A curiosidade natural sobre sua origem motivou o historiador João Bosco Campos a dar início a pesquisa que está reunida e publicada, mais de 20 anos após seu falecimento, no livro “Alferes Domingos João Campos, Senhor do Engenho Jundiahi, História e Genealogia”, que será lançado na próxima quinta-feira (22) na sede da AABB, na Avenida Hermes da Fonseca, a partir das 18h. O livro conta a saga da família Campos, vinda de Portugal, e sua história no Rio Grande do Norte e no país.

O livro é o segundo do autor. O primeiro “A Pipa”, também foi lançado por sua família após o falecimento de Bosco. Quando a pesquisa sobre a família Campos começou, o filho mais velho de Bosco, Rodrigo Viana Campos, que dirigiu a organização do material para a publicação, ainda era menino pequeno. “Nos anos 1990 ele foi a Portugal, onde coletou registros daquele que foi o primeiro a por no seu sobrenome o Campos”, conta Rodrigo.

João Bosco faleceu no final da década de 1990, e desde então, a família mantinha aceso o desejo de resgatar a pesquisa realizada e transformá-la em livro. “Lembro de uma carta que ele escreveu para mim – acho que quando completei 18 anos – em que citava um autor, do qual não me recordo o nome, onde ele dizia que um homem só estaria realizado quando plantasse uma árvore, tivesse um filho e escrevesse um livro. E ele tinha feito as três coisas”, conta Rodrigo.

No ano passado, com o intento de publicar o trabalho realizado pelo pai, Rodrigo procurou o tio Marcos Campos, que é escritor de poesias e contos premiados no Brasil e outro países, para que o ajudasse a transformar o sonho do livro em realidade. “Achei que ele era a pessoa certa para dar objetividade e nos ajudar a realizar o livro”, conta. Além de Rodrigo e Marcos, a filha de Bosco, Raíssa Viana Campos, e os irmãos do autor: Domingos Fernandes Campos, José de Arimateia Campos, Laura Maria Campos, Maria Auxiliadora Campos e Maria de Fátima Campos Cirne também assinam a organização do livro.

Entre os Campos ilustres do RN, é registrado no livro o ex-presidente da República Café Filho, cujo nome “de guerra” não levava o sobrenome pesquisado, mas pertencia à família. Devido à extensa pesquisa que João Bosco realizou sobre Café Filho, o historiador foi convidado a tornar-se membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

Nota do blog: apesar de não ter o sobrenome Campos, também tenho o DNA desta família pelo lado da minha avó materna, Lourdes Campos. Como se costuma brincar aqui em Natal, no final das contas todos somos primos!