Jornalismo

9

Mar

Jornalismo

Mais de 60% dos brasileiros não sabem identificar uma notícia falsa, segundo pesquisa

Recente pesquisa da empresa de cibersegurança Kaspersky em parceria com a empresa de pesquisa CORPA – “Iceberg digital” – indica que 62% dos brasileiros não sabem identificar ou não têm certeza se conseguem diferenciar se uma notícia na internet é falsa ou verdadeira. O estudo revela ainda que, apesar dessa dificuldade, os brasileiros estão familiarizados com o termo “fake news”: apenas 2% dos entrevistados desconhecem a expressão. O estudo, feito nos demais países da América Latina, traz um quadro geral ainda mais preocupante.

Em média, 70% dos latino-americanos não sabem identificar ou não têm certeza se conseguem diferenciar se uma notícia na internet é falsa ou verdadeira. Os cidadãos que menos conseguem reconhecer notícias falsas são os peruanos (79%), seguidos pelos colombianos (73%) e chilenos (70%). Mais atrás estão os argentinos e mexicanos, com 66%. A pesquisa mostra que 16% dos entrevistados na América Latina desconhecem completamente o termo “fake news”, um aspecto em que os peruanos também se destacam, com 47% dos entrevistados alegando que não sabem o que a palavra significa.

Apenas 2% dos latino-americanos consideram as notícias falsas inofensivas, enquanto a grande maioria as classifica como perigosas e eventualmente danosas: 72% dos entrevistados acreditam que as notícias falsas viralizam para que alguém receba algo em troca ou para causar dano a algo/alguém. Mesmo tendo essa percepção negativa, quase metade dos brasileiros (42%) ocasionalmente questiona o que lê na web.

Os usuários peruanos mais uma vez lideram o ranking regional com 58%, eles são seguidos pelos colombianos (47%), chilenos, argentinos e mexicanos. O estudo mostra também que, em média, um terço dos latino-americanos usa apenas as redes sociais para se informar diariamente e apenas 17% se informam em sites da mídia tradicional. Destes, os que utilizam as redes mais vezes com esse propósito são os mexicanos (35%), seguidos pelos brasileiros (33%) e chilenos (32%). Mais atrás estão os peruanos (31%), argentinos (28%) e colombianos (26%).

"Os resultados deste novo estudo deixam claro que grande parte dos latino-americanos continua confiando fielmente no que circula na web, algo que pode causar graves consequências não apenas no âmbito pessoal, mas também no profissional", diz Fabio Assolini, pesquisador sênior de segurança da Kaspersky no Brasil. “No caso de fake news, além de prejudicar uma pessoa ou instituição, pode também destruir reputações e gerar caos. Elas também são usadas pelos cibercriminosos para atrair usuários desatentos para links maliciosos e, assim, roubar dados pessoais e dinheiro”.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/26556-em-ano-de-eleicao-mais-de-60-dos-brasileiros-nao-sabem-identificar-uma-noticia-falsa-segundo-pesquisa.html

5

Mar

Jornalismo

Aprovado projeto que cria mecanismos para coibir violência contra idosos

Para ampliar o combate à violência contra idosos, a Câmara Municipal de Natal aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira (04), o Projeto de Lei 278/2019 que obriga os servidores da Saúde a fornecer informações ao Conselho Municipal do Idoso sobre casos de violência física ou psicológica ou maus-tratos contra pessoas acima de 60 anos. O texto foi apresentado pelo presidente da Casa, vereador Paulinho Freire (PSDB), que frisou a importância social da iniciativa.

"O objetivo é resguardar o direito previsto no Art. 4° da Lei 10.741/2003 do Estatuto do Idoso, que estabelece que nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. Para nossa tristeza, constatamos que a grande maioria das agressões ocorre no âmbito familiar ou por pessoas próximas das vítimas, como vizinhos e amigos", explicou Paulinho Freire.

"Neste cenário, políticas de inclusão para as pessoas idosas tornam-se urgentes na capital potiguar, ante o acelerado processo de envelhecimento da população e um índice cada vez maior da expectativa de vida. Em tempo: fomentar ações que assegurem serviços de qualidade para a terceira idade e desenvolver estratégias que visem coibir violências neste segmento é dever deste parlamento em conjunto com todos os setores da sociedade", completou.

