Estão no caminho para atingir seus objetivos financeiros;

4- Têm liberdade financeira para fazer escolhas que lhes permitam aproveitar a vida.

Portanto, percebe-se assim, quando se fala em bem-estar financeiro, está diretamente associado a hábitos, especialmente hábitos de controle, poupança e consumo consciente.

“Para alcançar o bem-estar financeiro, é necessário entender que os distúrbios financeiros estão relacionados à ansiedade, excesso de dívidas, ausência de economias, incapacidade de manter mudanças nos comportamentos financeiros, além de outros fatores. E quando identificamos esses comportamentos problemáticos e tratamos a fundo, conseguimos encontrar equilíbrio entre vida pessoal e profissional. ” finaliza, Rebeca.

A especialista preparou 5 dicas para alcançar o bem-estar, cuidando da carreira e finanças:

1- Ter em mente que bem-estar não é obra do acaso, mas sim algo a ser planejado e construído no longo prazo;

2- Fazer escolhas financeiras no presente que nos leve a um futuro desejado, pautadas nos aprendizados extraídos do passado;

3- Ter clareza das expectativas para a vida pessoal e profissional, definindo de forma madura os objetivos e metas de curto, médio e longo prazo para cada uma das áreas. Assim como ter um mecanismo de acompanhamento de cada uma das metas, sejam anotações, lembretes ou algo mais sofisticado como um arquivo digital;

4- Reconhecer todas as conquistas pessoais e profissionais de 2020, expressar gratidão por todas e reconhecer sua capacidade de superação, para então sentir-se merecedor do que 2021 tem a te oferecer.

5-  Crie uma rotina para extrair emoções positivas ao longo do ano novo, lembre-se que a principal fonte são os relacionamentos saudáveis, incluindo o de você com você mesmo. Sem rotina, em 2021 você pode ser atropelado por inúmeras demandas externas, deixando de lado o que realmente é essencial para seu bem-estar.

*Rebeca Toyama é fundadora da ACI empresa com foco em desenvolvimento de competências a autoconhecimento. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração, marketing e tecnologia. Especialista e mestranda em psicologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. 

26

Dez

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[ARTIGO] Para sobreviver a pandemia e uma possível segunda onda, é preciso ter discernimento e sabedoria no âmbito empresarial

*Por Paulo Zahr

Tratar a temática de empreendedorismo em 2020 nos remete, impreterivelmente, à pandemia causada pelo coronavírus. Seja em livros, blogs ou palestras que temos acesso pela internet, a dica é, para quem se aventura no negócio próprio, ter, além de conhecimentos técnicos, um ótimo jogo de cintura e maturidade para enfrentar situações muitas vezes imprevisíveis e inesperadas. Foi o que aconteceu em março deste ano, quando o Sars-Cov-2, responsável por causar a Covid-19, fez a primeira vítima no Brasil. De lá para cá, o que se tinha como certo se transformou em incerteza e reflexões em âmbito pessoal ou profissional nos levaram a repensar nossas estruturas, incluindo as formas de se adaptar e criar estratégias para a crise.

O comportamento das pessoas em relação ao consumo mudou completamente nos primeiros dias da pandemia e itens considerados de primeira necessidade, como alimentos, bebidas e medicamentos, tiveram a preferência frente às demais. Mas tão logo as semanas passaram, novas necessidades foram surgindo e, mesmo temerosas com o futuro financeiro, a população adaptou seu modo do consumo, apostando em outros setores do mercado, como o de construção e reforma,  móveis e estofados; alusão clara que mesmo o ‘ficar em casa’ exige gastos. É diante deste cenário que vale a pena o empresário se ater e adquirir uma nova postura na gestão de seus negócios, investindo no aperfeiçoamento de sua comunicação a fim de que o público-alvo perceba a necessidade do serviço ofertado.

Não há uma receita pronta capaz de solucionar a vida de todos os empresários, mas, com alguns truques, é possível se sobressair no mercado. A primeira delas é que é preciso estar atento às informações que chegam pela imprensa, sobretudo aquelas relacionadas à economia e propostas dos Governos. Fuja, sempre, de fake news, pois elas não agregam e ainda roubam tempo e energia para a elaboração de ações que sejam de fato eficazes. Faça um estudo contábil aprofundado com as informações que o próprio negócio gera, verificando os custos envolvidos com os processos e quais maneiras é possível intervir para reduzi-los. A mais óbvia delas é negociar e, diante de uma crise deste nível, há maior margem para tal. Mas cuidado, pois priorizar custos, seja de fornecedores ou prestadores de serviço, pode não ser a melhor solução, uma vez que a falta de certeza da estrutura e qualidade para atendê-lo não compensa a substituição.

É o que acontece, por exemplo, com o marketing. A primeira vista pode figurar na lista de cortes necessários, embora seja ele quem irá traçar a estratégia para gerar lucro à empresa. Reavalie as ações e tenha em mente que é importante estar presente, sendo sensível ao momento e, em hipótese alguma, soando como oportunista com o impacto que a pandemia tem trazido na vida das pessoas. Essa é mais uma das razões para evitar, por conta de custos, o amadorismo. E por falar em lucro, é importante saber que em contextos de crises, o foco da empresa deve ser primordial em melhorar a gestão, com o objetivo de se tornar mais forte e ganhando musculatura para enfrentar os desafios econômicos que vêm na sequência. Alguns segmentos podem lucrar mais, por conta da necessidade da população, mas todos podem sair amadurecidos e prontos para as oportunidades que virão.

Frente a segunda onda da pandemia que nos ameaça com um novo lockdown, quando a retomada do comércio parecia certa, é natural que o desânimo surja entre o empresariado. É preciso nessa hora ter em mente que nenhuma crise é eterna e assim como o mundo superou a grave crise financeira em 2008 e resistiu, esta também é passível de ser superada. Mas, se a análise fria dos números internos da empresa revelar que o seu negócio terá grandes chances de ter prejuízo neste momento e nos meses que virão, talvez seja melhor reavaliar as formas de evitar esse cenário e, em alguns casos, dependendo do mercado no qual está inserida, o encerramento das atividades ser uma saída para se distanciar de dívidas. É uma possibilidade para retomar no futuro com um novo negócio sem sequelas e mais otimista com o futuro.

*Paulo Zahr é cirurgião dentista, fundador e CEO da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do país e segunda do mundo, com mais de 800 unidades espalhadas em todos os estados brasileiros, exceto Acre. Há 30 anos no mercado e 10 no franchising é reconhecida pelo pioneirismo em implantar técnicas de ortodontia, dentística, estética, endodontia, implantodontia e outros procedimentos que utilizam a mais alta tecnologia.