Ao fazer uso da palavra, o vereador Franklin Capistrano (PSB) defendeu a proposta. "A violência contra os idosos configura-se uma grave violação dos direitos desses cidadãos, o que evidencia a incapacidade dos governantes em garantir uma vida digna aos que dedicaram décadas de trabalho em prol do país. Portanto, parabenizo o meu colega Paulinho Freire por conceber uma matéria tão relevante".

Moção de Repúdio

O plenário do Legislativo natalense também acatou uma Moção de Repúdio ao Presidente Jair Messias Bolsonaro em virtude da declaração feita a jornalistas, dia 5 de fevereiro, ao sair do Palácio da Alvorada, na qual ele afirma que as pessoas portadoras do Vírus HIV, transmissor da Aids, são "uma despesa para todo o Brasil", além de um "problema sério" para a própria pessoa.

"Como representante do povo de Natal na Câmara e apoiador da luta pelos direitos das pessoas com HIV/Aids, ao lado da Associação Vidas Positivas (AVIP), que exerce um árduo trabalho nessa área, é meu dever repassar a importância da igualdade para os portadores do vírus na sociedade", destacou o vereador Kleber Fernandes (PDT), autor da moção. 

Por sua vez, o vereador Cícero Martins (PSL) votou contra a proposição. "Muitas falas são distorcidas na mídia. O presidente Bolsonaro não tem preconceito com os portadores do HIV. O fato é que houve um veto presidencial a um projeto do Congresso que dispensa a pessoa com HIV/Aids, que esteja aposentada por invalidez, de ter que passar por perícia. Ele apenas alertou para os devidos cuidados, haja vista que essas pessoas representam um alto custo para o governo. É uma questão de interpretação", avaliou.

Concursos públicos

No final da sessão, os parlamentares deram parecer favorável a um projeto encaminhado pelo vereador Ney Lopes Júnior que autoriza, em casos específicos, a mudança de data para a realização de prova, teste ou exame físico, exigíveis em qualquer concurso público no Município.

3

Mar

Jornalismo

Governo federal reedita cartilha sobre proteção de jornalistas e comunicadores

O governo federal reeditou a cartilha sobre a proteção de jornalistas e outros comunicadores. O documento traz as obrigações governamentais acerca da prevenção, proteção e acesso à justiça em casos de violência cometida contra esses profissionais em razão do exercício do seu direito à liberdade de pensamento e expressão. A Cartilha Aristeu Guida da Silva foi apresentada hoje (3) pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

primeira versão do documento foi publicada pelo governo brasileiro em 2018 em cumprimento às recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para o caso do assassinato do jornalista Aristeu Guida da Silva, que dá nome à cartilha, em 12 de maio de 1995, no município de São Fidélis, no Rio de Janeiro. Em 1999, a Sociedade Interamericana de Imprensa apresentou à comissão uma petição contra o Estado brasileiro denunciando o caso.

A cartilha apresenta ainda os padrões internacionais e os mecanismos de proteção de direitos humanos e os canais de auxílio às pessoas ameaçadas, como o Disque 100 e o Portal Humaniza Redes.

Entre as obrigações do governo estão realizar discursos públicos que contribuam para prevenir a violência contra jornalistas e comunicadores e campanhas e capacitações de agentes do Estado sobre o papel desses profissionais em sociedades democráticas.

Em 2019, foram registrados 208 ataques a veículos de comunicação e a jornalistas, um aumento de 54,07% em relação ao ano anterior, de acordo com o relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), divulgado em janeiro. Os políticos foram os principais autores, com 144 ocorrências (69,23% do total), a maioria delas tentativas de descredibilização da imprensa (114). Segundo o levantamento, o presidente Jair Bolsonaro foi o autor de 121 ataques em 2019, (58,17% do total de casos registrados no ano).

Além dos registros de ameaças ou intimidações, agressões verbais e físicas e censuras, dois jornalistas foram assassinados em 2019. Este ano, o jornalista brasileiro Lourenço Léo Veras acabou entrando para a estatística. Ele foi morto a tiros, dentro de casa, por homens armados e mascarados, na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde trabalhava, cidade vizinha à Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

A Comissão de Proteção dos Jornalistas afirma que a fronteira do Brasil com o Paraguai é uma das mais perigosas do mundo para profissionais da imprensa. Ontem (2), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) condenou o crime, que aconteceu em 12 de fevereiro. Em nota, a diretora-geral da agência da ONU, Audrey Azoulay, disse que os autores do crime têm de ser levados à justiça e punidos e acrescentou que a proteção dos jornalistas é fundamental para a defesa da liberdade de imprensa e de expressão.

Com informações da Agência Brasil

3

Mar

Jornalismo

CNN Brasil estreia na TV em 15 de março

Após mais de um ano estruturando a sua operação nacional, a CNN Brasil fará sua estreia na TV paga no próximo dia 15. O canal de notícias usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira, 2, para anunciar sua estreia. A emissora já havia declarado que estrearia na TV em março, mas não havia divulgado a data exata até então.

A divulgação da data da estreia acontece dias depois de a CNN Brasil fechar acordo de transmissão com as maiores operadoras de TV paga do País. Após Claro (Net) e Sky, o canal de notícias e a operadora Oi anunciaram parceira no último dia 27. Das grandes empresas do setor, a única com a qual o canal ainda não divulgou acordo é a VivoTV.

A CNN Brasil promete revelar os números de seus canais na grade dessas operadoras nos próximos dias. Antes da estreia, no entanto, o canal promoverá um evento de lançamento, em São Paulo, no próximo dia 9. No espaço da Oca, no parque do Ibirapuera, os executivos e elenco do canal irão receber o mercado publicitário, imprensa e autoridades para apresentar o projeto televisivo.

Fonte: Portal Meio e Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/03/02/cnn-brasil-estreia-na-tv-em-15-de-marco.html

28

Fev

Jornalismo

"Voz de Trovão" troca TV Tropical pela InterTV Cabugi

O repórter Ayrton Freire, o "Voz de Trovão" da TV Tropical, deixou a afiliada da Rede Record no RN e está indo para a InterTV Cabugi. Ayrton vai reforçar o time da afiliada da Globo a partir do próximo mês. 

Ontem, o jornalista fez uma postagem no instagram se despedindo da emissora que o revelou para o grande público. Ayrton começou na TV Tropical há 11 meses e também trabalhou no recém extinto Portal No Ar. Atualmente, ele cumpria expediente no jornalismo policial da TV, escrevia para o Portal da Tropical e fazia participações na rádio CBN. 

Ayrton era o "menino dos olhos" do apresentador da edição local do Cidade Alerta, Salatiel de Souza. Foi ele quem apelidou o jornalista de "Voz de Trovão" pelo tom grave da locução do jovem repórter. Ele também era um dos queridinhos do dono da emissora, o ex-senador José Agripino Maia. A prova do prestígio de Ayrton ficou comprovada no ano passado quando ele recebeu proposta para migrar para a TV Ponta Negra, mas acabou sendo convencido a ficar na TV de Agripino.

Ayrton nasceu na cidade de Espírito Santo, no interior do estado, e chegou a vender picolé na feira. Ele chega à InterTV Cabugi para reforçar o jornalismo popular da emissora, implementado nos últimos anos.

26

Fev

Jornalismo

Bolsas abertas para jornalistas que queiram cobrir encontro global sobre oceanos da ONU

 Jornalistas brasileiros interessados em cobrir a Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU) podem concorrer a bolsas oferecidas pelo projeto Earth Journalism Network (EJN), que trabalha com a capacitação de profissionais de países em desenvolvimento para reportar questões ambientais. Esta é a segunda edição do evento, que será na primeira semana de junho, em Lisboa, Portugal. 

As inscrições estão abertas até às 6h (horário de Brasília) de 7 de março. Para candidatar-se às bolsas, o participante pode atuar como jornalista freelancer ou representar um veículo de mídia estabelecido. Bom domínio do inglês é um pré-requisito. Experiência na cobertura de questões marinhas e outros tópicos ambientais, e audiência do veículo também são levados em consideração no processo seletivo.

Além de participar da conferência entre os dias 2 e 6 de junho 2020, os selecionados receberão dois dias de mentoria e instruções antes do evento. 

Financiadas pela Fundação Calouste Gulbenkian, as bolsas cobrem os custos com passagens aéreas, alojamento, alimentação e transporte. A Fundação reembolsa as despesas com visto.

Neste ano, o tema do encontro é “Ampliar a ação dos oceanos com base na ciência e inovação para a implementação do Objetivo 14: análise, parcerias e soluções”. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, das Nações Unidas, estabelece como meta a conservação e utilização sustentáveis dos oceanos, mares e recursos marinhos.

Acesse aqui a versão em português do documento final da Conferência dos Oceanos de 2017, que contou com os principais chefes de Estado e de Governo e organizações de todo o mundo que trabalham com o tema.

Sobre a inscrição

A inscrição deve ser preenchida em inglês através do site. Os candidatos devem enviar amostras de trabalhos anteriores acompanhadas de um breve resumo em inglês. Uma carta de apoio de um editor assegurando que as reportagens produzidas serão publicadas ou transmitidas no meio de comunicação também deverá ser anexada.

Confira mais informações em português aqui. O email info.ejn@internews.org esclarece dúvidas sobre a inscrição em inglês.

20

Fev

Jornalismo

Google anuncia patrocínio a startups de jornalismo

O Google anuncia nesta quinta-feira, 20, um projeto de patrocínio a startups de jornalismo. Chamado Google News Initiative Startup Lab, o projeto pretende atender às operações que estejam em estágios iniciais de desenvolvimento, mas já operantes. A premiação chegará a R$ 20 mil reais por startup escolhida, além de um programa de 13 semanas dentro de um campus da plataforma voltado para empresas de tecnologia.

O programa foi organizado em parceria com o Insper, e contará com mentoria, treinamento e workshops sobre tópicos como estratégia, produto, modelo de negócios, vendas e marketing, construção de comunidade e captação de recursos.

“No final do programa, cada startup terá a oportunidade de se apresentar em um Demo Day para potenciais investidores”, afirmou, em nota, Fabiana Zanni, news lab lead do Brasil. As startups interessadas devem se cadastrar em um formulário online da plataforma.

O Google News Initiative é um programa global da empresa voltado à inovação digital dentro de empresas jornalísticas divido em três pilares: parcerias, produtos e programas. No fim do ano passado, a plataforma escolheu 12 projetos brasileiros para distribuir R$ 16 milhões em fomento, ao todo. Entre as parcerias deste programa específico estão Grupo Bandeirantes, O Globo, Piauí, Estadão e Azmina, além de outras empresas jornalísticas.

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/02/20/google-anuncia-patrocinio-a-startups-de-jornalismo.html

 

10

Fev

Jornalismo

Rádio 98 FM estreia hoje novo programa jornalístico: 12 em ponto

O programa 12 em ponto estreia hoje (10) na hora do almoço na rádio 98 FM, comandado pelas jornalistas Michelle Ricon e Anna Karinna Castro e com comentários esportivos de Marcos Lopes.  O 12 em ponto vai trazer conteúdos e notícias em tempo real. A transmissão vai acontecer também pelo Instagram, Facebook, WhatsApp, portal de notícias, Twitter e YouTube.

''Tudo isso com projeção, também, nas mídias digitais da 98 FM, uma das rádios mais seguidas em todo o Nordeste, chegando a quase 35 mil inscritos somente no YouTube.  Além de ser a emissora potiguar com maior alcance de rádio, ouvida em mais de 148 cidades de 3 estados (RN, PB e PE)'', destaca a emissora.

10

Fev

Jornalismo

New York Times supera marca de 5 milhões de assinantes

O New York Times superou a marca dos 5 milhões de assinantes no último trimestre de 2019. O dado foi divulgado na última quinta-feira, 6, junto com o balanço financeiro da companhia e demonstra também a projeção de crescimento do veículo: alcançar o número de 10 milhões de assinantes até 2025.

Entre os mais de 5,251 milhões de assinantes reportados pelo veículo estão contabilizados tanto aqueles que recebem o jornal impresso como os cerca de 3,5 milhões de pessoas que assinam apenas a versão digital da publicação. No último trimestre de 2019, as assinaturas do New York Times cresceram 30% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No ano passado, o jornal conquistou mais de um milhão de novos assinantes para sua versão digital – o maior crescimento anual da base em toda a história. O presidente e chefe-executivo da Times Company, Mark Thompson, declarou que 2019 foi o melhor período para o veículo, em termos de ampliação de assinaturas, desde quando o NYT lançou seu modelo digital, há nove anos.

Apesar dos números positivos na circulação, o New York Times viu sua receita publicitária diminuir 10% no último trimestre do ano passado em relação ao mesmo período do ano anterior, tanto no impresso quanto no digital. A companhia, no entanto, pondera que retração pode ser explicada pelo fato de os números do último trimestre de 2018 terem sido extraordinariamente mais altos.

O veículo destacou que a expectativa é de que a maior parte das receitas continue vindo das assinaturas e não mais da publicidade, como foi a realidade dos jornais por muitos anos. Nesse cenário, o preço da assinatura digital subiu, pela primeira vez desde 2011, passando de US$ 15 para US$ 17 por mês.

Fonte: Portal Meio e Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/02/07/new-york-times-supera-marca-de-5-milhoes-de-assinantes.html

6

Fev

Jornalismo

O Globo estreia plataforma de análise de notícias

O jornal O Globo anunciou nesta quarta-feira, 5, sua nova plataforma digital que pretende contextualizar as notícias do dia a dia. O site Analítico nasce com a proposta de levar, em tempo real, análises que ajudem o leitor a compreender os acontecimentos cotidianos, com contexto e seus possíveis desdobramentos.

A plataforma vai abordar notícias de política nacional, internacional, economia e tecnologia e promete textos de leitura rápida, com cerca de 350 palavras. As equipes de arte e infografia foram as responsáveis por desenvolver o projeto gráfico do Analítico, que promete se adaptar aos diferentes tamanhos e formatos. O conteúdo também será compartilhado no perfil do site no Twitter e na edição impressa do jornal.

Inicialmente, uma equipe de repórteres, editores e colunistas do O Globo no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília vão alimentar o site, mas a ideia da empresa é que todos os jornalistas do jornal contribuam com a plataforma de acordo com suas especialidades editoriais.

Fonte: Meio e Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/02/05/o-globo-estreia-plataforma-de-analise-de-noticias.html

6

Fev

Jornalismo

Empresa lança ferramenta grátis para identificar notícias falsas

Na última terça-feira (4), a Jigsaw (uma empresa da Alphabet que foi fundada com o nome de Google Ideas) anunciou o Assembler, uma ferramenta grátis que deverá ajudar jornalistas e pesquisadores a identificar que uma foto é real ou se ela foi manipulada digitalmente, conseguindo reconhecer tanto edições feitas por humanos quanto aquela imagens modificadas com o uso de IAs.

A ferramenta foi criada com o intuito de verificar a autenticidade de imagens e mostrar onde elas podem ter sido alteradas. Para usar o programa, os usuários que acessarem o Assembler só precisam fazer o upload de qualquer imagem que queiram verificar, e então o algoritmo utilizará sete tipos de detectores para tentar encontrar se a imagem foi alterada de alguma forma.

Isso é possível porque mesmo os algoritmos mais avançados de alteração de imagens podem deixar certos traços ao fazer qualquer alteração, seja inserir um elemento que não existe na imagem original ou mudar alguma coisa no plano de fundo dela. Assim, o Assembler consegue procurar traços específicos dessas manipulações, e não apenas avisar para o usuário se a foto foi ou não alterada, mas qual elemento provavelmente foi alterado e o tipo de alteração feita.

Esses algoritmos detectores foram desenvolvidos em conjunto com a Universidade da Califórnia - Campus de Berkeley (EUA), a Universidade Federico II de Nápoles (Itália) e a Universidade de Maryland (EUA), além de dezenas de organizações de verificação de fatos ao redor do mundo, como a Animal Politico (México), Rappler (Filipinas) e a Agence France-Presse (França).

A Jigsaw deixou claro que a Assembler é uma ferramenta que ainda está em desenvolvimento e, atualmente, apenas um grupo seleto de empresas de jornalismo e checagem de fatos teve acesso à ferramenta. Segundo o New York Times, a subsidiária da Alphabet que não pretende lançar a tecnologia publicamente, mas a tendência é que a distribuição seja amplificada com o passar do tempo.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/seguranca/e-fake-alphabet-lanca-ferramenta-profissa-para-derrubar-noticias-falsas-159954/

24

Jan

Jornalismo

Bolsas para cobrir Assembleia Geral da ONU estão com inscrições abertas

Jornalistas brasileiros podem se candidatar a bolsas de dez semanas em Nova Iorque, Estados Unidos, para cobrir a 75ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas. Os profissionais devem ter entre 25 e 35 anos de idade, inglês fluente e atuar em rádio, TV, veículo impresso ou internet. As inscrições vão até 6.mar.2020.

Neste ano, o Fundo Dag Hammarskjöld, responsável pelas bolsas, escolherá entre jornalistas nativos da América Latina, Caribe, África e Ásia. Quatro candidatos serão selecionados.  A bolsa inclui passagem aérea de ida e volta para Nova Iorque, acomodação, seguro de saúde e subsídio diário para cobrir alimentação e outras necessidades. O evento tem início em setembro.

Além de comprovar atividade profissional, os candidatos devem apresentar duas cartas de recomendação, autorização do(a) editor(a) do veículo em que trabalha, uma carta de apresentação, duas fotos recentes e uma cópia do passaporte. A documentação deverá ser enviada para a sede do Fundo Dag Hammarskjöld Fund, no estado estadunidense da Pensilvânia.

As bolsas existem há cerca de 50 anos e têm o objetivo de possibilitar que jovens jornalistas de países em desenvolvimento observem as deliberações diplomáticas internacionais nas Nações Unidas e produzam reportagens sobre o evento para seus respectivos países. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail fellowship2020@unjournalismfellowship.org. A lista de documentos necessários para inscrição e o endereço de envio estão disponíveis aqui (em inglês).

Com informações da Abraji

23

Jan

Jornalismo

As razões que fizeram os jornais crescerem em 2019

Deu no Meio & Mensagem

A circulação geral dos maiores jornais do País aumentou no ano passado. Impulsionado pelas assinaturas digitais, o desempenho desses títulos melhorou em um cenário de recente retração e queda nos números.

Na opinião de Pedro Silva, presidente do instituto Verificador de Comunicação (IVC), a transformação dos hábitos de consumo de conteúdo, o investimento dos veículos na qualificação de suas plataformas digitais e a complexidade dos cenários político e econômico do País atualmente pesaram para que os dados de circulação dos grandes jornais fossem positivos no ano passado na comparação com 2018. Os tópicos abaixo apresentam os motivos que, na visão do IVC, levaram as grandes marcas jornalísticas a encerrar o ano passado de forma mais positiva.

Notícias mais complexas
De acordo com Pedro Silva, é comum as circulações dos jornais aumentarem em anos de eleição. A regra, no entanto, não se aplica em relação a 2019, que registrou crescimento mesmo sem uma disputa eleitoral. Mas os desdobramentos dos resultados das urnas no ano passado colaboraram para que a demanda por notícias fosse mais alta no ano que passou. “Os assuntos mais discutidos ao longo do ano de 2019 era complexos e exigiam uma análise mais aprofundada. Embora estejamos em meio à proliferação de fake news, as pessoas buscam por informações de credibilidade quando precisam compreender melhor um assunto. A Reforma da Previdência é um bom exemplo. O assunto foi trabalhado na mídia há meses e as pessoas tinham curiosidade em entender como essas novas regras afetariam as suas vidas. Há, em todo o mundo, acontecimentos que precisam ser explicados de forma mais complexa e, nesse momento, as marcas jornalísticas consolidadas acabam prevalecendo”, analisa o presidente do IVC.

Alta do digital
Quando se analisa a circulação digital dos cinco maiores jornais do País, todos – com exceção do Zero Hora, do Grupo RBS – registraram crescimento em suas assinaturas digitais em 2019. Essa transição de hábitos de consumo de conteúdo mudou a relação das pessoas com o jornal, que deixou de ser algo pronto e estático para entrar na lógica de uma mídia dinâmica, alimentada continuamente. “Houve um tempo em que os assinantes das versões impressas dos jornais também ganhavam o direito de ter uma assinatura digital e isso acaba influenciando nos dados. Agora, quando conseguimos diferenciar essas assinaturas, percebemos que o digital já responde pela maior parte da circulação dos grandes jornais. Já há algum tempo, as pessoas estão lendo mais o digital do que o impresso”, diz Silva.

Regional, porém universal
Outro ponto que o presidente do IVC atribuiu para o aumento da média da circulação dos jornais é a postura mais universal das coberturas, sobretudo dos pequenos veículos. “Os jornais que eram bem focados nas notícias locais passam a se posicionar como veículos nacionais. A Folha de S.Paulo, por exemplo, apesar do nome, é um jornal nacional que acompanha os acontecimentos do Brasil e do mundo. Isso faz com que o interesse pelo conteúdo aumente em diferentes locais e, também, abre a possibilidade de o veículo conquistar novos mercados”, pontua.

Fortalecimento dos portais
O presidente do IVC também considera que, embora os dados de circulação digital refiram-se às edições “fechadas” dos jornais, que correspondem à determinada data, o consumo de conteúdo jornalístico nos portais dos veículos deve seguir em alta. “Estamos nos preparando para uma transição no consumo dos jornais e vemos que os websites dos veículos começam a ter um alcance ainda maior do que as próprias edições digitais pelo fato de oferecer informações sempre atualizadas. O impresso deve continuar caindo, essa é uma tendência inevitável, mas as pessoas continuarão em busca das informações jornalística no ambiente digital”, conclui Silva.

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/01/23/as-razoes-que-fizeram-os-jornais-crescerem-em-2019.html

22

Jan

Jornalismo

Circulação dos maiores jornais do País cresce em 2019

Três dos cinco maiores jornais do País registraram crescimento na média da circulação do ano de 2019. Dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) apontam que, no ano passado, a média das circulações da Folha de S.Paulo, O Globo e Super Notícia cresceu na comparação com a média anual de 2018.

Líder no segmento do País, a Folha registrou uma média mensal de 328.438 exemplares de acordo com o IVC. O número representa um aumento de 6,4% na comparação com a circulação registrada pela Folha no ano anterior. Para esse cálculo, o IVC considera a soma dos dados de circulação impressa com os de circulação digital.

Segundo colocado no ranking, o Globo registrou um aumento de 7,2% na circulação geral, em comparação com 2018, alcançando o número de 323.172 exemplares. O Super Notícia, de Minas Gerais, também ampliou sua circulação em 2019, alcançando uma média de 193.105 (3,1% superior à registrada em 2018).

Embora o Estadão tenha registrado uma ligeira queda de 0,8& na média geral de circulação em 2018, o veículo também cresceu quando se analisa somente a parte de assinaturas digitais. Nesse meio, o jornal viu sua circulação subir 5,5% em 2019 na comparação com o ano anterior.

O Zero Hora, de Porto Alegre, também teve um recuo em sua média geral de circulação (impresso + digital), que passou de 181.183 exemplares em 2018 para 163.594 no ano passado.

Fonte: Meio & Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/01/21/circulacao-dos-maiores-jornais-do-pais-cresce-em-2019.html

22

Jan

Jornalismo

Centro especializado dos EUA oferece cursos online de jornalismo colaborativo

Center for Cooperative Media oferece uma série de cursos on-line e gratuitos sobre jornalismo colaborativo entre janeiro e abril. Com duração média de uma hora, os cursos têm diferentes datas de exibição, que podem ser escolhidas pelo(a) aluno(a) no momento da inscrição.

Três módulos estão disponíveis: “Introdução ao jornalismo colaborativo”, “Como construir a colaboração no jornalismo” e “Fluxo de trabalho e tecnologia no jornalismo colaborativo”.

De acordo com Stefanie Murray, diretora do centro, os cursos podem fornecer inspiração a iniciativas de jornalismo colaborativo que crescem no Brasil e na América Latina através de uma visão geral de como esse modelo está sendo estudado nos Estados Unidos e dos diferentes tipos de projetos possíveis.

“Temos ouvido falar sobre muitos esforços de colaboração interessantes acontecendo na América Latina, e acreditamos que é um cenário propício para mais parcerias”, afirma.

Murray é responsável pela apresentação do curso de introdução ao jornalismo colaborativo. Os outros dois módulos são apresentados por Heather Bryant, fundadora do Projeto Facet.

Localizado na Universidade Estadual de Montclair, em Nova Jersey, Estados Unidos, o Center for Cooperative Media tem como missão o fortalecimento do jornalismo local e colaborativo. Os cursos foram financiados por uma doação da Fundação Rita Allen.

Fonte: Abraji, disponível em: https://abraji.org.br/noticias/centro-especializado-dos-eua-oferece-cursos-online-de-jornalismo-colaborativo